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	<title>Arquivo de Partido - O Trabalho</title>
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		<title>“A Constituição de 88 já nasceu sob o veto da classe dominante”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Henrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2026 14:04:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Partido]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Publicamos abaixo a íntegra da entrevista de Pedro Paulo de Abreu Pinheiro, Pepê, da direção nacional do Luta Pelo Socialismo, PT-MG. Ela feita por Markus Sokol, para a edição 964, 11 de junho, do jornal O Trabalho. O Trabalho – Os trabalhadores a juventude rejeitam a política bárbara de Trump que respalda a extrema-direita, mas não [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Publicamos abaixo a íntegra da entrevista de Pedro Paulo de Abreu Pinheiro, Pepê, da direção nacional do Luta Pelo Socialismo, PT-MG. Ela feita por Markus Sokol, para a edição 964, 11 de junho, do jornal O Trabalho.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-2f999ca9c3563ea40404298aab2429e1" style="font-size:21px"><strong>O Trabalho</strong> – <em>Os trabalhadores a juventude rejeitam a política bárbara de Trump que respalda a extrema-direita, mas não é imbatível, a começar nos próprios Estados Unidos. É da solidariedade internacional, e não de outro lugar, que deve emergir a força capaz de reverter a situação. O que vc acha desta situação?</em></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pepê&nbsp;</strong>&#8211; Concordamos plenamente com a assertiva. Até mesmo porque a extrema-direita não é um fenômeno de política nacional, mas um polo organizado internacionalmente. Trump e Netanyahu funcionam como o centro gravitacional desse sistema — o primeiro fornecendo o peso econômico e militar do imperialismo norte-americano, o segundo operando como sua ponta de lança no Oriente Médio — enquanto uma constelação de figuras menores orbita ao seu redor: Milei, Orbán, Meloni, os herdeiros do bolsonarismo, a AfD alemã. Trata-se, em termos leninistas, de uma articulação própria da fase imperialista: como Lenin demonstrou em “O Imperialismo, Fase Superior do Capitalismo”, o capital financeiro não conhece fronteiras e organiza suas alianças políticas em escala mundial. Seria ingenuidade analisar cada um desses governos isoladamente, como patologias nacionais, quando constituem uma frente coordenada de guerra social contra os trabalhadores, os povos do Sul global e a própria juventude.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas esse polo não é imbatível. Os sinais estão à vista: governos progressistas continuam sendo eleitos, inclusive no quintal imediato do imperialismo; a juventude estadunidense se mobiliza massivamente contra o genocídio palestino, abrindo fissuras no coração do próprio império; e o eixo Washington-Tel Aviv descobriu que encontra resistência militar efetiva no Irã e no Libano, não dispondo mais do monopólio incontestado da força que imaginava possuir.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">E aqui chegamos ao ponto decisivo. Se a extrema-direita se organiza internacionalmente, a resposta não pode ser nacional. Quando Marx e Engels encerraram o Manifesto com a palavra de ordem &#8220;Proletários de todos os países, uni-vos!”, temos uma tese científica: o capital é uma relação social mundial, e portanto sua superação só pode ser mundial. Uni-vos todos — não uma parcela, não os trabalhadores do Norte contra os do Sul, não os de um país contra os do vizinho. A história do movimento operário demonstra que cada vez que o internacionalismo foi abandonado em nome de acomodações nacionais, a classe trabalhadora pagou com derrotas catastróficas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para nós, do Sul global, essa exigência tem um conteúdo adicional, que a teoria da dependência formulou com precisão: a espoliação imperialista não é acidente, a transferência de valor da periferia ao centro é a condição mesma de reprodução do capitalismo mundial. Disso decorre que a unidade dos povos do Terceiro Mundo não é opção sentimental, mas necessidade: nenhum país dependente rompe sozinho o cerco do imperialismo. A solidariedade internacional de que fala a pergunta — dos sindicatos norte-americanos em greve à resistência palestina, dos governos progressistas latino-americanos aos movimentos de massa africanos — é a única força material capaz de reverter a situação. Não virá de outro lugar: não virá dos organismos multilaterais capturados, não virá da diplomacia das classes dominantes, não virá da espera. Virá, como sempre veio, da organização independente dos trabalhadores e dos povos oprimidos em escala internacional.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-667630622c57fee672431ee5fd15b017" style="font-size:21px"><strong>OT </strong>– <em>O PT nasceu socialista. Mas parece que, como a CUT, deixou certas bandeiras pelo caminho. Por exemplo, a luta pelo fim da escala 6X1 que agora avança, veio do VAT, de fora das centrais e do PT. Como você vê isso?</em></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pepê&nbsp;</strong>&#8211; Quando a bandeira mais elementar da classe trabalhadora &#8211; a melhora nas condições trabalhistas -, precisa ser levantada por fora das estruturas construídas justamente para isso, algo se cristalizou nessas estruturas. O nome desse algo é conhecido: são os limites do reformismo. Embora as reformas tenham, sim, importância, o reformismo e a famigerada governabilidade opera por uma lógica de conciliação permanente: cede-se hoje para preservar a aliança, modera-se amanhã para acalmar o mercado, negocia-se depois para garantir a base parlamentar. O problema é que essa lógica tem um custo cumulativo, e a história recente o demonstrou com brutalidade pedagógica: a negativa do Senado à indicação de Jorge Messias ao STF mostrou que os acordos com o centrão e a direita fisiológica não compram lealdade. Compram apenas tempo, e tempo emprestado a juros extorsivos. No fim, a &#8220;governabilidade&#8221; construída pela conciliação revelou-se uma armadilha, uma vez que as concessões foram embolsadas, e na hora decisiva o aliado de ocasião votou contra.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais que isso, como sabemos, esse reformismo não atacará o ponto central, porque o ponto central é precisamente o que a conciliação proíbe tocar. Pautas que atendam de fato os interesses dos trabalhadores brasileiros — fim da 6&#215;1, taxação séria das grandes fortunas, reversão das contrarreformas trabalhista e previdenciária, soberania sobre recursos estratégicos — colidem frontalmente com os interesses do capital financeiro e do agronegócio que sustentam a &#8220;governabilidade&#8221;.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para nós, o momento é de pressão. Campanha eleitoral é um momento fundamental para exigir que os representantes eleitos assumam compromissos com as pautas trabalhistas. E precisamos ter algo muito claro: nós, da esquerda, não temos banco. Não temos os fundos do mercado financeiro, os recursos do agronegócio, o aparato midiático das classes dominantes. Nossa única fonte de força na política eleitoral, na política sindical, nos movimentos sociais é a organização e a mobilização da própria classe. Fenômenos como a VAT como pressão externa, combinada com a pressão da própria base da militância petista por dentro, que pode empurrar o PT para a esquerda, até para reencontrar as bandeiras com que nasceu.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-16549d844309bee516573b73f0d84f08" style="font-size:21px"><strong>OT</strong> – <em>Você assinou a Declaração que propõe um Reforma Política Radical no caminho de uma Constituinte Soberana para fazer as reformas estruturais. Como vc explicaria essa questão para um trabalhador mais consciente?</em></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pepê&nbsp;</strong>&#8211; Um trabalhador mais consciente já sabe, pela experiência, que algo está travado: ele vota, elege, e as pautas que importam à sua vida nunca chegam a ser decididas. A Declaração nomeia o porquê com todas as letras: o Congresso Nacional bloqueia as pautas populares e chantageia o governo; o orçamento público foi sequestrado pelas emendas parlamentares; expedientes antidemocráticos que oligarquizam a representação e replicam sua lógica clientelista nas Assembleias e Câmaras. E por trás dessa engrenagem está o que o documento chama de nó górdio do sistema: o agronegócio, a mineração exportadora e o capital financeiro da Faria Lima, amparados nos privilégios do Judiciário e sob a sombra da tutela militar do Artigo 142. O resultado é a desigualdade abissal que os números da Declaração escancaram.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É daí que vem a Reforma Política radical. As reformas populares não podem continuar sendo adiadas, e a Declaração as enumera: reversão das privatizações da Eletrobrás e do sistema Petrobras — BR Distribuidora, refinarias, fertilizantes —, porque não há soberania nacional sem controle dos recursos estratégicos, num momento em que o imperialismo pressiona abertamente o continente; revogação das contrarreformas trabalhista e previdenciária; reformas no Judiciário e no Exército; Imposto sobre Grandes Fortunas, sobre patrimônio e renda, como fizeram outros países; salário mínimo no nível do Dieese em quatro anos; e libertar a economia do arcabouço fiscal, derrubando os juros que devoram R$ 1 trilhão por ano do orçamento público.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso a Constituinte Soberana. Trata-se de uma ruptura pela via democrática e não de repetir o Congresso Constituinte de 88, aquele arranjo em que parlamentares comuns, eleitos sob as regras velhas e acumulando funções, produziram uma Constituição já nascida sob veto das classes dominantes.&nbsp;Soberana quer dizer duas coisas: soberana frente ao imperialismo e ao capital financeiro, livre para decidir sobre os recursos e o destino do país; e soberana frente às instituições apodrecidas, convocada com poderes reais para fazer as transformações sociais e econômicas profundas que o Brasil precisa. A burguesia brasileira nunca fez e nunca fará a reforma agrária, a soberania energética, a taxação das grandes fortunas. Quem pode fazê-las é o povo trabalhador organizado — e a Constituinte Soberana é o instrumento. É essa discussão que precisa ser aprofundada com os trabalhadores de nossa base e de todo o país.</p>
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		<title>Quilombo Socialista compõe com Virar à Esquerda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Jun 2025 15:00:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Partido]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma novidade na inscrição das chapas nacionais ao Diretório Nacional foi a composição da Tendência Quilombo Socialista com Virar à Esquerda sobre a base dos 13 pontos (acesse www.viraraesquerda210.com.br) A partir de novembro, vendo o resultado ruim das eleições e a situação geral do governo Lula, o DAP Associação concluiu que o PT e o [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Uma novidade na inscrição das chapas nacionais ao Diretório Nacional foi a composição da Tendência Quilombo Socialista com Virar à Esquerda sobre a base dos 13 pontos (acesse <a href="http://www.viraraesquerda210.com.br">www.viraraesquerda210.com.br</a>)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir de novembro, vendo o resultado ruim das eleições e a situação geral do governo Lula, o DAP Associação concluiu que o PT e o governo deveriam virar à esquerda sob pena de irmos à ruína. Nesse sentido, foi construída a plataforma para o PED dos 13 pontos que, inicialmente, foi apresentada por 14 vereadores de vários estados. Mas a discussão foi engajando no processo de formação de chapas nos vários níveis outros coletivos locais e militantes. Merece destaque o Quilombo Socialista (QS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tendência nacional formada em 2021, a QS veio a se associar numa chapa nacional comum, e na chapa estadual do Rio Grande do Sul, além de outras cidades, abrindo um promissor período de colaboração militante. A QS também apoia Rui Falcão para presidente do PT.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em entrevista ao boletim do DAP (“Sexta-Feira” nº 26), Luis Alberto da Silva, o gaúcho dirigente nacional da QS, a “definecomo uma tendência de opinião socialista,anticapitalista e anti-imperialista nos termos do estatuto do partido, se organiza nacionalmente e tem atuação em todas as áreas de interesse do Partido com ênfase na questão racial” (íntegra em www.petista.org.br).</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-8723d7c9c91efe317c549d2a7dfbf630" style="font-size:21px"><strong>“Resgate das bandeiras históricas”</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Na ocasião, o dirigente explicou que a“propõe um resgate das bandeiras históricas e uma relação mais próxima aos movimentos sociais, para juntos, respeitando a autônima de cada movimento,&nbsp; criar as condições políticas de mobilização social, a formação de uma aliança ampla entre os setores da esquerda comprometidos com a transformação profunda da sociedade, sem restringir&nbsp; a ação política aos conchavos parlamentares&nbsp; que, em muitas ocasiões, negociam conquistas históricas em troca de uma ‘pseudo governabilidade’ e não cumpre compromissos programáticos do partido e de campanha”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No plano internacional, a QS coincide com o DAP na cobrança de uma postura mais efetiva e menos retórica, “a começar pela questão da Palestina (sobre a qual) não existe nenhuma razão plausível ou convincente para manter relações comerciais e diplomáticas com o Estado de Israel”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Coincide também em que o Governo Lula “ancore nos movimentos sociais e nos partidos de esquerda, retome a agenda de campanha, se não for assim, continuará refém da ‘Faria Lima’. Este novo pacto fará com que Lula rume à esquerda e ao socialismo, garantindo a identidade necessária à vitória em 2026”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Markus Sokol</strong></p>
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		<title>PED 2025: deixar como está para ver como é que fica?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Jun 2025 14:47:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Partido]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Está em curso a campanha do Processo de Eleições Diretas (PED). Oito chapas nacionais foram inscritas e quatro candidaturas à presidência nacional. O PED, introduzido no início dos anos 2000, substituiu o que era a tradição do PT: encontros, com a participação dos filiados, como militantes, que no calor da discussão podiam resolver dúvidas, apresentar [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Está em curso a campanha do Processo de Eleições Diretas (PED).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Oito chapas nacionais foram inscritas e quatro candidaturas à presidência nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O PED, introduzido no início dos anos 2000, substituiu o que era a tradição do PT: encontros, com a participação dos filiados, como militantes, que no calor da discussão podiam resolver dúvidas, apresentar contraditórios e propostas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No PED (contra o qual votamos) o filiado é transformado em eleitor, chamado a votar a cada quatro anos, foi um recuo no fortalecimento do PT como um partido de massa, com filiados militantes que se apoiam nele para avançar a consciência de classe e fortalecer a luta dos trabalhadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, o PED é o que temos. Nele nos engajamos, na luta para construir uma política que liberte o PT do que o afastou de seus princípios originários. Política de adaptação as atuais instituições, que se reflete nas alianças e no esvaziamento das instâncias e do poder de voz de seus filiados, transformado em inaudíveis sussurros.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-523d4e7ce78b5f5302ee5b68b021ee83" style="font-size:21px"><strong>O que está em jogo neste PED?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Desde o último PED (2019) a crise do imperialismo se aprofundou, com a ofensiva aos povos, cujo ápice é o genocídio contra a faixa de Gaza. Mas, na defesa do povo palestino, povos do mundo se levantam. Neste cenário, o que está colocado para o PT? Em primeiro lugar retomar sua melhor tradição internacionalista. Mesmo reconhecendo as assertivas declarações de Lula contra o genocídio, propor que o governo rompa relações diplomáticas com o Estado sionista e assassino de Israel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O último PED, depois do golpe contra Dilma, da prisão política de Lula e da assunção de Bolsonaro, com apoio das atuais instituições, de uma estridente extrema-direita e da direita (que aloja os interesses do capital financeiro) estávamos confrontados a enfrentar o processo em curso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O 7º Congresso do PT, dentre outras resoluções (até hoje não publicadas por quem deveria fazê-lo), reafirmou a necessidade de lutar por uma Assembleia Constituinte Soberana. Lá, como agora, as mesmas instituições que permitiram a ofensiva contra o povo, estão aí para impedir que o governo Lula cumpra os compromissos de sua campanha. Tais como: revogação das contrarreformas Trabalhista (Temer) e Previdenciária (Bolsonaro). Estão aí para atacar a luta pela reforma agrária, pelo reconhecimento dos direitos do povo indígena e dos quilombolas. Para barrar a isenção de Imposto de Renda até $5000,00, para barrar o fim da escala 6&#215;1.&nbsp; Seria com Hugo Motta e Davi Alocumbre que podemos buscar uma solução? Não! A cada conciliação, a direita exige mais. Nem ampliar à direita e nem dizer “amem” à política do governo que frustra o povo em nome da chamada responsabilidade fiscal. Numa síntese, é o que propõe Construindo um Novo Brasil (CNB) e seu candidato à presidência, Edinho Silva.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-12ee43546a576ddec2e975964d9d50b8" style="font-size:21px"><strong>Virar à Esquerda!</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em nome de combate ao fascismo, CNB e seu candidato, propõem conciliar com a direta. Com o mantra da responsabilidade fiscal, veio arcabouço fiscal, pacote de ajuste e agora contingenciamento de $30 bi do orçamento. Direita e extrema direita, surfando nesta onda, agora querem atacar o piso da saúde e da educação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em encontro nacional (março 2025) o Diálogo e Ação Petista adotou uma plataforma, os “13 pontos (íntegra: www.petista.com.br) intitulados Virar à Esquerda. Inscrevemos uma chapa nacional (nº210) e apoiamos Rui Falcão à presidência nacional do PT (nº130). Virar à Esquerda para não cair no abismo!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Deixar, ou aprofundar tudo como está, para ver como é que fica, é uma ameaça ao partido e ao governo. É um suicídio político que vai trazer mais sofrimento ao povo trabalhador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que está em jogo neste PED é a continuidade do PT como partido organizador da luta da classe trabalhadora e a reeleição de Lula em 2026, objetivos que almejamos. Sem conciliação, Virar à Esquerda!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a chapa Virar à Esquerda (210) e a candidatura Rui Falcão (130), vamos desobstruir o caminho para garantir a continuidade do PT e a vitória em 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Misa Boito</strong></p>
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		<title>Sobre o retorno de Marta ao PT</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jan 2024 00:01:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Partido]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em meio às notícias e articulações de dirigentes do partido para indicar Marta Suplicy como vice de Guilherme Boulos na chapa para as eleições da Capital, cabe fazer nesse momento algumas considerações para o conjunto dos militantes, muitos deles perplexos pela forma e conteúdo dessas articulações.  Marta Suplicy abandonou o PT em 2015, quando nossos [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Em meio às notícias e articulações de dirigentes do partido para indicar Marta Suplicy como vice de Guilherme Boulos na chapa para as eleições da Capital, cabe fazer nesse momento algumas considerações para o conjunto dos militantes, muitos deles perplexos pela forma e conteúdo dessas articulações. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Marta Suplicy abandonou o PT em 2015, quando nossos dirigentes, instâncias e militantes eram atacados de forma orquestrada pela classe dominante sob a acusação de corrupção. Não é preciso lembrar aqui a virulência das acusações nem as falsidades e sujeiras vindas de Moro/Dalagnol e sua operação lava-jato empinada pela Globo e todos os órgãos da chamada grande imprensa. O objetivo era destruir o PT, apesar de suas limitações e erros, representa a maior instrumento político construído pela classe trabalhadora brasileira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Marta embarcou nessa canoa, sem pestanejar fez coro com todos os ataques e apostou no fim do partido, no fim de Lula, no fim das conquistas que até então a classe, como todas as dificuldades, havia alcançado. Ao se desfiliar do PT, Marta afirmou: “É<em> de conhecimento público que o Partido dos Trabalhadores tem sido o protagonista de um dos maiores escândalos de corrupção que a nação brasileira já experimentou, sendo certo que mesmo após a condenação de altos dirigentes, sobrevieram novos episódios a envolver a sua direção nacional.&#8221;&nbsp;</em> Não foi uma posição de um militante de base confuso. Marta tinha mandato no senado, mandato que havia conquistado na legenda do PT em 2010. Rompeu com o partido e usou ilegitimamente o mandato que era do PT para destruí-lo. Assim a senadora, de forma objetiva, fez parte de toda a operação de retirada de conquistas do povo brasileiro que começou com o golpe de 2016.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Marta votou a favor da PEC do Teto de Gastos, maior golpe desferido contra a população brasileira que limitou durante anos os orçamentos de saúde, educação e todos os serviços públicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Marta votou a favor da Reforma Trabalhista, instrumento que desregulamentou as leis e garantias, conquistas de 70 anos da classe trabalhadora. Essa &#8220;reforma&#8221;, ainda em vigor, jogou milhões de trabalhadoras e trabalhadores na informalidade, ampliou a precarização na contratação da mão de obra, reduziu salários, deteriorou as condições de saúde e segurança no trabalho e enfraqueceu os sindicatos. Ou seja, Marta Suplicy se alinhou com o que de pior havia no Congresso Nacional, alimentou toda a operação do maior ataque aos direitos do povo brasileiro em décadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E como morango em cima do bolo, como todos sabemos, votou no golpe contra Dilma, com direito a flores para a Dra. Janaina&#8230; Marta ajudou a legitimar o golpe, deixando os petistas perplexos e atacando frontalmente as companheiras do partido que, nesse momento dramático, faziam a linha de frente de defesa de Dilma.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eleitoralmente ainda Marta será questionada por ter feito parte de um governo bolsonarista de Nunes até a semana passada. Uma credencial nada positiva para nossa chapa eleitoral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não somos adeptos do “pecado mortal”. Todo mundo pode errar e reconhecer seus erros. Mas a refiliação de Marta Suplicy, sem qualquer balanço de seu passado pregresso é um elemento de desmoralização não dela, mas do partido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse quadro, perguntamos: não cabe ao Partido, discutir esse &#8220;retorno&#8221;? Não cabe discutir se um dirigente, depois de se passar com armas e bagagens para o lado dos patrões, não teria que discutir aberta e publicamente como pretende rever suas posições e erros? Para nós, esse caso emblemático não encerra uma discussão somente de chapa e conveniência eleitoral. Trata-se de discutir mesmo que programa político os militantes do partido entendem como legítimo e se os dirigentes estão ou não obrigados a cumprir com esse programa. Além de considerarmos que o PT deveria indicar um nome do partido como vice de Boulos, não nos parece que &#8220;passar pano&#8221; nesse caso seja o caminho correto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Barbara Corrales &#8211; membro da Executiva Municipal do PT, Carlito Pires – membro do Diretório Municipal do PT e Henrique Ollitta – membro do Diretório Estadual do PT de SP.</strong></p>
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		<title>PT de Salvador reafirma candidatura própria</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Nov 2023 14:09:20 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Partido]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É hora de mudança na capital baiana O auditório da Assembleia Legislativa da Bahia ficou lotado na plenária do PT de Salvador no dia 28 de outubro. Dirigentes, sindicalistas, parlamentares, movimentos e, sobretudo, a militância, marcou presença e reafirmou o Deputado Estadual Robinson Almeida como candidato do partido para a prefeitura 2024. A plenária foi [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:16px"><strong><em><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-vivid-red-color">É hora de mudança na capital baiana</mark></em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O auditório da Assembleia Legislativa da Bahia ficou lotado na plenária do PT de Salvador no dia 28 de outubro. Dirigentes, sindicalistas, parlamentares, movimentos e, sobretudo, a militância, marcou presença e reafirmou o Deputado Estadual Robinson Almeida como candidato do partido para a prefeitura 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A plenária foi resultado de três meses de mobilização que se seguiram ao lançamento da candidatura no Diretório Municipal no dia 6 de julho. A militância sustentou a decisão e participou das diversas plenárias nas 20 zonais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse período enfrentou fake news e tentativas de retirar uma candidatura verdadeira, seja filiando o empresário José Trindade ou tentando impor o vice-governador Geraldo Júnior (MDB). Porém, essa intentona enfrenta ainda mais dificuldades agora, após a plenária. Inclusive, muitos relembraram o desastre das duas últimas eleições municipais, quando o ex-governador e atual Ministro, Rui Costa, impôs seus candidatos, o que enfraqueceu a base e deu em derrotas, que também impactaram em 2022 quando Jerônimo perdeu em Salvador, enquanto Lula obteve mais de 70% dos votos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora é o momento de construir um programa de interesse do povo trabalhador e da população negra, com alianças compatíveis com este programa, para derrotar o atual prefeito Bruno Reis (União Brasil), comparsa de ACM Neto</p>



<p class="wp-block-paragraph">O jogo está sendo jogado. O grito da militância “vai dar PT” pesa, o próprio Senador Jaques Wagner disse pela primeira vez que “Robinson é o meu candidato”, frente aos demais como o vice-governador (acima), a Deputada do PCdoB Olívia Santana e outros.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Junto a essa força, o Diálogo e Ação Petista esteve presente com reivindicações como creches públicas, Instituto Federal de Ensino, entre outras. A Professora Marize Carvalho, Secretária de Articulação das Zonais da Executiva, disse “a plenária transpira vitalidade. É hora de mudar Salvador com tarifa zero, IPTU progressivo, fim da violência policial e mais serviços públicos. Não abrimos mão, é PT na cabeça”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Paulo Riela</strong></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading">Homenagem à camarada Edenice</h2>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/11/p.4-2-1024x768.jpg" alt="" class="wp-image-18767" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/11/p.4-2-1024x768.jpg 1024w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/11/p.4-2-300x225.jpg 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/11/p.4-2-150x113.jpg 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/11/p.4-2-768x576.jpg 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/11/p.4-2-1536x1152.jpg 1536w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/11/p.4-2-696x522.jpg 696w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/11/p.4-2-1068x801.jpg 1068w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/11/p.4-2-560x420.jpg 560w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/11/p.4-2-80x60.jpg 80w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/11/p.4-2-265x198.jpg 265w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/11/p.4-2.jpg 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos pontos altos foi a justa homenagem à Edenice Santana. Militante desde os anos 80, a Quilombola sempre foi incansável na luta dos trabalhadores e do povo negro e defensora da independência de classe. “Como mulher preta, tenho muito orgulho deste partido tomar a rédea com nosso candidato à prefeitura desta Roma negra”, disse ela que é do Diretório de Salvador representando o Diálogo e Ação Petista. Edenice é da Coordenação Nacional de Entidades Negras e militante da Corrente O Trabalho, seção brasileira da IV Internacional. Vida longa e um axé pra Negona!</p>
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		<title>Plenária de vereadora debate mobilizações</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Oct 2023 15:12:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A vereadora Cida, do PT de Juiz de Fora (MG) realizou uma plenária de prestação de contas do seu mandato, que teve início em janeiro de 2021, e de debate de lutas que estão em curso na cidade e no estado. Estiveram presentes mais de 200 pessoas, de diferentes bairros, categorias profissionais e movimentos sociais. [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A vereadora Cida, do PT de Juiz de Fora (MG) realizou uma plenária de prestação de contas do seu mandato, que teve início em janeiro de 2021, e de debate de lutas que estão em curso na cidade e no estado. Estiveram presentes mais de 200 pessoas, de diferentes bairros, categorias profissionais e movimentos sociais.<br><br>A vereadora iniciou a plenária relatando os enfrentamentos que seu mandato tem tido com o patronato na cidade, a exemplo das grandes empreiteiras que organizam o voto contrários de outros parlamentares, financiados por esses empresários, a projetos de lei (PL) como o de proibição da arquitetura hostil.<br><br>Ela também falou de combates junto a movimentos de trabalhadores contra terceirizações de serviços públicos e tentativas de entrega a Organizações Sociais, além da reivindicação de que a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT), reverta concessões como as creches conveniadas do município.<br><br>A mesa da plenária foi composta por representantes de lutas que estão em curso, como a companheira Sara, da comissão de psicólogos, e Maria Izabel, da comissão de secretários escolares, ambas da prefeitura, que estão em campanha pela redução de suas jornadas para 30 horas semanais. Ainda no serviço público municipal, Vanessa, representante dos trabalhadores do departamento de internação domiciliar, falou da batalha pela adequação de jornada, para que toda a equipe multidisciplinar possa atender os pacientes em plantão.<br><br>Michelle Felisburgo, representante do Assentamento Denis Gonçalves, do MST, em uma cidade da região, instou os presentes a se somarem à luta que se inicia contra a instalação de uma mineradora que quer explorar bauxita na região, comprometendo mananciais de água. Theo Rocha, militante da Juventude Revolução do PT e membro do grêmio de uma escola estadual, relatou os passos que foram dados ao longo do ano pela revogação do Novo Ensino Médio.<br><br>Ao abrir o debate para a plateia, outras reivindicações se expressaram, como o companheiro entregador que chamou o apoio ao “breque dos apps”, nova paralisação nacional que as representações dos entregadores preparam para o final do mês.<br><br>Vários dos presentes saíram da plenária comprometidos a coletar assinaturas e discutir em seus locais de trabalho e bairro sobre duas questões apresentadas por outros companheiros que estavam na mesa. Leonardo Nurnberg apresentou o Comitê 20 de Novembro que está se organizando na cidade para preparar o ato do Dia da Consciência Negra e para lutar pelo feriado nesta data (projeto de lei da vereadora Cida). Um dos abaixo-assinados é em apoio a esse projeto.<br><br>A segunda questão foi explicada pelo deputado estadual Betão (PT), que contou como o governo Zema quer aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do estado derrubando uma exigência legal que hoje existe: a de que caso o governo queira privatizar uma estadual mineira, ele precisa submeter a venda a um referendo popular. O segundo abaixo-assinado distribuído é, então, em defesa de estatais como Cemig e Copasa, contra a PEC.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Priscilla Chandretti</strong></p>
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		<title>PT faz balanço de seis meses de governo</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Jul 2023 19:02:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Discussão e resolução ficam muito aquém dos desafios colocados O Diretório Nacional do PT, em 8 de julho, fez o balanço dos seis primeiros meses do governo Lula. Entre os oito textos apresentados, foi adotado, por maioria, o da “Construindo um novo Brasil” (CNB). Depois emendado (a versão final ainda não publicada), de conjunto é [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><em><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-vivid-red-color">Discussão e resolução ficam muito aquém dos desafios colocados</mark></em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Diretório Nacional do PT, em 8 de julho, fez o balanço dos seis primeiros meses do governo Lula. Entre os oito textos apresentados, foi adotado, por maioria, o da “Construindo um novo Brasil” (CNB). Depois emendado (a versão final ainda não publicada), de conjunto é uma orientação política que não arma a militância petista para ajudar a luta do povo, que é de onde pode vir a força para o próprio povo e pelo sucesso do terceiro mandato de Lula.<br>Publicamos trechos da contribuição do Diálogo e Ação Petista, cuja íntegra está em www.petista.org.br<br><br>“O balanço dos seis meses do terceiro mandato do presidente Lula se dá numa situação mundial marcada pelas consequências da guerra na Ucrânia, uma guerra que não é dos povos russo ou ucraniano, e tampouco dos povos da Europa e do mundo (…) O DAP se congratula com a posição do presidente Lula de negar participação direta ou indireta do Brasil nessa guerra, e o alinhamento com qualquer um dos lados, insistindo na paz e no cessar fogo (…). Essa é a questão central da situação mundial. Ao mesmo tempo, de nossos vizinhos na América Latina chegam alertas.<br><br>Numa situação difícil, de pressão cada vez maior do imperialismo estadunidense (…) – os chamados governos “progressistas” estão frente a importantes desafios para avançar no rumo que seus povos aspiram. (…). No Chile, o “progressista” Boric, de concessão em concessão ao empresariado e à direita pinochetista, hoje amarga derrotas e perdeu apoio popular. Mas da Colômbia vem outro exemplo, certamente mais inspirador, o do presidente Petro que, ao enfrentar obstáculos no parlamento erguidos por seus próprios aliados, demitiu 7 ministros e rompeu com parte do seu bloco parlamentar de sustentação fazendo um chamado direto ao movimento popular e sindical a manifestar e pressionar desde as ruas em favor das reformas (…)<br><br>Nesses primeiros meses de governo Lula, várias medidas positivas foram adotadas (…), mas apesar disso a questão não resolvida da tutela militar (artigo 142) continua assombrando a República (…).<br><br>A Justiça fez alguns julgamentos e iniciou lentamente outros processos. Mas o STF não vai se somar ao povo brasileiro na luta pelas transformações almejadas, pois ele próprio compõe a centenária elite dominante (…)<br><br>No Congresso, a maioria, incluindo parlamentares de partidos que tem ministérios, já derrotou iniciativas do Planalto (…) e prepara-se agora para terminar a importante votação do “arcabouço fiscal”. Este “calabouço fiscal” (…), um ajuste fiscal que limita e condiciona os gastos públicos, para garantir o pagamento da dívida interna.<br><br>Na verdade, ao fundo de todas essas questões, aparece a contradição entre a soberania popular, que elegeu Lula, e as instituições deste Estado que, desde 1988, só fez crescerem as maiorias reacionárias nos parlamentos (…)<br><br>Algum dia, mais cedo ou mais tarde, esta questão deverá ser enfrentada, abrindo o terreno para a refundação democrática das instituições da República, para que se realizem, sobre esta base, as reformas nacionais e sociais de fundo, nunca feitas. Tarefas para uma Constituinte Soberana realizar. (…) Toda essa complexa e difícil situação deve ser objeto de uma ampla discussão para ação no partido (…), com o objetivo de colocar o PT em movimento, no rumo da auto-organização do povo e na defesa do governo Lula, contra-ataques e pela realização dos compromissos de campanha.</p>
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		<title>“O parlamento não é um fim em si mesmo”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Jul 2023 17:34:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O PT tem 8 vereadores em São Paulo. Os vereadores João Ananias, Hélio Rodrigues e Luna Zaranttini votaram contra o novo Plano Diretor Estratégico (PDE). Os outros 5 votaram junto com o governo Ricardo Nunes (MDB) pelas mudanças do PDE. O Trabalho ouviu a vereadora Luna Zarattini. Entrevista feita por Alexandre Linares. Você pode explicar [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O PT tem 8 vereadores em São Paulo. Os vereadores João Ananias, Hélio Rodrigues e Luna Zaranttini votaram contra o novo Plano Diretor Estratégico (PDE). Os outros 5 votaram junto com o governo Ricardo Nunes (MDB) pelas mudanças do PDE. O Trabalho ouviu a vereadora Luna Zarattini. Entrevista feita por Alexandre Linares.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Você pode explicar o que estava em jogo na votação do PDE?</strong><br>O PDE é onde se define os rumos do desenvolvimento urbano da cidade nos próximos anos. Estávamos passando por uma revisão do atual PDE, que tinha como objetivo consertar distorções, arrumar e melhorar o plano. Mas infelizmente não foi isso que foi feito. Uma primeira versão do PL vindo do executivo, já descaracterizava o plano de 2014 feito na gestão Haddad (PT). Por exemplo, o Fundurb, fundo para mobilidade e habitação social, estava sendo esvaziado. O direito de se construir na cidade é um direito público, se paga a mais para construir acima do limite, o que chama-se outorga onerosa. Estes recursos vão para o Fundurb. Queriam acabar com isto.<br><br>Outro problema era os “raios de mobilidade” das estações de metrô e dos corredores de ônibus que aumentariam muito. Liberariam prédios mais altos, maiores, com mais garagens e que usariam a malha urbana e os investimentos públicos já realizados nessas áreas. Essa ampliação iria beneficiar as pessoas mais ricas e afastar os pobres. A fiscalização das construções e do uso das habitações de interesse social passariam a ser responsabilidade do mercado imobiliário e não mais da Prefeitura. São Paulo tem uma carência habitacional gigantesca, os números oficiais são de 400 mil pessoas sem casa. É a cidade com o maior ranking de despejos e remoções. Possui 52 mil pessoas em situação de rua.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso aponta que o Ricardo Nunes quer aprofundar ainda mais a privatização da cidade?<br>Estamos vivendo um momento em que a prefeitura de São Paulo está fazendo a retirada de investimentos públicos, aprofundando a precarização dos serviços de uma forma organizada dentro de um projeto político. É um projeto para piorar os serviços e justificar as privatizações, terceirizações e concessões. Há ao mesmo tempo um acúmulo de caixa da prefeitura de R$37,5 bilhões. É uma cidade caótica para os trabalhadores, uma calamidade social para as pessoas mais pobres.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como explicar o voto dividido do PT sobre o PDE, mesmo com mais de 160 movimentos populares e entidades pedindo o voto contra?</strong><br>Houve recuos no substitutivo que foi aprovado. Mas acredito que esses recuos não fundamentam um voto sim ao PDE. Eu acredito que é fundamental que o Partido dos Trabalhadores, que veio das classes trabalhadoras, organizado de baixo para cima se posicione diante das questões da cidade. Essa revisão do Plano Diretor não representa a classe trabalhadora e não é uma melhora para a cidade. O que faz a gente ser um partido referência da classe trabalhadora é poder defender os trabalhadores e as periferias. Acho ruim a divisão da bancada. Eu não voto em “recuos recuados”. O que passou não é bom ainda para a cidade, como os conselhos gestores das zonas especiais de interesse social serem facultativos, que dinheiro do Fundurb poderá ser usado para recapeamento em áreas nobres, não exige os estudos de impacto ambiental. É fundamental o PT se posicionar sobre os problemas da cidade e organizar sua militância e sua base social, para fazermos as disputas políticas. O parlamento reflete a organização partidária, mas ele não é um fim em si mesmo, ele é um meio de mobilização dessa base social para conseguirmos essas vitórias e essas conquistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que está em jogo é o PT ser oposição em São Paulo?</strong><br>O PT precisa ser oposição à gestão do Ricardo Nunes (MDB) e também ao governo do Tarcísio de Freitas (REP) no Estado. Temos de enfrentar esse alinhamento ao bolsonarismo e buscar a reconstrução do Brasil, alinhados ao governo Lula.<br><br>Ser oposição nesse momento para melhorar as condições de vida da população. É uma tarefa da militância do PT derrotar o Ricardo Nunes e de todos aqueles que lutam pela democracia, pelos direitos, de todos aqueles que lutam contra as desigualdades sociais.</p>
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		<title>Renato Freitas ameaçado de cassação novamente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Mar 2023 13:41:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Partido]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cassado na Câmara Municipal de Curitiba em 2022, num processo racista e arbitrário, Renato Freitas foi eleito deputado estadual pelo PT com quase 60 mil votos no Paraná. Apesar dessa contundente recondução popular, dessa vez ao parlamento estadual, a perseguição contra Renato não acabou. Agora, é o secretário de segurança pública do governo Ratinho Jr., [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Cassado na Câmara Municipal de Curitiba em 2022, num processo racista e arbitrário, Renato Freitas foi eleito deputado estadual pelo PT com quase 60 mil votos no Paraná. Apesar dessa contundente recondução popular, dessa vez ao parlamento estadual, a perseguição contra Renato não acabou.<br><br>Agora, é o secretário de segurança pública do governo Ratinho Jr., o Coronel Hudson Teixeira, quem pede a cassação de Renato.<br><br>O Coronel acusa o parlamentar de “ilações infundadas, descabidas e distorcidas da realidade, proferidas a militares estaduais e à polícia militar do Paraná”.<br><br>A acusação é uma reação a uma denúncia de Renato contra a violência policial em seu estado e no país. Durante um discurso, Renato destacou as centenas de mortes causadas injustamente pela polícia militarizada todos os anos e demonstrou coragem ao chamar os policiais envolvidos em operações violentas de “covardes, assassinos, serviçais do mal”, referindo-se a episódios que ele havia citado, como o da perseguição do Alto da Glória, em que 5 jovens acusados de roubar um carro foram executados pela Polícia em 2005 e a recente morte de Claudiney Teles Jr., vítima de um infarto após ser torturado pela PM.<br><br>Renato tem cumprido um papel essencial ao denunciar o racismo e a violência policial e tem toda a nossa solidariedade.<br><br>O pedido de cassação é absurdo, não só porque ele tem garantia de inviolabilidade para emitir suas opiniões, mas, sobretudo, porque ele tem razão.<br><br><strong>Luã Cupolillo</strong></p>
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