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CORRENTE O TRABALHO DO PT

Petistas em Alagoas resistem!

17 de novembro de 2017
RESISTÊNCIA EM (2)

A Executiva Estadual do PT Alagoas (CEE PT-AL) decidiu, por 9 votos contra 6, voltar ao governo de Renan Fi­lho (PMDB), e pavimentar uma aliança com o PMDB no estado nas eleições de 2018. Quando tomou tal decisão, um manifesto, com mais de 100 adesões de dirigentes partidários e sindicalistas petistas de todas as correntes, se posi­cionava contra a volta do PT ao governo do PMDB.

O PT participou do governo, apesar da forte posição contrária da militân­cia, rompeu após o voto do Senador Renan Calheiros a favor do golpe contra Dilma.

Agora, com os golpistas desmontan­do o país e os direitos dos trabalhado­res, com o apoio de Renan Calheiros e seu partido, é um verdadeiro ataque contra o PT querer levá-lo de volta ao colo do PMDB.

Presidente não quis votar

Em 11 de novembro, uma plenária de militantes do PT de Maceió foi convocada pela Executiva municipal para definir posição sobre a questão. A plenária, com cerca de 70 militantes. Percebendo que a plenária era majori­tariamente contrária à decisão da Exe­cutiva Estadual, presidente municipal do PT, Marcelo Nascimento, da CNB, se recusou a colocar em votação. E, pior, abandonou a plenária acompanhado por cerca de 20 militantes. A maioria que permaneceu, militantes ligados ao DAP, DS, AE e EPS, prosseguiram a discussão, mas a plenária, com o aban­dono do presidente, nada deliberou.

 Campanha em defesa do PT AL

Com o Diretório Estadual convocado para 25 de novembro, foi lançado “Cha­mado a todo partido” por dirigentes partidários e sindicalistas petistas de Alagoas. “Em defesa do PT e das reso­luções do seu 6º Congresso! Em defesa de Lula presidente para livrar o país dos golpistas e sua política! Em Alagoas, não à aliança com o clã Renan do PMDB!”

O chamado, afirma que “o que está em jogo em nosso estado não é uma questão que diz respeito apenas aos petistas de Alagoas”. O texto alerta para a gravidade da decisão porque “rompe com a resolução unânime do nosso 6º Congresso Nacional que estabelece uma ‘política de alianças apenas com setores anti-imperialistas, antimono­polistas, antilatifundiários e radical­mente democráticos’. O clã Renan, exatamente porque não se enquadra entre estes setores, governa o estado em consonância com a política dos golpistas, com o desmonte dos serviços públicos e privatização”. “Estamos de acordo com a presidente Gleisi: ‘O PT tem sua aliança política com o povo brasileiro, suas lutas e conquistas.’ O clã Renan é inimigo das lutas e das conquistas do povo brasileiro”.

 Pela reversão da decisão da CEE PT – AL

Sim a situação em Alagoas diz res­peito a todos os petistas. O pedido de moções para que o Diretório Estadual, em sua reunião de 25 de novembro reverta a decisão da Executiva, deve ser respondido em todo Brasil. O Comitê Nacional do Diálogo e Ação Petista já entrou nesta campanha.

Como bem dizem os companheiros alagoanos “Não podemos permitir que Alagoas abra a porta para que o PT volte a cometer erros que nos fragilizaram e que serão um obstáculo para afirmar a candidatura Lula como saída para o país, como decidiu o nosso 6º Congresso: para revogar as medidas dos golpistas – apoiadas pelo clã Renan -, e avançar as reformas em benefício do povo, com as quais o clã Renan não tem nenhum compromisso, bem ao contrário!”

Enviar moção para: Ricardo Barbosa – Presidente estadual do PT AL – e-mail: pt_alagoas@yahoo.com.br

c/c ao Diretório Nacional (e-mail: presidencia@pt.org.br).

 Misa Boito

PASSA UM BOI, PASSA UMA BOIADA – Não é só Alagoas

A declaração de Marinho, presidente do PT-SP, de que “o PT deve permitir aliança com partidos que apoiaram o golpe” (OESP 3/11), foi a senha para uma campanha para desmoralizar o partido. Dias antes, em BH, Lula falara em “perdão aos golpistas”.

Um jornal contabilizou 8 Estados – Alagoas, Piauí, Sergipe, Tocantins, Paraná, Goiás, Ceará e Pernambuco – onde se discutia alianças depois que “o senador (Jucá, presidente do PMDB) admitiu que membros do partido já estão conversando com integrantes do PT nos estados e avaliou que não há ‘nenhum problema nisso’”.

A reação da base petista foi muito forte.

Marinho em 48 horas, em nota, corrigiu, dizendo referir-se a setores do PMDB, como Requião no PR, que combateu o golpe.

A presidente nacional do PT, em outra nota, disse que “Lula foi deturpado”, pois “longe de ‘perdoar’ os partidos golpistas, dirigiu-se à parcela da socie­dade que apoiou o golpe e hoje percebe que foi enganada”. Gleisi considerou “falsas quaisquer notícias sobre negociações com partidos que apoiaram o golpe”, pois “aqueles que defendem o desmonte da Legislação Trabalhista, a Emenda Constitucional 95, a entrega da Petrobras e do Pré-Sal, a privatização da Eletrobrás, o fim das aposentadorias e a volta do trabalho escravo não cabem nesse projeto nacional”.

Está certa a presidente do PT, mas toda atenção é pouca: “aliança é só com setores anti-imperialistas, antimonopolistas, antilatifundiários e radicalmente democráticos” (6o Congresso do PT)!



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