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	<title>Arquivo de chavismo - O Trabalho</title>
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		<title>Declaração da 4ª Internacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Apr 2013 22:43:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[chavez]]></category>
		<category><![CDATA[chavismo]]></category>
		<category><![CDATA[Declaração da 4ª Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Secretariado Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Venezuela, 14 de abril: A 4ª Internacional e suas  seções estão ao lado dos  trabalhadores e do povo que vai votar Maduro, contra o imperialismo e seu lacaio Capriles! A verdadeira comoção e a mobilização popular que tomaram as ruas da Venezuela com o anúncio da morte do presidente Hugo Chávez em 5 de março [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Venezuela, 14 de abril:</em></p>
<p><strong>A 4ª Internacional e suas  seções estão ao lado dos  trabalhadores e do povo que vai votar Maduro, contra o imperialismo e seu lacaio Capriles!</strong></p>
<p>A verdadeira comoção e a mobilização popular que tomaram as ruas da Venezuela com o anúncio da morte do presidente Hugo Chávez em 5 de março têm uma raiz profunda nas lutas dos trabalhadores e do povo pela soberania nacional e contra o imperialismo.</p>
<p>A reação do presidente dos EUA, Barack Obama, foi dizer que a morte de Chávez “abre um novo capítulo” e que “os Estados Unidos continuarão a sustentar políticas que promovam princípios democráticos”, o que para os povos tem o significado de um alerta, pois na boca do imperialismo tais “princípios” cobrem uma política de ingerência.<br />
Essa situação repercute em toda a América Latina.</p>
<p>Afinal, o imperialismo dos EUA, sobre o qual recai o peso da crise do capitalismo mundial, busca retomar posições perdidas no continente, pressionando todos os governos a aplicar medidas em benefício de suas multinacionais, numa ofensiva que se inscreve em sua política global de guerra e exploração para conter a reação dos povos que, na Europa, como na Tunisia e no Egito, se negam a pagar a fatura da crise do sistema.</p>
<p>As manifestações de solidariedade e simpatia de povos e governos de outros países, em particular da América Latina, ao povo venezuelano reforçam a sua luta pela soberania. Soberania que se expressa no apego às conquistas que, através de muita luta, o povo venezuelano obteve ao longo dos últimos 14 anos, e que se concretizam numa melhoria de suas condições de vida.</p>
<p>Isso só foi possível porque o governo Chávez &#8211; fruto de uma onda de rejeição à política do imperialismo estadunidense que varreu o continente de norte a sul, resultando na eleição de governos que, mesmo tendo diferenças entre si, são apoiados por organizações populares e sindicais (Equador, Bolívia, Brasil, Uruguai) – foi levado, sob pressão da luta de classes, a adotar medidas, ainda que parciais, de ruptura com a dominação do imperialismo.</p>
<p>A transição em direção a um regime socialista na Venezuela, todavia, pressupõe o monopólio do comércio exterior e a expropriação das multinacionais presentes em vários ramos da economia, muitas vezes associadas ao capital estatal, assim como de certos grupos de proprietários dos grandes meios de produção.</p>
<p>Independente das contradições do “chavismo” ou “bolivarianismo” (abriga em seu interior setores patronais, a “boliburguesia”, que se beneficiam de negócios com o Estado), as massas populares, por meio de conflitos trabalhistas, greves e manifestações, impuseram uma nova situação.</p>
<p><strong>A questão chave: o combate pela organização independente da classe operária</strong></p>
<p>A 4ª Internacional e suas seções sempre se colocaram incondicionalmente ao lado do povo e do governo venezuelanos, quando o governo Chávez adotou medidas de ruptura com o imperialismo, por mínimas que fossem, e sempre que ele foi agredido ou ameaçado pelo imperialismo dos EUA.</p>
<p>Ao mesmo tempo, sempre o fizemos com uma posição independente, por considerar que o avanço no processo revolucionário na Venezuela, como em todos os países do mundo, só pode se dar a partir da organização da classe trabalhadora no seu terreno de classe, em oposição ao imperialismo mundial e à burguesia local. E isso tanto no terreno sindical, na batalha pela consolidação da UNETE, produto direto da resistência operária, em 2002, contra o golpe pro-imperialista de abril e o lockout de dezembro, que levaram à fundação da UNETE, em abril de 2003; como no terreno político, pela necessária organização de um partido operário independente na Venezuela, lugar que o PSUV está longe de ocupar. Não haverá socialismo sem organização própria e independente da classe operária.</p>
<p>O povo da Venezuela elegerá um novo presidente em 14 de abril. A partir da experiência que viveu nos últimos anos o povo venezuelano está determinado a impedir o retorno ao poder da minoria de lacaios do imperialismo, representada por Capriles, cujas declarações golpistas chamam as Forças Armadas Nacionais a “ignorar a legalidade” em nome de generais supostamente dispostos a apoiá-lo.</p>
<p>O povo tem razão de votar maciçamente em Nicolás Maduro para derrotar a reação, como confirmam os últimos comícios, sabendo que Maduro não é Chávez e que há interrogantes sobre a evolução da situação no país (por exemplo, o governo acaba de desvalorizar a moeda sem adotar nenhuma medida de compensação salarial), mas com a férrea vontade de aprofundar o processo de libertação nacional contra o imperialismo. Libertação que incluirá medidas que já se discutem nos meios operários e populares, tais como:</p>
<ul>
<li><em> Aumento de 70% do salário mínimo!</em></li>
<li><em> Novas convenções coletivas,  imediatamente!</em></li>
<li><em> Defesa dos direitos dos trabalhadores inscritos na LOT (Lei Orgânica do Trabalho) e revogação dos artigos que ameaçam a independência sindical!</em></li>
<li><em id="__mceDel">Direito de greve, não à criminalização dos movimentos sociais, fim das perseguições contra dirigentes sindicais!</em></li>
<li><em id="__mceDel">Contratação dos trabalhadores precários! Contratação imediata dos terceirizados da administração pública!</em></li>
<li><em id="__mceDel">Reforma agrária!</em></li>
<li><em id="__mceDel">Nacionalização dos setores estratégicos controlados pelas multinacionais, do comércio exterior e dos bancos !</em></li>
</ul>
<p><em id="__mceDel">A 4ª Internacional e suas seções não se separam desse movimento profundo do povo trabalhador venezuelano. E com base numa política de frente única anti-imperialista buscarão ajudá-lo com propostas e palavras de ordem na via de avançar a ruptura com o imperialismo para conquistar a soberania nacional plena, no combate por uma União Livre de Nações Soberanas da América Latina e Caribe, em aliança com os trabalhadores e oprimidos dos Estados Unidos e Canadá.</em></p>
<p style="text-align: right;">Paris, 5 de abril de 2013</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Secretariado Internacional da 4ª Internacional</strong><br />
<a href="http://www.quarta-internacional.org" target="_blank">www.quarta-internacional.com.br</a></p>
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