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	<title>Arquivo de Dossiê - O Trabalho</title>
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		<title>As greves dos professores nos Estados Unidos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Jun 2018 13:53:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Dossiê]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O sistema escolar público americano é organizado pelos Estados federados. Os funcionários públicos dos Estados federados são metade professores e, a outra metade são os serviços de segurança, policiais, bombeiros, etc. Conforme as decisões dos Estados federados, os cortes nos orçamentos são mais ou menos brutais. No nível federal, o governo central reduziu as despesas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O sistema escolar público americano é organizado pelos Estados federados. Os funcionários públicos dos Estados federados são metade professores e, a outra metade são os serviços de segurança, policiais, bombeiros, etc.</p>
<p>Conforme as decisões dos Estados federados, os cortes nos orçamentos são mais ou menos brutais. No nível federal, o governo central reduziu as despesas sociais para financiar as despesas militares, concentrando principalmente nas despesas de Seguridade social (Medicaid e Medicare);o salvamento dos bancos tem custado caro desde 2007 e os Estados membros foram atingidos especialmente nas despesas de educação.</p>
<p>Na média nacional, os professores ganham 23% a menos que os outros trabalhadores com igual qualificação. Mas as diferenças são grandes entre os estados. O desnível é de 50% entre o estado de Nova Iorque e o Arizona. A queda constante em seus salários criou uma situação onde muitos não conseguem mais pagar por seu seguro saúde e tem que ter um segundo emprego. Os estados que aplicaram as recomendações do FMI reduziram à miséria seus professores.</p>
<p>Uma onda de greves está se desenvolvendo. Em um primeiro momento, a resposta das autoridades foi cínica, como aquela de Matt Bevin, o governador republicano do Kentucky: <em>“Eu garanto a você que hoje, em qualquer lugar do Kentucky, uma criança que tenha sido deixada em casa por não ter onde deixa-la, foi vítima de uma agressão sexual.”</em>Essa ameaça venenosa contra os grevistas causou uma tal indignação que ele foi obrigado a se desculpar. Na verdade, os professores não têm o direito de greve e a justiça americana é dura com os trabalhadores, uma acusação dessas foi particularmente grave pois colocava cada grevista como cúmplice de crimes. O colunista do <em>New York Times</em>, Paul Krugman, fala de guerra contra os professores.</p>
<p>A educação é, portanto, gerenciada pelos governadores dos estados. Um verdadeiro modelo para a regionalização e territorialização da educação nacional de Macron&#8230;</p>
<p>A existência de uma convenção coletiva, de um estatuto à escala de todo o país é um grande desafio para os professores estadunidenses e esse exemplo nos indica o quanto é importante combater todas as contrarreformas de “modernização” que visam romper os estatutos na França.</p>
<p><strong>Um artigo do <em>New York Times</em> de 28 de abril dá informações, aqui os principais trechos: </strong></p>
<p>A revolta dos professores se alastra no Arizona.</p>
<p>Terça feira, uma marcha histórica de professores reuniu mais de mil escolas públicas no Arizona. Esse estado é o último a ser varrido por uma revolta de professores mal pagos que começou em fevereiro no estado de Virgínia Ocidental, depois se estendeu para Oklahoma, ao Kentucky e também, na terça-feira, ao Colorado. Jason Riley, jornalista conservador, observa com irritação no Wall Street Journal: “<em>Não são apenas os campi. As escolas K-12 públicas (primárias e secundárias NdT), também estão se transformando em ninhos de ativismo político”</em>.</p>
<p>A difusão, como um incêndio, do movimento dos professores – em uma parte do país que é largamente hostil ao movimento operário organizado – é um dos mais surpreendentes e dos mais fascinantes desenvolvimentos desse momento político, e triste por outro lado. Os conservadores têm razão em se preocupar: estamos testemunhando uma revolta cidadã contra suas políticas.</p>
<p>Há vários fatores que interagem por trás do crescimento explosivo do movimento dos professores. O mais significativo, sem dúvida, é que os professores, nos estados republicanos, se sentem encurralados após uma década ou mais de reduções dos investimentos pelos governadores republicanos. Em função de uma série de cortes orçamentários, principalmente nos últimos dez anos, os professores do Arizona estão entre os mais mal pagos da nação e eles têm as classes mais carregadas do país – mais de quarenta alunos por professor, segundo Joe Thomas, presidente do Sindicato dos Professores da Educação.</p>
<p>Nesta semana, visitei uma escola K-8 (faculdade, NdT), no sul de Phoenix, uma área plana, poeirenta e totalmente aberta, que fica a apenas 15 minutos de carro da cidade, mas parece muito mais longe (o diretor me pediu para não o identificar, nem à sua escola, por medo de represálias administrativas por deixar entrar um jornalista).</p>
<p>A professora de ciências me disse que suas classes têm entre trinta e trinta e seis alunos. Assim como as mesas, ela teve que comprar com seus próprios recursos a maioria das coisas que estão na sala de aula, algumas foram doadas; não somente os livros, mas também as cadeiras e mesmo um dispensador de água, que as classes precisaram quando, durante sete meses, os bebedouros ficaram quebrados.</p>
<p>A professora tem normalmente um segundo emprego, mas tem que deixa-loquando tem filhos. Ela ama seu trabalho, mas me disse: <em>“à medida que se envelhece e com uma família, fica cada vez mais difícil continuar”.</em>Ela estava triste e ansiosa em relação à marcha, mas votou a favor, pois está desesperada. <em>“Eu cheguei ao ponto de ruptura</em>”, ela disse, “<em>nós não temos mais crédito. Eu gasto mais e mais dinheiro do meu bolso, e não consigo ter os resultados que gostaria do modo como as coisas estão agora. Algo tem que acontecer.”</em></p>
<p>A greve dos professores na Virginia Ocidental mostrou aos professores do Arizona que alguma coisa podia acontecer. Eles me disseram que eles foram também inspirados por outras mobilizações, desde a marcha das mulheres até o movimento “NeverAgain” (Nunca Mais, NdT) pelo controle das armas. Em Phoenix, esta semana, eu fui a um encontro organizado no subúrbio, no pátio de uma escola primária chamada Lisa-Wyatt, onde os professores e pais preparavam um porta-em-porta para pedir o apoio dos vizinhos à marcha. “<em>Vendo as crianças organizar as marchas em todo o país, é como ‘Espere, eu também posso fazer isso’.”</em> Eles disseram. (Alusão às marchas dos estudantes nas 800 cidades após o tiroteio em um colégio da Flórida, Ndt).</p>
<p>A impulsão para a marcha no Arizona, como nos outros estados, não veio dos sindicatos de professores, embora eles tenham dado apoio durante a ação. De fato, isso começou em um grupo do Facebook “os professores unidos do Arizona” e uma hashtag #RedforEd (Vermelho para a Educação, NdT), lançado por um professor de música de escola primária, NoahKarvelis, que escolheu o vermelho em solidariedade a seus colegas da Virginia Ocidental.</p>
<p>Não é por acaso que as marchas de professores acontecem nos estados onde os sindicatos são fracos. Quando os professores não têm representação coletiva, pequenas organizações, surgidas rapidamente, como “os professores unidos do Arizona”, podem obter apoio imediatamente. Além disso, os estados que reduzem seus professores à miséria acabam perdendo seus meios de pressão sobre eles. No Arizona a lei não autoriza a greve no setor público e os professores podem, em princípio, perder seus empregos por ter participado em uma marcha.</p>
<p>Mas, por causa de seus salários extremamente baixos, o Arizona tem uma falta tão aguda de professores que muitas escolas já contratam professores sem nenhuma formação, alguns têm apenas o diploma do ensino médio. Os governos conservadores pressionaram os professores ao limite, ao ponto de não terem mais nada a perder.</p>
<p>No momento não se pode dizer quanto tempo os professores podem ter. Neste mês, o governador do Arizona, DongDucey, tem sido bem-sucedido em relações públicas ao oferecer um aumento de 20% aos professores. Muitos não confiam nele, afirmando que seu plano não inclui despesas e receitas suplementares para financiá-lo.Ele também não respondeu às exigências dos professores de restaurar as despesas com educação ao nível de 2008.</p>
<p>Professores temem que a opinião publica não entenda por que eles não aceitam o que parece, à primeira vista, uma oferta razoável. O crescimento rápido do movimento RedforEd significa que uma grande parte da organização é espontânea, e ninguém sabe como será a resposta do público.</p>
<p>Mas, como vimos em todo o país após a eleição de Trump, a mobilização é contagiosa e constrói a si mesma. Ducey, de qualquer forma, é candidato à reeleição este ano em um estado que tende a passar ao azul (cor democrata, NdT). <em>“Talvez eu esteja muito confiante, mas nós temos um relacionamento forte”</em> me disse Karvelis, “<em>nós temos a verdade do nosso lado. Nós temos o povo do nosso lado. E nós temos pessoas que não têm medo de assumir riscos.”.</em></p>
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		<title>México, 1 de julho: o significado do voto Lopez Obrador</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Jun 2018 20:23:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dossiê]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 1 de julho o México realiza­rá eleições para Presidente da República, deputados, senadores e governadores de diversos estados e municípios. O interesse das amplas massas se concentra na eleição para a presi­dência. Dos três candidatos com chances reais de vitória, Lópes Obrador é o único que &#8211; mesmo com limitações e contradições &#8211; apresenta [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Em 1 de julho o México realiza­rá eleições para Presidente da República, deputados, senadores e governadores de diversos estados e municípios.</p>
<p style="text-align: justify;">O interesse das amplas massas se concentra na eleição para a presi­dência.</p>
<p style="text-align: justify;">Dos três candidatos com chances reais de vitória, Lópes Obrador é o único que &#8211; mesmo com limitações e contradições &#8211; apresenta uma po­sição de ruptura com a política pro­-imperialista seguida pelos governos nos últimos 30 anos.</p>
<p style="text-align: justify;">José Antonio Meade é o candida­to do PRI (Partido Revolucionário Institucional), em aliança com dois pequenos “partidos”, o Verde e o Panal (constituído pelo aparelho do SNTE­-Sindicato Nacional de Trabalhadores da Educação, sindicato integrado ao Estado). O PRI governou o México &#8211; como partido de estado &#8211; durante os últimos 80 anos, exceto nos períodos 2000-2006 e 2006-2012, quando a crise do regime e a pressão do impe­rialismo dos EUA o levou a aceitar sua derrota frente ao PAN (Partido de Ação Nacional, partido católico, igualmente pro-imperialista).</p>
<p style="text-align: justify;">Meade representa a continuação da política de ataque aos direitos dos trabalhadores e entrega das ri­quezas da nação. O PRI o apresenta como um candidato “apartidário” porque não é originário diretamente de suas fileiras. Ele foi Secretário de Economia, de Relações Exteriores, de Assuntos Sociais tanto no governo do PRI quanto no governo anterior de Felipe Calderón, do PAN.</p>
<p style="text-align: justify;">Ricardo Anaya é o candidato de uma singular aliança entre o PAN com o PRD (Partido da Revolução Democrá­tica) que se apresenta como “esquerda”. O PRD foi criado em 1989 &#8211; como saída diante da fraude eleitoral orquestrada pelo PRI nas eleições de 1988 &#8211; por Cuauhtémoc Cárdenas, filho do ex­ -presidente Lázaro Cárdenas que, na dé­cada de 1930, nacionalizou o petróleo.</p>
<p style="text-align: justify;">López Obrador foi o candidato do PRD nas eleições de 2006 e 2012 mas, diante da decomposição desse partido (que em 2012 assinou com o PRI e o PAN o anti-popular e pro-imperialista “pacto pelo México”) rompeu e formou seu próprio partido, o Movimento de Regeneração Nacional (MORENA).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Provocação, denúncias e manobras </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Ao largo dos últimos oito meses proliferam provocações, denúncias e manobras contra López Obrador, na tentativa de retirá-lo da liderança nas pesquisas. A um mês das eleições, segundo o jornal Reforma (institu­cional) ele está com 54% contra 25% para Anaya e 18% para Meade.</p>
<p style="text-align: justify;">Para dispersar os votos e semear a confusão, para favorecer o PRI, o re­gime, por meio do Instituto Nacional Eleitoral-INE, autorizou a inscrição de supostos candidatos independentes.</p>
<p style="text-align: justify;">Vários personagens se inscreveram entre os quais a esposa do ex-presi­dente Felipe Calderón (Sra. Zavala) provocando uma ruptura no PAN.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro “independente” é Jaime Ro­driguez, governador de Nuevo León, conhecido como “bronco”, que se distinguiu nos debates televisivos por fazer propostas tais como “cortar as mãos” dos ladrões.</p>
<p style="text-align: justify;">Na extrema esquerda houve a ten­tativa de inscrever uma candidata “indígena” por parte do “Conselho Indígena de Governo” (dirigido pelo chamado Exército Zapatista de Libertação Nacional-EZLN), que obteve cerca de cem mil assinaturas de apoio (eram necessárias 867 mil para garantir a inscrição). Essa força vai influir setores indígenas e jovens a se absterem com o falso argumento de que os três candidatos são iguais, que Obrador também é “burguês”. Ignoram o caráter pro-imperialista da política do PRI, e do PAN-PRD.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas tanto os candidatos “indepen­dentes” quanto a campanha da mídia, que tenta assustar a população afirman­do que se Obrador vencer “seremos uma nova Venezuela”, não fizeram cair a preferência por Obrador que, ao contrário, continua aumentando.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O movimento em direção a Obrador </strong></p>
<p style="text-align: justify;">O esgotamento do PRI face a seto­res importantes das massas também é inédito. Os 24 anos de Tratado de Livre Comércio com EUA e Canadá aceleraram a concentração da riqueza nas mãos de uma pequena oligarquia, enquanto a maioria da população foi empurrada para a pobreza e a extrema pobreza. Hoje, o salário mínimo de um trabalhador mexicano da indús­tria automotriz &#8211; que paga melhor &#8211; corresponde a cerca de 10% do salário de um trabalhador estadunidense.</p>
<p style="text-align: justify;">A isso se acrescenta a atual ofensiva do governo Trump contra o México, com um novo Tratado ainda mais agressivo, a imposição de tarifas adu­aneiras ao aço e alumínio, a política contra os imigrantes (muro, tropas na fronteira&#8230;).</p>
<p style="text-align: justify;">O país vive um situação de extre­ma violência, verdadeira guerra que golpeia a juventude e as zonas mais pobres do campo e das cidades. Nos últimos 12 anos foram 240 mil assassinados por quadrilhas e entre as quadrilhas de narcotraficantes.</p>
<p style="text-align: justify;">O país começa a ter uma lista de no­mes de sequestrados ou assassinados, sobretudo jovens: os 43 estudantes normalistas de Ayotzinapa, o assassi­nato e dissolução dos corpos em ácido de três estudantes de arte de Guadala­jara, o massacre e professores e colonos de Noxistlan, Oaxaca, etc, etc, etc&#8230; Ao mesmo tempo, se efetivaram as contrarreformas trabalhista, da educa­ção, da saúde, o desmantelamento da Pemex &#8211; a estatal do petróleo.</p>
<p style="text-align: justify;">O movimento em direção a Obrador também se explica pela ausência de um partido da classe trabalhadora e uma central sindical de classe. As mas­sas buscam em Obrador um ponto de apoio para dar um basta à violência, para lutar por suas reivindicações.</p>
<p style="text-align: justify;">Numa palavra, o país caminha para um giro na situação política. O reco­nhecimento do triunfo de Obrador ou a imposição de uma nova fraude elei­toral pelo regime vai precipitar &#8211; sob formas distintas conforme os resulta­dos eleitorais &#8211; a luta pelas reivindica­ções e o enfrentamento popular com a oligarquia e os partidos do regime, a começar pelo PRI.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong><strong>Luiz Vasquez, da Cidade do México</strong></p>
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		<title>Venezuela: Nicolás Maduro é reeleito com 68% dos votos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 May 2018 13:47:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dossiê]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O segundo boletim do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), de 21 de maio (98,78% de atas apuradas), confere a Nicolás Maduro, candidato da Frente Ampla da Pátria (PSUV e outros partidos) 6.190.612 votos (68%), enquanto Henri Falcón acu­mula 1.917.036 votos (21%), Javier Bertucci 988.761 e Reinaldo Qui­jada 36.246. A participação foi de 9.132.655 eleitores (46,2% do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O segundo boletim do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), de 21 de maio (98,78% de atas apuradas), confere a Nicolás Maduro, candidato da Frente Ampla da Pátria (PSUV e outros partidos) 6.190.612 votos (68%), enquanto Henri Falcón acu­mula 1.917.036 votos (21%), Javier Bertucci 988.761 e Reinaldo Qui­jada 36.246. A participação foi de 9.132.655 eleitores (46,2% do total).</p>
<p style="text-align: justify;">Maduro foi reeleito para um novo mandato (2019-25) derrotando os candidatos de oposição por ampla margem, com alta abstenção. Ex­pressou-se um apoio majoritário ao chavismo que derrotou as duas ver­tentes da oposição: a que participou do pleito, propondo dolarização da economia, e a que chamou a absten­ção, pedindo intervenção estrangeira.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse sentido, foram derrotados também o imperialismo dos Estados Unidos e seus aliados do Grupo de Lima (governos direitistas da região) e da União Europeia, que dizem não reconhecer os resultados e que vão aplicar sanções ainda mais duras à Venezuela.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao mesmo tempo, esse novo triun­fo do chavismo está marcado por dificuldades e contradições. A abs­tenção de 54% tem um significado. Ela se dá num contexto de intensa luta de classes alimentada pela in­gerência imperialista e ameaça de in­tervenção militar, logo não pode ser analisada como as altas abstenções que marcaram também as eleições na Colômbia, Chile ou Peru.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, é inegável que continua a que­da da votação chavista: Hugo Chávez obteve 8.191.132 votos em 2012 e o próprio Maduro teve 7.505.338 em 2013. Há que se considerar o quadro adverso de sabotagem econômica, hiperinflação induzida, bloqueio e sanções econômicas, por isso mesmo dizemos que é uma vitória da resis­tência do povo trabalhador. Mas, se o resultado não retira legitimidade de Maduro, certamente o coloca numa situação difícil no plano internacional, pois a baixa participação será utilizada para questionar o seu mandato.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Nova ofensiva de Trump já começou </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Mais de uma dezena de países não reconheceram os resultados eleitorais de 20 de maio: Panamá e Chile foram os primeiros, seguidos pelo Grupo de Lima (14 países, incluindo Brasil e Argentina) que num comunicado acordaram reduzir suas relações diplo­máticas com a Venezuela. O governo de Rajoy da Espanha disse estudar “medidas oportunas” nos marcos da União Europeia. Mike Pompeo, secretário de Estado dos EUA, ao não reconhecer os resultados, disse que seu país tomará medidas para “restabelecer a democracia na Venezuela”, enquanto o presidente Trump aprovava uma ordem executiva que limita operações com títulos da dívida pública do país.</p>
<p style="text-align: justify;">No plano militar, o plano para “derrotar a ditadura venezuelana”, do almirante Kurt Tidd, chefe do Coman­do Sul segue de pé. Bancos dos EUA bloquearam sete milhões de dólares enviados pela Venezuela para pagar medicamentos para hemodiálise e a multinacional Kellogg’s retirou-se do país, o que levou o governo Maduro a decretar que os trabalhadores tomas­sem as suas fábricas.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao receber seu diploma de candidato vencedor do CNE, Maduro ordenou a expulsão do encarregado de negócios dos EUA e seu assessor por “ingerência insolente no processo eleitoral”, ape­lando à solidariedade internacional dos trabalhadores, movimentos popu­lares e democratas do mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">A principal promessa eleitoral de Maduro foi a de resolver a situação econômica. No ato do CNE, ele vol­tou ao tema, conclamando todos os setores a uma discussão ampla.</p>
<p style="text-align: justify;">Maduro conta com o poder polí­tico em mãos do chavismo, com a Assembleia Constituinte e está diante de uma oposição dividida e enfraque­cida. Logo, não há desculpas para que seu governo deixe de adotar medidas que o povo está clamando diante da calamidade na economia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Por um Plano de Emergência </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Para o Coletivo Trabalho e Juventude, o triunfo político do povo trabalhador em 20 de maio permite passar para a ofensiva no confronto com empresários e especuladores que desorganizam a produção e a distribuição de bens, co­locando em marcha um Plano nacional de emergência apoiado na mobilização de trabalhadores do campo e da cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Tal plano deve priorizar a produção de alimentos. Para tanto é preciso re­tomar o processo de redistribuição de terras, recuperar a produção agrícola e financiá-la; atacar os bancos privados que manejam o crédito sem maior controle; sanear as empresas públicas do setor agrícola, substituindo dirigen­tes e métodos improdutivos; implantar um monopólio estatal na compra de alimentos que controle os preços e melhore a rede de distribuição.</p>
<p style="text-align: justify;">A melhora do sistema nacional de saúde pública, tanto na recuperação de sua infraestrutura, quanto na oferta de medicamentos, deve incluir forte recu­peração salarial para os trabalhadores do setor. Da mesma forma para o siste­ma educativo nacional. Os serviços pú­blicos de transporte, água, eletricidade, telefonia e internet, devem passar por avaliação rigorosa, com participação popular e dos trabalhadores.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje os patrões, a pretexto da crise social, agem de forma coordenada no desrespeito às leis trabalhistas (LOTT), o que lhes permite agudizar a guerra econômica e minar as bases do Estado, ao mesmo tempo que au­mentar suas margens de lucro. Daí a ação necessária e efetiva por parte do governo na aplicação da LOTT, como pedem os sindicatos.</p>
<p style="text-align: justify;">A especulação com a moeda, o boicote financeiro, a lavagem de dólares pelos bancos, exigem mais do que nunca o controle do sistema bancário pelo Estado, além de uma reforma tributária que faça o grande capital pagar mais impostos.</p>
<p style="text-align: justify;">Para implementar medidas desse tipo, além do combate à corrupção na esfera pública, se exige a parti­cipação organizada do povo traba­lhador, através de suas organizações sindicais, populares e políticas, o que é o grande desafio colocado para o período pós-eleitoral que se inicia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Alberto Salcedo, </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Maracaibo 22 de maio</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<hr />
<p style="text-align: justify;">EUA OPERA COM GOVERNO GOLPISTA</p>
<p style="text-align: justify;">O governo brasileiro já havia assinado o comunicado do Grupo de Lima. Depois de reunião em Brasília (22/05) com o secretário de Estado dos EUA, John Sullivan, o Ministério das Relações Exteriores assinou novo comunicado, com os EUA reafirmando não reconhecer “legitimidade e credibilidade” na reeleição de Maduro. Além do ataque à soberania da Venezuela, Sullivan está no Brasil para articular um Foro Permanente de Segurança a ser coordenado por EUA e Brasil para “troca de informações entre agências de controle de inteligência para combater o narcotráfico, o tráfico de armas, os delitos cibernéticos, a lavagem de dinheiro, os crimes financeiros e o terrorismo”!!! (Estadão 23/05).</p>
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		<title>Milhares de trabalhadores param na África do Sul</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 May 2018 22:18:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dossiê]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Milhares de trabalhadores da África do Sul (Azânia, como o povo chama sua nação) fizeram greve no dia 25 de abril, contra a decisão do presidente Cyril Ramaphosa de impor um salário mínimo de miséria e realizar uma reforma das leis tra­balhistas visando a restringir a ação dos sindicatos. A greve, acompanhada de atos públicos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Milhares de trabalhadores da África do Sul (Azânia, como o povo chama sua nação) fizeram greve no dia 25 de abril, contra a decisão do presidente Cyril Ramaphosa de impor um salário mínimo de miséria e realizar uma reforma das leis tra­balhistas visando a restringir a ação dos sindicatos.</p>
<p style="text-align: justify;">A greve, acompanhada de atos públicos e passeatas, foi a primei­ra ação de massas convocada pela nova Federação Sindical Sul-africana (Saftu, na sigla em inglês), constitu­ída em oposição ao Congresso de Sindicatos Sul-africanos (Cosatu), ligado ao governo.</p>
<p style="text-align: justify;">Os organizadores saudaram esse grande sucesso, embora os observa­dores não esperem que o governo de Ramaphosa e seu partido, o Congres­so Nacional Africano (CNA), recuem, ao menos por enquanto.</p>
<p style="text-align: justify;">A jornada de protesto aconteceu em uma atmosfera crescente de luta de classes e ação sindical indepen­dente na África do Sul-Azânia, e coin­cidiu com uma greve nacional dos motoristas de ônibus desencadeada em 18 de abril por aumento salarial.</p>
<p style="text-align: justify;">A Saftu, constituída há um ano, tem pelo menos 700 mil associados, em cerca de 20 sindicatos, sendo o mais importante o Sindicato Nacio­nal dos Metalúrgicos da África do Sul (Numsa). A federação é dirigida por Zwelinzima Vavi, ex-secretário-geral do Cosatu.</p>
<p style="text-align: justify;">Os manifestantes, muitos dos quais usando camisetas vermelhas, protes­taram contra a decisão do governo de decretar um salário mínimo nacional de 20 rands por hora (equivalentes a cerca de R$ 5,60), ou 3,5 mil rands mensais (R$ 980), que eles denuncia­ram como estando no nível da “linha de pobreza”. A Saftu reivindica um salário mínimo de 12,5 mil rands mensais (R$ 3,5 mil).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Restrição ao direito de greve</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A nova federação sindical indepen­dente se insurgiu também contra a Lei de Relações Trabalhistas (Labour Relations Act), a qual exige que os sindicatos consultem seus associados antes de poder convocar uma greve. Isso é visto pela Saftu como uma sé­ria restrição ao direito de greve.</p>
<p style="text-align: justify;">As novas normas do direito do tra­balho impedem também a Saftu de participar do Conselho Nacional do Desenvolvimento Econômico e do Trabalho (Nedlac), na qual têm as­sento a Cosatu e duas outras centrais sindicais, a Federação dos Sindicatos da África do Sul e o Conselho Nacio­nal dos Sindicatos, porque a nova federação não abriu suas finanças nem seu registro de aderentes.</p>
<p style="text-align: justify;">É nesse quadro do Nedlac, que reúne sindicatos, empresas e gover­no, que a Cosatu e as outras centrais sindicais aprovaram o salário míni­mo e as reformas da lei do trabalho. Segundo a Saftu, as outras entidades sindicais concordaram com a exclu­são da Saftu do Nedlac.</p>
<p style="text-align: justify;">Vavi declarou que haverá novas ações de massa se as reivindica­ções dos trabalhadores não forem atendidas. Ele chamou também os trabalhadores a romperem com a assembleia tripartite do Nedlac, cuja estrutura tende a subordinar o movimento operário aos patrões e ao governo.</p>
<p style="text-align: justify;">Esses protestos aconteceram en­quanto Ramaphosa, um ex-pre­sidente do Cosatu que se tornou empresário antes de chegar ao go­verno do país, concedeu a si próprio, recentemente, um grande aumento de salário como chefe de Estado. Ramaphosa assumiu o cargo de presidente da África do Sul em fe­vereiro, substituindo Jacob Zuma, forçado a renunciar em razão de acusações de corrupção.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Correspondente</strong></p>
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		<title>EUA tem onda de greve de professores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 May 2018 23:07:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dossiê]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A greve dos profes­sores na Virgínia Ocidental mostrou o caminho a todos os professores dos Esta­dos Unidos (EUA). Em nove dias de uma greve apoiada por assem­bleias gerais maciças, de 23 de fevereiro a 3 de março, eles con­quistaram 5% de rea­juste e a cobertura so­cial que reivindicavam. O desenvolvimento dessa mobilização é instrutivo: em [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A greve dos profes­sores na Virgínia Ocidental mostrou o caminho a todos os professores dos Esta­dos Unidos (EUA). Em nove dias de uma greve apoiada por assem­bleias gerais maciças, de 23 de fevereiro a 3 de março, eles con­quistaram 5% de rea­juste e a cobertura so­cial que reivindicavam.</p>
<p>O desenvolvimento dessa mobilização é instrutivo: em 27 de fevereiro, os representantes sindicais anunciaram ter chegado a um acordo com o governador republicano sobre o aumento de salários, mas não sobre a proteção social, e propuseram o fim da greve. As assembleias gerais, porém, continuaram firmes em suas reivindicações e decidiram manter a greve, que passou a ser considerada ilegal.</p>
<p>Em 2 de março, o governador cedeu às reivindicações, antes que o Senado estadual da Virgínia Ocidental votas­se no dia seguinte contra o acordo, para depois voltar atrás, completan­do a demonstração da força que teve o movimento.</p>
<p>Desde então, greves de professores surgiram nos estados onde os salá­rios são mais baixos. Em Oklaho­ma, a ameaça de parar o trabalho conseguiu um aumento de salário para US$ 6,1 mil; os dez dias de greve que se seguiram, porém, não lograram elevar esse aumento para US$ 10 mil, nem obter outras reivindicações.</p>
<p>O sindicato OEA, de Oklahoma, decidiu interromper a greve, o que pegou de surpresa muitos professores. Sem a realização de assembleias gerais, os grevistas retomaram o trabalho, convencidos de que teria sido pos­sível continuar o movi­mento e conquistar to­das as reivindicações.</p>
<p>Antes da volta ao trabalho, uma deputada democrata de Oklahoma tuitou mensagem para agradecer “do fundo do coração” aos professores por sua greve, e lhes explicar o que significava não parar a luta: “Se vocês prosseguirem seu engajamento, e canalizarem o seu poder, mudarão a maioria em novembro”. Ela se referia às eleições de meio mandato, que re­novarão a maioria dos parlamentares nos EUA.</p>
<p>Greve ou apoio aos democratas?</p>
<p>O que concentra todos os proble­mas é a posição de apoio aos demo­cratas expressa por duas organiza­ções de massa, a NEA (Associação Nacional dos Professores, da qual a OEA é a seção de Oklahoma), que afirma ter 3 milhões de associados e está a meio caminho entre ser uma organização profissional e um sin­dicato de trabalhadores, e a AFT (Fe­deração Americana dos Professores), o sindicato de professores vinculado à central sindical AFL-CIO, com 1,5 milhão de associados. Ambas são sustentáculos tradicionais do Partido Democrata.</p>
<p>Em reação a essa situação, e à consequente timidez dessas en­tidades na defesa das reivindica­ções dos professores, a greve e as manifestações no Arizona foram organizadas sob a etiqueta “Arizona Educators United” (Professores do Arizona Unidos), com o apoio, no entanto, da AEA (seção da NEA). No dia 26 de abril, 50 mil profes­sores se manifestaram diante do Capitólio do Arizona.</p>
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		<title>Venezuela a menos de um mês das eleições</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 May 2018 00:10:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dossiê]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As eleições de 20 de maio na Ve­nezuela se dão numa situação de guerra de preços, escassez de alimentos e remédios, insegurança à qual se soma um caos do transporte, apagões de energia, manipulação do cambio do dólar paralelo. Tudo isso num país cada vez mais dependente de importações de bens de primeira necessidade e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">As eleições de 20 de maio na Ve­nezuela se dão numa situação de guerra de preços, escassez de alimentos e remédios, insegurança à qual se soma um caos do transporte, apagões de energia, manipulação do cambio do dólar paralelo. Tudo isso num país cada vez mais dependente de importações de bens de primeira necessidade e de matérias primas para a produção.</p>
<p style="text-align: justify;">O Estado se encontra de mãos amarradas para intervir, com pouca capacidade para injetar mais recursos na economia com reservas interna­cionais abaixo de 10 bilhões de dóla­res. A produção petroleira atingiu seu mínimo histórico e os compromissos a pagar da dívida externa atingem 9 bilhões de dólares em 2018.</p>
<p style="text-align: justify;">O pano de fundo é o bloqueio financeiro imposto pelo governo de Donald Trump que dificulta refinan­ciar a dívida e novos empréstimos.</p>
<p style="text-align: justify;">A economista Pascualina Curcio indica que a Venezuela importa 64% dos remédios necessários. Desse to­tal, 34% é comprado dos EUA, 10% da Colômbia, 7% da Espanha, 5% da Itália, 5% do México e 3% do Brasil. Quanto aos alimentos importados, 33% vêm dos EUA, 16% da Argenti­na, 14% do Brasil, 12% do Canadá, 3% do México, 2% do Chile e 1% da Colômbia. Assim, grande parte dos remédios e alimentos vêm de países cujos governos acabam de reunir-se em Washington com o secretário do Tesouro dos EUA, quando foram chamados a reforçar o bloqueio econômico à Venezuela.</p>
<p style="text-align: justify;">O plano do imperialismo de pro­vocar o colapso da economia para empurrar o país a uma situação que dê pretexto a uma intervenção ex­terna “humanitária”, entretanto, até agora não se completou.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Resistência vai se expressar no voto Maduro</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A direita pró-imperialista chega às eleições dividida e acumulando se­guidas derrotas eleitorais e políticas. Poucos acreditam nos dirigentes da Frente Ampla Venezuela, que rea­grupa pedaços da Mesa de Unidade Democrática (MUD) como a Ação Democrática (AD), Primeiro Justiça (PJ) e Vontade Popular, incorporan­do partes do que foi chamado de “chavismo crítico” para demonstrar maior abertura. O candidato presi­dencial Henry Falcón decidiu apro­veitar o vazio deixado por aqueles que não apresentam candidatos, com sua proposta de dolarização da economia.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse cenário, o chavismo está em vantagem. Maduro ampliou as políticas de bônus sociais, reajustes salariais, aprovação de convenções coletivas e revisão de suas cláusulas econômicas diante da brutal alta de preços, medidas que, ainda que paliativas, buscam defender o povo trabalhador. Além disso o chavismo – PSUV e aliados – chega às eleições de forma unida. Nos bairros populares, enquanto a direita está ausente, o chavismo está presente através das políticas sociais do governo, da organização popular nos conselhos comunais, conselhos locais de abastecimento e produção (CLAPS), comunas, coletivos sociais e “comandos da classe trabalhadora com Maduro”. Esse enraizamento é o que permitirá uma vitória eleitoral.</p>
<p style="text-align: justify;">As eleições na Venezuela concen­tram a resistência ao cerco e à ofen­siva do imperialismo dos EUA, por isso vão ter impacto em todo o con­tinente. Votar por Maduro é defender a soberania nacional, os direitos sociais e trabalhistas conquistados. Sua vitória eleitoral, segundo o que ele próprio diz em seus comícios, transformou-se em condição para reverter a atual situação econômica e social desastrosa, atacando as raízes da especulação e da guerra econômi­ca externa e interna.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Alberto Salcedo, de Maracaibo</strong></p>
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		<title>Mais um massacre na Palestina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Apr 2018 14:45:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dossiê]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 30 de março, cerca de 30 mil palestinos, vindos em sua maioria dos campos de refugiados da Faixa de Gaza, participavam do lançamento de uma atividade que deveria se desenro­lar por seis semanas, a “marcha pelo retorno”, organizada pela coordena­ção do conjunto de agrupamentos políticos estruturados no território. Seu objetivo era realizar uma manifes­tação [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 30 de março, cerca de 30 mil palestinos, vindos em sua maioria dos campos de refugiados da Faixa de Gaza, participavam do lançamento de uma atividade que deveria se desenro­lar por seis semanas, a “marcha pelo retorno”, organizada pela coordena­ção do conjunto de agrupamentos políticos estruturados no território. Seu objetivo era realizar uma manifes­tação dirigida à barreira de segurança que separa a Faixa de Gaza das fron­teiras oficiais do Estado israelense, para marcar a recusa ao confinamento naquela que se convencionou chamar de a maior prisão a céu aberto do mundo, e contra o confisco das terras de seus avós em 1948.</p>
<p>A resposta do exército israelense – cujos soldados estavam fora do alcance de qualquer agressão – foi a de dar ordem a seus atiradores para disparar sobre a multidão, causando a morte de pelo menos 16 palestinos. Centenas de manifestantes de todas as idades foram feridos pelas balas. Gases foram espalhados por drones.</p>
<p>Em um tuíte oficial, o exército re­conheceu, num primeiro momento, que a manifestação não oferecia nenhum perigo para a “segurança de Israel”. Em seguida, disse que houve confrontos e – argumento clássico – tentativas de incursões terroristas. Note-se que a maioria das mídias “ocidentais” repercutiu docilmente o termo “confrontos” para qualificar a situação.</p>
<p>Confrontos? De um lado, um exército superequipado. De ou­tro, manifestantes de mãos limpas, num terreno aberto, sem abrigos. Só se forem confrontos entre balas reais e alvos!</p>
<p><strong>Dia da Terra </strong></p>
<p>A “marcha pelo retorno” deveria du­rar até 15 de maio, dia do aniversário da proclamação do Estado de Israel, em 1948, e início da “Nakba”, palavra que significa “catástrofe”, em árabe, e que se refere à campanha de expulsão em massa de 800 mil palestinos de suas terras e cidades a partir de 1948. Ela foi instituída na data do Dia da Terra, que, desde 30 de março de 1976, homenageia anualmente seis manifestantes palestinos do interior assassinados pelo exército de ocupa­ção durante a greve geral na Galileia, contra o confisco das terras palestinas.</p>
<p>Desde 1976, em sua comemoração anual, os palestinos do interior (isto é, que vivem no interior do Estado de Israel) reafirmam que não são “árabes israelenses”, mas parte inte­grante do povo palestino, separado desde 1948. Pela primeira vez, o Dia da Terra foi marcado por um evento paralelo na Faixa de Gaza (na Cisjor­dânia, a Autoridade Palestina blo­queia, tanto quanto pode, qualquer manifestação equivalente).</p>
<p>A atualidade da ligação entre a cria­ção do Estado israe­lense e a Nakba fica evidenciada, mais uma vez, pelo mas­sacre de 30 de março. Tais abusos pontu­am toda a história do Estado de Israel, constituído sobre a negação completa do direito do povo palestino a viver em sua terra. As organi­zações palestinas do interior, assim como as da Faixa de Gaza, afirmam que nada poderá deter a mar­cha pelo retorno.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Leia nota do AcIT que exige o fim da repressão</p>
<p>Alertamos os camaradas e as or­ganizações que participam das atividades do Acordo Internacional dos Trabalhadores e dos Povos (AcIT) sobre os acontecimentos dramáticos que ocorreram na Palestina nos últi­mos dias.</p>
<p>Em 30 de março, quando se co­memora o Dia da Terra, dezenas de milhares de palestinos se manifesta­ram atendendo ao chamado de um coletivo de organizações sob a palavra de ordem de “marcha pelo retorno”, em direção à rede de arame farpado e de muros que encerra os habitantes de Gaza em um verdadeiro gueto, onde 2 milhões de habitantes sobrevivem em uma área de 360 quilômetros quadrados. Em sua maioria, eles são os netos daqueles que foram expulsos de suas terras em 1948.</p>
<p>Quando essa manifestação pacífica estava ainda a cem metros da barreira, os soldados do exército de ocupação israelense atiraram com balas verda­deiras sobre a multidão de homens, mulheres e crianças, matando 16 pessoas e ferindo centenas de outras.</p>
<p>Essa “marcha pelo retorno” es­tava prevista para permanecer até o dia 15 de maio, dia da Nakba (“catástrofe”). (&#8230;)</p>
<p>A continuidade entre os aconte­cimentos de 15 de maio de 1948 e esse 30 de março de 2018 é aquela da longa opressão, da repressão e dos massacres cometidos contra o povo palestino. Em outras palavras, a negação do direito do povo palestino a viver em sua terra. Mas não haverá paz na Palestina enquanto esse direito não for concretizado.</p>
<p>De imediato, e conforme a moção unitária adotada pela 9ª Conferência Mundial Aberta de Argel [dezembro 2017], nós apelamos, sob as formas próprias a cada país, a denunciar os massacres cometidos pelos soldados israelenses e a repressão feroz que prossegue e a apoiar a luta legítima do povo palestino para recuperar seus direitos democráticos nacionais.</p>
<p>Os coordenadores do Acordo In­ternacional dos Trabalhadores e dos Povos (AcIT)</p>
<p><strong>Louisa Hanoune</strong>, secretária do Partido dos Trabalhadores da Argélia <strong>Dominique Canut</strong>, em nome da Exe­cutiva Nacional do Partido Operário Independente (POI) da França.</p>
<p><strong>2 de abril de 2018</strong></p>
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		<title>Putin foi reeleito. E agora?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Apr 2018 14:26:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dossiê]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vladimir Putin foi reeleito presi­dente da Rússia, sem surpresas. A imprensa fala em plebiscito, em fraudes, mas de todo modo ele teria sido reeleito. Putin aparece para a população russa como um mal me­nor, depois do período de anarquia vivido pela Rússia nos anos 1990. É visto como aquele que restabeleceu a autoridade do Estado [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Vladimir Putin foi reeleito presi­dente da Rússia, sem surpresas. A imprensa fala em plebiscito, em fraudes, mas de todo modo ele teria sido reeleito. Putin aparece para a população russa como um mal me­nor, depois do período de anarquia vivido pela Rússia nos anos 1990. É visto como aquele que restabeleceu a autoridade do Estado e sua sobe­rania frente aos Estados Unidos e às grandes potências.</p>
<p>A natureza do regime autoritário de Putin tem uma particularidade: após a queda da União Soviética (URSS), a Rússia era um barco à deriva. As privatizações se multiplicavam, o roubo da propriedade social era evi­dente. Putin e seu grupo, vindos em sua maioria do aparelho do Partido Comunista da URSS, assumiram o controle do Estado, recentralizando­-o e reintegrando no setor público ou nacionalizando as empresas que haviam sido privatizadas.</p>
<p>Atualmente, 70% do setor indus­trial está sob controle estatal. Uma oligarquia dependente do aparelho de Estado coloniza essas empresas públicas, das quais retira suas rique­zas. Essa oligarquia mafiosa é cons­tituída de bilionários, enriquecidos graças a ações de pilhagem, mas que dependem do aparelho de Estado chefiado por Putin.</p>
<p>Depois da miséria dos anos 1990, por medo da explosão social, Putin teve de liberar algumas coisas à po­pulação trabalhadora. Ao mesmo tempo, reforçou o caráter autoritá­rio do regime, contra as liberdades democráticas e sindicais. Mas, desde 2012, a renda média dos russos caiu 12%, e a taxa de pobreza oficial é de 14% da população.</p>
<p>Uma das bases dessa oligarquia é a economia de armamentos. A pressão exercida pelos Estados Unidos por meio da corrida armamentista pesa fortemente sobre a Rússia. Em 2010, o orçamento militar equivalia a 40 bilhões de euros; atualmente, é de 60 bilhões de euros, 6% do PIB do país. O aumento desses gastos levou a cortes nos orçamentos da educação e da saúde, que representam 3,5% do PIB cada um.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Reforma da economia </strong></p>
<p>Os especialistas defensores do ca­pital financeiro fingem se preocupar com a dependência da economia russa em relação ao petróleo e ao gás. Todos consideram necessário reformar a economia russa. As bases da reforma estão sobre a mesa: dizem que o sistema de aposentadorias, em virtude do envelhecimento da popu­lação, é insustentável.</p>
<p>A idade de início da aposentadoria é a que prevalecia na URSS: 55 anos para as mulheres, 60 anos para os homens. Alguns defendem o aumen­to gradual do início da aposentado­ria até 63 anos. Mas “mexer nessa conquista social da época soviética poderia se mostrar impopular” (AFP, 19/3).</p>
<p>Entre os planos de reforma da economia, há o apelo aos investi­mentos estrangeiros. Outro caminho é, evidentemente, o aumento da produtividade do trabalho. A refor­ma do direito do trabalho levaria a uma acentuação da degradação das condições trabalhistas na Rússia. Isso implicaria, para Putin e sua oligar­quia, um choque violento e frontal com a classe operária russa, que ele até o momento tentou evitar.</p>
<p><strong>Lucien Gauthier, </strong>do jornal “Informações Operárias”, da França</p>
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		<title>Eleições presidenciais no México</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Mar 2018 14:29:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dossiê]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 1 de julho haverá eleições presidenciais e parlamentares no México. A campanha ocorre numa situação marcada pela ofensiva de Trump contra as nações e povos da América Latina, pressionado pela crise que sacode o sistema político dos EUA &#8211; um exemplo é a recente demissão do Secretário de Estado, Rex Tillerson. O ponto alto [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Em 1 de julho haverá eleições presidenciais e parlamentares no México. A campanha ocorre numa situação marcada pela ofensiva de Trump contra as nações e povos da América Latina, pressionado pela crise que sacode o sistema político dos EUA &#8211; um exemplo é a recente demissão do Secretário de Estado, Rex Tillerson.</p>
<p style="text-align: justify;">O ponto alto dessa ofensiva é o cerco econômico montado contra a Venezuela e as ameaças de interven­ção militar, que teria graves implica­ções para todos os países da região (ver pag. 12).</p>
<p style="text-align: justify;">No caso do México, Trump já co­meçou a construção de um muro na fronteira e, para diminuir o déficit comercial dos EUA, exige alterações no Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta, da sigla em inglês), mantido com o México e Canada. Atualmente, pelo menos 62,5% das partes dos automóveis devem ser fabricadas num dos três países para não haver a incidência de impostos de importação. Trump quer elevar esse percentual para 85% e que a metade desse conteúdo tenha origem nos EUA.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao lado dessa medida haveria outras alterações no Nafta que, se aceitas, ampliariam o saque que as companhias estadunidenses já rea­lizam no México.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi para impor essas alterações no Nafta que Trump anunciou que poderia isentar México e Canadá das novas alíquotas de imposto de importação para o aço (25%) e alu­mínio (10%). Uma chantagem em meio à desordem comercial provo­cada por Trump cuja amplitude de medidas de protecionismo, vindas do imperialismo mais poderoso do planeta, expressa o impasse em que se encontra o sistema capitalista em seu conjunto, sufocado dentro das fronteiras nacionais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>“Obrador pela revogação das contrarreformas”</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O atual presidente mexicano, Enri­que Peña Nieto, está no cargo graças à fraude eleitoral de 2012, patrocina­da pelos EUA dos tempos de Obama. Se o seu Partido Revolucionário Insti­tucional (PRI) se mantiver no poder, continuará protegendo os interesses da oligarquia compradora do Méxi­co e levará o país a uma situação de profunda decomposição, violência e miséria para as maiorias, acentu­ando sua condição semicolonial, de joelhos para os EUA.</p>
<p style="text-align: justify;">Não existindo no México um parti­do dos trabalhadores, independente dos patrões e de sua subordinação ao imperialismo, o candidato Lopez Obrador, do partido Morena (Mo­vimento Regeneração Nacional) é quem expressa a resistência contra a política pro-imperialista dos partidos do regime. Além do PRI, o PAN (Partido Ação Nacional) &#8211; ficou no poder entre 2000 e 2012 com Vicente Fox e Felipe Calderón &#8211; e o PRD (Partido da Revolu­ção Democrática), assinaram o chamado Pacto pelo México, em 2012, abrindo caminho para contrarreformas na Constituição que retiraram direitos dos traba­lhadores, permitiram aumentos de tarifas de serviços públicos e abriram para a entrega de re­cursos naturais &#8211; em particular o petróleo &#8211; às multinacionais.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre os professores das escolas públicas, a resistência aos “par­tidos do pacto” e o chamado a votar Obrador foi tema de reso­luções em congressos regionais preparatórios ao Congresso na­cional da CNTE (Coordenadora Nacional dos Trabalhadores em Educação). Entre as medidas decorrentes do “pacto” estava uma suposta “avaliação” que, na verdade, permitiria a quebra da estabilidade e a demissão de professores. Em 2016, uma forte greve nacional de 120 dias barrou sua implantação, mas ela ainda não foi definitivamente aban­donada pelo PRI-PAN-PRD.</p>
<p style="text-align: justify;">Lopez Obrador, em comício na ci­dade de Zacatecas, comprometeu-se a buscar “um acordo para um plano educacional que melhore a qualida­de do ensino sem afetar os direitos trabalhistas do magistério”.</p>
<p style="text-align: justify;">Para a OST-Organização Socialista dos Trabalhadores, seção mexicana da 4a. Internacional, é hora de for­mar comitês de ação política pelo voto Obrador, pela revogação de todas as contrarreformas, por um governo que solucione as demandas da nação e da classe trabalhadora, apontando, portanto, para a convo­cação de uma Assembleia Nacional Constituinte.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Correspondente</strong></p>
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