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	<title>Arquivo de Orçamento Participativo - O Trabalho</title>
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		<title>Orçamento Participativo, Nossa Posição</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2015 13:39:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dossiê]]></category>
		<category><![CDATA[Dívida Pública]]></category>
		<category><![CDATA[DN-OT]]></category>
		<category><![CDATA[LRF]]></category>
		<category><![CDATA[OP]]></category>
		<category><![CDATA[Orçamento Participativo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aplicado há 13 anos pela prefeitura petista de Porto Alegre, sob o impulso em particular da corrente petista Democracia Socialista,  o “Orçamento Participativo ” (OP) é a bandeira sob a qual se pretende hoje reunir a qualquer custo todas as organizações dos trabalhadores no Brasil e no mundo. Para os que consideram que é uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Aplicado há 13 anos pela prefeitura petista de Porto Alegre, sob o impulso em particular da corrente petista Democracia Socialista,  o “Orçamento Participativo ” (OP) é a bandeira sob a qual se pretende hoje reunir a qualquer custo todas as organizações dos trabalhadores no Brasil e no mundo.</strong></p>
<p><strong>Para os que consideram que é uma iniciativa de interesse dos trabalhadores, porém, causa espanto imediato o apoio que o Orçamento Participativo vem conseguindo na classe dominante e nas principais organizações mundiais do grande capital.</strong></p>
<p><b>Vejamos:</b></p>
<blockquote><p>– O Banco Mundial acaba de traduzir , publicar e difundir internacionalmente o livro-manual de propaganda e aplicação do Orçamento Participativo, escrito pelo prefeito de Porto Alegre, Tarso Genro, e por Ubiratan de Sousa: “O Orçamento Participativo: A Experiência de Porto Alegre”.</p>
<p>– Em 2000, mais de 140 prefeituras de todo o Brasil – 73 do PT e 25 do PDT, 13 do PSDB, 9 do PMDB, 6 do PSB, 4 do PFL, 4 do PRP, 2 do PPB, 2 do PTB , 1 do PV e 1 do PPS &#8211; aplicaram o Orçamento Participativo.</p></blockquote>
<p>A prefeitura petista de São Paulo começa a fazer o mesmo. O coordenador do Orçamento Participativo, Félix Sanchez, da corrente petista Democracia Socialista, declarou que as “ reuniões públicas ajudarão a dosar as demandas&#8221;. (OESP 16/4/01)</p>
<p>O Orçamento Participativo é aplicado no México, Toronto (Canadá), Saint-Denis (França)&#8230; Milhares de prefeituras no mundo todo são chamadas a entrar nesta linha.</p>
<p>A corrente O Trabalho do PT , seção brasileira da 4<sup>ª</sup> Internacional, combate e sempre combateu pela independência da classe operária, independência que se concretiza na sua organização em partidos, sindicatos e entidades independentes.</p>
<p>Por isso, consideramos nosso dever alertar os trabalhadores, militantes e organizações sobre o perigo mortal que representa a política do Orçamento Participativo para seus direitos, para o livre exercício do direito de lutar por suas reivindicações, pela democracia e pela própria existência das organizações operárias e populares.</p>
<p>Após 13 anos de exercício do Orçamento Participativo em Porto Alegre, qual é o resultado?</p>
<p><b>Os fatos são:</b></p>
<p>1. A União das Associações de Moradia de Porto Alegre (Uampa), que participa do Conselho do Orçamento Participativo, organização tradicional que reúne as associações de moradores da cidade, hoje está esvaziada e não conseguiu nem mesmo realizar seu último congresso.</p>
<p>2. O Sindicato dos Trabalhadores Municipais (Simpa), que também participa do Conselho do Orçamento Participativo, encontra-se hoje comprometido na “arbitragem” entre as reivindicações da categoria e as demais demandas das outras entidades, respeitando o consenso que comanda o Orçamento Participativo.O SIMPA não existe mais enquanto organização sindical independente porta-voz das reivindicações próprias da sua base social.</p>
<p>3. No Orçamento Participativo fala-se muito em democracia, mas pouco se sabe sobre como são designados os conselheiros. Seu “Regimento Interno &#8211; Critérios Gerais, Técnicos e Regionais”, editado pela prefeitura em 2000, estabelece que, para a eleição dos conselheiros, quando há mais de uma chapa, será aplicada a seguinte tabela de proporcionalidade:</p>
<blockquote><p>24,9% ou menos dos votos &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;. não elege delegados</p>
<p>25% a 37,5% dos votos &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;. <b>1</b> (um) suplente</p>
<p>37,6% a 44,9% dos votos &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;. <b>2</b> (dois) suplentes</p>
<p>45% a 55% dos votos &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;. <b>1</b> (um) titular e <b>1</b> (um) suplente</p>
<p>55.1% a 62,5% dos votos &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;. <b>2</b> (dois) titulares</p>
<p>62,6% a 75% dos votos &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..<b>2</b> (dois) titulares e <b>1</b> (um) suplente</p>
<p>75,1% dos votos &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<b>2</b> (dois) titulares e <b>2</b> (dois) suplentes</p></blockquote>
<p>Bela “democracia”, não?  Nesse modelo, uma minoria que tem quase a metade dos votos fica apenas com suplentes. Esta regra não é casual. É assim que se constrói o “consenso”, descartando qualquer oposição.</p>
<p>4. O exame do orçamento global da prefeitura de Porto Alegre mostra que, de 1991 até 2000, a prefeitura aumentou em 3,4 vezes a receita do ISSQN (Imposto Sobre Todos os Serviços), que afeta o conjunto da população, já que é cobrado dos prestadores de serviços, que por sua vez repassam este custo à população.</p>
<p>De R$ 42,58 milhões arrecadados em 1991 (valores corrigidos), passou-se para R$ 146,06 milhões em 2000.</p>
<p>Ao mesmo tempo a receita do IPTU (Imposto Territorial Urbano), afetando o conjunto da população foi aumentado em 400%. De R$ 21.078.314,88 em 1991 passou para R$ 83.450.098,77 em 2000 (Contando com a correção monetária).</p>
<p>5. Entre 1993 e 2000, o pagamento dos encargos e amortização das dívidas interna e externa do município foi multiplicado por 5,7. O valor retirado do orçamento municipal passou de R$ 2,2 milhões em 1993 para R$ 13 milhões em 2000.<br />
Ao mesmo tempo, os trabalhadores, moradores das vilas, estão confrontados à trágica falta de moradias, creches, escolas, postos de saúde e esgotos. Estão condenados a escolher qual a “prioridade” preferem no orçamento: os esgotos que os salvariam das enchentes permanentes ou a creche para seus filhos, pela qual esperam há 15 ou 20 anos. E atenção: quando falamos da dívida de Porto Alegre, falamos de uma prefeitura pouco endividada. O estrangulamento será ainda maior em São Paulo e outras cidades.</p>
<p>6. A prefeitura de Porto Alegre, assim como outras prefeituras, está submetida à lei Kandir –que retira parcelas dos impostos que voltariam aos municípios, entre eles o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), e os destina ao subsídio aos patrões exportadores– e ao DRU (Desvinculação de Receitas da União) , mecanismo que autoriza o governo federal a não repassar aos municípios os recursos de constitucionalmente a eles destinados, como saúde, educação, etc, numa espécie de confisco. Assim, de seu orçamento municipal, por exemplo no ano de 1998, o governo FHC desviou R$ 76,7 milhões : R$ 38 milhões com a Lei Kandir, R$ 22,7 milhões através da extinção do IVVC (Imposto sobre Vendas a Varejo de Combustível,), R$ 6,5 milhões retidos pelo governo federal graças ao FEF (que permitia ao governo reter 20% do total das verbas que a União deveria repassar a estados e municípios – foi extinto e substituído pelo DRU) e R$ 9,5 milhões através do Fundef (retirado do município para gerir o fundo de descentralização da educação, que financia a rede de ensino, cuja maior parte era responsabilidade do governo do Estado).</p>
<p>Estes R$ 76,7 milhões representariam cerca de 3.040 unidades habitacionais ou 635 km de construção de esgotos cloacais, cuja falta é o pesadelo das populações das vilas, submetidas às permanentes e devastadoras enchentes.</p>
<p>7. O gasto orçamentário com as terceirizações aumentou 34 vezes em 11 anos, passando de R$ 11 milhões, em 1989, para R$ 377 milhões em 2000. Quer dizer, uma parte cada vez maior do serviço público municipal vem sendo feito por empresas privadas ou trabalhadores avulsos.</p>
<p>Terceirizações, parcerias, convênios, enxugamento do Eestado&#8230; Todas Estas são as receitas do receitas promovidas pelo Banco Mundial e do FMI, ao título de redução das despesas públicas, foram e são aplicadas em uma escala crescente pela prefeitura de Porto Alegre, que organiza o Orçamento Participativo</p>
<p>O Orçamento Participativo funciona como um instrumento de generalização da terceirização do serviço público. Isso fica claro no “Plano de Investimentos e Serviços 2001”, que é a síntese das “prioridades” definidas pelo Orçamento Participativo, onde está previsto:</p>
<ul>
<li>Na área de assistência social, serão “repassados recursos a entidades não-governamentais que desenvolvem atividades”, e serão feitos convênios com 54 entidades;</li>
<li>Oficina do Trabalho Educativo: “convênio com entidades não-governamentais”;</li>
</ul>
<ul>
<li>Albergues conveniados;</li>
<li>Educação: “auxílio a creches comunitárias: o orçamento de 2001 prevê R$ 5,1 milhões para realização de convênios com 130 creches e 120 turmas de berçários”.</li>
<li>Considerando apenas o orçamento de passado (2000), as transferências do orçamento municipal para instituições privadas atingiram:</li>
<li>R$ 6,34 milhões na Educação, o que é 50% a mais do que o total dos investimentos do ano da prefeitura em escolas públicas municipais;</li>
<li>R$ 5,25 milhões na Saúde, o que é o dobro dos investimentos da prefeitura no serviço público municipal de saúde;</li>
<li>A coleta de lixo já está completamente terceirizada e privatizada (97% em 1997, 100% em 2000);</li>
<li>Através de mecanismos de convênios, o PSF (Programa de Saúde Familiar) transfere às associações de bairro a contratação de médicos e enfermeiras no lugar dos serviços públicos municipais de saúde;</li>
<li>O Programa de Creche Comunitária transfere às associações de bairro a gestão e administração de “creches comunitárias”, que não dispõems do pessoal nem da infra-estrutura das creches municipais.</li>
</ul>
<p>8. Aplicando com o rigor o SUS (Sistema Único de Saúde, política nacional do governo federal de municipalização da Saúde), a prefeitura de Porto Alegre aceitou impor à população o repasse, às custas do orçamento municipal, de uma parte crescente das despesas de saúde abandonadas pela União.</p>
<p>Entre 1998 e 2000, enquanto os repasses da União, através do SUS, diminuíram de R$ 358,8 milhões para R$ 299,54 milhões, as despesas do município aumentaram para R$ 415,53 milhões. Apenas em 2000, foram subtraídos do orçamento municipal R$ 115 milhões. Com este valor poderiam ser construídas 4.560 unidades habitacionais (UHS) ou 953 km de esgotos cloacais.</p>
<p>9. Enquanto a Lei Camata –e agora a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)– determina às prefeituras e aos governos que limitem a 54% de sua receita líquida o valor global dos salários e aposentadorias dos funcionários municipais, a prefeitura de Porto Alegre, que aplica o Orçamento Participativo, se vangloria de ter aplicado “critérios mais rigorosos”, limitando a 48% a folha de pagamento dos ativos e aposentados da função pública municipal de Porto Alegre.</p>
<p>Essa diferença de 12% permitiria atender à reposição salarial e criar postos de trabalho, em vez de jogar tudo na terceirização e ONGização dos serviços públicos de saúde, educação e assistência social.</p>
<p><b>Estes são os fatos</b></p>
<p>Ao contrário do que se pretende, o Orçamento Participativo não é uma “forma inovadora” da democracia.</p>
<p>10. O Orçamento Participativo é o instrumento maior de uma política corporativista que visa integrar, destruir as organizações sindicais e populares independentes, para permitir a aplicação das medidas exigidas pelo capital financeiro internacional (pagamento da dívida, contenção das despesas públicas, terceirização, privatizações&#8230;). Trata-se de um novo corporativismo, no sentido de uma sociedade concebida como um corpo, negando a luta de classes e a existência de qualquer oposição, o que foi historicamente a base para toda a forma de totalitarismo.</p>
<p>O Orçamento Participativo nada mais é que dar satisfação ao imperialismo confrontado à resistência difícil, tenaz dos trabalhadores e dos povos. Para tentar chegar até o fim em seus objetivos, o imperialismo, as instituições internacionais e os governos precisam comprometer as direções das organizações dos trabalhadores com a aplicação dos planos de ajuste – o que as levaria à sua própria destruição.<br />
O presidente do Conselho Federal de Contabilidade, José Serafim Abrantes, declarou ao jornal O Estado de São Paulo : “os especialistas não têm dúvidas: os municípios com gestão participativa tendem a ter menos dificuldade de se adequar à Lei de Responsabilidade Fiscal”. A Lei de Responsabilidade Fiscal &#8211; elaborada pelo governo FHC, sob orientação direta do FMI, para garantir o comprometimento dos recursos públicos com o pagamento da dívida e seus juros &#8211; estipula em seu artigo 48:</p>
<blockquote><p>“ São instrumentos de transparência da gestão fiscal, aos quais será dada ampla divulgação, inclusive em meios eletrônicos de acesso público: os planos, orçamentos e leis de diretrizes orçamentárias; as prestações de contas e o respectivo parecer prévio; o Relatório Resumido da Execução Orçamentária e o Relatório de Gestão Fiscal ; e as versões simplificadas desses documentos.</p>
<p>Parágrafo único.</p>
<p>A transparência será assegurada também mediante incentivo à participação popular e realização de audiências públicas, durante os processos de elaboração e de discussão dos planos, lei de diretrizes orçamentárias e orçamentos.”</p></blockquote>
<p>11. Fundada sobre o objetivo corporativista do “consenso” entre os diversos interesses ditos “comunitários”, o Orçamento Participativo é a negação da democracia, a qual supõe a livre expressão dos interesses de classes opostas. É a forma sobre a qual está colocada em questão a democracia do mandato, e pela qual os trabalhadores estão chamados a abandonar a luta de classes e as organizações independentes estão chamadas a se integrarem.</p>
<p>O próprio prefeito de Porto Alegre, Tarso Genro, declarou há pouco em uma entrevista publicada em Paris (França), que, “em princípio, não preciso mais da Câmara Municipal, basta o Executivo se debruçar nos conselhos do Orçamento Participativo”. O livro “O Orçamento Participativo – A Experiência de Porto de Alegre”, hoje difundido no mundo todo pelo Banco Mundial, explica que “cria-se desta forma o espaço aberto por meio do qual surgem condições para a formação de um novo tipo de cidadão (&#8230;) que se diferencia do cidadão tradicional, o qual só se afirma mediante demandas isoladas ou apenas exerce a sua cidadania por meio de revoltas isoladas e impotentes”. É um verdadeiro manifesto do corporativismo reacionário.</p>
<p>Nós, militantes do movimento dos trabalhadores, rechaçamos este conceito global de sociedade onde a oposição seria inexistente. Enquanto o problema da sociedade propriedade privada dos meios de produção não estiver resolvido revolucionariamente, com o advento da democracia operária, continuamos sendo partidários da democracia política, democracia do mandato, democracia representativa, na qual trabalhadores e cidadãos dispõem do direito de reivindicar, manifestar, fazer greve, lutar por suas reivindicações e demandas próprias. É isso que garante a independência do movimento sindical, deixando-o agir sobre o terreno de classe, pela defesa dos interesses particulares dos trabalhadores, garantindo-lhes a liberdade de lutar, negociar, contratar utilizando inclusive o seu direito de greve. Mesmo que os o que não obstante partidários do Orçamento Participativo afirmem o contrário, dizem, não são “revoltas isoladas e impotentes”.</p>
<p>12. O Orçamento Participativo é a submissão ao pretenso “horizonte intransponível do mercado livre”, a renúncia à luta para acabar com o sistema da propriedade privada dos meios de produção. É a aceitação do quadro estabelecido pela extorsão da mais-valia. Extorsão que, na atual época do imperialismo apodrecido, decorre cada vez mais da destruição da própria força de trabalho.</p>
<p>Isso o Banco Mundial entende perfeitamente. É isso que o levou a tornar o Orçamento Participativo a chave de sua</p>
<p>política. É por isso que o Banco Mundial traduziu e difunde no mundo inteiro o livro do prefeito de Porto Alegre. E o Fórum Social Mundial, realizado em Porto Alegre a partir de iniciativa da ONG Attac, forneceu a esta política reacionária uma tribuna internacional, e agora no Brasil e no mundo inteiro pretende impô-la a todas as organizações dos trabalhadores e do povo.</p>
<p><strong>Direção Nacional da corrente O Trabalho – abril de 2001</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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