Sindicato dos professores de Juiz de Fora faz ato para garantir renda de temporários da educação

Foto: Kiko Halfeld

O Sindicato dos Professores de Juiz de Fora (SINPRO), Minas Gerias, realizou nesta sexta feira uma manifestação com distanciamento social e segurança em defesa da renda dos trabalhadores com contrato temporário.

O objetivo da manifestação era exigir que o prefeito Antônio Almas (PSDB) sancionasse um abono no valor de R$1445,00 (valor do piso dos professores) no mês de julho, aprovado na Câmara por pressão da categoria depois que o próprio prefeito manobrou para suspender o contrato dos trabalhadores temporários, justamente no mês de julho, para “pular” um mês de salário.

Ato professores JF

 

Dias antes, em reunião com o SINPRO a prefeitura ameaçou: ou a suspensão dos contratos por um mês ou a rescisão definitiva dos contratos, o que ameaçava deixar mais de 2800 trabalhadores desempregados.

Os contratos de fato se encerram em 30 de junho e podem ser prorrogados automaticamente em 1 de agosto para evitar a criação legal de vínculo, uma manobra de uma prefeitura que evita realizar concursos públicos já há 10 anos!

Mas todos os anos a prefeitura paga normalmente os professores em julho, mês de férias, adiantando as férias da rescisão do final do ano. Este ano, em função da pandemia a procuradoria da prefeitura de JF alegou que isso não poderia ser feito já que as aulas estão suspensas.

O Prefeito Antônio Almas enviou seu projeto para suspensão dos contratos à câmara municipal numa chantagem aos professores e aos vereadores dizendo que rescindiria os contratos caso não fosse aprovado. Em resposta a mobilização dos professores arrancou um abono único para compensar a perda salarial, proposta feita através de emenda pelo vereador Juraci Scheffer (PT) e Kennedy Alencar (PV), e votada por unanimidade dos vereadores da Câmara.

Agora a categoria segue em luta pela sanção do prefeito ao abono.