Prosul une governos reacionários em prol dos EUA

Protestos em Santiago durante toda permanência de Bolsonaro no Chile

Depois dos EUA, o office boy de Trump foi ao Chile. Ali, em reunião com os governos títeres do imperialismo estadunidense no continente sul americano (da Argentina, Paraguai, Peru, Colômbia, Equador, Guiana, além de Brasil e Chile), foi criado o Foro para o Progresso da América do Sul (Prosul). Um Foro cujo objetivo é facilitar a liberalização das economias em particular para os EUA, e que nas palavras do presidente chileno, Piñera, é um bloco de “países democráticos que praticam o livre comércio”, no qual um dos objetivos do novo acordo “é pressionar ainda mais a Venezuela”.

Persona non grata”

Não passou desapercebida para setores populares chilenos a presença de Bolsonaro.

Do Chile, relata Luis Mesina, dirigente da Confederação Bancária e da campanha “NO+AFP”, regime de aposentadoria por capitalização individual implementado na ditadura de Pinochet.

“Com fortes medidas de segurança, aterrissou no Chile Jair Bolsonaro, personagem sinistro e amplamente repudiado. Bolsonaro provocou a reação mais enérgica de diferentes movimentos sociais, populares e dos trabalhadores organizados na campanha NO + AFP, que se mobilizaram em diferentes cidades do país para manifestar o rechaço a sua visita. Em todas as partes ele foi declarado ‘persona non grata’, [indesejada]. Em Santiago ocorreram manifestações durante toda sua permanência, fortemente reprimidas.

Bolsonaro agrediu brutalmente o povo chileno, quando declarou sua admiração por Pinochet. Repudiado pelas grandes maiorias do país, só a direita ultrarreacionária, os grandes investidores e Piñera o trataram como chefe de Estado.”