Impacientes, porta vozes do mercado duvidam da força de Temer

“Em termos de ajuste fiscal, até o momento, Temer só decepcionou”.

Essa é a conclusão de artigo publicado no jornal O Estado de São Paulo de 11 de agosto. Sob o título “Sinal de fraqueza”, reflete uma certa temeridade de que o golpista Temer seja capaz de entregar a encomenda. Tamanha é a brutalidade das medidas que embalaram o golpe, agora teme-se que os golpistas não tenham força para impô-las.

Diz o artigo “No primeiro teste de restrição de gastos para o futuro, Temer fraquejou, retirando a cláusula de proibição de reajustes salariais a servidores estaduais por dois anos do projeto de lei aprovado pelo plenário da Câmara dos Deputados”, para perguntar-se depois: “que garantia pode ser dada (ao capital financeiro, nota do editor) de que a reforma da Previdência será feita e na justa medida exigida? ”. Pois é concretizado o golpe, concretizar seu programa são outros quinhentos.

Mesmo tendo o Congresso Nacional atulhado de comparsas, desde que usurpou a cadeira da presidência, Temer tem dito e desdito, tem feito e desfeito. Não porque não saiba onde quer chegar, mas porque, governo ilegítimo que é, tem que acomodar interesses das corjas que apoiam o golpe. O que inclui acertos com a ala Eduardo Cunha para poupar ou postergar a cassação do mandato, cuja votação foi jogada para 12 de setembro.

Mas, a principal fraqueza desse governo vem de outro lugar. Vêm da resistência que terá que enfrentar a cada passo que pretenda dar na entrega da encomenda.

Fernando Rodrigues, jornalista da Folha de São Paulo, em seu blog, escreve que Temer, para explicar suas idas e vindas, diz que está em fase de transição e cita sempre que os aumentos de salários do funcionalismo estavam acertados há muito tempo, desde o governo de Dilma Rousseff: “Caso, simplesmente, os tivesse rejeitado, hoje estaria enfrentando uma Esplanada dos Ministérios conflagrada, cheia de carros de som protestando contra o Planalto e servidores em greve”.

Em entrevista ao jornal Valor Econômico, Temer, como quem espera que a efetivação no cargo lhe dê a força que não tem, afirma que vai mandar a reforma da Previdência, reconhece que haverá resistência e diz: “vai ser uma luta feroz. Quando você me pergunta o que ocorrerá depois do impeachment, essa será uma das batalhas”.

Uma batalha que os trabalhadores podem vencer!

Misa Boito


Golpistas Perderam de lavada!

Fonte Brasil 247

Na Lasa (Latin American Studies Association) – maior comunidade acadêmica dos Estados Unidos dedicada a estudos sobre a América Latina – os golpistas perderam de lavada.

Uma nota sobre o Brasil foi submetida à votação de seus membros; ela diz: “A forma arbitrária na qual o processo de impeachment está sendo realizado contra a presidenta Dilma Rousseff constitui um atentado contra a democracia brasileira (…) A Lasa denuncia o atual processo de impeachment no Brasil como antidemocrático e encoraja seus membros a chamar a atenção do mundo para os precedentes perigosos que o impeachment estabelece para toda a região”.

A nota foi aprovada por 87%; recebeu 2263 votos a favor e 326 contrários.