SP não está à venda!

No dia 1º de setembro foi lançado o Projeto de Lei de Iniciativa Po­pular que exige um plebiscito oficial sobre as concessões e privatizações que o prefeito Dória (PSDB) pretende fazer na cidade com os equipamentos públicos. O objetivo da campanha “São Paulo não está à venda” é reco­lher 177 mil adesões, para enviar o pedido à Câmara de Vereadores e obrigar que cada proposta de concessão ou privatização seja submetida à consulta popular. Já no dia 1º de setembro milhares de paulistanos aderiram.

O prefeito quer privatizar ou conce­der terminais de ônibus, bilhetagem, cemitérios, serviço de varrição e lim­peza, iluminação pública, transporte escolar, sacolões, mercados, parques, Anhembi, o Autódromo de Interla­gos e terrenos de até 10mil metros quadrados. Para isso ele criou uma Secretaria Municipal de Desestatizações e Parce­rias. Dória começou pela concessão do Estádio do Pacaembu, já autorizada pela Câmara Municipal e tenta agora aprovar novo projeto que pode conferir carta branca pra vender como quiser a maioria dos equipamentos públicos.

“Se é contra o Dória eu assino”

Na primeira atividade de coleta de assinaturas a participação da popula­ção era massiva. “O pessoal escutava a gente falando e vinha logo dar apoio, dizendo ‘se é contra Dória, eu assino’”, afirmou o diretor do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo, Vlamir Lima. Entre os próprios ser­vidores municipais, no serviço fune­rário, por exemplo, o sindicato tem realizado reuniões nos cemitérios, com dezenas de trabalhadores (servidores, jardineiros, construtores), os quais se comprometem em colher assinaturas em seus bairros.

Unidades de Saúde ameaçadas

Na Saúde Municipal, além de pa­ralisar obras, Dória anunciou uma reestruturação, o que significa fechar serviços, piorando ainda mais a situ­ação da Saúde. Na zona sul de São Paulo, na região de Campo Limpo e M’Boi Mirim, houve atos nas portas das unidades contra a transferência de uma AME e contra o fechamento de quatro unidades. A adesão da popula­ção foi imediata. A palavra de ordem era: não vai fechar!

Com oito meses e meio, a política de Dória começa a ficar clara para a população. Apesar de se autodeno­minar como “gestor”, não consegue resolver problemas básicos. A rede de semáforos da cidade, por exemplo, é um problema crônico desde o início de 2017, com cruzamentos chegando a ficar semanas sem sinalização, por toda a cidade (a coincidência é que a gestão e revitalização dessa rede consta no plano de “desestatização”).

Dória coloca a cidade à venda e viaja pelo país, se promovendo a candidato à presidência, com ataques ao PT, não na frente do povo, claro! Pois se ele põe a cara na rua recebe ovada, como aconteceu no Nordeste.