Força e Fiesp juntas de braços dados com o golpe

Até aí, normal. A pergunta é: o que a CTB faz com essa gente?

O golpista Temer recebeu no Palácio do Planalto cinco Centrais sindicais – Força Sindical (FS), Central de Sindicatos Brasileiros (CSB), Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil (CTB), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Nova Central – e empresários capitaneados por Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústria de São Paulo, a Fiesp, no dia 12 de setembro.

A CUT não participou desse circo.

No mesmo dia, foi publicado em jornal de grande circulação um informe publicitário dessas centrais em conjunto com a FIESP pedindo empregos. Como é possível fazer um movimento junto com aqueles que desempregam 13 milhões de trabalhadores, que financiaram o golpe contra Dilma e votaram a contrarreforma trabalhista que pretende acabar com os direitos do conjunto dos trabalhadores?

Que a Força Sindical se preste esse serviço, através do deputado Paulinho, seu presidente, já sabemos. Afinal, estava do lado de Paulo Skaf e seu pato na armação do golpe. Ele votou com os golpistas pelo impeachment de Dilma e depois votou para salvar Temer da abertura de processo de impeachment.

Agora, as demais centrais, em particular a CTB cuja direção é identificadacom o PCdoB, se envolver nesta operação, é um papelão!

A FS, UGT, CTB, Nova Central e CSB vem se reunindo para buscar uma forma de assegurar o custeio sindical, diga-se, o famigerado imposto sindical. Afirmam que é para enfrentar a reforma trabalhista.

Bem ao estilo do peleguismo, Paulinho afirma que “haverá entrega de um importante documento dos trabalhadores e do empresariado de São Paulo. É um documento que cobra a volta do crescimento econômico, a volta do emprego. ” (Agência Sindical).

Mas não para aí! Botando fé nesse reacionário Congresso Nacional, afirma ainda: “Eu acho que o movimento sindical, de certo modo, pecou em algum período no enfrentamento com a política nacional, com o Congresso Nacional”. Ele afirma que, depois de 28 de abril, é hora de “entrar no período de negociação e diálogo com cada um dos líderes dos partidos, com o próprio governo, para que a gente possa voltar a garantir os direitos dos trabalhadores”.

E ainda diz que está negociando um Medida Provisória (MP) com o governo: “Estamos discutindo os detalhes dessa MP, quais as questões que podem modernizar e moralizar o movimento sindical e manter aquele sindicalismo que realmente defende os interesses dos trabalhadores”.

Certa está a CUT, que combateu a contrarreforma trabalhista e agora quer mobilizar pela sua revogação. Para isso lançou em seu Congresso Extraordinário um Projeto de Lei de Iniciativa Popular que pede a revogação da contrarreforma trabalhista e da terceirização.

Esse é o caminho: a luta em defesa dos direitos trabalhistas. E não negociar com um governo que rouba direitos e entrega a soberania, um golpista odiado pelo povo brasileiro.

O que dizem os sindicalistas da CTB? Integram a Frente Brasil Popular que luta contra o golpe, mas se aliam à Força e a Fiesp para negociar a retirada de direitos dos trabalhadores com golpistas?

João B. Gomes