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CORRENTE O TRABALHO DO PT

Diretório Nacional do PT: “Libertar Lula para o povo poder votar nele”

27 de abril de 2018
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O Diretório começou ouvindo o cientista político Marcos Coim­bra explicar que as pesquisas após a prisão de Lula (Ipsos, Data Folha e Vox Populi), todas mostram o mesmo: Lula manteve a liderança, com uma oscilação no setor intermediário (“um terço”) que não votava, mas não era hostil, e se preocupou com a injustiça e truculência do juiz Moro. O que batia com a percepção das ruas de várias das lideranças presentes.

O debate na instancia acolheu algu­mas das propostas trazidas do Diálogo e Ação Petista, e resultou na resolução sintetizada abaixo, que pode ser re­sumida na frase “a principal tarefa é defender a inocência de Lula, lutar por sua liberdade e fazer valer o direito do povo de votar no seu maior líder nas eleições presidenciais”.

Melhor que a nota da Executiva anterior, a resolução se concretiza em 19 tarefas, orientando diretórios e bancadas sobre o apoio prático à mili­tância, e enseja uma colaboração mais clara, não subalterna, com as frentes, a Brasil Popular, a Povo Sem Medo e a Democrática. Embora esse conjunto positivo ainda não seja um Plano de Ação completo.

Mas o foco é “dialogar mais com a população” para disputar setores disponíveis através dos Comitês e Diretórios, antecipando o lançamento de Lula à presi­dência.

Positivo tam­bém, ninguém falou mais em “ações exempla­res”, o que antes ou cobria uma certa impotência face ao golpe, ou a falta de com­preensão dos limites dados pela conciliação dos 14 anos dos governos Lula e Dilma, que difi­cultava mobilizar e liberar toda a energia popular contra o golpis­mo.

Agora, a candi­datura de Lula, mesmo preso, mas com uma plata­forma inspirada nas bandeiras do 6o Congresso do PT (Constituinte, principalmente, retomada por Lula no histórico discurso de São Bernardo em 7 de abril), deve ajudar a chegar lá.

Negociar a prisão para um Lula “bonzinho”?

O principal debate neste Diretório foi com certas lideranças da Mensagem e do CNB que separavam a luta pelo ‘Lula Livre’ da luta pelo ‘Lula Presidente’ em duas agendas e até dois movimentos.

Essas duas consignas podem até não agradar igualmente ao “plano b” e a certos aliados com candidato próprio para disputar o suposto espólio de Lula.

Mas o DN não embarcou na sepa­ração. O PT vai criar um único movi­mento que, lutando pela libertação de Lula, conduza à sua eleição. Até porque, qualquer “plano b” dividiria o PT.

Foi o ministro Gilmar Mendes do STF quem havia sugerido “negociar” a prisão de Lula pela sua saída da disputa eleitoral. Mas Lula voltou a recusá-la, agora, na carta da prisão lida no DN, onde pede liberdade por ser inocente e não para ficar “bonzinho”, como disse.

Por isso, a resolução conclui correta­mente “Lula Inocente, Lula livre, Lula Presidente!”.

Markus Sokol


RESOLUÇÃO DO DIRETÓRIO NACIONAL DO PT

Dois anos depois do golpe de estado que depôs a presidenta legíti­ma Dilma Rousseff, o Brasil vive uma espiral de violência política, de obscurantismo e de agressões aos direitos fundamentais.

A liberdade do ex-presidente Lula tornou-se questão central para a retomada do processo democrático.

Não se poderá falar em Democracia no Brasil, enquanto o maior líder popular do país permanecer encarcerado como um preso político, mantido em regime de isolamento, ao arrepio da lei, e sem poder recor­rer em liberdade da sentença injusta, como é direito de todo cidadão.

A principal tarefa do PT, neste momento, é defender a inocência de Lula, lutar por sua liberdade e fazer valer o direito do povo de votar no seu maior líder, nas eleições presidenciais de outubro.

A candidatura de Lula é a resposta da maioria do povo ao governo golpista, que retira direitos dos trabalhadores, desmonta os programas sociais, entrega o patrimônio nacional e a nossa soberania aos inter­esses estrangeiros.

O DN, reunido em Curitiba, saúda a militância que se engajou de corpo e alma na defesa do nosso maior líder, agradece a solidariedade de per­sonalidades nacionais e internacionais, e adota a seguinte resolução:

  • Reafirmar a candidatura de Lula à Presidência, conforme de­cidido pelo DN em 15 e 16 de dezembro de 2017;
  • Convocar para 28 de julho o Encontro Nacional do PT que indicará formalmente Lula candidato a presidente;
  • Registrar a candidatura na Justiça Eleitoral em 15 de agosto, conforme determina a legislação;
  • Apresentar ao país, nas próximas semanas, as diretrizes do programa de governo Lula;
  • Deflagrar a pré-campanha Lula Presidente, com um calendário dos pré-lançamentos em todos os Estados;
  • Avançar no debate nos estados, de forma a articular a pré-campanha de Lula com os lançamentos das chapas estaduais, para governador, senadores, deputados estaduais e federais;
  • Convocar, no mês de maio, junto com os movimentos, forças populares e democráticas dois grandes atos de massa em defesa de Lula Livre, no Nordeste e em São Paulo;
  • Ampliar a formação de Comitês Populares Lula Livre por todo o país, para dialogar com o povo, desmontar a farsa jurídica e mobilizar para uma agenda de atos e debates, convidando nossos candidatos e todos que queiram somar;
  • Produzir o boletim semanal Lula Livre para ser impresso e distribuído pelos DRs, DMs e Comitês Lula Livre;
  • Criar o SOS Militante, para garantir apoio jurídico a todos apoiadores de Lula e do PT atacados ou ameaçados por defenderem nossa causa;

Lula Inocente, Lula livre, Lula Presidente!

Curitiba, 23 de abril de 2018


Vai dar PT!

Pesquisas e filiações avançam tendência anterior

Nos 15 dias da prisão de Lula até a véspera do Diretório dia 23, mais de três mil pessoas ingressaram no PT, triplicando o ritmo de filiação que já vinha em alta.

Pesquisas qualitativas mostram que o terço que não votava, nem era hostil a Lula, agora, está mais permeável. As injustiças contra Lula “agregam simpa­tias e solidariedade porque simboliza a luta de classes e a defesa de um projeto de sociedade inclusivo”, ressalta Gleisi, presidente do PT.

O fato das filiações como resposta à perseguição jurídico-midiática, qualifica o favoritismo de Lula. Ele inquieta a elite que não tem candi­dato competitivo. E desanca os que aconselham o PT a indicar logo o “plano b”. Por que o PT esconderia o golpe que quer amputá-lo?

É por ser visto como a saída do golpe que Lula, após a prisão, segue dispa­rado na frente com 31% das intenções de voto no Data Folha, mais do dobro do segundo colocado, Bolsonaro (PSL) com 15%. Os rivais são Marina 10%, Joaquim Barbosa 8% e Alckmin 6% (Ciro tem 5%, Manuela 2% e Boulos 0).

Na polarização, Lula pode até ganhar no primeiro turno. Mas substituindo Lula, na pesquisa, Haddad fica com apenas 2%, enquanto os brancos/nu­los/nenhum dobram para 23%. Quer dizer, o PT definharia e o resultado eleitoral perderia legitimidade.

A única saída é votar em Lula do PT no dia 7 de outubro, queira o TSE ou não, Lula preso ou não. Vai dar PT.



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