Exemplos de comitês populares pelo país!

No dia 19 de abril, cerca de 3 mil trabalhadores metalúrgicos da Ford, em São Bernardo do Campo, participaram da criação de um Comitê Lula Livre. A discussão aconteceu logo antes da assembléia que aprovou um acordo coletivo garantindo a estabi­lidade no emprego até novembro de 2019, reposição da inflação e a cláu­sula de salvaguarda contra a reforma trabalhista. Os metalúrgicos gravaram vídeo de solidariedade, fizeram faixas e assinaram a lista de presença incluindo “Lula” em seus nomes. Agora, planejam mobilizações na região, criar abaixo­-assinado e outras formas de diálogo com o povo.

Os servidores federais, em Brasília, também criaram o seu comitê, “em Defesa da Democracia, pela Liberta­ção imediata de Lula, e pelo Direito ser Candidato em 2018”, proposta aprovada numa plenária do Sindicato (o Sindsep-DF) no início do mês. No lançamento, participaram cerca de 150 pessoas. O Comitê realiza atividades no “Espaço do Servidor”, tenda do Sindicato na Esplanada. No dia 19, por exemplo, organizou um debate com representantes do PT, PCdoB, PCO e da CUT. O presidente da CUT Brasília, Rodrigo Brito, ligou a discussão do co­mitê à defesa do serviço público forte, lembrando que os servidores têm sido alvo do golpe com a EC 95 (que corta gastos sociais e congela os salários). Decidiu-se organizar panfletagens nos órgãos do Executivo.

Já na Empresa Brasil de Comuni­cação (EBC), no Rio de Janeiro, 15 radialistas e jornalistas constroem um Comitê Lula Livre, considerando que “a luta em defesa da Comunicação Pública é inseparável da luta por de­mocracia”. Isso, tanto pelos ataques à autonomia de conteúdo da EBC por Temer, quanto pelo recente anúncio da empresa e do governo de transformar a Agência Brasil e a TV Brasil em órgãos governamentais de “comunicação de Estado”.

Em Maceió, trabalhadores ferroviá­rios também entraram na campanha. Fizeram uma primeira reunião na pró­pria Estação Ferroviária para constituir o seu Comitê no dia 20 de abril, com sete presentes, os quais organizaram uma panfletagem junto aos usuários dos trens já na semana seguinte. Um exemplo de como os Comitês Lula Livre podem existir e fazer ações concretas com qualquer número de trabalhadores presentes. O necessário é dar o primeiro passo.

Organização nos locais de moradia

Também de Maceió, chegam relatos de que os trabalhadores começam a se mobilizar em comitês nos bairros em que moram, para fazer o debate com a vizinhança. É o caso do bairro Feitosa e do Conjunto Osmar Lourei­ro. No bairro Jacintinho, também se prepara um comitê.

Já em São Paulo, outro comitê reúne trabalhadores e jovens do bairro Vila Prudente e de São Caetano Sul, cidade vizinha. Os participantes têm se con­centrado em panfletagens: já estiveram presentes em escolas (inclusive para alunos do EJA), em uma universidade, e em terminais de ônibus e trens. Já entregaram milhares de panfletos que eles próprios produzem, a partir de doações, usando um caixa que é fruto de arrecadação.

Parlamentares junto

Em Cataguases (MG), o vereador e pré-candidato a deputado estadual, Betão, de Juiz de Fora, com o apoio do Diálogo e Ação Petista da região, impulsionou um Comitê Lula Livre na Comunidade Dico Leite. Ele participou do encontro na noite do último dia 20 nesta Comunidade. Como resultado, mais de 15 casas já estampam faixas e dizeres produzidos pelos próprios moradores. Esta luta é um exemplo a ser seguido em todo Brasil, unindo candidatos, diretórios e lideranças comunitárias.

“Ir aonde o povo está”

Em Feira de Santana (BA), o Comitê Popular Lula Livre da cidade, com a divisa “precisamos ir aonde o povo está”, realizou mais uma atividade de rua em 22 de abril. Desta vez foi na Micareta de Feira de Santana, festa popular onde compareceram mais de 200 mil pessoas. O Comitê esteve lá com uma faixa denunciando a prisão política de Lula, exigindo Lula Livre e levantando que Eleição sem Lula é Fraude. O diálogo com o povo foi muito frutífero.

Ainda em São Paulo, no dia 24, o Co­mitê Av. Paulista/Quarteirão da Saúde, com o Comitê do Teatro e Artistas, fo­ram ao Hospital das Clínicas, por onde passam milhares de pessoas por dia. A atividade foi excelente. Discutiram e pegaram 51 “cartas a Lula”, quando na semana anterior recolheram em torno de 20, com menos gente na barraca. Agora, aproveitaram para encaminhar outras atividades, como a convocação para o 1º de Maio ao longo da semana.

Priscilla Chandretti