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CORRENTE O TRABALHO DO PT

Solidariedade internacional a Lula

25 de fevereiro de 2018
(FOTO: RICARDO STUCKERT/ INSTITUTO LULA)

Representantes da classe trabalhadora condenam a perseguição judicial e defendem o direito à candidatura

 

“Tenham a certeza de que é muito importante poder contar com vocês neste momento difícil. Como sabem, Lula é favorito indiscutível para as próximas eleições e a única forma de impedir sua candidatura é uma farsa jurídica, apoiada pela grande mídia e movimentos antidemocráticos”.

Esse é um trecho do agradecimento da Secretaria de Relações Internacionais (SRI) do PT às inúmeras manifestações de apoio a Lula recebidas do exterior.

O Acordo Internacional dos Trabalhadores (AcIT) participa da construção dessa solidariedade internacional.

Já na Conferência Mundial Aberta contra a Guerra e a Exploração (Argel 8 a 10 de dezembro, 2017), 150 delegados assinaram a moção, apresentada por Luís Eduardo Greenhalgh, secretário adjunto da SRI, em nome da delegação brasileira.

Em 20 de dezembro Louisa Hanoune (Partido dos Trabalhadores da Argélia) e Dominique Canut (Partido Operário Independente da França), coordenadores do AcIT, publicaram um comunicado, em resposta a uma carta de Greenhalgh informando a data do julgamento no TRF4, reforçando o pedido de solidariedade. Militantes e organizações aderentes do AcIT em vários países responderam positivamente.

Confira abaixo algumas dessas manifestações.

 

Haiti

Manifesto assinado por mais de 20 organizações afirma: “Organizações sociais, progressistas, sindicais, populares, camponesas e políticas do Haiti, signatários desta nota, denunciamos e condenamos todas as manobras políticas e jurídicas das autoridades antidemocráticas do Brasil para impedir que o companheiro Lula, ex-presidente do Brasil, possa exercer seu direito de candidatar-se à presidência nas eleições de outubro de 2018”.


Equador

“Nós, militantes sindicalistas e membros ativos dos sindicatos, do setor público e da Frente de Defesa da Cetra Celec [estatal de energia elétrica, NdR] do Equador, estamos de acordo na defesa da democracia, da justiça e do livre direito de participação em candidatura do nosso companheiro Lula à presidência do Brasil”.


Venezuela

Raul Ordonez, Deputado Constituinte da Venezuela, encabeça carta subscrita por dezenas de dirigentes de “sindicatos das empresas hidrológicas da República Bolivariana da Venezuela e de outras organizações sindicais afiliadas à Central Socialista-Boliviana dos Trabalhadores (CSBT), em defesa do direito de Lula apresentar sua candidatura. É inaceitável impedir que Lula participe das eleições. Seria uma grave e radical afronta à democracia e à livre expressão da soberania popular.”


Guadalupe

O Secretário Geral da União Geral dos Trabalhadores de Guadalupe, Elie Domota, denunciou as “manobras político-judiciárias orquestradas para impedir Lula de exercer seu direito de ser candidato presidencial em outubro de 2018”. E reafirma o apoio da UGTG à moção que circulou na Conferência de Argel que “condena as medidas arbitrárias e ilegais adotadas contra Lula, ainda mais quando ele é líder das intenções de voto. Em nome da democracia e da justiça, exigimos o respeito ao direito de Lula apresentar-se como candidato”. Mensagem no mesmo sentido foi também enviada pela organização Travayè é Péyizan (Operários e Camponeses).


Alemanha

Gotthard Krupp, sindicalista e membro do SPD-Partido Social Democrata, que integrou a delegação alemã na Conferência de Argel, encabeça um texto relembrando que “em 14 de setembro, o grupo de promotores liderados por Deltan Dallagnol acusou sem provas o ex-presidente do Brasil e candidato do PT em 2018. De acordo com o próprio promotor, ‘não há provas, mas estamos convencidos de sua culpa’. Lula foi condenado em primeira instância sem provas. Nova arbitrariedade se prepara para 24 de janeiro”. O manifesto conclui “Em defesa do direito de Lula à candidatura, em defesa da democracia e da justiça”. O texto é assinado por dezenas de dirigentes dos mais importantes sindicatos, como o IG Metall (metalúrgicos), o Verdi (setor público), além de militantes do SPD.


Argélia

A direção do Partido dos Trabalhadores da Argélia divulgou amplamente a carta de Greenhalgh e adotou moção constatando que a decisão de apressar o julgamento é “um grave atentado ao direito de Lula apresentar-se como candidato” e reivindica das “autoridades brasileiras que cessem essa perseguição judiciária e a restrição de direitos que vitima Luiz Inácio Lula da Silva”.


México

Além de moção subscrita por dezenas de trabalhadores, sobretudo professores, um ato público “Eleição sem Lula é fraude” foi realizado, em 21 de janeiro, em frente à Embaixada do Brasil na Cidade do México. Dirigentes políticos e sindicais, além de brasileiros residentes no México, leram documentos e intervieram relacionando o golpe no Brasil com a ofensiva do imperialismo na América Latina.


Peru

“Estamos informados da operação golpista dos agentes do imperialismo que derrubou ilegalmente a Presidenta Dilma Roussef e ao mesmo tempo ataca os direitos dos trabalhadores. Agora querem impedir a candidatura de Lula. Nós afirmamos: Eleição sem Lula é fraude!” Manifesto nesses termos foi assinado pelo Secretário Geral da CGTP-Confederação Geral dos Trabalhadores do Peru e dezenas de outros importantes dirigentes sindicais dos mineiros, metalúrgicos, bancários, aposentados, docentes.


França

A direção do POI-Partido Operário Independente, adotou moção que denuncia a tentativa de impedir a candidatura de Lula. No dia 31 de janeiro, militantes do POI participaram de um ato na embaixada brasileira em Paris, organizado pelo Comitê em defesa da democracia no Brasil, impulsionado pelo núcleo do PT. Um documento entregue à embaixada afirma “solidariedade à Luiz Inácio Lula da Silva, alvo de uma feroz perseguição política e judiciária, que tem por objetivo impedir sua candidatura à presidência da República”. Também na Espanha, aderentes do AcIT participaram de um ato no dia 24, em frente à embaixada do Brasil em Madri.


Portugal

José Alberto Marques, presidente do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa registra que são milhões os portugueses que “acompanham com profunda preocupação a campanha política e mediática que procura ‘legalizar’ golpe”. E exige que “seja levantada a acusação sem provas contra Lula e garantido o direito à sua candidatura”.

 

(Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)


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