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	<title>Arquivo de mortes - O Trabalho</title>
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		<title>Reforma Agrária, fim da violência no campo!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Apr 2013 15:01:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[mortes]]></category>
		<category><![CDATA[mst]]></category>
		<category><![CDATA[reforma agrária]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para recordar apenas um exemplo, em janeiro de 2013 completaram nove anos da chacina em Unaí (MG). Três auditores fiscais e um motorista do Ministério do Trabalho foram mortos por autuar fazendas com irregularidades, inclusive trabalho escravo. Em que terreno a violência dos latifundiários ameaça a vida dos trabalhadores que lutam pela terra? O ministro [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Para recordar apenas um exemplo, em janeiro de 2013 completaram nove anos da chacina em Unaí (MG). Três auditores fiscais e um motorista do Ministério do Trabalho foram mortos por autuar fazendas com irregularidades, inclusive trabalho escravo.</p>
<p>Em que terreno a violência dos latifundiários ameaça a vida dos trabalhadores que lutam pela terra?</p>
<p>O ministro Joaquim Barbosa do Supremo Tribunal Federal (STF), que tem a ajuda da mídia para transformar a o atropelo da Ação Penal 470 em “caso exemplar” de retidão e justiça, não se preocupou em julgar a acusação que ele mesmo fizera, a outro ministro do STF, Gilmar Mendes, transmitida pela TV, de ter jagunços em sua fazenda!</p>
<p>A justiça não é cega, ela enxerga muito bem o lado que lhe interessa, e os latifundiários agem porque sabem que contam com a impunidade que lhes é assegurada.</p>
<p>Como juízes e ministros do Supremo não são eleitos, só com sua luta o povo poderá retomar a palavra e eleger uma assembléia constituinte livre e soberana para modificar estas instituições que tão bem servem às classes dominantes, em detrimento da maioria oprimida.</p>
<p>Mas os três governos do PT, esses sim foram eleitos para um mandato que tinha, entre outras reivindicações, o carimbo da luta dos trabalhadores pela reforma agrária.</p>
<p>Nos dois mandatos de Lula a reforma agrária não avançou. Nos dois anos do mandato de Dilma a reforma agrária travou. E corre o risco de andar, a passos largos, para trás.</p>
<p>Á retranca que representa um governo de coalizão com o PMDB, detentor da maior bancada ruralista no Congresso Nacional, vem somar-se agora à base aliada o PSD. O partido da senadora latifundiária Kátia Abreu, presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), para quem é “impossível cumprir” as regras que protegem os trabalhadores do campo.</p>
<p>A denunciar o assassinato de Fábio, o deputado federal do PT da Bahia, Valmir Assunção se indagou: “quantas vezes os nossos camponeses e trabalhadores serão assassinados? É esse tipo de ação, com o uso da pistolagem, covarde e cruel, que estamos convivendo no campo brasileiro.”</p>
<p>É uma pergunta que deve ser dirigida ao governo. Pois a impunidade no campo está ligada, e está a serviço, da preservação da brutal concentração de terra no Brasil.</p>
<p>O governo Dilma tem os meios, e é bom repetir, foi eleita para isso, para tomar medidas concretas.</p>
<p>Basta utilizar parte dos recursos que são desviados para o superávit primário, para as desonerações da folha de pagamento e isentar os patrões, que</p>
<p>seria mais do que suficiente para investir nos assentamentos já existentes, permitindo-os produzir, e assentar todas as famílias sem terra para que possam trabalhar e viver dignamente do fruto de seu trabalho.</p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Editorial da edição 727 do Jornal O Trabalho</strong></em></p>
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