Eleitores de Haddad são vítimas de violência

Moa do Katendê, covardemente assassinado
Moa do Katendê, covardemente assassinado

A violência promovida por apoiadores de Bolsonaro atingiu o auge depois da eleição do 1º turno. Em Curitiba, um estudante da Universidade Federal do Paraná (UFPR) foi espancado, na terça-feira (9), por quatro integrantes de uma torcida organizada da capital aos gritos de ‘Aqui é Bolsonaro!’. O estudante usava um boné do MST. Os agressores fugiram.

Vítima fatal

Na madrugada de 8 de outubro, Ro­mualdo Rosário da Costa (63 anos), conhecido como Moa do Katendê, mestre de capoeira, compositor, percursionista e fundador do grupo de afoxé Amigos do Katendê, foi brutalmente assassinado na região do Dique do Tororó (Salvador- BA). Ele foi atingido com 12 facadas nas costas por um eleitor de Bolsonaro (PSL) durante uma discussão política em que Moa afirmou que ele e seus familiares haviam votado no PT nas eleições 2018.

Moa era conhecido por sua resistência e combate na luta antirracista e em defesa da cultura negra e baiana. Nas redes sociais, o cantor e compositor baiano, ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil, afirmou: “Torna-se uma das primeiras vítimas fatais dessa devastadora onda de ódio e intolerância que nos assalta nesses dias de hoje”. Já Caetano Veloso disse em vídeo publicado pelo O Globo: “O assassinato de Moa do Katendê é um sinal de que a gente não deve seguir com força no caminho que as pessoas ilusoriamente pensam que é o caminho da superação, quando é atraso, é volta, é medo (…)”.

Tais agressões são incentivadas pela campanha de Bolsonaro que, por exemplo, em comício no Acre chamou a “fuzilar a petralhada”. Um incentivo à violência considerado “normal” pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge que, neste caso do Acre, considerou que não havia injúria na expressão, porque não havia “referência a pessoas”!

A violência de apoiadores de Bol­sonaro, por ele incentivada, e vista com complacência pela procuradora-geral, colocada a necessidade dos apoiadores de Haddad, sem se intimidar, prosseguir firmes na campanha nas ruas, tomando precauções. Nas atividades de campanha estar sempre em grupo, não aceitar provocações, e denunciar toda e qualquer ameaça recebida.