Israel reconhece oficialmente o estado de Apartheid

Em 19 de julho o Knesset (parla­mento israelense) adotou uma lei que decreta o Estado como exclusiva­mente judeu, estabelece o hebraico como única língua oficial e afirma que “o Estado considera que o desenvol­vimento de assentamentos judeus é de interesse nacional e que o Estado tomará medidas para encorajar, avan­çar e servir a esse interesse”.

No dia 28 de julho, o Sindicato dos Trabalhadores Árabes de Nazaré apela à solidariedade internacional.

Nova etapa da confrontação

“Na prática, a votação desta lei é um reconhecimento oficial por parte do Knesset e do governo de que Israel é um Estado racista que pratica o apar­theid em relação à população palesti­na”. O apelo lembra que desde 1948, com a criação do Estado de Israel, os palestinos “vivem a discriminação e o racismo em função de leis promul­gadas pelos sucessivos governos isra­elenses, em particular em relação ao confisco de suas terras e demolição de suas casas, discriminação nos sistemas sanitário e educacional e discriminação também contra os trabalhadores palestinos em todos os centros de trabalho, em particular sua exclusão dos “centros de trabalho ligados à segurança’, como aeroportos, portos e companhia elétrica, da mesma forma que o serviço militar não é obrigatório para os palestinos.

A lei estipula explicitamente que se legalizem e legitimem o racismo e o apartheid. O que significa que a lei sobre identidade nacional permite ao regime do apartheid em Israel continuar sua política de violação dos direitos humanos, desde os mas­sacres contra palestinos até o confisco da terra e demolição das casas, em particular nas cidades árabes, como ocorreu recentemente na cidade de Sakhnin, em 23 de julho.

Um exemplo, os árabes que traba­lham em hotéis e restaurantes israe­lenses em Tel Aviv ou qualquer outra cidade ou povoado judeu, não pode­rão expressar-se em árabe, sua língua materna, porque a lei declara que o hebraico é a língua oficial do país; as disposições legislativas são adotadas em benefício dos judeus. Isto signi­fica que falamos de uma nova etapa de confrontação entre os direitos legítimos dos palestinos e o regime do apartheid colonial que procederá para violar os direitos humanos dos palestinos em todas as frentes e níveis.

Frente a esta nova etapa de confron­tação com o regime colonial sionista na Palestina ocupada de 1948, o que é oficialmente apoiado pelo impe­rialismo mundial, o povo palestino na região de 1948, assim como nas regiões de 1967, deve, mais do que nunca preparar uma nova estratégia de luta para enfrentar esta nova rea­lidade, derrotar o regime político do apartheid sionista, trabalhar sobre um programa de confrontação que inclua todas as massas palestinas e o conjunto das forças nacionais de todas as identidades ideológicas e políticas e, ademais, todas as forças judias progressistas com o objetivo de fazer frente às novas leis racistas ratificadas pelo regime do apartheid sionista.

Convidamos todos os membros e amigos dos sindicatos internacionais, aos companheiros e amigos do povo palestino a levantar-se e associar-se nesta nova fase crítica da confrontação e responder às novas disposições do regime de apartheid na Palestina.”

Mensagens de solidariedade podem ser enviadas para:

Arab Workers Union-Nazareth

arab.workers.union48@gmail.com