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Confira abaixo o índice da edição:

Página 1

– Como votar
O Regime tenta prolongar seu futuro com eleições anti-democráticas. Arena? MDB? Voto nulo? Voto em branco? São essas as alternativas colocadas para 42 milhões de eleitores, em todo o país.

– Greve
7 mil metalúrgicos em Assembleia Geral recusaram a proposta dos patrões. Sua decisão: nada a menos do que 70%.

Página 2

– Protestos operários
No próximo domingo os trabalhadores de Osasco vão reunir-se num ato público para reivindicar a readmissão de operários demitidos por motivos políticos, discutir a campanha salarial e repudiar todo tipo de repressão à classe operária. Operários metalúrgicos, bancários, professores, representantes dos sindicatos do Couro e dos Padeiros e estudantes também preparam um ato público.

– Ato em Osasco
Diante das demissões por participação em lutas salariais, os trabalhadores de Osasco decidiram defender em uma concentração o direito da classe operária de fazer greve sem ser reprimida. Começou a convocação por meio de panfletos nas portas das fábricas.

– Greve na Alfa
Cerca de 150 operários da Metalúrgica Alfa, em greve para protestar contra o assassinato de seu companheiro Nelson Pereira de Jesus, morto por um dos patrões, estão pedindo ajuda aos trabalhadores e população em geral para continuar seu movimento. Os operários prometem que só voltam ao trabalho depois que sua principal reivindicação for atendida: mudança da diretoria da indústria.

– Oposição denuncia fraude
A máquina da estrutura sindical trabalhou a todo vapor para conter a oposição e impedir a vitória da chapa 2 no segundo turno das eleições da Sabesp. Mesmo contando com todo tipo de fraude, ameaças e pressões, os pelegos só venceram por pequena margem. Não satisfeitos, preparam uma lista de 51 nomes ligados à oposição para entregar a empresa a fim de que sejam demitidos.

– Expediente
Editores: Paulo Moreira Leite, Edmundo machado, Arthur Pereira Filho, Paulo Nogueira e José Roberto Campos.

Página 3

– No Guarujá, um passo à frente
O III Congresso dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema aprovou algumas teses extremamente importantes para a classe operária brasileira: a abolição imediata do Imposto Sindical, a formação de Comissões de Fábrica e a construção de uma Central Única dos Trabalhadores. No mesmo São Bernardo em que se iniciaram as greves em maio desse ano, surgem teses mais avançadas com relação à construção de sindicatos independentes no Brasil.

– Campo: uma falsa cooperativa
Os trabalhadores rurais e os posseiros da cidade baiana de Santa Maria da Vitória estão sendo alvo de mais uma manobra engendrada por latifundiários e grileiros. O “Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santa Maria da Vitória e Coribe” convocou uma reunião com a finalidade de discutir a adesão à COOPERSAN – Cooperativa Agrícola Mista de Santana, à qual podem se filiar tanto o grande fazendeiro como o posseiro.

– Na Paraíba, o desinteresse pelo sindicato
Caiu de 6000 para 2040 o número de associados ao Sindicato Rural de Mamanguape. Nas últimas eleições somente 1162 votaram. O motivo deste crescente desinteresse dos trabalhadores em relação ao seu sindicato tem uma explicação clara: ele não resolve nem ajuda a resolver sequer os mais elementares problemas dos trabalhadores.

– Estivadores: se houver fraude, o pau quebra
Neste sábado a estiva de Santos viverá o mais disputado pleito dos últimos quinze anos. A eleição definirá qual a política a ser seguida pela classe portuária de Santos e de todos os portos do país, que só esperam a organização da “ilha” para iniciar uma ampla campanha contra o arrocho salarial e as multinacionais de navegação.

– Polícia ameaça com pau-de-arara
A chapa 4 continua sofrendo pressões por parte de autoridades portuárias, Polícia Federal e Ministério do Trabalho. Muitos membros da chapa foram ameaçados de serem “pendurados no pau-de-arara” caso continuem querendo mobilizar a estiva.

Páginas 4 e 5

– Voto nulo, a questão que empolga os debates
Depois dos primeiros 15 dias de campanha, o Comitê dos Trabalhadores pelo Voto Nulo chegou a algumas conclusões: “Nossa campanha deslocou o eixo da maioria dos debates realizados na periferias, nas escolas e em entidades, com os candidatos populares ou socialistas. Agora, não ficam discutindo em qual setor do MDB votar, mas são obrigados a defender o MDB com um todo, para se contrapor ao voto nulo”.

– Editorial: O Arco-íris nacional
A tônica dos discursos após a indicação de Figueiredo só foi uma: manter de pé, coesas, as instituições do regime militar. A fragmentação das Forças Armadas, evidente aos olhos do país, alimenta e é alimentada pelo movimento dos trabalhadores. Muitos são os que falam em fim de Arena e do MDB. Muitos falam hoje de novos partidos. Cada um procura, à sua maneira, apontar para a construção de novos instrumentos capazes de evitar que os trabalhadores escapem do seu controle.

– O Congresso de Geisel pode servir aos trabalhadores?
De Brasília até as câmaras estaduais e municipais, não existe lugar para os trabalhadores. Todas as formas de representação foram retiradas da população. Não existe parlamento no Brasil. As greves e as mobilizações dos setores explorados tornaram mais clara a possibilidade de apresentar uma saída que rejeite o regime, seus partidos e seu Congresso. Nenhuma instituição burguesa poderá resolver os problemas dos trabalhadores.

– Bauru: um líder gráfico, ‘nem Arena, nem MDB’
Claudionor Alves de Souza, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas de Bauru afirma: “De forma alguma o MDB ou a Arena podem defender os interesses da classe trabalhadora”. Em entrevista ao jornal “O Trabalho”, disse ainda que “Não existe nenhum candidato comprometido efetivamente com os anseios da classe trabalhadora e dentro do atual parlamento as possibilidades de atuação são muito restritas”.

– O MDB, uma oposição a favor
O regime militar, ao dar o golpe em 64, não se enfrentou diretamente com os trabalhadores. Assim, era preciso que as instituições ditatoriais mantivessem uma porta aberta à insatisfação dos trabalhadores, que cedo ou tarde se manifestariam. Essa porta aberta foi o MDB que, no entanto, também deveria ser um entrave à organização independente das massas operárias e camponesas.

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– O que é a União Soviética?
É inquestionável o desenvolvimento da URSS: o analfabetismo desapareceu, a ciência é uma das mais adiantadas do mundo, o nível de alimentação e calorias é um dos mais altos da Europa, etc. Mas tal progresso é contraditório. A camada parasitária de burocratas que destruiu o partido bolchevique vem usurpando o poder político dos trabalhadores. Enquanto a situação dos trabalhadores melhora lentamente, a burocracia vai rapidamente tornando-se mais e mais privilegiada e fazendo mais e mais “concessões” ao imperialismo.

– Oposição na URSS hoje
Os trabalhadores na União Soviética levam adiante um combate contra a casta privilegiada da burocracia e em defesa das conquistas da Revolução de 1917, chegando a realizar greves e operações tartaruga. Na URSS, como nos países capitalistas, a classe operária realiza um mesmo combate: o que objetiva pôr um termo na exploração do homem pelo homem.

– Bolchevismo e Stalinismo
Para o Partido Bolchevique, a revolução russa era somente o primeiro passo da revolução europeia, e não poderia manter-se e completar-se a não ser com a revolução mundial. Já o Stalinismo é a expressão dos interesses materiais de uma camada parasitária burocrática que o isolamento da revolução russa engendrou, e o “socialismo num só país” é a cobertura teórica de seus interesses.

Página 7

– Espanha: “Não à Constituição, Não à Monarquia”
Os trabalhadores espanhóis estão sendo convocados para dizer se aceitam ou não uma Constituição em que o rei permanece com a maior parte dos poderes e o direito de autodeterminação negado.

– Peru: a Assembleia Popular de Moquegua
Para exigir o fim do regime militar, uma Constituinte Soberana e a satisfação de todas as suas reivindicações, milhares de trabalhadores se reuniram na segunda Assembleia Popular de Moquegua. A chamada “moção vermelha” exige: readmissão de todos os demitidos, aumento geral de salários, não pagamento da dívida externa, medidas urgentes para resolver a crise econômica e devolução gratuita da terra aos camponeses.

Página 8

– Metalúrgicos: agora, a Greve Geral
A greve geral dos metalúrgicos de São Paulo e Osasco está sendo preparada. Os pelegos já não conseguem mais conter o movimento, os patrões concordam em estabelecer negociação direta. As últimas assembleias bateram recorde de comparecimento: 7 mil operários em São Paulo e 1.500 em Osasco.

– Petroleiros: sindicato só espera
Presidentes dos sindicatos dos petroleiros de todo o Brasil negociam por cima e desmobilizam a base. A diretoria do Sindicato de Cubatão aguarda passivamente a decisão da justiça, afirmando que não pretende convocar nenhuma assembleia, mesmo que a decisão seja contrária aos interesses dos petroleiros.

– Gráficos: cresce mobilização
Na maior assembleia já realizada pelos gráficos nesta campanha salarial, estiveram presentes cerca de 600 trabalhadores que aos gritos de “65% ou greve” manifestaram seu desacordo com a proposta patronal.

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