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	<title>Arquivo de Israel - O Trabalho</title>
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		<title>Ofensiva assassina de Israel</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Oct 2024 18:34:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mensagem do Líbano “Acabamos de saber da perda, hoje, de dois camaradas membros da seção libanesa da Quarta Internacional, Ali M. e Sami N., mortos sob os bombardeios israelenses com bombas americanas.Nossos dois camaradas foram assassinados enquanto cumpriam o seu dever, como vinham fazendo desde o início da ofensiva israelense, de apoiar e ajudar os [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mensagem do Líbano</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>“</strong>Acabamos de saber da perda, hoje, de dois camaradas membros da seção libanesa da Quarta Internacional, Ali M. e Sami N., mortos sob os bombardeios israelenses com bombas americanas.<br>Nossos dois camaradas foram assassinados enquanto cumpriam o seu dever, como vinham fazendo desde o início da ofensiva israelense, de apoiar e ajudar os refugiados cujos bairros foram destruídos pelos bombardeios. Eles foram assassinados enquanto defendiam nossa terra contra um inimigo colonial apoiado por todas as potências imperialistas do mundo.<br>Eles morreram no campo de batalha contra a injustiça e a tirania, contra a máquina de guerra cega que não faz a menor diferença entre uma criança, um idoso ou um deficiente.<br>Que a paz esteja com vocês, nossos heroicos camaradas.  Nós lhes prometemos que continuaremos no caminho.  Viva a Quarta Internacional<strong>.”</strong><br>25 de outubro, 2024</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Corrente O Trabalho, seção brasileira da 4ª Internacional, com pesar, recebe esta mensagem e solidariza-se com os familiares, amigos e camaradas de Ali M. e Sami N., Seguiremos no caminho na luta pelo fim do genocídio contra o povo palestino e contra a ofensiva assassina do Estado Sionista de Israel contra o povo libanês.</p>
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		<title>Declaração do Secretariado Internacional da 4ª Internacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Sep 2024 13:31:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>26 de setembro de 2024 Fim imediato da guerra israelense contra o Líbano!Parem o genocídio do povo palestino! Em todo o mundo, os povos estão chocados e revoltados com o horror dos bombardeios que atingem o povo libanês, depois de um ano de massacres ininterruptos em Gaza e na Cisjordânia, com centenas de milhares de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="262" height="321" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2024/09/logo-IV-PB.jpg" alt="" class="wp-image-19884" style="width:87px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2024/09/logo-IV-PB.jpg 262w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2024/09/logo-IV-PB-245x300.jpg 245w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2024/09/logo-IV-PB-122x150.jpg 122w" sizes="(max-width: 262px) 100vw, 262px" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">26 de setembro de 2024</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-3"><strong>Fim imediato da guerra israelense contra o Líbano!</strong><br><strong>Parem o genocídio do povo palestino!</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em todo o mundo, os povos estão chocados e revoltados com o horror dos bombardeios que atingem o povo libanês, depois de um ano de massacres ininterruptos em Gaza e na Cisjordânia, com centenas de milhares de vítimas, 70% das quais mulheres e crianças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Décadas de opressão e massacres não são suficientes para o governo de Benjamin Netanyahu, que avança ainda mais na limpeza étnica da Palestina, ao privar o povo palestino de toda a ajuda material e humanitária necessária à sua sobrevivência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto em Israel, centenas de milhares de manifestantes exigem a sua demissão e o cessar-fogo, Netanyahu e seu governo decidiram lançar uma guerra contra o Líbano com o apoio dos Estados Unidos, e de todos os governos que continuam a lhe fornecer equipamento militar e assistência, para tentar arrastá-los a uma guerra generalizada, e assim escapar da crise política que ele mesmo provocou, e realizar seus objetivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, no coração do imperialismo estadunidense, cuja crise de dominação mundial se aprofunda à medida que se aproximam as eleições presidenciais de 5 de novembro, o presidente Joe Biden anuncia, na tribuna da Assembleia Geral da ONU em Nova York, a continuação da entrega de armas à Ucrânia com 8 bilhões de dólares adicionais em armamento, para continuar uma guerra que já fez mais de um milhão de mortos e feridos entre ucranianos e russos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em três dias, mais de 700 pessoas foram mortas no Líbano, 60% das quais mulheres e crianças. Famílias inteiras estão sendo massacradas tal como em Gaza. 90 mil libaneses já foram obrigados a fugir. O exército israelense anuncia agora que prepara uma invasão terrestre do Líbano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este é o futuro que prometem os líderes dos governos que armam e apoiam a guerra na Europa e o regime genocida de Netanyahu, cujo ministro da Educação acaba de declarar: “O Líbano será destruído, o Líbano como o conhecemos não existirá mais”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ONU, com razão muito preocupada com o terrível risco de desintegração da ordem mundial capitalista, da qual é garantidora, apresenta fatos e constatações irrefutáveis, chegando até a acusações de genocídio, mas se mostra incapaz de deter o genocídio e a marcha para a guerra. Apesar das suas declarações de fachada, Biden, Scholz, Starmer, Macron&#8230; não fazem nada para impedir a guerra, muito pelo contrário. Como os governos dos países árabes, eles não se oporão ao massacre do povo libanês mais do que ao genocídio do povo palestino, quando não participam dele diretamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No mundo inteiro, apesar da repressão, das campanhas infames de intimidação e de acusação de antissemitismo, apesar dos dirigentes dos partidos operários tradicionais que se calam e não mobilizam, apesar dos dirigentes das grandes centrais sindicais que – com algumas notáveis exceções que devem ser saudadas – desviam os olhos, se satisfazem em comunicados sem futuro, ou mesmo fornecem de maneira dissimulada um apoio à guerra, por todo o lado milhões se manifestaram, se manifestam, se mobilizam, usam os sindicatos para impedir o transporte de armas. Eles sofrem a repressão, mas não desistem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em todo o mundo, estamos ao lado deles. Em todos os lugares, estamos nas mobilizações, ajudamos a organizar. É combatendo contra os governos cúmplices que venceremos. Só a mobilização dos povos pode impedir que a guerra continue e se amplie.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste período brutal, damos o nosso total apoio aos povos libanês e palestino.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-4 wp-block-paragraph"><strong>Com todos os jovens e trabalhadores que, em todo o mundo, se mobilizam e impulsionam suas organizações:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Não vamos desviar o olhar!</strong><br><strong>Não nos acostumaremos aos massacres e ao genocídio!</strong><br><strong>Fim imediato da guerra israelense contra o Líbano!</strong><br><strong>Fim imediato do genocídio do povo palestino!</strong><br><strong>Embargo das armas destinadas a Israel!</strong><br><strong>Parem a guerra na Ucrânia!</strong></p>



<div class="wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-fe48e5de wp-block-buttons-is-layout-flex">
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		<title>“Netanyahu quer fazer no sul do Líbano o mesmo que faz em Gaza. Ele zomba dos civis e usa o Hezbollah como pretexto”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Sep 2024 13:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Como vivem os libaneses hoje? Charbel Chaaya: No sul, os libaneses têm medo, fogem em massa de suas casas, porque sabem muito bem que a ocupação israelense não faz diferença entre as pessoas. Eles temem uma expansão regional. A maioria dos libaneses quer um cessar-fogo, que a guerra termine.&#160; O Estado de Israel saiu do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="alignleft size-full"><img decoding="async" width="113" height="141" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2024/09/Charbel-Chaaya.jpg" alt="" class="wp-image-19873" style="object-fit:cover"/></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-8" style="font-size:21px">Como vivem os libaneses hoje?</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Charbel Chaaya</strong>: No sul, os libaneses têm medo, fogem em massa de suas casas, porque sabem muito bem que a ocupação israelense não faz diferença entre as pessoas. Eles temem uma expansão regional. A maioria dos libaneses quer um cessar-fogo, que a guerra termine.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Estado de Israel saiu do quadro do seu conflito com o Sul, que considera uma zona de perigo e que ele cobiça.&nbsp; Houve bombardeios em Beirute, no Bekaa, no Monte Líbano, em zonas onde o Hezbollah não está organizado. Tudo isso acontece em um contexto econômico muito difícil. Há muita pobreza, a classe trabalhadora está cada vez mais pobre e as pessoas não sabem para onde ir.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-9" style="font-size:21px">Ouvimos no ocidente que há divisão, raiva contra o Hezbollah. Qual é o estado de espírito real dos libaneses?</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Charbel Chaaya</strong>: Há uma divisão no Líbano, em toda a sociedade e nas próprias comunidades, inclusive entre os xiitas. A divisão não está certamente ligada a qualquer apoio a Israel. Ninguém no Líbano, nenhum cidadão rejeita o Hezbollah por apoiar Israel. O Hezbollah faz parte do sistema político libanês e as desavenças são antigas. Ele teve um papel negativo em 2019 durante o movimento revolucionário no Líbano, onde os jovens rejeitaram o sistema confessional. Mas os debates também se devem à sua reação após o 7 de outubro, inserindo-se no eixo da resistência contra Israel. O debate existe sobre o Hezbollah, como uma organização armada que desempenha um papel importante na política libanesa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tudo isso gerou divisões que não podem ser negadas, que às vezes são legítimas, mas que devem ser discutidas entre os libaneses. Mas tudo isso acontece em um contexto em que não existe um Estado capaz de defender os libaneses. Há uma divisão na ausência de um Estado capaz de defender os libaneses, de proteger a soberania do sul.</p>



<div class="quote-box">
    <p><strong>“Mas hoje, o que é preciso entender bem é que depois de todos os massacres, os libaneses estão muito unidos, muito solidários.”</strong></p>
</div>

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<p class="wp-block-paragraph">Desde terça-feira, especialmente desde o ataque dos pagers, milhares de libaneses doaram seu sangue, todos os libaneses se declararam prontos para receber refugiados em suas casas. É um sentimento muito forte de solidariedade.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-10" style="font-size:21px">Dirigentes israelenses dizem que se deveria fazer no Líbano o que se faz em Gaza, e nenhum dirigente das “grandes potências” declarou qualquer objeção a isto. Qual é a sua opinião sobre tais declarações?</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Charbel Chaaya</strong>: É claro que Netanyahu quer atacar. Hoje, temos mais de 500 vítimas, civis, incluindo mulheres e crianças. Está claro para nós que Netanyahu quer fazer no sul do Líbano o mesmo que faz em Gaza. Ele zomba dos civis e usa o Hezbollah como pretexto. Quer conquistar o sul do Líbano até ao rio Litania porque considera que é uma necessidade econômica e vital para o seu país.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele quer uma guerra regional, também porque tem um problema interno em seu país. Sabe que se a guerra acabar será condenado, responsabilizado pelo que aconteceu no dia 7 de outubro e pelo seu manejo do caso dos reféns, precisa de uma vitória para irradiar no seu país, para vendê-la à sua população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, há 500 mortos no Líbano e o número está aumentando. As grandes potências são cúmplices do que está acontecendo. Durante a guerra de 2006, já havia mais de 1000 mortos em um mês. </p>



<div class="quote-box">
    <p><strong>“As grandes potências, a França, os Estados Unidos, a Alemanha e o Ocidente em geral são cúmplices do massacre. Não se pronunciaram sobre Gaza e estão em silêncio pelo sul do Líbano, o que só pode levar a mais guerras, mais vítimas.”</strong></p>
</div>

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<p class="wp-block-paragraph">Os movimentos democráticos do mundo devem se mobilizar para exigir um cessar-fogo, parar o envio armas a Israel, cujo único objetivo é conquistar territórios, o que equivale a massacrar populações inteiras. Nada pode justificar isso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também existe divisão dentro dos partidos de esquerda e, embora eles continuem muito solidários com a população do Sul, alguns consideram que o papel do Hezbollah desde 8 de outubro é bastante negativo e que a defesa e proteção do sistema confessional, que é um sistema ligado ao liberalismo, não pode fazer parte da solução. Isto faz parte do debate nas organizações libanesas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para além deste aspecto, consideramos que agora é essencial pôr de lado as divisões e colocar todos os nossos esforços na construção do movimento sindical, na solidariedade, no auxílio mútuo que não faz diferença entre as confissões e comunidades. Hoje corre sangue no Líbano, não há Estado, não há sistema que funcione, então é preciso um movimento de solidariedade, que possa criar alianças populares, comitês nas aldeias, nas cidades, que ajude as pessoas a se organizarem. Deixando claro que Israel está usando o Hezbollah como um pretexto. Temos que ver que mesmo nas aldeias que dizem ser dominadas pelo Hezbollah tem civis, pessoas que não concordam, há uma diversidade e de qualquer forma, nada pode justificar os massacres cometidos pelos israelenses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alegar a responsabilidade do Hezbollah, fazer disso um pretexto, é o mesmo que legitimar a agressão, os massacres contra civis. O mais importante hoje é confrontar todos os discursos que legitimam a agressão israelense e defender o objetivo do cessar-fogo. A guerra não resolverá nada, o problema é político.  O problema é a colonização da Palestina, o sionismo, o imperialismo que sustenta um Estado, o de Israel, que ele usa para dominar a região, mesmo que seja à custa do sangue palestino e do sangue libanês. O problema é político e para dar uma resposta, no Líbano, precisamos de unidade, de um Estado que funcione frente a Israel, que busca conquistar uma parte do Líbano e que nos ameaça há mais de 75 anos.</p>
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		<title>Israel bombardeia Gaza e agora&#8230; o Líbano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Sep 2024 20:11:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[AFP]]></category>
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		<category><![CDATA[Líbano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Caos ameaça toda a região Em 17 de setembro de 2024, entre as 15h30 e 16h30, explosivos escondidos em milhares de pagers em todo o Líbano explodiram, causando pelo menos 12 mortos, incluindo uma menina de 9 anos, um menino de 11 anos e dois cuidadores, e pelo menos 2.323 feridos. No dia seguinte, 18 [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading" style="font-size:21px">Caos ameaça toda a região</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em 17 de setembro de 2024, entre as 15h30 e 16h30, explosivos escondidos em milhares de pagers em todo o Líbano explodiram, causando pelo menos 12 mortos, incluindo uma menina de 9 anos, um menino de 11 anos e dois cuidadores, e pelo menos 2.323 feridos. No dia seguinte, 18 de setembro, pouco antes das 17 horas, outros aparelhos eletrônicos do tipo walkie-talkie explodiram simultaneamente em todo o país, com explosões relatadas nos subúrbios ao sul de Beirute, em cidades e localidades do sul do Líbano, e no Vale do Bekaa. Eles mataram pelo menos 25 pessoas e feriram 608.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As explosões ocorreram em supermercados, carros, ruas residenciais e outras áreas públicas movimentadas, causando lesões traumáticas, semeando terror e pânico na população libanesa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma fonte próxima do Hezbollah informou à AFP que “os pagers que explodiram referem-se a um carregamento recentemente importado pelo Hezbollah de 1000 aparelhos”, que parecem ter sido “hackeados na fonte”. Apesar do governo israelense não ter comentado oficialmente os ataques, em 18 de setembro, o ministro da defesa israelense Yoav Gallant declarou que a guerra com o Líbano estava entrando em uma “nova era” e elogiou as “excelentes conquistas” dos serviços de segurança e inteligência israelenses, declarações interpretadas como um reconhecimento implícito do papel de Israel nesses ataques. Autoridades libanesas e estadunidenses também indicaram que acreditam que Israel os orquestrou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A empresa Gold Apollo de Taiwan disse que vai processar o Estado de Israel depois que a televisão israelense reconheceu que foi o Mossad quem implantou explosivos nos aparelhos. Seu fundador, Hsu Ching-Kuang, disse aos jornalistas que sua empresa não fabricou os pagers.</p>



<h2 class="wp-block-heading" style="font-size:21px">Famílias inteiras mortas, incluindo crianças</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Na noite de 19 para 20 de setembro, o exército israelense bombardeou massivamente o sul do Líbano. São os ataques mais intensos na área desde o 7 de outubro, com até 60 ataques em 20 minutos, segundo fontes libanesas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 21 de setembro, o ministro da educação israelense escreveu na sua conta X: “Não há qualquer diferença entre o Hezbollah e o Líbano. O Líbano será aniquilado. Deixará de existir”. Em 23 de setembro, mais de 1600 alvos foram bombardeados pela aviação de Tsahal. Um balanço – provisório – publicado em 24/9 pelo ministério libanês da saúde relata 558 mortes, milhares de feridos, incluindo famílias inteiras e crianças, e o deslocamento de dezenas de milhares de libaneses que fugiram do seu país desde segunda-feira, principalmente para a Síria.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 24 de setembro, o exército israelense declarou em um comunicado que havia realizado um bombardeio sobre Beirute. Por sua vez uma fonte de segurança libanesa relatou, sob anonimato, que um ataque israelense atingiu “dois andares de um edifício residencial do bairro de Ghobeiri”, causando a morte de seis pessoas e cerca de quinze feridos (Le Monde).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, alertou sobre a “escalada” neste país “à beira do abismo”.&nbsp; “Gaza é um pesadelo permanente que ameaça levar toda a região ao caos. A começar pelo Líbano. O povo libanês, o povo israelense e os povos do mundo não podem permitir que o Líbano se torne outra Gaza”, declarou perante a Assembleia Geral da ONU em Nova York.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na terça-feira, 24 de setembro, o presidente iraniano declarou que o Hezbollah “não pode ficar sozinho” face a Israel.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Rosalie Albani</strong> (Tradução Adaias Muniz)</p>



<p class="wp-block-paragraph">*A escalada da ofensiva de Israel no Líbano não cessa, desde seu início, relatado neste artigo publicado no jornal francês Infortmations Ouvrières. Estes ataques já deixaram cerca de 700 mortos dos quais, segundo o Ministério da Saúde do Líbano, 25% são mulheres e crianças</p>
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		<title>Uma ordem mundial falida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 Dec 2023 12:53:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Capitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
		<category><![CDATA[Palestina]]></category>
		<category><![CDATA[Sionista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sob o falso pretexto do “direito de defesa” o estado sionista de Israel já deixou mais de 15 mil mortos, quase 7 mil crianças. Em Gaza, pessoas andam pelas ruas agitando bandeiras brancas, mas isso não impede os soldados israelenses de matá-las. O exército sionista justifica o bombardeio de hospitais porque haveria pessoas do Hamas nos porões!</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Sob o falso pretexto do “direito de defesa” o estado sionista de Israel já deixou mais de 15 mil mortos, quase 7 mil crianças. Em Gaza, pessoas andam pelas ruas agitando bandeiras brancas, mas isso não impede os soldados israelenses de matá-las. O exército sionista justifica o bombardeio de hospitais porque haveria pessoas do Hamas nos porões!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o diretor do hospital indonésio em Gaza, “a situação hospitalar é insuportável, porque não há tratamento nem medicamentos e não podemos prestar serviços aos feridos. Não podemos realizar nenhuma cirurgia devido aos bombardeios que atingiram o hospital”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em todos os hospitais de Gaza já não há eletricidade. Pessoas são amputadas sem anestesia. As cesarianas são realizadas sem anestesia. Há pessoas doentes que morrem porque ninguém consegue mais tratá-las. Recém-nascidos morrem porque as incubadoras não funcionam.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta é a barbárie que está sendo imposta ao povo palestino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo depois de estabelecer o acordo de cessar-fogo por alguns dias, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, fez questão de declarar que falar em fim da guerra era &#8220;um absurdo (&#8230;) Então, quero esclarecer: estamos em guerra, nós continuaremos em guerra; continuaremos em guerra até atingirmos todos os nossos objetivos”. Os seus objetivos estão claros: o extermínio do povo palestino. O nome disso é genocídio. Israel já retomou os bombardeios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A máquina de guerra está em movimento. Dezenas de países investem cada vez mais nos orçamentos militares; só em 2022, esses gastos ultrapassaram a fabulosa cifra de 2,4 trilhões de dólares, números que crescem a cada ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O fato é que uma nova situação está emergindo em escala mundial. E ela ameaça arrastar todo o planeta.</p>



<blockquote class="wp-block-quote td_quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>Depois da</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Ucrânia,</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>a Palestina</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo que assistimos a generalização das guerras, vemos também a multiplicação dos desastres climáticos, vemos os governos de todo tipo &#8211; incapazes de apresentar uma saída &#8211; afundarem-se em crise após crise. Na verdade, é o sistema capitalista que hegemoniza o planeta quem revela de maneira dramática a sua incapacidade de oferecer um presente e um futuro para a humanidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É contra estes senhores da guerra que estão à frente dos governos dos Estados Unidos, de Israel, dos países da Otan, e mesmo da Rússia, contra este putrefato sistema capitalista que nada tem a oferecer para a humanidade que os trabalhadores e os povos se revoltam e buscam uma saída.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O choque é inevitável. Não é exagero dizer que a sobrevivência da humanidade depende da capacidade dos trabalhadores e dos povos oprimidos de se organizarem para pôr abaixo esse sistema infernal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, tudo se concentra em como ajudar essa luta dos trabalhadores e essa revolta a agir no terreno da independência de classe para deter a máquina de guerra capitalista e o genocídio em curso e para ampliar a sua organização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O jornal O Trabalho se coloca a serviço desse debate e dessa luta lado a lado com os companheiros e companheiras do DAP. Uma luta que se traduz, neste momento, em nosso país, no reforço ao grito que ecoa em todas as manifestações de solidariedade ao povo palestino pelo mundo inteiro, exigindo um cessar fogo permanente. E, no Brasil, na ampla exigência dirigida ao governo Lula, para que rompa os acordos comerciais, militares, acadêmicos e diplomáticos, com o estado sionista de Israel, a exemplo do que estão fazendo outros países.</p>
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