Dia do Basta em 10 de agosto!

As centrais sindicais convocam o 10 de agosto – a última a se somar foi a Conlutas – como um dia de mobi­lizações e paralisações em todo o país.

Mas, o acordo entre elas se resume aos eixos “em defesa do emprego, da aposentadoria e dos direitos trabalhis­tas”, dadas as posições contraditórias existentes sobre outros temas, como a questão do direito de Lula ser can­didato.

Nas orientações da CUT para sua base se ampliam os eixos de mobilização para o Dia do Basta, além de associá-lo à preparação de caravanas a Brasília em 15 de agosto.

Diálogo com as bases é fundamental

Para que o 10 de agosto tenha êxito, é indispensável o trabalho nas bases sindicais para que ocorram parali­sações. O governo golpista e seus candidatos às eleições de outubro são responsáveis pelos ataques aos direitos e pelo desemprego, que atin­ge mais de 13 milhões de pessoas ou 27 milhões se contar o subemprego. Por isso a CUT levanta a saída para a crise nacional, que é Lula presidente com Constituinte para revogar os malfeitos dos golpistas.

“Basta de perseguição ao ex-presi­dente Lula” se soma à pauta da CUT, denunciando o estado de exceção que vivemos e a crise nas instituições submetidas aos interesses do grande capital nacional e estrangeiro.

A CUT levanta também “Basta de aumento do gás e combustí­veis” – devido à política de preços da Petrobrás – que levou a altas de 17,2% do botijão de gás, 31% da gasolina e 14,3% do diesel, muito superiores à inflação deste ano.

“Basta de privatizações” diante de uma situação em que os golpistas, depois de alienar o Pré-sal para as multinacionais, avançam na entrega de subsidiárias da Petrobras e que­rem privatizar a Eletrobrás. Ao que se soma o desmanche dos serviços públicos com a vigência da EC 45.

Como disse o ex-ministro da Saú­de de Dilma, Arthur Chioro: “Nos próximos 20 anos, com a Emenda 95, deixarão de ser investidos no SUS cerca de 400 bilhões de reais. Se os recursos eram insuficientes, a situação ficará calamitosa. E tudo isso para satisfazer os interesses dos financistas, do capital financeiro, arrebentando ainda mais a rede de proteção social”. Um resultado ime­diato é que, depois de 27 anos de queda, a mortalidade infantil volta a crescer no Brasil.

Trabalhadores X patrões

As plenárias de mobilização que a CUT faz em todo o país destacam o caráter de classe que deve ter o Dia do Basta, ainda mais agora que as en­tidades de empresários admitem até apoiar Bolsonaro, enquanto tentam fazer Alckmin decolar, com o apoio do apodrecido “centrão”, para ser o seu despachante na presidência.

O fundamental no Dia do Basta é que a classe trabalhadora entre em cena com seus métodos de luta – como as paralisações – e suas bandeiras, atraindo para o seu lado todos os setores populares que so­frem com a situação de desmanche da nação brasileira. Vamos à luta!

Julio Turra