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	<title>Arquivo de Memória - O Trabalho</title>
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		<title>Edição n° 0 do Jornal O Trabalho &#8211; 1° de maio de 1978</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 May 2020 04:01:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neste 1° de maio o Jornal O Trabalho comemora 42 anos de existência ininterrupta. São 42 anos de um órgão da imprensa dos trabalhadores sustentado exclusivamente pelos próprios trabalhadores, a serviço da luta de classes. Para marcar essa data decidimos iniciar a nossa seção &#8220;memória&#8221;, disponibilizando a cada semana uma edição antiga, na íntegra, com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Neste 1° de maio o Jornal O Trabalho comemora 42 anos de existência ininterrupta. São 42 anos de um órgão da imprensa dos trabalhadores sustentado exclusivamente pelos próprios trabalhadores, a serviço da luta de classes. Para marcar essa data decidimos iniciar a nossa seção &#8220;memória&#8221;, disponibilizando a cada semana uma edição antiga, na íntegra, com um índice de todo o conteúdo.</p>
<p>Nestes 42 anos foram 864 edições. O Jornal continua vivo. Mesmo durante a pandemia continuamos a produzi-lo. Se você ainda não é assinante, faça a sua assinatura!</p>
<p>Esta é a edição n° 0 do Jornal O Trabalho. Lançada em 1° de maio de 1978, impulsionado pela então Organização Socialista Internacionalista (mais tarde corrente O Trabalho do PT) a edição destacava na capa o chamado a um 1° de maio construído de forma independente pelos trabalhadores previsto para Osasco em plena ditadura.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://drive.google.com/open?id=1Q_izJQx-FcOMeiCwwA8GvIVmsfjoYqV9"> 📰 <strong>Confira a edição na íntegra</strong></a></p>
<p>Confira abaixo o índice da edição</p>
<h2>Página 1</h2>
<p><strong>&#8211; Capa:</strong> Foto do 1° de maio de 1968 na praça da Sé</p>
<p><strong>&#8211; Editorial:</strong> O 1° de maio de 1978 “Quinze oposições sindicais e movimentos de trabalhadores anunciam para o próximo dia 1° de maio em Osasco, a realização de uma manifestação operária (…)”</p>
<h2>Página 2</h2>
<p><strong>&#8211; Apresentação</strong><br />
“Na história que os trabalhadores escrevem, os jornais quase sempre foram personagens indispensáveis(…)”.</p>
<p><strong>&#8211; Em Osasco, patrões atacam a oposição</strong><br />
“Durante o processo das eleições para o sindicato dos metalúrgicos de Osasco, em março, os patrões haviam demitido inúmeros operários que se identificavam com as propostas de luta da Oposição (…)”.</p>
<p><strong>&#8211; Dubladores: a greve continua</strong><br />
“Reunidos no ultimo dia 17, no teatro Aliança Francesa, os 80 dubladores do Estado, ligados ao sindicato dos Artistas e Técnicos em espetáculos de diversões em São Paulo decidiram continuar com a greve iniciada a 4 de março (…)”.</p>
<p><strong>&#8211; Equipe: ao fim da greve, a vitória</strong><br />
“Por participar de uma reunião para discutir atraso de salários, deixando de dar aulas neste dia, uma professora de geografia do Grupo Equipe foi demitida (…)”.</p>
<p><strong>&#8211; Os professores diante do arrocho</strong><br />
“Municipais, estaduais, e universitários enfrentam um mesmo problema: os salários muito baixos. As mobilizações já começaram (…)”</p>
<p><strong>&#8211; No sul, censura na vitória do pelego</strong><br />
“As eleições para a escolha do da nova diretoria do Centro de Professores do Estado do Rio Grande do Sul, realizadas a 8 de abril deram a vitória para a chapa de situação dirigida pelo atual presidente Hermes Zanetti (…)”.</p>
<p><strong>&#8211; Luta pela Terra</strong><br />
Alagamar, Paraíba &#8211; “A história de algumas centenas de famílias de camponeses que fizeram nascer o feijão e outros alimentos em terras que nada produziam. Ameaçados pelas cercas, pelos homens, e pelos tratores dos latifundiários, elas resistem. Em João Pessoa, na Paraíba já conseguiram reunir mais de 300 pessoas num ato de Solidariedade (…)”.</p>
<p><strong>&#8211; Expediente</strong><br />
“Editores: Paulo Moreira Leite, Edmundo Machado, Sandra Carvalho, Arthur Pereira Filho e Celso Marcondes (&#8230;)”</p>
<h2>Página 3</h2>
<p><strong>&#8211; UEE: eleições para a maior entidade livre</strong><br />
“Dias 4 e 5 de maio serão dias decisivos para os estudantes paulistas. A partir daí uma nova etapa será iniciada no movimento estudantil brasileiro. A União Estadual dos Estudantes – UEE – terá sua primeira diretoria eleita desde 1968(…)”.</p>
<p><strong>&#8211; Arrocho: ministros não resolvem a velha discussão</strong><br />
“Em jogo a mais velha discussão: salários. Quando os trabalhadores começam a se mobilizar, um ministro do governo apresenta (e depois retira) um tal “Projeto Robin Hood”, outro vem a São Paulo e só promete pensar nas queixas que ouviu(…)”.</p>
<p><strong>&#8211; Bancários denunciam pressões sobre a oposição</strong><br />
“O presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Francisco Teixeira, mandou publicar nos jornais uma nota acusando a Oposição Bancária de fazer “agitação(…)”.</p>
<p><strong>&#8211; Na Mercedes, luta contra as demissões</strong><br />
No mês de março operários de pelo menos 5 seções da Mercedes-Benz realizaram paralisações relâmpago, exigindo aumento de salários(…)”.</p>
<h2>Páginas 4 e 5</h2>
<p><strong>&#8211; 1° de maio (1968 &#8211; 1978)</strong><br />
“Em abril dezenas de pelegos reunidos no Movimento Internsindical Antiarrocho (MIA) prepararam a festa do Dia do Trabalho em grande estilo convidando o governador Abreu Sodré e distribuindo 500 mil convocatórias para a manifestação da Praça da Sé. O sindicato dos metalúrgicos de Osasco, contudo, soltou milhares de panfletos pregando um 1° de maio de luto e de luta e não de festa. A União Estadual dos Estudantes (UEE) igualmente distribuiu comunicados com críticas aos pelegos e a defesa da greve como forma mais consequente de combater o arrocho. Alguns dias antes da concentração, estudantes da USP espalhavam cinco mil folhetos nos trens de subúrbio entre São Paulo e a região industrializada do ABC, convocando para uma jornada combativa.<br />
Durante toda a semana, 50 mil convocatórias estarão sendo distribuidas entre os trabalhadores da Grande São Paulo, chamando-os à realização de um 1° de Maio Operário e Unitário, programado para Osasco. A decisão de comemorar a data é assumida pelas principais oposições sindicais e movimentos de São Paulo, e ocorre exatamente 10 anos depois da ultima manifestação operária ocorrida no 1° de maio. Nesse ato, diz a convocatória, os trabalhadores pretendem reivindicar o fim do Arrocho Salarial, Liberdade Sindical, Direito de Greve. Aumento Imediato de 20%. Salário Mínimo Nacional. Anistia Todos os Presos e Perseguidos Políticos. Liberdade de Organização e Manifestação dos Trabalhadores.</p>
<h2>Página 6</h2>
<p><strong>&#8211; Entrevista com Mário Pedrosa</strong><br />
“Nesta entrevista Mário Pedrosa conta como a campanha pela frente antifascista foi lançada no dia dos Trabalhadores pela LCI (trotsquista), Partido Socialista e anarquistas. O Partido Comunista só iria aderir mais tarde, numa grande luta na Praça da Sé, a 7 de Outubro de 1934, quando os operários unidos, em meio a grande tiroteio, impediram um desfile integralista (…)”.</p>
<p><strong>&#8211; Os anarquistas na luta pelas 8 horas de trabalho</strong><br />
“A classe dominante sempre colocou uma bomba nas mãos dos anarquistas, somente uma bomba e mãos individualizadas (…)”.</p>
<p><strong>&#8211; Em 63, sindicatos pedem reformas</strong><br />
“No dia 1° de maio de 1963, o ultimo dia dos trabalhadores comemorado antes da derrubada do governo constitucional de João Goulart pelos militares, milhares de operários e camponeses saíram às ruas das principais cidades do país para fazer passeatas e comícios (…)”.</p>
<h2>Página 7</h2>
<p><strong>&#8211; Estados Unidos: Na mais longa greve, os mineiros mostram a sua força</strong><br />
“Foram necessários 109 dias de luta para os mineiros americanos imporem aos proprietários das minas de carvão e ao governo, o respeito aos seus direitos já conquistados e à satisfação de reivindicações básicas”</p>
<p><strong>&#8211; Itália: As novas armas contra os trabalhadores</strong><br />
“Escuta telefônica, prisão por um período de 24 horas sem qualquer acusação e sem direito a advogado, invasão de residências, sedes de partidos e sindicatos sem mandado judicial, são algumas das arbitrariedades legalizadas pelo congresso italiano com todo apoio do Partido Comunista Italiano, após o sequestro de Aldo Moro, ex primeiro ministro e principal dirigente da democracia Cristã (…)”.</p>
<p><strong>&#8211; França: O PC não quer ganhar as eleições</strong><br />
“A política de divisão do PCF foi a responsável pela derrota da esquerda nas eleições (…)”.</p>
<h2>Página 8</h2>
<p><strong>&#8211; Anistia</strong><br />
Ato no dia 12 de maio; a história de José Ibrahim, José Barbosa, Manoel da Conceição, Osvaldo Pacheco da Silva; Presos políticos em greve de fome; O que os sindicatos pensam da anistia.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://drive.google.com/open?id=1Q_izJQx-FcOMeiCwwA8GvIVmsfjoYqV9"> 📰 <strong>Confira a edição na íntegra</strong></a></p>
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		<title>Edição nº1 do jornal O Trabalho &#8211; 30 de Maio de 1978</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2020 20:03:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Memória]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Trabalho completa 42 anos em 2020. Para marcar essa data decidimos iniciar a nossa seção “memória”, disponibilizando a cada semana uma edição antiga, na íntegra, com um índice de todo o conteúdo. Nestes 42 anos foram 864 edições. O Jornal continua vivo. Mesmo durante a pandemia continuamos a produzi-lo. Se você ainda não é [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Trabalho completa 42 anos em 2020. Para marcar essa data decidimos iniciar a nossa seção “memória”, disponibilizando a cada semana uma edição antiga, na íntegra, com um índice de todo o conteúdo.</p>
<p>Nestes 42 anos foram 864 edições. O Jornal continua vivo. Mesmo durante a pandemia continuamos a produzi-lo. Se você ainda não é assinante, faça a sua assinatura!</p>
<p>Aqui está a edição nº1 do jornal O Trabalho. Lançada em 30 de Maio de 1978, impulsionada pela então OSI (que se tornaria a corrente OT do PT), a edição trazia na capa a “greve dos 70 mil”, que se desenrolou na região do ABC paulista reivindicando aumento salarial e autonomia para as entidades operárias.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://drive.google.com/open?id=1TV5QmsVYkiuAgbTYKS_RlrB_un7Ci3lD"> 📰 <strong>Confira a edição na íntegra</strong></a></p>
<p>Confira abaixo o índice da edição</p>
<h2>Página 1</h2>
<p><strong>-Capa:</strong> Fotos de metalúrgicos em paralisação de atividades fabris.</p>
<p><strong>-Editorial:</strong> “Para mostrar que as pressões, ameaças e toda espécie de violência não conseguem acabar com sua força, quase 70 mil trabalhadores entraram em greve no ABC (&#8230;)”</p>
<p><strong>-Chamada:</strong> Greves: o debate entre oposições sindicais; a opinião de José Ibrahim e Manuel da Conceição</p>
<h2>Página 2</h2>
<p><strong>-Quem quer salvar o regime?</strong><br />
“ ‘Quem está unido neste país?’ (General Figueiredo). No dia 12 de maio, os trabalhadores da Scania começaram a responder às interrogações do herdeiro de Geisel: quase dois mil operários entravam em greve, dando início à um movimento inédito no Brasil desde 1968 e que, em extensão, ultrapassa em muito as greves de Contagem e Osasco (…)”</p>
<p><strong>-São Paulo: A espera do Debate</strong><br />
“Começa a crescer a movimentação em torno das eleições do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, que serão realizadas a partir do dia 26 de junho (&#8230;)”</p>
<p><strong>-BH: Mais uma oposição</strong><br />
“Este ano o ritual das eleições com chapa única no Sindicato dos Metalúrgicos de Belo Horizonte e Contagem, MG, foi rompido. (&#8230;)”</p>
<p><strong>-Cavalete humano</strong><br />
“Nem só de turismo vive a histórica cidade de Ouro Preto, a 100 quilômetros de Belo Horizonte. Numa população de cerca de 35 mil habitantes, encontram-se 5000 metalúrgicos distribuídos entre enormes fábricas e pequenas empreiteiras. No centro desta industria, está a Alumínio Canadense (ALCAN), multinacional que contrata 80% da mão de obra metalúrgica da cidade. Juntamente com a DELP &#8211; filial menor de uma empresa sediada em contagem &#8211; caracteriza-se pelas péssimas condições de trabalho (&#8230;)”</p>
<p><strong>-UEE: Quem venceu?</strong><br />
“Ao final das eleições para a União Estadual de Estudantes, nos dias 4 e 5 de maio, a vitória da Chapa Construção não foi exatamente uma surpresa. Formada por três das quatro maiores tendências do movimento estudantil &#8211; Refazendo, Caminhando e Novo Rumo &#8211; dificilmente poderia ser derrotada pela Liberdade e Luta, tendência que se apresentou, ela própria, como chapa. (&#8230;)”</p>
<p><strong>-Expediente</strong><br />
“Editores: Paulo Moreira Leite, Edmundo Machado, Sandra Carvalho, Arthur Pereira Filho e Celso Marcondes (&#8230;)</p>
<h2>Página 3</h2>
<p><strong>-Não tem conversa, não tem papo: 20% de aumento</strong><br />
“A luta por um aumento de 20% nos salários &#8211; que começou com a greve da Scania &#8211; deve prosseguir. Dentro dela, vai ser possível criar diversas Comissões de Fábrica e outros organismos de Base. (&#8230;)”</p>
<p><strong>-Mesa redonda</strong> com José Pedro da Oposição Metalúrgica de Osasco, dirigentes da Oposição Sindical Bancária (SP) e um representante do movimento Metalúrgico Independente</p>
<p><strong>-Quem apoia o Comitê Anti-arrocho?</strong><br />
“As correntes que apoiam a proposta de constituição do Comitê Anti-arrocho são basicamente as mesmas que organizaram a manifestação do 1o de Maio operário e Unitário de Osasco (&#8230;)”</p>
<h2>Páginas 4/5</h2>
<p><strong>-O apoio de José Ibrahim</strong><br />
“Nossa correspondente em Paris, Catherine Tavernier, ouviu o líder metalúrgico José Ibrahim, presidente do sindicato de Osasco em 1967/68, hoje banido na Bélgica, sobre as greves na região do ABC. Eis seu depoimento:”</p>
<p><strong>-O apoio de Manoel da Conceição</strong><br />
“Manoel da Conceição, líder camponês que presidiu o Sindicato Autonomo dos Trabalhadores Rurais de Pindaré-Mirin de 1964 a 68, hoje exilado na Suiça, também dá seu depoimento sobre as greves do ABC à nossa correspondente em Paris.”</p>
<p><strong>-Lula em cima do Muro</strong><br />
“ ‘Os movimentos em curso são a manifestação do descontentamento dos trabalhadores e se desenvolveram à margem do Sindicato, no qual os trabalhadores deixaram de confiar, em face da estrutura legal vigente.’ (&#8230;)”</p>
<p><strong>-Sindicato pede fim da greve na Mercedes</strong><br />
“A greve na Mercedes-benz começou na terça feira, dia 16 de maio, enquanto os dois mil operários da Scania interrompiam uma paralisação de dois dias, graças a intervenção do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo. Ao mesmo tempo, a Ford entrava no segundo dia de parada total da fábrica, sem a interferência do sindicato”</p>
<p><strong>-Na Scania, as primeiras lições</strong><br />
“ ‘Amanhã vamos parar.’ Essa mensagem foi passada de boca em boca entre os dois mil operários da Saab-scania no dia 11 de maio, quinta feira. No dia seguinte, toda a produção da fábrica foi paralisada, iniciando-se uma onda de greves entre os metalúrgicos do ABC, com a reivindicação de 20% de aumento nos salários norteando todo o movimento grevista. (&#8230;)”</p>
<p><strong>-Em Osasco, operação tartaruga</strong><br />
“Osasco, região com cerca de 33000 metalúrgicos, volta a viver o clima de tensão das greves e operações tartaruga da greve dos seis mil, em julho de 1968. ‘estamos prontos pra parar’ diziam, no fim de semana passada, alguns operários de importantes fábricas de Osasco (&#8230;)”</p>
<p><strong>-Em 11 dias, a luta de 70 mil operários: A história da maior greve dos últimos dez anos</strong><br />
“A greve dos quase dois mil operários da Saab-Scania, em São Bernardo, iniciada no dia 12 de maio, espalhou-se como um rastilho de pólvora. (&#8230;)”</p>
<h2>Página 6</h2>
<p><strong>-A prisão mais terrível</strong><br />
“Os presos políticos do Barreto Campelo, na ilha de Itamaracá, em Pernambuco, parecem isolados do mundo. Rodeado por altos muros e cercas eletrificadas de alta voltagem, vigiado por policiais armados de metralhadoras, o presídio é uma das mais perfeitas imagens da repressão oficial existente no país”</p>
<p><strong>-Lutas pela anistia</strong><br />
“A greve de fome dos presos políticos de Itamaracá, acompanhada de diversas mobilizações de apoio, foi vitoriosa. E na opinião do advogado Luiz Eduardo Greenhalg existem fortes indícios de que Carlos Alberto Soares e Rholine Cavalcanti terão seu isolamento quebrado não por cinco dias, como ficou estabelecido no acordo com o Juiz Auditor de Recife, mas durante toda a semana (&#8230;)”</p>
<p><strong>-Abaixo-assinado dos camponeses</strong><br />
“ ‘O que queremos é terra’. Esta frase faz parte de um documento de trabalhadores expulsos de suas terras em Guarabira, na Paraíba, e enviado a Geisel para pedir de volta as terras tomadas pelos latifundiários. (&#8230;)”</p>
<p><strong>-Dubladores pedem apoio para greve</strong><br />
“ Depois de mais de 60 dias de greve, ameaças e diversas pressões, dubladores do Rio e São Paulo organizaram uma campanha para manter o movimento (&#8230;)”</p>
<h2>Página 7</h2>
<p><strong>-Peru: A luta dos trabalhadores por uma Constituinte soberana</strong><br />
“As eleições para a Assembléia Constituinte no Peru foram adiadas. Elas estavam marcadas para o próximo dia 4, mas o governo militar alegou “motivos técnicos” que, na verdade, foram as violentas manifestações de massas peruanas contra o aumento de 60% nos preços de alimentos, combustível e tarifas de transporte público, decretado pelo governo há 10 dias atrás (&#8230;)</p>
<p><strong>-Greve geral contra o regime militar</strong><br />
A greve geral nacional convocada pelas principais centrais sindicais peruanas para os dias 22 e 23, em protesto pelos aumentos dos preços de alguns produtos essenciais, decretado pelo governo, demonstra o alto grau de insatisfação das massas exploradas com o atual regime militar (&#8230;)</p>
<p><strong>-Uma cidade desafia os patrões</strong><br />
“De dezembro a janeiro deste ano, durante 52 dias, Chimbote, importante centro industrial do Peru, foi palco de acirradas lutas dos trabalhadores da usina siderúrgica Sider Peru pela conquista de seus direitos. (&#8230;)</p>
<p><strong>-Itália: As brigadas contra os trabalhadores</strong><br />
“A morte de Aldo Moro, acima de tudo, parece ter como resultado imediato a consolidação da cooperação entre comunistas e democratas-cristãos (&#8230;)”</p>
<h2>Página 8</h2>
<p><strong>-Ford: A semana da Greve Geral</strong><br />
“ ‘- Voltem ao trabalho que depois nós resolvemos./-Não, o senhor resolve antes e depois a gente trabalha.’(Dialogo entre diretor de Relações Industriais da Ford e um operário da comissão de grevistas)<br />
Durante uma semana, 9800 trabalhadores da Ford ficaram em greve para defender as suas reivindicações, e a diretoria da empresa mostrou-se contrária a qualquer tipo de negociação. (&#8230;)”</p>
<p><strong>-10 mil param na Volks</strong><br />
“ Sexta feira, dia 19, todas as maquinas pararam de funcionar na Volkswagen. Depois da janta, às 20h, os operários do turno noturno cruzaram os braços e a greve se alastrou por toda a empresa. Naquele momento, começava uma greve generalizada dentro da fábrica, que deveria atingir todos os trabalhadores envolvidos na produção (24 a 30 mil operários) não fosse a intensa repressão interna desencadeada logo nas primeiras horas do turno matutino (dia 22/5) (&#8230;)”</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://drive.google.com/open?id=1TV5QmsVYkiuAgbTYKS_RlrB_un7Ci3lD"> 📰 <strong>Confira a edição na íntegra</strong></a></p>
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		<title>Edição n° 2 do Jornal O Trabalho – 15 de Junho de 1978</title>
		<link>https://otrabalho.org.br/edicao-n-2-do-jornal-o-trabalho-15-de-junho-de-1978/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=edicao-n-2-do-jornal-o-trabalho-15-de-junho-de-1978</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2020 13:00:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Memória]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Esta é a edição n° 2 do Jornal O Trabalho. Lançada em 15 de junho de 1978, impulsionado pela então Organização Socialista Internacionalista (mais tarde corrente O Trabalho do PT). A edição destaca na capa o início do recuo do arrocho com aumentos salariais, resultado da greve dos mais de 80 mil trabalhadores em São [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Esta é a edição n° 2 do Jornal O Trabalho. Lançada em 15 de junho de 1978, impulsionado pela então Organização Socialista Internacionalista (mais tarde corrente O Trabalho do PT). A edição destaca na capa o início do recuo do arrocho com aumentos salariais, resultado da greve dos mais de 80 mil trabalhadores em São Paulo, Grande ABC e em Osasco.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://drive.google.com/open?id=1XPksccRTiXNyjxxFM8CO3fu6tJHmu4cw"> 📰 <strong>Confira a edição na íntegra</strong></a></p>
<p>Confira abaixo o índice da edição:</p>
<h2>Página 1</h2>
<p><strong>&#8211; Editorial:</strong> Vitória dos trabalhadores! Aumentos de 5, 10 ou até 15% nos salários em 58 fábricas, mas não ainda os 20% exigidos pelos trabalhadores. Lei de greve começa a vir abaixo. Comissões de fábricas são criadas em algumas empresas.</p>
<h2>Página 2</h2>
<p><strong>&#8211; Sul, a maior assembleia</strong><br />
Metalúrgicos de Porto Alegre retomaram a luta contra a repressão e o arrocho, reunindo mais de 10 mil operários em Assembleia Geral. Os patrões ganharam a primeira batalha tendo sido aprovado aumento de 42% (categoria queria 50%).</p>
<p><strong>&#8211; Sai o acordo, há protestos</strong><br />
Acordo entre o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e o sindicato dos patrões resulta em aumento de 11% em 65% das empresas automobilísticas. Trabalhadores saem prejudicados em empresas como a Ford, onde já haviam conquistado aumento de 15%.</p>
<p><strong>&#8211; Oposição apoia greves</strong><br />
Oposição critica a omissão da diretoria do sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil em São Paulo, Osasco e ABC e chama a luta pelo aumento geral de 20%: UNIDADE DE TODAS AS CATEGORIAS NA LUTA DOS 20% DE AUMENTO IMEDIATO.</p>
<p><strong>&#8211; A seleção da mordomia</strong><br />
Para participar da Copa do Mundo, a CBD, com a ajuda do governo, cometeu mais um grande roubo nacional: 70 milhões de cruzeiros em viagens, salários, prêmios, etc.</p>
<p><strong>&#8211; Volks proíbe “O Trabalho”</strong><br />
No último sábado os guardas de segurança da Volkswagem impediram que três vendedores credenciados de “O TRABALHO” divulgassem nosso jornal na porta da fábrica. Eles estiveram sob a mira de revólveres, foram interrogados e depois dispensados sob ameaças.</p>
<p><strong>&#8211; A sucessão já parece carnaval</strong><br />
A convenção da ARENA escolheu Paulo Salim Maluf &#8211; e não Laudo Natel, o candidato oficial de Geisel e Figueiredo &#8211; para governar São Paulo. A crise que corrói o regime militar instaurado no país há 14 anos impede que o presidente controle seu próprio partido político.</p>
<p><strong>&#8211; Tortura, passeata e greves</strong><br />
Cerca de 12.000 estudantes da Universidade Federal de Pernambuco fizeram greve entre os dias 15 e 22 de maio pela “libertação de Caja” &#8211; sequestrado pelo regime &#8211; e em defesa de sua integridade física.</p>
<p><strong>&#8211; USP: eleições para o DCE</strong><br />
Sete chapas diferentes disputam a eleição da nova diretoria do DCE Livre fundado há dois anos na USP.</p>
<p><strong>&#8211; Expediente</strong><br />
“Editores: Paulo Moreira Leite, Edmundo Machado, Sandra Carvalho, Arthur Pereira Filho e Celso Marcondes (&#8230;)”</p>
<h2>Página 3</h2>
<p><strong>&#8211; Como os trabalhadores rurais criaram sindicatos livres</strong><br />
Antes ou depois de abril de 1964, trabalhadores rurais mostraram diversas vezes a necessidade profunda que têm de construir livremente suas entidades. Parte dessa experiência é contada no artigo que publicamos, escrito por Manoel da Conceição.</p>
<p><strong>&#8211; Nem imposto sindical a gente cobrava</strong><br />
A atual estrutura sindical (CLT) tem que ser destruída e substituída por uma nova que não seja burocrática nem anexada ao Estado. Isso será feito pelos próprios trabalhadores, a exemplo do que fizeram em Pindaré Mirim.</p>
<p><strong>&#8211; Quem é Manoel</strong><br />
Manoel da Conceição, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores Autônomos de Pindaré Mirim está exilado na Europa, devido às sérias ameaças à segurança física que sofreu. Hoje faz parte do Comitê de Solidariedade da Suíça, procurando o apoio do movimento operário internacional à defesa dos trabalhadores brasileiros.</p>
<p><strong>&#8211; Prefeito manda na assembleia do pelego</strong><br />
Como um pelego funda seu sindicato? Declara que este foi criado para dar assistência aos trabalhadores em colaboração com as autoridades municipais. O imposto sindical é descontado pelo patrão do salário do trabalhador. A assistência prometida nunca chega.</p>
<h2>Páginas 4 e 5</h2>
<p><strong>&#8211; Em SP, hora da oposição</strong><br />
<strong><em>Pela formação de comissões de operários nas fábricas! Pelo direito de greve! Contra o arrocho salarial! Por melhores condições de trabalho! Pela liberdade sindical!</em></strong><br />
A formação de comissões operárias está no centro da campanha da chapa 3 &#8211; Oposição Sindical &#8211; que concorre às eleições para a direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo. É o que afirmaram os membros da chapa em mesa-redonda com a nossa redação:</p>
<ol>
<li><strong>“As greves do ABC</strong> colocam em xeque todo esse sindicalismo que existe hoje, mostram o amadurecimento dos operários. A greve é a arma do trabalhador”.</li>
<li><strong>“A Comissão de Fábrica</strong> pode dirigir as lutas dentro das fábricas, orientar os companheiros na fábrica, conseguir uma representatividade importante”.</li>
<li><strong>A luta contra o Joaquim.</strong> “Ele nunca teve ligação com o movimento operário. Surgiu como interventor do golpe de 64”.</li>
<li><strong>Liberdade Política.</strong> “A independência política exige um nível de consciência mais avançado por parte da classe operária, pois toca diretamente a estrutura de poder existente”.</li>
<li><strong>A Plataforma da Chapa 3.</strong> “Propomos um jornal sindical mensal; Retomar a sindicalização nas portas das fábricas; Criar sub-sedes, fazer assembleia por fábrica, por setor; Murais de sindicatos, cursos de especialização e as mobilizações constantes são outras questões levantadas”.</li>
</ol>
<p><strong><em>&#8211; Contra a estrutura sindical. Metalúrgicos: é hora de oposição. Por um sindicato representativo, independente e reivindicativo. Reposição é com Oposição!</em></strong><br />
Aproximam-se as eleições para o Sindicato dos Metalúrgicos de Belo Horizonte e Contagem. O TRABALHO entrevistou alguns membros da chapa dois sobre seu programa.<br />
“O papel da oposição é lutar pelo direito de greve, pela demolição da estrutura sindical que impede um dirigente sindical &#8211; como o Lula em São Paulo &#8211; de ter um papel. Estamos numa estrutura arcaica, feita com o intuito de cercear a luta do trabalhador. (&#8230;) A classe operária não ganhará nada, tudo tem que ser conquistado por ela, como foi com o direito de greve e de negociação direta. Sempre que o sindicato se afasta dos interesses da classe, ela passa à margem ou por cima dele. (&#8230;) O sindicato deve ser a forma como os próprios trabalhadores se organizam para reivindicar. Ele deve estimular a organização de comissões de fábrica e favorecer a organização pela base”.</p>
<h2>Página 6</h2>
<p><strong>&#8211; A oposição sindical nos Estados Unidos</strong><br />
Os trabalhadores americanos acumulam forças e começam a esboçar uma resposta à questão decisiva para a independência de classe: o controle dos trabalhadores sobre suas próprias organizações, o repúdio à burocracia corrompida e vendida ao capital financeiro.<br />
Ed Sadlowsky, líder do movimento que desafiou os burocratas do sindicato dos metalúrgicos, falou sobre seu programa nas eleições e 77 e perspectivas para a movimento operário norte-americano: “Eu não acredito que qualquer organização que se pretenda ser representante dos operários tenha o direito de renunciar ao direito mais fundamental do trabalhador, o direito de greve. A única arma que eu possuo é o direito de recusar a trabalhar. (&#8230;) Eu acredito na necessidade de construir um partido operário. (&#8230;) Nós precisamos ter laços internacionais sólidos com os trabalhadores do mundo inteiro”.</p>
<h2>Página 7</h2>
<p><strong>&#8211; Revolta dos trabalhadores em todo o mundo. Era 1968</strong><br />
A rebelião que explodiu em 1968 tomou conta das ruas, universidades e fábricas da França, Itália, Tchecoslováquia, Polônia, Iugoslávia, incendiando também vários países da América Latina. As mobilizações expressaram a profunda crise do capitalismo e dos regimes burocráticos da URSS e Europa do Leste.</p>
<p><strong>&#8211; Na Europa do Leste, ataques à burocracia</strong><br />
Em resposta à URSS que acusou os trabalhadores em luta de contra-revolucionários: “Não colocamos o socialismo em perigo. Ao contrário. Nós colocamos em perigo a burocracia que está lenta, mas seguramente enterrando o socialismo em escala internacional”.</p>
<p><strong>&#8211; A luta sai das escolas e ganha as fábricas</strong><br />
A insatisfação estudantil em 68 era um sinal claro da incapacidade dos regimes capitalistas em responder aos mínimos anseios de liberdade e vida digna para todos. Essa insatisfação se alastrou rapidamente, saindo das universidades para encontrar a vanguarda da classe operária.</p>
<h2>Página 8</h2>
<p><strong>&#8211; Dez anos depois, a greve em Osasco</strong><br />
Os trabalhadores da Brown Boveri foram entusiasmados pelas greves nas outras fábricas &#8211; “a Scania parou, e nós?” &#8211; então deram início à sua paralisação por aumento de 20% e a readmissão de 5 candidatos da chapa de Oposição, despedidos após as eleições.</p>
<p><strong>&#8211; Operários da Toshiba: “Ilegal é salário baixo”</strong><br />
Depois de uma semana de greve, os operários da Toshiba de São Paulo conseguiram dobrar os patrões e fazer valer sua proposta: a empresa concordou em conceder um aumento de 5% e não descontar os 10% da antecipação salarial, resultando, ao final, num aumento de 15%.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://drive.google.com/open?id=1XPksccRTiXNyjxxFM8CO3fu6tJHmu4cw"> 📰 <strong>Confira a edição na íntegra</strong></a></p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/edicao-n-2-do-jornal-o-trabalho-15-de-junho-de-1978/">Edição n° 2 do Jornal O Trabalho – 15 de Junho de 1978</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
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		<title>Edição n° 3 do Jornal O Trabalho – 20 de Junho de 1978</title>
		<link>https://otrabalho.org.br/edicao-n-3-do-jornal-o-trabalho-20-de-junho-de-1978/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=edicao-n-3-do-jornal-o-trabalho-20-de-junho-de-1978</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2020 18:09:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Trabalho completa 42 anos em 2020. Para marcar essa data decidimos iniciar a nossa seção “memória”, disponibilizando a cada semana uma edição antiga, na íntegra, com um índice de todo o conteúdo. Nestes 42 anos foram 866 edições. O Jornal continua vivo. Mesmo durante a pandemia continuamos a produzi-lo. Se você ainda não é [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/edicao-n-3-do-jornal-o-trabalho-20-de-junho-de-1978/">Edição n° 3 do Jornal O Trabalho – 20 de Junho de 1978</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Trabalho completa 42 anos em 2020. Para marcar essa data decidimos iniciar a nossa seção “memória”, disponibilizando a cada semana uma edição antiga, na íntegra, com um índice de todo o conteúdo.<br />
Nestes 42 anos foram 866 edições. O Jornal continua vivo. Mesmo durante a pandemia continuamos a produzi-lo. Se você ainda não é assinante, faça a sua assinatura!<br />
Aqui está a edição nº3 do jornal O Trabalho. Lançada em 20 de junho de 1978, impulsionada pela então OSI (que se tornaria a corrente OT do PT), a edição trazia na capa Foto de assembleia do sindicato dos metalúrgicos de São Paulo. Nela, operários da oposição estendem faixas contra o arrocho salarial e em defesa da construção de comissões de fábrica.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://drive.google.com/open?id=1KgfpL_3wBt_mMCY_O3nRnYLGes3EJC-h"> 📰 <strong>Confira a edição na íntegra</strong></a></p>
<p>Confira abaixo o índice da edição:</p>
<h2>Página 1</h2>
<p><strong>&#8211; Editorial: </strong>“A greve que os metalúrgicos da Scania iniciaram a 12 de maio avança como um apelo irresistível por Osasco, São Paulo, Campinas e outras cidades do interior do estado. Incontrolável, o movimento envolve operários de dez categorias diferentes, repercute nos mais distantes pontos do país, consegue algumas manifestações de solidariedade internacional em torno de uma reivindicação comum: aumento de 20%. (&#8230;)”; independência das organizações operárias; Encontro Operário da Grande São Paulo.</p>
<p><strong>Manchetes: </strong>“Manoel da Conceição quer voltar ao Brasil. Agora.; Na greve, uma questão: quem faz as leis neste país?”</p>
<p><strong>&#8211; A Chapa 3 enfrenta Joaquim: </strong>“Entre os dias 26 e 30 deste mês, a luta dos trabalhadores de todo o Brasil pode viver momentos decisivos: nestes cinco dias, serão realizadas eleições para o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, a mais ampla entidade do país(&#8230;)”; Joaquim dos Santos Andrade; Oposição de São Paulo.</p>
<h2>Página 2</h2>
<p><strong>&#8211; Funcionários da USP e da Unicamp negam pelegos e lutam por aumento: </strong>“ Cerca de 250 funcionários da Universidade de São Paulo compareceram à assembléia realizada dia 9 de junho (…) Esta assembléia foi convocada por um grupo de funcionários, já que a ASUSP (Associação dos Servidores da USP) não se dispôs à lutar pelos interesses dos seus associados. (&#8230;) Unicamp: também os funcionários da UNICAMP realizaram uma assembléia, no dia 9, à revelia da Associação dos Servidores da UNICAMP, que se recusou a convocar a assembléia pedida por 819 funcionários (&#8230;)”<br />
As greves operárias do ABC, São Paulo e Osasco impulsionaram movimentos reivindicatórios salariais de outras categorias, até então fracos e desorganizados. (&#8230;)</p>
<p><strong>&#8211; Eleição dos Estivadores: </strong>“ ‘Estão cutucando o leão com vara curta’. Este foi o comentário do estivador Adilson de Jesus, membro da chamada comissão dos oito, sobre a designação de uma junta governativa para preparar e convocar eleições no Sindicato dos Estivadores da Baixada Santista, conforme desejo do Ministério do Trabalho. (…)”</p>
<p><strong>&#8211; O impasse dos jornalistas: </strong>“Os jornalistas de São Paulo iniciaram em junho campanha por um aumento de 20% nos salários. Tentando esvaziar o movimento, mais que depressa os patrões de de O Estado de São Paulo, Folhas, Diário Popular e Abril concederam antecipação salarial de 10%, a ser descontada no próximo dissídio. Mas a jogada não surtiu efeito: reunidos em assembléia, no ultimo dia 15, os jornalistas decidiram manter a luta pelos 20%, ignorando a antecipação. (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; Mais arrocho para professores nível II: </strong>“Com os salários congelados desde maio de 77, e sujeitos agora à um novo rebaixamento ‘legal’, mais de 5000 professores do ensino municipal de São Paulo começaram a reagir, principalmente a partir da aprovação, em março deste ano, pela Câmara Municipal, da chamada lei da reformulação do ensino municipal (…)”</p>
<p><strong>&#8211; Demissões em Osasco: </strong>“Os professores do colégio Fernão Dias Paes, de Osasco, tentaram se mobilizar contra as péssimas condições de trabalho da escola, por meio de um abaixo assinado, mas o diretor Saburo Matsubara não gostou da ideia e demitiu, durante a última semana de maio, sete professores por ‘justa causa’ (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; Eleições em Campinas</strong>: “Por 130 votos contra 100, a chapa da situação venceu as eleições para o Sindicato dos Professores de Campinas. A vitória dos pelegos se deve principalmente à política de entrave da sindicalização levada pelo presidente José Godoy (&#8230;)”</p>
<p><strong>-17 mil em greve na Bahia: </strong>“Com a desmoralização da lei 4330, que proíbe o direito de greve, pelos trabalhadores do ABC, Osasco e São Paulo; pelos médicos residentes de São Paulo, mais um setor entra em greve, reivindicando melhores salários e contra o Arrocho Salarial. Agora foi a vez de 17 mil professores, primários e secundários, na Bahia. (&#8230;)”</p>
<p><strong>-Vidreiros em Greve: </strong>“Os operários da Companhia Vidraria Santa Marina, de Mauá, paralisaram o trabalho por nove horas no dia 9 de junho. A greve começou com os 150 operários do turno das 6h00, recebendo a adesão do pessoal do turno normal (&#8230;)”</p>
<p><strong>-Motoristas em greve: </strong>“As greves por melhores condições atingiram o setor dos transportes. No dia 8 de junho, 40 motoristas da empresa de ônibus TUSA paralisaram o trabalho e se dirigiram ao sindicato para reivindicar um aumento de 39%, e não apenas os 20% que haviam recebido. No dia seguinte, passariam a ter o apoio dos trocadores. (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; Censura: </strong>“Do mesmo jeito que veio &#8211; pelo telefone &#8211; a censura prévia foi suspensa nos jornais Tribuna da Imprensa, O São Paulo e Movimento. (&#8230;)</p>
<p><strong>-Expediente</strong>:“Editores: Paulo Moreira Leite, Edmundo Machado, Sandra Carvalho, Arthur Pereira Filho e Celso Marcondes (…)”</p>
<h2>Página 3</h2>
<p><strong>&#8211; Fotografia:</strong> Manoel da Conceição, líder camponês do Maranhão preso e torturado pela ditadura militar.</p>
<p><strong>-Manoel da Conceição:</strong> “Eu quero voltar”<br />
“Manoel está a 2 anos e 3 meses fora do Brasil. Agora ele quer voltar. E exige do governo garantias escritas de que não sofrerá mais ameaças de morte. (&#8230;)”; Lutas operárias; anistia ampla e irrestrita; liberdades democráticas; direito de retorno aos exilados.</p>
<p><strong>&#8211; Após 64, prisão, torturas e exílio: </strong>“Após um longo trabalho para conseguir a documentação necessária, Manoel da Conceição Santos foi para a Suíça no dia 11 de março de 1976, onde permanece até hoje, buscando o apoio do movimento operário internacional para a defesa dos direitos dos trabalhadores brasileiros(…)”</p>
<p><strong>-Carta de apoio ao comitê de Anistia: </strong>“Num ato público com a presença de mais de duas mil pessoas, entre elas advogados do MDB, advogados, estudantes e trabalhadores, foi fundada a seção santista do Comitê Brasileiro pela Anistia. (&#8230;) Um lider dos estivadores foi lembrado diversas vezes: Oswaldo Pacheco da Silva, preso pelo regime, antigo dirigente da CGT, preso pelo regime. (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; As opiniões de Manoel sobre sindicatos e partido operário: </strong>“‘Os trabalhadores devem derrubar essa estrutura sindical, verticalista e burocrática que temos no Brasil, organizando-se pela base, tanto dentro da fábrica, como dentro do próprio sindicato verticalista que existe, com o único propósito de destruí-lo e criar um novo. Mas a organização pela base, por sí só, não é suficiente. É preciso se organizar visando uma Central Única dos Trabalhadores. (&#8230;); Partido operário independente; sindicalismo autônomo</p>
<p><strong>-Zé Ibrahim também precisa voltar: </strong>“Como Manoel da Conceição, José Barbosa e outros dirigentes sindicais atualmente no exterior, José Ibrahim, presidente do sindicato dos metalúrgicos de Osasco durante a greve de 68 e banido pelo governo militar em 69 também quer voltar ao Brasil (&#8230;)”</p>
<h2>Páginas 4/5</h2>
<p><strong>&#8211; A força da greve</strong>: “Quando 150 mil operários resolvem paralisar suas atividades, ninguém pode ficar indiferente. Percebendo a falência do regime militar, empresários, militares e pelegos tentam se articular para bloquear este movimento. Mas as greve estão crescendo, em diversos lugares se formam comissões de fábrica e com elas os trabalhadores dão um passo vitorioso na solução de seus problemas”<br />
“A greve dos 150000 trabalhadores trouxe lições importantes para os que dela participaram, e levaram questões fundamentais com as quais, cedo ou tarde, empresários teriam que se defrontar. Impulsionadas pela reivindicação de 20% de aumento, as greves estão acontecendo à margem das direções sindicais e de quem quer que seja. (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; As comissões na zona sul: </strong>O movimento grevista na zona sul de São Paulo, onde há 300 indústrias metalúrgicas, adquiriu novas características com seu crescimento nos últimos dias. Os operários estão exigindo comissões permanentes de trabalhadores para conduzir suas reivindicações &#8211; centradas no aumento salarial de 20% (&#8230;)</p>
<p><strong>&#8211; Falência do regime</strong>: “Cerca de 150 mil trabalhadores, dos mais diferentes setores da produção, entraram em greve nos últimos 30 dias. Sua intervenção surpreendeu nossos governantes, os oficiais da FFAA, os políticos importantes, os dirigentes sindicais e a imprensa em geral. (&#8230;)”; unidade das lutas; constituinte; organização de partidos operários independentes</p>
<p><strong>&#8211; Euler ou constituinte soberana? &#8220;</strong>(&#8230;) No dia 19 de maio, Severo Gomes dava seu recado aos donos do poder, através da Folha de São Paulo, anunciando o que fazer diante do impasse que vive o país, revelando com clareza a origem das preocupações ‘democráticas’ da classe dominante. Na verdade, a crise que corrói o regime brasileiro é mais que uma simples ineficácia da atual equipe militar. (&#8230;)”; Frente de Redemocratização Nacional.</p>
<p><strong>&#8211; Perspectiva: </strong>“Um Encontro Operário da Grande São Paulo. Esta é a perspectiva lançada pelas entidades que assumiram o 1º de Maio de Osasco. (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; Barbará: ameaças </strong>“Depois de vencidas as vacilações dos operários mais antigos, a Metalúrgica Barbará parou, no dia 5. Os trabalhadores das 7 horas &#8211; conforme se havia combinado &#8211; entraram na fábrica e encostaram-se ao lado de suas máquinas. Os que vieram depois fizeram o mesmo. (&#8230;)&#8221;</p>
<p><strong>-Luta na Massey:</strong>“Mesmo com as grandes pressões exercidas pelos patrões, gerentes e chefes de seção, todos os 1100 horistas da Massey-Ferguson continuaram com as reivindicações que estão fazendo com a greve iniciada na quarta feira, dia 14 de junho. (&#8230;)”</p>
<h2>Página 6</h2>
<p><strong>&#8211; Eleições do DCE/USP:</strong>“A conjuntura política acaba com as indefinições, isola e fraciona as correntes políticas que não conseguem apontar uma saida clara diante da crise do regime militar e o avanço do movimento operário. (&#8230;)”; Liberdade e Luta</p>
<p><strong>&#8211; União Nacional dos Estudantes da França </strong>Resolução adotada pelo 64º congresso da UNEF; apoio internacional à reconstrução da UNE</p>
<p><strong>&#8211; Alternativa ganhou na PUC: </strong>“A chapa Alternativa venceu as eleições para a direção do DCE-livre da PUC, recebendo 1586 votos num total de 4993. (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; Comissão pró-DCE Livre em Londrina: </strong>“A formação de uma comissão pró-DCE Livre e a decisão do não-reconhecimento do Regimento da Fundação Universidade Estadual de Londrina &#8211; FUEL foram os saldos políticos que os estudantes obtiveram do Ato Público de Protesto, (&#8230;)”</p>
<p><strong>Derrota da indefinição política: </strong>Entrevista de O Trabalho com Josimar Melo, dirigente recém-eleito do DCE da USP</p>
<h2>Página 7</h2>
<p><strong>&#8211; Sindicato livre na URSS: </strong>“No dia 10 de fevereiro de 1978, o mineiro Vladimir Khlebanov, de Donets, era internado a força no hospital psiquiátrico nº7 de Moscou. Passados quatro meses, ele permanece detido alí, sem perspectiva de sua libertação.<br />
Sua culpa? Ter fundado, junto com dezenas de operários, o Sindicato Livre dos Trabalhadores da União Soviética. (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; Apelo a Organização Internacional do Trabalho e às organizações sindicais dos trabalhadores dos países ocidentais: </strong>“Nós, desempregados soviéticos, chegando à Moscou procedentes de diversas cidades e repúblicas do país, somos constrangidos a pedir, através desse apelo, sua ajuda material e moral através da imprensa no Ocidente. (&#8230;)”</p>
<h2>Página 8</h2>
<p><strong>&#8211; Residentes em Luta: </strong>“A greve dos médicos residentes da Escola Paulista de Medicina, reivindicando um novo piso salarial e tendo como principais bandeiras a luta por melhores condições de ensino e pelo enquadramento dos serviços médicos prestados na legislação trabalhista, já assumiu caráter nacional. (&#8230;)</p>
<p><strong>-Manchetes:</strong><br />
“Na Bahia e em São Paulo, professores mobilizados contra o arrocho; Na USP, uma vitória da Constituinte Soberana e da aliança operário-estudantil; Na URSS, Trabalhadores resistem à burocracia”</p>
<p><strong>&#8211; Oposição se lança na Sabesp: </strong>“Há 3 anos, Antônio Santiago foi eleito &#8211; em chapa única &#8211; o primeiro presidente do recém-formado Sindicato dos Trabalhadores da indústria de Purificação, Distribuição de água e em Serviços de Esgoto do estado de São Paulo. Nesse periodo, fez uma gestão à base de muita omissão diante da categoria, e extrema fidelidade aos interesses da empresa. (&#8230;)”; Entrevista com José Eduardo de Campos Siqueira, da chapa 2 de oposição.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://drive.google.com/open?id=1KgfpL_3wBt_mMCY_O3nRnYLGes3EJC-h"> 📰 <strong>Confira a edição na íntegra</strong></a></p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/edicao-n-3-do-jornal-o-trabalho-20-de-junho-de-1978/">Edição n° 3 do Jornal O Trabalho – 20 de Junho de 1978</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
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		<title>Edição n° 4 do Jornal O Trabalho – 06 de Julho de 1978</title>
		<link>https://otrabalho.org.br/edicao-n-4-do-jornal-o-trabalho-06-de-julho-de-1978/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=edicao-n-4-do-jornal-o-trabalho-06-de-julho-de-1978</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2020 20:42:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Memória]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Trabalho completa 42 anos em 2020. Para marcar essa data decidimos iniciar a nossa seção “memória”, disponibilizando a cada semana uma edição O Trabalho antiga, na íntegra, com um índice de todo o conteúdo. Nestes 42 anos foram 866 edições. O Jornal continua vivo. Mesmo durante a pandemia continuamos a produzi-lo. Se você ainda [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">O Trabalho completa 42 anos em 2020. Para marcar essa data decidimos iniciar a nossa seção “memória”, disponibilizando a cada semana uma edição O Trabalho antiga, na íntegra, com um índice de todo o conteúdo.</p>
<p style="text-align: left;">Nestes 42 anos foram 866 edições. O Jornal continua vivo. Mesmo durante a pandemia continuamos a produzi-lo. Se você ainda não é assinante, faça a sua assinatura!</p>
<p style="text-align: left;">Aqui está a edição nº4 do jornal O Trabalho.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://drive.google.com/open?id=1S9qPlveG9zrjG8xC9qNr3SoUtpoGrc1s"><br />
📰 <strong>Confira a edição na íntegra</strong></a></p>
<p>Confira abaixo o índice da edição:</p>
<h2>Página 1</h2>
<p><strong>&#8211; Editorial:</strong> Oposições sindicais e movimentos classistas estão preparando o Encontro Operário da Grande São Paulo para organizar as lutas da classe operária, desde as greves até as campanhas salariais . Num ano que já é marco da luta, o Encontro deve lançar as bases para avanços maiores.</p>
<h2>Página 2</h2>
<p><strong>&#8211; Bancários, é hora de greve</strong><br />
Os pelegos do Sindicato dos Bancários de São Paulo tentam se manter no poder atrasando as eleições. A oposição denuncia enquanto se prepara para fazer do processo eleitoral um processo de luta, afirmando que já é hora de preparar a greve.</p>
<p><strong>&#8211; Dubladores há 120 dias em greve</strong><br />
Os patrões (redes de TV, empresas de dublagem, monopólios de distribuição de filmes, etc) não querem abrir mão de seus enormes lucros. Rede Globo tenta confundir a opinião pública e os dubladores anunciando o fim da greve. É a mais longa greve da categoria neste ano (quatro meses) e o movimento se encontra num impasse.</p>
<p><strong>&#8211; &#8220;Não&#8221;, diz Setúbal aos professores</strong><br />
Ao entregar mais de 2.000 assinaturas por diversas reivindicações do setor, mais de 80 professores do nível II (curso secundário) foram recebidos entre agressões e ironias pelo prefeito Olavo Setúbal. Eles estão com os salários congelados desde maio de 1977.</p>
<p><strong>&#8211; USP: Prossegue mobilização de funcionários</strong><br />
Já dura um mês a luta dos funcionários da USP por aumento de 20% nos salários. No dia 26 último, realizaram o chamado Dia do Protesto: paralisaram suas atividades, reunindo 400 funcionários em Assembleia.</p>
<p><strong>&#8211; Jornalistas das Folhas: Queremos 20%</strong><br />
A campanha pelo aumento toma impulso em algumas redações, como no caso do grupo “Folhas”. Mais de 250 jornalistas de todas as redações se dirigiram à direção do Grupo com um abaixo-assinado reafirmando a luta e dando um prazo de sete dias para a resposta.</p>
<p><strong>&#8211; Greve na Rossi &#8211; Diadema</strong><br />
Os 700 operários da Metalúrgica Rossi, em Diadema, paralisaram o trabalho no dia 19 de junho reivindicando 20% de aumento.</p>
<p><strong>&#8211; Greve na Fundição</strong><br />
Após sucessivas paralisações setorizadas os 580 operários da Fundição Sobre Pressão, na Chacara Santo Antonio, paralisaram totalmente o trabalho na última semana de junho, reivindicando 25% de aumento.</p>
<p><strong>&#8211; Em Minas, rumo à UEE</strong><br />
Em luta pela liberdade de organização própria, os estudantes mineiros avançam com a realização do Congresso Estadual de Estudantes em Minas Gerais, a partir do qual foi criada a comissão executiva pró União Estadual dos Estudantes.</p>
<p><strong>&#8211; A Sentença Proibida</strong><br />
26 de junho possivelmente entraria para a História como a data em que um membro do Poder Judiciário de primeira instância admitiu formalmente que, neste país, se pratica a tortura e se assassina presos políticos, mas o Juiz João Gomes Martins Filho foi impedido por mandado de segurança impetrado pela União.</p>
<p><strong>&#8211; Expediente</strong><br />
“Editores: Paulo Moreira Leite, Edmundo Machado, Sandra Carvalho, Arthur Pereira Filho e Celso Marcondes (&#8230;)”</p>
<h2>Página 3</h2>
<p><strong>&#8211; O Regime Militar pede socorro</strong><br />
“A partir do início de junho cerca de 25 mil trabalhadores de saúde entraram em greve. Médicos, residentes, internos e funcionários de vários estados do país paralisaram suas atividades exigindo melhores condições de trabalho e aumento salarial (&#8230;)</p>
<p><strong>&#8211; A denúncia dos operários da Brastemp</strong><br />
“Um grupo de operários da Brastemp de São Bernardo do Campo enviou à redação de O Trabalho uma carta denunciando as condições de trabalho dentro da fábrica com o nome “as greves não bastaram, continua a superexploração”(&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; As primeiras comissões no ABC</strong><br />
“A onda de greves continua incomodando os patrões e o governo, questionando os pelegos, ignorando a lei de greve e abrindo brechas no arrocho salarial(&#8230;)</p>
<h2>Páginas 4 e 5</h2>
<p><strong>&#8211; A greve nos hospitais</strong><br />
“Quais as perspectivas de greve de funcionários e médicos uma semana depois do seu início? Como movimento poderá acumular forças para se ampliar e conquistar a vitória? Estas perguntas começaram a ser feitas já nos primeiros dias de greve, que hoje envolve cerca de 15 mil trabalhadores da saúde. E o próprio movimento se encarregou de respondê-las, de acordo com o depoimento de alguns médicos e funcionários dos dois hospitais prestados a O Trabalho (&#8230;)”</p>
<h2>Página 6</h2>
<p><strong>&#8211; Osasco, 16 de julho de 1968</strong><br />
“Às oito horas e 44 minutos da manhã do dia 16 de julho, quando a sirena soou, começou a greve em Osasco com a paralisação da Cobrasma, a fábrica mais combativa da cidade(&#8230;)”.<br />
“As greves de Osasco e Contagem bem como a manifestação de 1° de maio em São Paulo, marcaram a participação da classe operária brasileira nos combates que os trabalhadores de todo o mundo travaram em 1968 contra a exploração capitalista e na defesa de sua liberdade de organização e atuação política(&#8230;)”</p>
<h2>Página 7</h2>
<p><strong>-Peru:</strong> nas ruas e urnas trabalhadores combatem o regime militar<br />
“Apesar da decretação do estado de emergência, da censura à imprensa e suspensão da propaganda eleitoral, apesar da prisão de milhares de militantes políticos e dirigentes sindicais e deportação dos principais líderes dos partidos de oposição ao regime militar, as eleições para a Constituinte outorgada por Bermudez acabaram se realizando(&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; Alemanha Oriental:</strong> Revolta contra os privilégios da burocracia<br />
“Centenas de trabalhadores da cidade de Wittenberg, na Alemanha Oriental, organizaram uma manifestação no 1° de maio protestando contra as Intershops, uma rede lojas criadas especialmente para os burocratas(&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; Depois de doze anos, eleições na Bolívia</strong><br />
“Depois de 12 anos os bolivianos voltam às urnas para eleger, entre 12 candidatos, o seu novo presidente(&#8230;)”.</p>
<h2>Página 8</h2>
<p><strong>&#8211; A luta nos hospitais</strong><br />
“-Médicos também em greve”<br />
“-Residentes perto da vitória”</p>
<p><strong>&#8211; Greve na Bahia</strong><br />
“Há mais de 20 dias cerca de 17.000 professores baianos (de 1° e 2° grau) se mantém em greve. A sua reivindicação como nos demais movimentos iniciados a partir das greves operárias de São Paulo, refere-se a melhores salários e condições de trabalho(&#8230;)”</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://drive.google.com/open?id=1S9qPlveG9zrjG8xC9qNr3SoUtpoGrc1s"> 📰 <strong>Confira a edição na íntegra</strong></a></p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/edicao-n-4-do-jornal-o-trabalho-06-de-julho-de-1978/">Edição n° 4 do Jornal O Trabalho – 06 de Julho de 1978</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
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		<title>Edição n° 5 do Jornal O Trabalho – 21-07-1978</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2020 20:28:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Memória]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>📰 Confira a edição na íntegra Confira abaixo o índice da edição: Página 1 &#8211; A Greve Geral nos hospitais “(&#8230;) Os patrões recuam e o regime colhe derrotas impressionantes &#8211; como no caso dos médicos residentes, onde foi obrigado a ceder em praticamente todos os pontos. É nesse quadro que acontece a greve geral [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/edicao-n-5-do-jornal-o-trabalho-21-07-1978/">Edição n° 5 do Jornal O Trabalho – 21-07-1978</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="https://drive.google.com/open?id=1XMiDLdnnaJGPTbs3ILQo6Pgwc4EsjxLX"> 📰 <strong>Confira a edição na íntegra</strong></a></p>
<p>Confira abaixo o índice da edição:</p>
<h2>Página 1</h2>
<p><strong>&#8211; A Greve Geral nos hospitais</strong><br />
“(&#8230;) Os patrões recuam e o regime colhe derrotas impressionantes &#8211; como no caso dos médicos residentes, onde foi obrigado a ceder em praticamente todos os pontos. É nesse quadro que acontece a greve geral no Hospital das Clínicas e no do Servidor Público do Estado de São Paulo. Além de fazerem as ameaças de costume, os porta-vozes do governo garantem: o governo se mantém numa posição intransigente e não vai atender a nenhuma das reivindicações. (&#8230;)”; INAMPS;</p>
<h2>Página 2</h2>
<p><strong>&#8211; “A oposição Metalúrgica de Belo Horizonte e Contagem</strong> balançou os pelegos nas eleições realizadas agora. (&#8230;) Os bancários de São Paulo começaram sua campanha salarial deste ano. (&#8230;) Os dubladores terminaram a greve de quatro meses, (&#8230;), Cientistas e Estudantes passam uma semana discutindo política, ciência e técnica, na 30ª Reunião Anual da SBPC. Duas mil pessoas protestam contra a discriminação racial, em ato público realizado em São Paulo. (&#8230;)</p>
<p><strong>&#8211; Imagem:</strong> cartaz de campanha da chapa 2</p>
<p><strong>&#8211; Chapa 2 &#8211; Oposição metalúrgica</strong><br />
“Pela primeira vez em 9 anos, os pelegos do sindicato dos Trabalhadores em Industrias Metalúrgicas de Contagem e Belo Horizonte são obrigados a concorrer em um segundo escrutínio, já que na primeira votação, iniciada dia 10 de julho, nenhuma das chapas obteve maioria absoluta exigida por lei. (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; Bancários: Campanha de luta</strong><br />
“A campanha salarial dos bancários foi iniciada em assembléia no último dia 6 de julho e, apesar de tradicionalmente haver pouca afluência no início das campanhas, desta vez o comparecimento foi considerado excelente: mais de 300 bancários. (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; 30ª SBPC</strong><br />
“Com a aprovação de moções pela Anistia ampla, geral e irrestrita, pela liberdade de organização e manifestação, por uma Constituinte Soberana e democrática, além do apoio ao movimento grevista nos Hospitais das Clínicas e do Serviço Público, terminou no sábado, dia 15 de julho, a 30ª Reunião Anual da SBPC. (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; Professores</strong><br />
“(&#8230;) Essas discussões resultaram na elaboração de um documento distribuido à imprensa e de uma moção apresentada à reunião da SBPC do dia 13, que refletem o avanço político da categoria impulsionado pela onda de greves operárias (&#8230;)</p>
<p><strong>&#8211; Oposição SABESP</strong><br />
“(&#8230;) O presidente da chapa 2, José Eduardo Siqueira, em seu discurso, criticou o peleguismo da atual direção do Sindicato (criada em 1975), por não encaminhar qualquer luta por melhores salários, limitando-se ao assistencialismo. Nesse sentido, a Oposição da Sabesp lançou uma campanha por um aumento salarial de 20%, como forma de aglutinar e organizar a categoria(&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; Fim da greve</strong><br />
“Acabou a mais longa greve do ano: em assembléia no dia 11 de julho, os dubladores paulistas resolveram voltar ao trabalho, diante da assinatura, no dia anterior, de contrato coletivo de trabalho, que não atende à principal reivindicação: a equiparação salarial para dublagem de filmes estrangeiros para a televisão e para o cinema. (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; Não ao Racismo</strong><br />
“O assassinato de um trabalhador negro, depois de violentas torturas, no 44º Distrito polícial, e a proibição a dois atletas negros de frequentarem o Clube de Regatas Tietê desencadearam uma manifestação de repúdio, através de um ato público realizado no ultimo dia 7, na praça Ramos de Azevedo, contando com a presença de quase duas mil pessoas (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; Expediente:</strong><br />
“Editores: Paulo Moreira Leite, Edmundo Machado, Sandra Carvalho, Arthur Pereira Filho e Celso Marcondes (…)”</p>
<h2>Página 3</h2>
<p><strong>&#8211; Na Praça,</strong><br />
“Dentro da Igreja, o Movimento do Custo de Vida já tinha concluído os trabalhos. As milhares de pessoas que ali se encontravam ouviam o conselho dos organizadores: ‘Retirem-se para suas casas, normalmente’. Mas os populares não queriam que a manifestação acabase ali. (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; Nas Ruas,</strong><br />
“Em janeiro deste ano, estudantes, professores e trabalhadores de diversas categorias começavam a organizar um movimento que tentaria construir um Partido Socialista no Brasil: a Convergência Socialista. No ultimo dia 24, menos de 72 horas depois de terminada sua primeira convenção nacional, 22 membros da Convergência eram vítimas de mais uma operação da polícia política do regime militar. (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; Contra a repressão</strong><br />
“Diversas passeatas-relampago preparam o ato público de dia 28 de agosto, segunda-feira. Grupos de 200 e 300 pessoas se manifestaram pelo Parque Dom Pedro II, Praça Fernando Costa, rua são Bento e outras ruas do centro. Depois, 3 mil estudantes e trabalhadores foram ao Largo São Franscisco, que estava cercado por um enorme aparato policial. Dentro da Faculdade de Direito, exigiram a imediata libertação dos presos da Convergência Socialista e o fim dos ataques terroristas contra o jornal ‘Em Tempo’. (&#8230;)”</p>
<h2>Páginas 4/5</h2>
<p><strong>&#8211; Greve até a vitória</strong><br />
“Ao deflagrarem a primeira greve geral por categoria dos ultimos 15 anos, os professores surpreenderam o governo militar, venceram as manobras dos pelegos e ganharam o apoio da população para as reivindicações de melhores salários, condições dignas de trabalho e melhores condições de ensino. (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; A construção do Sindicato Livre</strong><br />
“(&#8230;) o próprio movimento grevista encarregou-se de forjar organismos democráticos para centralizar a greve, diante da omissão ou mesmo franca oposição ao movimento por parte das entidades. Surgiu o Comando Geral da Greve, composto por comissões regionais, organismos de base, espalhados pela Capital e Interior, das quais participam os professores eleitos em suas escolas. (&#8230;)</p>
<p><strong>&#8211; Dura Sobrevivência</strong><br />
“(&#8230;) A partir do início da greve, a situação dramática do professorado tornou-se de conhecimento público, colocando abaixo a visão distorcida de que só os trabalhadores braçais são vítimas do arrocho salarial. Afinal, além da existência de grande número dos professores contratados a título precário, sem o amparo da CLT, o nível salarial da categoria é dos mais baixos. (&#8230;)</p>
<p><strong>&#8211; Expansão da Luta</strong><br />
“O movimento grevista dos professores paranenses tomou novo impulso com a greve dos professores paulistas. Iniciada no dia 4 de agosto, a greve atingiu 96 dos 290 municipios do estado em mais de 40 mil professores. Os professores de Maringá, após terem retornado ao trabalho e permanecido quatro dias em atividades normais, na esperança de um diálogo com o governo, retomaram a greve geral. (&#8230;) A perspectiva de ampliação da greve dos professores a outros estados já começa a se fazer sentir no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais. (&#8230;)”</p>
<h2>Página 6</h2>
<p><strong>&#8211; Figueiredo, Euler ou Constituinte Soberana?</strong><br />
“23 de agosto de 1978: enquanto mais de 70000 professores paralisavam suas aulas em São Paulo, exigindo melhores condições de vida e de trabalho, o MDB decidia, na sua convenção nacional, participar das eleições indiretas para a presidência da república. O candidato escolhido, um general: Euler Bentes Monteiro. Sua proposta, democracia. (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; Unidade contra o Arrocho</strong><br />
“O país entrou definitivamente em um novo periodo. As greves que já ultrapassaram mais de 400 mil trabalhadores ignoram uma estrutura sindical podre e seus dirigentes. Zombaram do governo militar e de suas leis antioperárias.”; construção da Central Unica dos Trabalhadores e do Partido Operário Independente</p>
<h2>Página 7</h2>
<p><strong>&#8211; URSS: A Farsa da Burocracia</strong><br />
“A burocracia da União Soviética acaba de condenar os dissidentes Anatoly Scharansky e Alexander Ginzburg à prisão por trabalhos forçados. Scharansky foi considerado culpado de ‘alta traição e espionagem à favor do ocidente’ e Ginzburg, acusado de promover atividades anti-soviéticas, dentre as quais distribuir livros de Alexander Soljenitsyn. (&#8230;) A luta em defesa dos presos políticos e das liberdades democráticas é tradicional e muito importante na história do movimento operário (&#8230;) como demonstra o artigo de nosso correspondente em París, Pierre Fougeyrrolas: (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; Peru: A frente dos trabalhadores</strong><br />
“Dia 28 será realizada a primeira sessão da Assembléia Constituinte peruana. Graças à intensa mobilização popular e a uma grande campanha internacional de solidariedade, todos os dirigentes sindicais e militantes políticos deportados durante o processo eleitoral foram anistiados pelo governo de Bermudez. (&#8230;) Gernaro Ledsema, advogado do sindicato dos mineiros do centro do Peru e principal dirigente da FOCEP, prestou seu depoimento sobre o resultado das eleições ao nosso correspondente em París.”</p>
<h2>Página 8</h2>
<p><strong>&#8211; Nonoai: o direito à terra</strong><br />
“Aquilo que o governo com o apoio da Igreja tentou difundir com a chamada “questão Nonoai” está indo por água abaixo. Ele dizia que ser facilmente solucionado com a retirada de alguns trabalhadores para o Mato Grosso. No entanto, cerca de 150 famílias de posseiros, expulsos da reserva indígena de Nonoai, invadiram a fazenda Sarandi, de propriedade do estado do Rio Grande do Sul, e estão dispostos a defender seu direito de trabalhar até com a própria vida. (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; Criado o comitê de luta</strong><br />
“Um ato público realizado no dia 24 de junho na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, que contou com a participação de mais de mil pessoas, criou o Comitê de Luta pela Terra a quem Trabalha, que tem como objetivo imediato a defesa dos colonos que o governo gaúcho quer expulsar do estado. (&#8230;)</p>
<p><strong>&#8211; Grileiros atacam no Maranhão</strong><br />
“O povoado de Floresta, no município de Santa Luzia, Maranhão, está em pé de guerra por causa da luta entre grileiros de terras e lavradores, e a qualquer momento podem explodir novos conflitos. (&#8230;)</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://drive.google.com/open?id=1XMiDLdnnaJGPTbs3ILQo6Pgwc4EsjxLX"> 📰 <strong>Confira a edição na íntegra</strong></a></p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/edicao-n-5-do-jornal-o-trabalho-21-07-1978/">Edição n° 5 do Jornal O Trabalho – 21-07-1978</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
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		<title>Edição n° 6 do Jornal O Trabalho – 01-08-1978</title>
		<link>https://otrabalho.org.br/edicao-n-6-do-jornal-o-trabalho-01-08-1978/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=edicao-n-6-do-jornal-o-trabalho-01-08-1978</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2020 21:11:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aqui está a edição nº6 do jornal O Trabalho. Lançada em 01 de Agosto de 1978, impulsionada pela então OSI (que se tornaria a corrente OT do PT), a edição trazia na capa matéria e imagens da assembléia geral dos bancários, que iniciavam uma massiva campanha salarial. 📰 Confira a edição na íntegra Confira abaixo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Aqui está a edição nº6 do jornal O Trabalho. Lançada em 01 de Agosto de 1978, impulsionada pela então OSI (que se tornaria a corrente OT do PT), a edição trazia na capa matéria e imagens da assembléia geral dos bancários, que iniciavam uma massiva campanha salarial.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://drive.google.com/open?id=1XBMDE9uRAMvqsFEYjDEvchp9rvCaVOBI"> 📰 <strong>Confira a edição na íntegra</strong></a></p>
<p>Confira abaixo o índice da edição:</p>
<h2>Página 1</h2>
<p><strong>&#8211; A Luta nos Bancos</strong><br />
“(&#8230;) A oposição, apresentando propostas claras, dirigiu a assembléia desde o seu começo. Franscisco Teixeira, presidente do sindicato, foi ignorado e completamente desmoralizado, retirado da presidência da Mesa. Mal aberta a sessão, uma bancária pediu que fosse eleita a direção dos trabalhos. (&#8230;) A partir dessa vitória política &#8211; raras em campanhas salariais onde os pelegos se utilizam das mesas para toda sorte de manobras, os oradores se sucederam. O tema das intervenções: a greve”</p>
<p><strong>&#8211; Editorial</strong><br />
“Realizando uma greve que promete não terminar tão cedo, os trabalhadores levantam várias questões que começam com o fim da lei do arrocho salarial, passam pela necessidade de se construir uma nova estrutura sindical, independente do Estado, e terminam com a necessidade de forjar novas leis para o país, através de uma Constituinte Democrática e Soberana (&#8230;)”</p>
<h2>Página 2</h2>
<p><strong>&#8211; Mais um ataque do terror</strong><br />
“Num espaço de três dias, duas sucursais do jornal “Em Tempo”, de Belo Horizonte e Brasília, foram invadidas e saqueadas por grupos terroristas de direita, autodenominados Comando de Caça aos Comunistas, CCC; Grupo Anti-comunista, GAC; e Movimento Anticomunista, GAC (&#8230;)”; “listão dos torturadores”</p>
<p><strong>&#8211; Professores paulistas também preparam sua greve geral</strong><br />
“Os professores do ensino público estão estudando as melhores formas para obterem as reivindicações que vem colocando ao Governo desde o início do ano: 27% de aumento, mais os 28% dados à todo o funcionalismo público e não concedidos à rede municipal, onde o salário é congelado; (&#8230;) As correntes mais combativas do professorado estão tentando dar uma expressão organizada à insatisfação e aglutinar os professores para deliberarem as melhores formas de seguirem sua luta. (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; Itu: Greve e passeata</strong><br />
“ (&#8230;) Paralisados desde terça feira, inicialmente em apenas 3 empresas (Couri, Carpi, 3M), os ceramistas de Itú &#8211; dentre eles muitos menores de 12 anos de idade &#8211; têm enfrentado toda sorte de ameaças que chegam até a prisão e espancamento de vários deles. É também com altivez que respondem ao desprezo patronal e a sua contraproposta de 10% de antecipação salarial. (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; Telesp parou quatro horas</strong><br />
“Após quatro horas de greve no dia 24 de julho, os 500 trabalhadores do setor leste do Serviço de Manutenção da Telesp voltaram ao trabalho, sem conseguirem suas reivindicações: aumento imediato de 50% e redução do preço das refeições (atualmente 14 cruzeiros). (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; Demissões na Scânia</strong><br />
“(&#8230;) Varios demitidos foram ao Sindicato, denunciando que a Scania estava dispensando, em primeiro lugar, os operários que ela julgou mais ativos durante as greves. / Além de omissos, diretores do Sindicato praticamente reconheceram o direito da empresa realizar cortes. (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; Metalúrgicos em campanha</strong><br />
“Os metalúrgicos do Rio de Janeiro iniciaram sua campanha salarial no último dia 28 de julho. (&#8230;)as principais intervenções frisaram a necessidade de que a assembléia fosse o ponto de partida de uma ampla mobilização da categoria contra o arrocho salarial e pela organização das comissões de fábrica (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; Perseguição na Cásper</strong><br />
“Três alunos do curso de jornalismo da Cásper Líbero foram impedidos pela direção da escola de renovarem suas matrículas. (&#8230;) Esse tipo de proibição já foi utilizado no início do ano pela diretoria da escola, contra três ex-dirigentes do Diretório Acadêmico. (&#8230;) A faculdade tem uma longa tradição repressiva. Um exemplo: proíbe reuniões e frequentemente suspende quem participa delas. (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; Contra Prisão</strong><br />
“De 18 a 20 de Julho, o governo militar efetuou seis prisões, na cidade satélite de Guará e no Plano Piloto, em Brasília. Acusações do Departamento de Polícia Federal: atividades ligadas à Convergência Socialista. (&#8230;)”; jornal Versus</p>
<p><strong>&#8211; Prisioneiros sob censura</strong><br />
“Altino Rodrigues Dantas Júnior, preso político que atualmente cumpre pena no presídio do Barro Branco, em São Paulo, enviou carta à redação de “O Trabalho”, denunciando a proibição arbitrária por parte das autoridades da entrada de diversas publicações no presídio, (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; Expediente</strong><br />
“Editores: Paulo Moreira Leite, Edmundo Machado, Arthur Pereira Filho, Paulo Nogueira, Mário Sérgio Conti, José Roberto Campos e Celso Marcondes. (&#8230;)”</p>
<h2>Página 3</h2>
<p><strong>&#8211; Imagem:</strong> Funcionários no Hospital das Clínicas</p>
<p><strong>&#8211; Trégua nos hospitais</strong><br />
“Menos de uma semana depois de terem suspendido sua greve, médicos e funcionários do Hospital das Clínicas e do Servidor Público começam a desconfiar, muito justamente, de que podem ter sido enganados pelo governo. (&#8230;) As reuniões de uma Comissão formada por cinco representantes do governo, do Sindicato dos Médicos, do Conselho do Hospital das Clínicas e da Associação de Docentes da USP, que iria estudar alguma forma de negociação entre os servidores e o governo, chegou ao único resultado de se esperar: nada foi resolvido por enquanto. (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; As gráficas também pararam</strong><br />
“(&#8230;) Por dois dias, os 2100 operários cruzaram os braços e só voltaram ao trabalho depois do aumento conquistado. No mesmo dia em que a Abril parou (20/07), também os operários de uma outra grande gráfica, a Companhia Litográfica Ipiranga, paralisaram o trabalho. (&#8230;) Agora, uma semana depois, fala-se na iminência de novas greves entre os gráficos do jornal O Estado de São Paulo e da Editora Melhoramentos. (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; A Greve chegou às redações</strong><br />
“(&#8230;) A greve teve grande impacto sobre o conjunto da categoria. ‘A Abril é o exemplo’ afirmavam diversos jornalistas reunidos no Sindicato, enquanto se levavam as negociações. Em algumas redações, começavam as operações-tartaruga, ao mesmo tempo em que se ampliava a mobilização na maioria das empresas. (&#8230;)”</p>
<h2>Páginas 4 e 5</h2>
<p><strong>&#8211; Encontro Operário</strong><br />
“Próxima reunião preparatória: domingo, dia 6 de agosto às 15 horas. (&#8230;) Boletim informativo. (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; Zé Pedro: “caminhando para a CGT-livre”</strong><br />
“(&#8230;) Nesse momento surge a proposta do Encontro Operário. José Pedro da Silva, um dos Dirigentes da oposição metalúrgica de São Paulo, deu seu depoimento a ‘O Trabalho’: (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; Em Minas, o balanço de uma vitória</strong><br />
“(&#8230;) a Oposição de Belo Horizonte abre um largo espaço à organização dos trabalhadores em comissões de Fábrica, que consolidam um movimento que pode desmbocar, rapidamente, na realização de um Encontro Operário. Foram estas algumas questões que quatro membros da Chapa 2 discutiram com a correspondente de O Trabalho em Belo Horizonte: (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; CNTI ferve e não serve</strong><br />
“(&#8230;) No combate travado, não faltaram as moções, as reuniões paralelas dos autênticos, os discursos inflamados e mais radicais teses sobre o sindicalismo e a situação nacional. Não faltou praticamente nada. A não ser os trabalhadores. / Eles não haviam sido convidados ao Congresso; não haviam elaborado suas teses; não haviam discutido nem eleitos seus delegados. (&#8230;)”; Independência Sindical; Central Única dos Trabalhadores; Partido Operário</p>
<p><strong>&#8211; Sem mobilização, a derrota da Chapa 3</strong><br />
“Há cerca de um mês, mobilizados diante de seu Sindicato, os metalúrgicos da Oposição Sindical de São Paulo conseguiram a impugnação das eleições para a nova diretoria, tendo em vista a constatação das esperadas fraudes promovidas pela Chapa 1, presidida por Joaquim Andrade. (&#8230;) Porém, durante a ‘guerra jurídica’ posterior, a mobilização foi deixada de lado. (&#8230;) a oposição limitou-se a publicar um boletim, denunciando as irregularidades. Tudo isso facilitou para o governo a manutenção do pelego, impedindo-se a abertura de mais uma brecha na estrutura sindical. (&#8230;)”</p>
<h2>Página 6</h2>
<p><em>“(&#8230;) Qual é o motivo da farsa eleitoral e da perene ‘instabilidade’ dos governos da classe dominante boliviana? A resposta pode ser resumida em uma palavra: os trabalhadores, que no Peru impõem o naufrágio do nacionalismo burguês de Moralez Bermúdez; que na Nicarágua fazem duas greves gerais em quatro meses; que no Chile retomam suas lutas, provocando cisões na Junta Militar; e que no Brasil derrubam o arrocho salarial. É esse movimento geral dos trabalhadores latino-americanos que faz tremer o Estado boliviano. (&#8230;)”</em></p>
<p><strong>&#8211; O primeiro Soviet da América Latina</strong><br />
“A existência da Assembléia Popular boliviana entre maio e agosto de 1971 representa o cume de todo um processo de maturação da consciência de classe dos trabalhadores bolivianos. Depois de ter vivido décadas sob a opressão de governos de nacionalismo burguês e pequeno-burguês e ditaduras militares, a classe operária boliviana chama à si a tarefa de liderar os camponeses, os estudantes e as massas oprimidas, e estabelece o poder dos trabalhadores. (&#8230;)”; COB; MNR; POR; PCB(Bolívia).</p>
<p><strong>&#8211; Documentos da Assembléia Popular</strong><br />
“Os documentos que orientaram a convocação e os trabalhos da Assembléia Popular, expressam a elevada consciência política dos trabalhadores bolivianos que, baseados em duas décadas de luta contra o nacionalismo burguês e pequeno-burguês, estabelecem como objetivo imediato o governo operário-camponês e a construção do socialismo. Damos aqui, pela primeira vez no Brasil, os trechos mais significativos desses documentos. (&#8230;)”</p>
<h2>Página 7</h2>
<p><em>“(&#8230;) Na verdade, a essência de todos os ‘planos de paz’, de todos os manifestos e de todas as declarações das partes envolvidas é a seguinte: como liquidar a resistência palestina, uma ameaça constante ao Estado de Israel, à presença do imperialismo na região e à própria existência de regimes burgueses no Oriente Médio? (&#8230;)”</em></p>
<p><strong>&#8211; Israel e Palestinos, a convivência impossível</strong><br />
“(&#8230;) O povo palestino teve suas terras invadidas, suas casas destruídas e milhares deles morreram na luta contra o invasor. Obrigados a se exilar, foram procurar refúgio nos países vizinhos, na Jordânia e no Líbano principalmente. Muitos ficaram e acabaram se tornando cidadãos de “segunda classe” em seu próprio país. (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; Uma única saída: Constituinte Palestina</strong><br />
“(&#8230;) Os planos do imperialismo se chocam com a própria existência do povo palestino do povo palestino, com as suas reivindicações nacionais. Para os palestinos a questão da independência nacional é uma questão de vida ou morte. Disso depende sua existência como povo. (&#8230;) Para a classe operária de Israel não existe esperança no sionismo. Somente a consciência de pertencer à Palestina pode oferecer uma saída para ela. E a saída é o combate, lado a lado, dos trabalhadores judeus, palestinos e árabes, contra o sionismo, contra a burguesia, pela Constituinte Palestina, pela Nação Palestina. (&#8230;)”</p>
<h2>Página 8</h2>
<p><strong>&#8211; Greve, demissões. A luta dos funcionários da Baneser</strong><br />
“(&#8230;) A partir dai os trabalhadores decidem pela greve, aprovada por unanimidade, com início marcado para 25/7. (&#8230;) Mas neste dia apenas 150 pessoas comparecem ao sindicato; diante da intensa pressão nas agências, a vacilação é grande e poucos tem coragem de abandonar o trabalho. No 31º andar da agência-centro da Banespa, cerca de 50 pessoas são ameaçadas pelo Tenente Coelho, responsável pelos vigilantes, de chamar o DOPS caso insistissem em sair. (&#8230;) No dia 26, os trabalhadores falam com a diretoria da Baneser, que promete não punir os grevistas caso eles voltem ao trabalho. Alguns chegam a voltar, mas são mandados embora, iniciando-se uma onda de demissões. (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; Banespa pune bancários</strong><br />
“No momento em que os bancários iniciam sua campanha salarial, demonstrando sua disposição de ir à greve em defesa de suas reivindicações, os patrões resolvem golpear seu movimento, e intimidar a categoria. (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; Vaias, manobras. Começam as assembleias em BH</strong><br />
“A perspectiva de greve marcou também a intervenção de uma série de bancários no início da campanha salarial da categoria, no Rio de Janeiro. Cerca de 600 pessoas participaram de uma assembleia no Sindicato, e aprovaram todas as propostas da oposição aos pelegos. (&#8230;) Em Belo Horizonte, a campanha salarial começou com as manobras do presidente do sindicato, Arlindo Ramos. Numa assembléia com cerca de 350 bancários, os pelegos protelaram bastante a discussão sobre o aumento gastando 45 minutos na discussão de uma minuta de 28 pontos, tirada do encontro de Londrina, em Janeiro deste ano. (&#8230;)”</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://drive.google.com/open?id=1XBMDE9uRAMvqsFEYjDEvchp9rvCaVOBI"> 📰 <strong>Confira a edição na íntegra</strong></a></p>
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		<title>Edição n° 7 do Jornal O Trabalho – 15-08-1978</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2020 13:53:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Memória]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>📰 Confira a edição na íntegra Confira abaixo o índice da edição: Página 1 (Capa) &#8211; Chamada Greves: Itu, Mogi, Professores. &#8211; Chamada “Eleições: em quem votar?” &#8211; Chamada “Portugal, falam os deputados operários” &#8211; Chamada “Metalurgicos dia 18, Ato Público”, Oposição metalúrgica de São Paulo &#8211; Editorial: “Diante do crescimento da campanha salarial entre [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="https://drive.google.com/open?id=1mAsP2NkQ1p-6a7PTEtNmyILOyxjB_zj8"> 📰 <strong>Confira a edição na íntegra</strong></a></p>
<p>Confira abaixo o índice da edição:</p>
<h2>Página 1 (Capa)</h2>
<p><strong>&#8211; Chamada </strong>Greves: Itu, Mogi, Professores.<br />
<strong>&#8211; Chamada </strong>“Eleições: em quem votar?”<br />
<strong>&#8211; Chamada</strong> “Portugal, falam os deputados operários”<br />
<strong>&#8211; Chamada</strong> “Metalurgicos dia 18, Ato Público”, Oposição metalúrgica de São Paulo</p>
<p><strong>&#8211; Editorial:</strong><br />
“Diante do crescimento da campanha salarial entre os bancários, com ameaças de paralisação nos bancos de São Paulo e Rio de Janeiro, e da possibilidade de greve também entre os 10 mil operários da COSIPA e estivadores de Santos, o governo tentou responder com o único instrumento que sabe manejar: a repressão.<br />
&#8211; Chamada: Há 38 anos Stálin assassinava Trotsky</p>
<h2>Página 2</h2>
<p><strong>&#8211; Mobilização na Light: As luzes podem apagar</strong><br />
“Por pouco o setor de operação da Light não entrou em greve no inicio deste mês, depois de forçar o Sindicato a realizar uma assembleia para discutir a questão salarial.”</p>
<p><strong>&#8211; Médicos: a luta continua</strong><br />
“ ‘Estatizaram a medicina, privatizaram o atendimento e socializaram o médico’, assim um professor de medicina definia &#8211; no auge da mobilização dos médicos e funcionários dos hospitais das clínicas e do servidor público – a grande contradição da política Nacional de saúde instaurada no país após 1964.”</p>
<p><strong>&#8211; Sai aumento nas folhas</strong><br />
“Depois de várias semanas mobilizados, os jornalistas do Grupo Folhas conseguiram finalmente arrancar o seu aumento salarial: 14% para os que ganham até Cr$12 mil; 10% sobre Cr$ 12mil e 4% sobre a diferença para os que ganham entre Cr$12 e Cr$25mil.; e um aumento fixo de mil cruzeiros para a faixa acima de Cr$25mil.”</p>
<p><strong>&#8211; Greve na Bayer obtém aumento</strong><br />
“No dia 9 de agosto, quarta feira, ao meio dia, os 250 operários do setor de defensivos agrícolas da fábrica da Bayer em Socorro, na zona sul de São Paulo, entraram em greve reivindicando 30% de aumento, além dos 20% de antecipação que a empresa já havia dado (10% em abril e outros 10% em agosto)”</p>
<p><strong>&#8211; A greve dos biólogos</strong><br />
“Os estudantes de Biologia de quatro cidades brasileiras – São Paulo, Porto Alegre, Botucatu e Belo Horizonte – estão em greve, como protesto ao projeto de regulamentação da profissão de biomédico, atualmente tramitando pelo Senado Federal.”</p>
<p><strong>&#8211; PertiCamps: Péssimas condições levam à greve</strong><br />
“Revoltados contra as condições de trabalho da Perti Camps (Lapa – SP), os operários do setor de injeção pararam.”</p>
<p><strong>&#8211; Vem aí a UNE</strong><br />
“Cerca de mil estudantes compareceram ao ato público de comemoração aos 75 anos de fundação do Centro Acadêmico XI de agosto, da Faculdade de Direito da USP. A manifestação foi a primeira realizada em praça pública, desde a invasão da PUC no ano passado e, apesar das universidades ainda estarem vazias por ser inicio de aulas, foram muitos os que acorreram ao Largo São Francisco.”</p>
<p><strong>&#8211; C.A. Livre na Cásper</strong><br />
“Após um ano de lutas contra a repressão da direção da escola e grupos que boicotavam a criação de uma entidade Livre e independente os estudantes da Faculdade de Jornalismo da Cásper Líbero, reunidos em assembleia geral, decidiram por unanimidade a fundação do Centro Acadêmico, que levará o nome de Wladimir Herzog, jornalista assassinado no Doi-Codi em 1975.”</p>
<p><strong>&#8211; Expediente</strong><br />
“Editores: Paulo Moreira Leite, Edmundo Machado, Arthur Pereira Filho, Paulo Nogueira, José Roberto Campos e Celso Marcondes”.</p>
<h2>Página 3</h2>
<p><strong>&#8211; Aumento em Itu sai na marra</strong><br />
“Depois de 17 dias de greve, enfrentando fome, polícia e perseguição dos patrões, 1800 operários de 27 fábricas de cerâmica de Itu conseguiram uma vitória: aumento de 15% , dividido em duas vezes (7,5% em novembro e 7,5% em janeiro), e aumento do piso salarial de 1583,00 para 1983,00, sendo que este último será compensado no dissídio, em outubro.”</p>
<p><strong>&#8211; Repressão contra a oposição Bancária</strong><br />
“Após a Assembleia Geral Extraordinária dos Bancários, realizada no dia 27/7, dando continuidade à campanha salarial da categoria, 5 funcionários do Banespa foram suspensos por tempo indeterminado, para abertura de inquérito judicial, sob acusação de “mentores” da greve dos funcionários da Baneser S/A Serviços técnicos e administrativos.”</p>
<p><strong>&#8211; Em Mogi, pelego faz frente com patrão</strong><br />
“Em Mogi das Cruzes, os 3.150 operários da COSIM (Companhia Siderúrgica de Mogi das Cruzes) viveram uma experiência que os metalúrgicos da Grande São Paulo São Paulo já conhecem há muito tempo: ao iniciarem a sua luta por melhores salários e condições de trabalho, toparam com a presença desmobilizadora do pelego, instrumento da atual estrutura dos sindicatos.”</p>
<h2>Página 4 e 5</h2>
<p><strong>&#8211; Eleições</strong><br />
<strong>-“Que os dois partidos se consolidem” (Geisel)</strong><br />
<strong> &#8211; Fernando Henrique, o Polivalente</strong><br />
<strong> &#8211; Encontro: Unidade contra os patrões</strong><br />
<strong> &#8211; Os “Autênticos”: da CNTI ao MDB</strong></p>
<h2>Página 6</h2>
<p><strong>&#8211; Trotsky: A morte do último líder de outubro</strong><br />
“No dia 20 de agosto de 1940 em Coyacán, México era assassinado Leon Trotsky, o líder que, por duas vezes, fora presidente do Soviet de Petrogrado, em 1905 e em 1917; antigo dirigente do Comitê Central do Partido Bolchevique; e comandante do Exército Vermelho que enfrentou e venceu mais de dez potências estrangeiras durante a Guerra Civil”.</p>
<h2>Página 7</h2>
<p><strong>&#8211; Portugal: “Por um governo do PC-PS”</strong><br />
Entrevista com Carmelinda Pereira e Aires Rodrigues, que foram eleitos deputados socialistas à Assembleia portuguesa em 25 de abril de 1976.</p>
<p><strong>&#8211; Peru: Entrevista</strong><br />
“Com a palavra, um deputado operário”</p>
<h2>Página 8</h2>
<p><strong>&#8211; Professores em greve</strong><br />
“Os professores vão parar. Numa assembleia dos municipais, com mais de 300 pessoas realizada dia 11, eles decidiram que no próximo dia 21 batem o ponto, entram nas escolas mas não trabalham. Com os alunos irão discutir os objetivos do seu movimento e depois distribuir uma carta aberta aos pais e à população em geral.”</p>
<p><strong>&#8211; 40 mil param no Paraná</strong><br />
“No ano passado os professores do Paraná colocaram tarjas negras nos braços e organizaram concentrações para protestar contra o Estatuto do Magistério. Agora, para reivindicar a elevação do piso salarial de 1600 a 5000 cruzeiros, deflagraram uma greve, que já atingiu 32 cidades.”</p>
<p><strong>&#8211; A oposição no SINPRO</strong><br />
“Para defenderem seus interesses e direitos, atacados de todas as formas nos últimos 14 anos, os professores não encontraram nenhum canal de organização”.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://drive.google.com/open?id=1mAsP2NkQ1p-6a7PTEtNmyILOyxjB_zj8"> 📰 <strong>Confira a edição na íntegra</strong></a></p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/edicao-n-7-do-jornal-o-trabalho-15-08-1978/">Edição n° 7 do Jornal O Trabalho – 15-08-1978</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
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		<title>Edição n° 8 do Jornal O Trabalho &#8211; 29-08-1978</title>
		<link>https://otrabalho.org.br/edicao-n-8-do-jornal-o-trabalho-29-08-1978/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=edicao-n-8-do-jornal-o-trabalho-29-08-1978</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2020 13:47:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Memória]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aqui está a edição nº8 do Jornal O Trabalho, publicado no dia 29 de agosto de 1978 pela então Organização Socialista Internacionalista, que se tornaria a corrente O Trabalho do PT. O volume, que acompanhava a greve geral dos professores do estado de São Paulo, as manifestações contra a carestia e atos contra as prisões [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/edicao-n-8-do-jornal-o-trabalho-29-08-1978/">Edição n° 8 do Jornal O Trabalho &#8211; 29-08-1978</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Aqui está a edição nº8 do Jornal O Trabalho, publicado no dia 29 de agosto de 1978 pela então Organização Socialista Internacionalista, que se tornaria a corrente O Trabalho do PT. O volume, que acompanhava a greve geral dos professores do estado de São Paulo, as manifestações contra a carestia e atos contra as prisões políticas, trazia impressionantes fotos da mobilização popular contra a ditadura</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://drive.google.com/open?id=1YBJ98zLlF1xCWG9ULJzjYpBJxyVcX0RE"> 📰 <strong>Confira a edição na íntegra</strong></a></p>
<p>Confira abaixo o índice da edição:</p>
<h2>Página 1</h2>
<p><strong>-Capa:</strong><br />
O governo comparece à manifestação de 20 mil pessoas na Sé: BOMBAS NO POVO</p>
<p><strong>&#8211; Editorial:</strong><br />
“(&#8230;) se o governo mudou seus slogans, [prova-se que] continua interessado em impedir que os trabalhadores se aproximem dos espaços de tomada de decisão. Apesar disso, as bombas e as prisões não anunciam uma vitória para o governo: mesmo com dificuldades, as manifestações aconteceram; e a prisão dos membros da Convergência mereceu repúdio não só de entidades estudantis (&#8230;)”</p>
<h2>Página 2</h2>
<p><strong>&#8211; Os trabalhadores “essenciais” se mobilizam, apesar do decreto-lei contra as greves:</strong><br />
“(&#8230;) assim como os metalúrgicos e diversas outras categorias vêm ignorando a quatro meses toda a legislação e o aparato repressivo montado no país para impedir as greves, esses setores [essenciais] vem mostrando sua disposição de luta, apesar da nova lei. (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; Em cima da hora</strong><br />
“Cerca de dois mil trabalhadores compareceram à assembleia da Light, (&#8230;) Tão grande foi o movimento que o sindicato teve que mudar radicalmente seu linguajar. ‘O sindicato atrelado está acabando(&#8230;)’ ”</p>
<p><strong>&#8211; Jornalistas do RS entram na luta contra o arrocho: querem 20% já!</strong><br />
“(&#8230;) Mais de 400 deles se reuniram na sede do sindicato em Assembléia Geral, a fim de discutir formas de encaminhar a luta por 20% de aumento imediato. Apesar de algumas vacilações por parte da diretoria do sindicato, a categoria conseguiu fixar um prazo para a resposta dos patrões. (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; Ato público: repúdio à estrutura sindical</strong><br />
“(&#8230;) A conquista da liberdade sindical se dará com a luta dos trabalhadores, através de suas organizações. Este foi o ponto comum de todos que se manifestaram durante o ato público. O representante da oposição da construção civil afirmou ainda que ‘só a nossa união pode dar uma alternativa concreta para a classe operária, como por exemplo na campanha salarial que se inicia.’ (&#8230;)”</p>
<p><strong>Demissões na Brown-Boveri</strong><br />
&#8211; “(&#8230;) a empresa está negando o adiantamento da segunda quinzena aos demitidos e, embora tenha pago o aviso prévio, não deu baixa nas carteiras dos trabalhadores, impedindo-os, assim, de conseguir outros empregos. (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; Biólogos: Rumo à vitória</strong><br />
“Os estudantes de biologia e os biólogos profissionais conseguiram vitória parcial a partir de sua mobilização e da greve que realizaram. Sua regulamentação profissional já foi aprovada, no dia 23, na Câmara Federal e caminha para o Senado. (&#8230;)</p>
<p><strong>&#8211; Artistas: Pelo fim da censura</strong><br />
“O fim da censura, a liberdade de expressão e a liberdade sindical, além de uma regulamentação profissional que realmente atenda seus interesses, foram as bandeiras principais levantadas pelos artistas paulistas, cariocas e mineiros nos atos públicos promovidos simultaneamente em suas capitais, no último dia 17. (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; Notas:</strong><br />
Operário demitido por vender o Jornal O Trabalho; mobilização entre têxteis no RS; “violência obstétrica”; perseguição política à dirigentes sindicais</p>
<p><strong>-Expediente:</strong><br />
“Editores: Paulo Moreira Leite, Edmundo Machado, Arthur Pereira Filho, Celso Marcondes e José Roberto Campos”</p>
<h2>Página 3</h2>
<p><strong>&#8211; Na Praça,</strong><br />
“Dentro da Igreja, o Movimento do Custo de Vida já tinha concluído os trabalhos. As milhares de pessoas que ali se encontravam ouviam o conselho dos organizadores: ‘Retirem-se para suas casas, normalmente’. Mas os populares não queriam que a manifestação acabase ali. (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; Nas Ruas,</strong><br />
“Em janeiro deste ano, estudantes, professores e trabalhadores de diversas categorias começavam a organizar um movimento que tentaria construir um Partido Socialista no Brasil: a Convergência Socialista. No ultimo dia 24, menos de 72 horas depois de terminada sua primeira convenção nacional, 22 membros da Convergência eram vítimas de mais uma operação da polícia política do regime militar. (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; Contra a repressão</strong><br />
“Diversas passeatas-relampago preparam o ato público de dia 28 de agosto, segunda-feira. Grupos de 200 e 300 pessoas se manifestaram pelo Parque Dom Pedro II, Praça Fernando Costa, rua são Bento e outras ruas do centro. Depois, 3 mil estudantes e trabalhadores foram ao Largo São Franscisco, que estava cercado por um enorme aparato policial. Dentro da Faculdade de Direito, exigiram a imediata libertação dos presos da Convergência Socialista e o fim dos ataques terroristas contra o jornal ‘Em Tempo’. (&#8230;)”</p>
<h2>Páginas 4 e 5</h2>
<p><strong>&#8211; Greve até a vitória</strong><br />
“Ao deflagrarem a primeira greve geral por categoria dos últimos 15 anos, os professores surpreenderam o governo militar, venceram as manobras dos pelegos e ganharam o apoio da população para as reivindicações de melhores salários, condições dignas de trabalho e melhores condições de ensino. (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; A construção do Sindicato Livre</strong><br />
“(&#8230;) o próprio movimento grevista encarregou-se de forjar organismos democráticos para centralizar a greve, diante da omissão ou mesmo franca oposição ao movimento por parte das entidades. Surgiu o Comando Geral da Greve, composto por comissões regionais, organismos de base, espalhados pela Capital e Interior, das quais participam os professores eleitos em suas escolas. (&#8230;)</p>
<p><strong>&#8211; Dura Sobrevivência</strong><br />
“(&#8230;) A partir do início da greve, a situação dramática do professorado tornou-se de conhecimento público, colocando abaixo a visão distorcida de que só os trabalhadores braçais são vítimas do arrocho salarial. Afinal, além da existência de grande número dos professores contratados a título precário, sem o amparo da CLT, o nível salarial da categoria é dos mais baixos. (&#8230;)</p>
<p><strong>&#8211; Expansão da Luta</strong><br />
“O movimento grevista dos professores paranenses tomou novo impulso com a greve dos professores paulistas. Iniciada no dia 4 de agosto, a greve atingiu 96 dos 290 municipios do estado em mais de 40 mil professores. Os professores de Maringá, após terem retornado ao trabalho e permanecido quatro dias em atividades normais, na esperança de um diálogo com o governo, retomaram a greve geral. (&#8230;) A perspectiva de ampliação da greve dos professores a outros estados já começa a se fazer sentir no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais. (&#8230;)”</p>
<h2>Página 6</h2>
<p><strong>&#8211; Figueiredo, Euler ou Constituinte Soberana?</strong><br />
“23 de agosto de 1978: enquanto mais de 70000 professores paralisavam suas aulas em São Paulo, exigindo melhores condições de vida e de trabalho, o MDB decidia, na sua convenção nacional, participar das eleições indiretas para a presidência da república. O candidato escolhido, um general: Euler Bentes Monteiro. Sua proposta, democracia. (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; Unidade contra o Arrocho</strong><br />
“O país entrou definitivamente em um novo periodo. As greves que já ultrapassaram mais de 400 mil trabalhadores ignoram uma estrutura sindical podre e seus dirigentes. Zombaram do governo militar e de suas leis antioperárias.”; construção da Central Unica dos Trabalhadores e do Partido Operário Independente</p>
<h2>Página 7</h2>
<p><strong>&#8211; Brasil: Que congresso é este?</strong><br />
“O regime que nasce com o golpe é fraco, pois que não destruiu fisicamente a classe operária, como aconteceu, por exemplo, com o golpe de Pinochet no Chile. Os trabalhadores não opuseram uma resistência ativa e organizada ao golpe, apenas suas direções e alguns setores isolados foram atingidos. No geral, o potencial de combate da classe operária permanece intacto, e como um polo ameaçador. Assim, o regime militar vai precisar construir instituições que canalizem o protesto dos trabalhadores, ao mesmo tempo em que impeçam sua organização no seu próprio terreno. Uma dessas instituições será o Congresso. (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; Espanha: Que constituinte é esta?</strong><br />
“(&#8230;) Diante do ascenso das massas na Espanha, apavorados com o exemplo da revolução portuguesa, a burguesia espanhola busca modificar as formas de dominação de classe da maneira mais suave e gradual possível e evitar que os trabalhadores aproveitem as brechas abertas e se organizarem em direção à formação de seu próprio poder. O essencial é salvar o Estado Burguês. (&#8230;)”</p>
<h2>Página 8</h2>
<p><strong>&#8211; 65% ou greve</strong><br />
“(&#8230;) No dia 23, concentrados em frente ao Sindicato dos Bancos, mais de 700 bancários levantaram faixas, gritaram palavras de ordem &#8211; ‘pelo direito à greve’, ‘abaixo a ditadura’ &#8211; distribuíram panfletos e denunciaram os pelegos por sua conduta durante as negociações. Uma comissão foi eleita para negociar com os banqueiros mas, chegando ao local da reunião, soube que os patrões já haviam apresentado uma contraproposta, que só seria divulgada a noite por Chico Teixeira, na assembléia. Foi o suficiente para que, liderados pela Oposição Sindical, fosse feita uma passeata pelas ruas do centro financeiro de São Paulo. (&#8230;)”</p>
<p><strong>&#8211; Passeata em BH. Ato público no Rio</strong><br />
“Em assembléia realizada no dia 18, em Belo Horizonte, cerca de 600 bancários aprovaram as propostas feitas pela Comissão Salarial e pelo Movimento Bancário Independente: aumento de 20%, acima dos índices do governo e outras reivindicações levantadas em todos os Estados. (&#8230;) No Rio de Janeiro, a combatividade não é menor. As últimas assembléias tem contado com a presença de cerca de mil bancários. Entretanto, a categoria não tem encontrado o apoio firme e decidido da oposição, chapa 2, que tem conciliado com os pelegos. (&#8230;)”</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://drive.google.com/open?id=1YBJ98zLlF1xCWG9ULJzjYpBJxyVcX0RE"> 📰 <strong>Confira a edição na íntegra</strong></a></p>
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