Estudantes abandonam os estudos

Nos meses de abril e maio, 265 mil estudantes abandonaram ou trancaram matrícula de seus cursos, segundo informações do Semesp (sindicato das entidades mantenedoras do ensino privado). Este alto número, com crescimento de 32%, ao se comparar com o mesmo período em 2019, é reflexo do desemprego no país. Diversas universidades privadas recusaram-se em adequar as mensalidades cobradas ao tipo de serviço que, com a pandemia, começou a ser oferecido. Em maio, a evasão teve alta de 14,3%, puxada, principalmente, pelos cursos presenciais que se tornaram EaD através da portaria nº 345 do Ministério da Educação.

O cenário preocupante do país, com crescimento da contaminação e dos ataques do governo, destrói o sonho do ensino superior para grande parte da população. Sem dinheiro, a evasão ou a inadimplência, tornam-se realidade. Até o fim do ano, 11.3% dos estudantes estarão inadimplentes.

O governo Bolsonaro é responsável!
A Medida Provisória (MP) 936, que permite a redução de jornada de trabalho e salários, proposta pelo governo durante a pandemia, é responsável pela redução de renda dos trabalhadores que ainda estão empregados. Com pouca renda, os estudantes acabam tendo de abrir mão da conclusão do ensino superior. Em junho, a Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior afirmou que 82% dos estudantes entrevistados confirmaram a perda de renda como principal motivo para evasão e inadimplência.

Em muitas universidades privadas pelo país, a luta pela redução das mensalidades continua. Para muitos, é a única forma de poder continuar seus estudos e, sem a redução no próximo período, a probabilidade é de crescimento, a cada mês, do número de estudantes que terão que abandonar seus estudos, comprometendo assim seu futuro. O governo Bolsonaro leva o país ao caos. Com este governo, o futuro é tenebroso e, como inimigo do povo, não tomará nenhuma medida que garanta o direito à permanência dos estudantes e acesso à educação superior de qualidade.

Jeffei