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12º CONCUT: A discussão sobre o Programa de proteção ao Emprego (PPE)

8 de novembro de 2015
PPE12CONCUT

Mais uma falsificação do debate, desta vez da “Esquerda Marxista”

Ainda que seja difícil dar crédito a uma matéria que erra até no número de membros da Executiva nacional, eleitos no 12º CONCUT, o balanço do congresso publicado pela corrente Esquerda Marxista (EM, que saiu do PT e entrou no PSOL) é uma “obra de arte” em matéria de falsificação.

Nele, pode-se ler que “somente uma questão política foi a voto: sim ou não ao Plano de Proteção ao Emprego (PPE), que reduz salário e jornada e é bancado com dinheiro do governo, jogando no lixo a posição histórica da CUT de luta por redução da jornada sem redução de salário”.

Primeira falsificação: não foi a voto o “sim ou não” ao Programa (e não Plano) de Proteção ao Emprego (PPE), mas sim uma resolução que reafirmava a posição da CUT de “redução da jornada SEM redução de salários”, constatava que o ramo industrial (metalúrgicos) havia negociado com o governo o PPE, mas que o debate sobre o tema prosseguiria na central. Alex dos Santos (EM), ao lado de um delegado do Partido Operário Revolucionário (POR) falou contra essa resolução, projetada no telão e lida pela mesa.

E a falsificação continua: “A defesa do PPE foi feita por Júlio Turra (OT) e João Felício (Articulação Sindical). Turra foi entusiasticamente aplaudido por Wagner, presidente da CUT e outros dirigentes (ver foto ao lado) ”. É incrível! Na verdade, Júlio Turra falou contra o PPE defendendo a resolução pois ela “em nada prejudica a posição de quem é contra e ainda reafirma a posição da central de redução da jornada sem redução de salários” (veja no vídeo a posição de Júlio Turra sobre o PPE).

Até foto é manipulada

Quanto à foto de Julio aplaudido por Vagner Freitas e outros dirigentes, que reproduzimos, é da fala de defesa da chapa única, como se pode constatar no site da CUT. Aliás, a EM integrou a chapa única, não na Executiva (de 44 membros, e não 46 como publicou), mas com um dos 138 membros da direção nacional, indicado por uma dirigente da Articulação Sindical da Confeitam (municipais). Já o debate sobre o PPE foi feito no microfone do plenário!

Para dar base à sua versão do CONCUT, o artigo da EM é recheado de citações com trechos escolhidos a dedo para confirmar a fábula de que “encabeçou a luta contra essa aberração”.

Nele, chega a destilar coisas do tipo: “A ala majoritária (da Articulação Sindical) excluiu o setor ligado a Jaci Afonso (bancário) da executiva porque ele não aceitou apoiar o PPE”. Jacy Afonso, que se absteve na votação sobre o PPE, já havia comunicado antes do CONCUT que não continuaria, mas seus companheiros (as) de “setor” mantiveram-se na Executiva e direção da CUT.

A questão de fundo é que a EM recusou uma resolução que impede setores que defendem o PPE (que já é lei com validade até 2017) reivindicá-lo como posição da CUT e que reafirma a posição de “redução da jornada sem redução de salários”, para tentar aparecer como os únicos “revolucionários” num congresso, como escrevem em seu balanço, “profundamente burocrático e dedicado a defender o governo, fazer críticas inócuas e ignorar todas as lutas em curso no Brasil”. Triste papel!

Lauro Fagundes

Artigo originalmente publicado na edição nº 776 do jornal O Trabalho de 5 de novembro de 2015.



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