Seis meses de prisão: Liberdade para Luísa Hanune

Os advogados de Luísa Hanune denunciam que ela foi condenada sem provas, num julgamento relâmpago, organizado exclusivamente para calar uma voz discordante do regime. Depois dela também foram presos outros dirigentes de partidos políticos e segue preso o herói da guerra de independência da Argélia, Lakhadar Buregaã, de 86 anos, além de inúmeros manifestantes.

A campanha pela liberdade de Luísa e todos os presos políticos argelinos recolheu centenas de assinaturas nos congressos estaduais do PT, realizados no fim de semana de 19 e 20 de outubro. O mesmo ocorreu, semanas antes, no 13º Congresso Nacional da CUT, com grande adesão dos delegados internacionais presentes, além do apoio de mais de 500 delegados nacionais em moção levada e aprovada em plenário.

A campanha já se estende por 101 países. Dos Estados Unidos o também preso político, injustamente encarcerado desde 1981, jornalista Mumia Abu-Jamal, enviou mensagem gravada desde a Rádio Prisão: “O estado Argelino vem atacando os protestos e os manifestantes de seu próprio país – como é o caso de Luísa Hanune, a Secretária Geral do Partido dos Trabalhadores, mulher de 65 anos. Ela foi condenada a 15 anos de prisão por um tribunal militar por ‘traição’. E por acaso, é ‘traição’ trabalhar por um país menos repressivo e mais livre? Óbvio que não. Ela – como todos os prisioneiros políticos e como todos nós – necessita liberdade; precisa ser libertada da prisão.”

Lula: atropelos encobertam interesses contra soberania nacional
Em nova carta (foto) ainda de sua cela em Curitiba, o ex-Presidente Lula externou sua preocupação com “a situação política e social do povo argelino (…) e o anúncio antecipado do governo para a mudança na lei sobre exploração de petróleo e gás (…)

O atropelo ao direito e à democracia, os processos judiciais manipulados para aprisionar, sem provas, lideranças do povo, seja no Brasil, seja na Argélia, acobertam interesses econômicos de entrega dos recursos que pertencem à nação aos estrangeiros, contrários à soberania nacional.

Eu, que sinto na própria carne o peso de uma prisão política obtida através da manipulação da Justiça e contei com o apoio de Luísa e de seu partido na campanha internacional pela minha liberdade, renovo meu apelo a todos e todas democratas do mundo a juntarem suas vozes à campanha pela Liberdade imediata e incondicional de Luísa Hanune, pela anulação de seu julgamento de exceção e pela libertação de todos os presos políticos argelinos.” Lula concluiu a carta chamando “todo apoio à Luísa Hanune e ao povo argelino!”

Enviar adesões à campanha pela libertação de Luísa Hanune para julioturra@cut.org.br

Leia carta de Lula na íntegra:

Carta Lula Luísa