Alagoas, um desastre que o DN precisa reverter!

Alagoas, um desastre que o DN precisa reverter!
A JPT, 22 DZs paulistanos, outros dirigentes e parlamentares tomaram posição contra

Por 25 a 15, o Diretório Regional do dia 25 de novembro, autorizou a volta do PT ao governo de Renan Filho (PMDB). A decisão abre um perigoso precedente de reaproximação com vetustos caciques do PMDB, como os senadores Renan Calheiros, Eunício Oliveira (Ceará) ou Jader Barbalho (Pará), entre outros.

O grupo do deputado Paulão (CNB), majoritário em Alagoas, bancou a decisão isolado de todas demais forças petistas do Estado. Isso apesar de dezenas de moções, vindas do pais, de militantes, dirigentes e diretórios que solicitaram que não retornasse ao governo dos Calheiros. Entre elas, 22 presidentes de Diretórios Zonais da Capital, em SP, o Conselho Nacional da Juventude do PT e outras.

A volta ao governo Renan foi costurada em segredo. Quando apareceu na imprensa, o presidente Ricardo Barbosa desmentiu, mas depois apresentou a proposta na Executiva Regional (14/10). Uma plenária dos militantes de Maceió convocada para discutir, terminou sem votação, pois o presidente do PT-Maceió, Marcelo Nascimento, a abandonou.

Uma vergonha!
As negociações para a volta, segundo alguns dirigentes, envolveram a Secretaria de Educação do Estado e “estrutura para eleger deputados”. Vergonhoso.

A decisão rompe com a resolução do 6º Congresso do PT, em junho, de “alianças apenas com setores anti-imperialistas, antimonopolistas, antilatifundiários e radicalmente democráticos”. O clã Renan, não se enquadra, pois governa com a política dos golpistas, em choque com a base social que o PT pretende representar, promove o desmonte dos serviços públicos, a privatização da companhia de água e saneamento, o arrocho salarial e até perseguição de dirigente sindical. O retorno do PT é, por fim, um obstáculo à reconstrução do PT.

Os militantes do Diálogo e Ação Petista que combatem esse retorno sesentem fortalecidos, pois a luta tem ganho adesões em todas as forças locais.

Agora, se prepara um recurso ao Diretório Nacional para reverter o desastre. Como disse a presidente Gleisi Hoffman, “aqueles que defendem a o desmonte da Legislação Trabalhista, a Emenda Constitucional 95, a entrega da Petrobras e do Pré-Sal, a privatização da Eletrobrás, o fim das aposentadorias e a volta do trabalho escravo não cabem nesse projeto nacional”.

Abrir a porta para que o PT volte aos erros que o fragilizaram no momento do golpe, é um obstáculo para afirmar a candidatura Lula como saída para o país, para revogar as medidas dos golpistas – apoiadas pelo clã Renan -, e avançar as reformas populares.

Luiz Gomes