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	<title>Arquivo de Privatização - O Trabalho</title>
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		<title>Apagão: o problema é a privatização!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Oct 2024 18:20:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Apagão]]></category>
		<category><![CDATA[Enel]]></category>
		<category><![CDATA[Privatização]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há uma semana o apagão domina a pauta do debate eleitoral na capital paulista neste segundo turno. É evidente a responsabilidade da prefeitura paulistana e do governo paulista pelo sofrimento imposto a centenas de milhares de famílias, em especial de famílias trabalhadoras, que ficaram no escuro, muitas ainda estão, que perderam alimentos, que tiveram seus [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Há uma semana o apagão domina a pauta do debate eleitoral na capital paulista neste segundo turno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É evidente a responsabilidade da prefeitura paulistana e do governo paulista pelo sofrimento imposto a centenas de milhares de famílias, em especial de famílias trabalhadoras, que ficaram no escuro, muitas ainda estão, que perderam alimentos, que tiveram seus negócios comprometidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Governos municipal e estadual têm sim responsabilidade! A do estadual vem dede 1998, do governo Mário Covas (PSDB), que fatiou e privatizou a antiga Eletropaulo. Em 2018, a AES Eletropaulo (fruto do fatiamento da Eletropaulo) foi comprada pela Enel (empresa italiana, fundada como estatal que nas décadas de 1990 e 2000 passou por um processo de privatização e hoje é uma empresa de capital aberto, onde o governo italiano detém participação minoritária).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O prefeito, Ricardo Nunes (vice de Bruno Covas, falecido em 2021), passou três anos fazendo caixa para desovar em sua campanha pela reeleição neste 2024 e deixou a cidade no abandono.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sim há problemas de poda de árvores, de aterramento de fiação, de descaso da empresa (que é o que mais se fala no debate). Problemas que aliás já haviam sido apontados no apagão de novembro de 2023 e retornam agora em outubro de 2024, apagões que não são raios em céu azul.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No debate eleitoral, fraudulentamente, o prefeito debita tudo na conta do governo federal. Foge da raia para salvar a pele até o próximo 27 de outubro. Mas convenhamos, o nosso candidato Guilherme Boulos (Psol) não está indo direto ao ponto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Primeiro há que reconhecer que em junho deste ano, em Puglia (na Itália) durante a cúpula do G7, sete meses depois do apagão de 2023, o presidente Lula, manifestou à Enel a disposição de renovar o contrato de concessão, desde que a empresa assumisse o compromisso de ampliar os investimentos no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“<em>A gente está disposto a renovar o acordo se eles assumirem o compromisso de fazer investimento, e eles assumiram o compromisso”. Explicou: “Ao invés de investirem R$ 11 bilhões, eles vão investir R$ 20 bilhões</em>, <em>nos próximos três anos, prometendo que não haverá mais apagão em nenhum lugar em que eles forem responsáveis</em>.” (Veja 15/10).</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-57878717a00d98687e469b960586204a" style="font-size:21px"><strong>A Enel não só não ampliou, como enxugou os investimentos!</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;“<em>A empresa italiana Enel adotou uma estratégia global focada em redução de custos, diminuição do quadro de funcionários e cortes nos investimentos, privilegiando o pagamento de dividendos a acionistas estrangeiros, conforme informações do Estadão.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>No balanço consolidado de 2023, a Enel relatou 15.721 funcionários, uma queda significativa em relação aos quase 27 mil empregados registrados em 2020.” </em>(DCM, 14/10)</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, no entretanto, no mesmo dia do apagão deste ano, o ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), em Roma, num Fórum internacional, retomou a possível renovação da concessão à Enel. (Poder360 13/10).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente Lula, assim que assumiu o 3º mandato, fez duras críticas, e com razão, à privatização da Eletrobrás do governo anterior, classificando-a como crime de lesa-pátria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta é a questão central a ser enfrentada. Entregar os serviços públicos à iniciativa privada é um crime de “lesa cidadão”. Basta ver a questão da saúde em São Paulo. Entregue às OSs, a situação para o povo é desesperadora (responsabilidade da prefeitura). Basta ver a privatização dos cemitérios em São Paulo (responsabilidade da prefeitura), onde uma família trabalhadora, para enterrar um ente querido, tem que pagar o que não tem. A agora vem aí a privatização da Sabesp (responsabilidade do governo estadual, com a cumplicidade da prefeitura). Vai faltar atendimento para garantir o <em>“pagamento dos dividendos dos acionistas”</em>, como diz a Enel na lógica da privatização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não há privatizações bem feitas ou mal feitas! Não há uma empresa privada relapsa e entra outra boa. Nem há fiscalização, como mostram as OSs, que dê conta do apetite vampiresco pelo lucro. Há o serviço público que deve estar a serviço da maioria da população trabalhadora e há o privado, que está a serviço de uma minoria de sangue sugas. Então, companheiro e nosso candidato Boulos: vamos incluir na batalha pela nossa vitória em 27 de outubro o compromisso com a luta pela reestatização? Saúde, Energia, cemitérios&#8230;e banir da nossa cidade, onde estiver ao nosso alcance, os vampiros dos serviços públicos?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Misa Boito</strong></p>
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