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	<title>Arquivo de Rio - O Trabalho</title>
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		<title>O que é o G 20 Social?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Nov 2024 19:58:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Terminadas as eleições municipais, várias organizações sindicais e populares, como a CUT, organizam delegações para o G 20 Social que ocorre no Rio de Janeiro entre 14 e 16 de novembro, antecedendo a Cúpula de Líderes dos dias 18 e 19. O Grupo dos 20 foi criado em 1999, por iniciativa do G 7 (EUA, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Terminadas as eleições municipais, várias organizações sindicais e populares, como a CUT, organizam delegações para o G 20 Social que ocorre no Rio de Janeiro entre 14 e 16 de novembro, antecedendo a Cúpula de Líderes dos dias 18 e 19.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Grupo dos 20 foi criado em 1999, por iniciativa do G 7 (EUA, Canadá, Reino Unido, Alemanha, França, Itália e Japão), sendo integrado pelos ministros de finanças e presidentes dos bancos centrais do G 7 e de outros 12 países: África do Sul, Argentina, Brasil, México, China, Coréia do Sul, Índia, Indonésia, Arábia Saudita, Turquia, Rússia e Austrália. Também participam a União Europeia e a União Africana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O seu funcionamento baseia-se em reuniões ministeriais e reuniões de cúpula com chefes de Estado e governo. A do Rio é a 19ª reunião de cúpula. Os objetivos declarados do G 20, adotados em sua reunião de Berlim (2004), são: eliminação de restrições ao movimento de&nbsp;capital internacional; desregulamentação; condições de mercado de trabalho flexíveis; privatização; garantia de direitos de propriedade intelectual e de outros direitos de propriedade privados; geração de clima de negócios que favoreça investimentos estrangeiros diretos; liberalização do comércio global (pela&nbsp;OMC e acordos bilaterais de comércio).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como se vê, são objetivos ligados aos interesses do capital internacional, associando os chamados países “emergentes”, como o Brasil, às potências imperialistas do G7, num <em>“fórum para cooperação e consulta nas matérias pertinentes ao&nbsp;sistema financeiro internacional”,</em> como o próprio G 20 se define.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-751224ea0c78782761c712902ff17224" style="font-size:21px">Um mundo mergulhado em crises e guerras</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O que as organizações sindicais e populares teriam a fazer em tal fórum? Em várias das reuniões anteriores do G 20 ocorreram mobilizações de denúncia de ataques de governos a direitos e conquistas dos trabalhadores, contra situações de guerra e opressão aos povos do mundo, contra a destruição do meio ambiente promovida por grandes grupos capitalistas, etc.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora, por proposta do governo Lula, que assume a presidência temporária do grupo e sedia a sua 19ª cúpula, criou-se o G 20 Social, como um <em>“espaço para a participação ativa da sociedade civil no debate, possibilitando que organizações e indivíduos contribuam diretamente para as discussões e formulações de políticas da cúpula”.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente da CUT, Sérgio Nobre, explica no site da central que a inovação do G 20 Social é que <em>“a participação dos movimentos passa a ser institucional”</em>. O que se dará em inúmeras “atividades autogestionadas”, mesas de discussão que façam sugestões que poderão ou não ser aceitas pelos governos. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nobre dá como exemplo &nbsp;que <em>“o movimento sindical vai apresentar uma proposta muito interessante que é a geração de 575 milhões de novos empregos formais e também a formalização de um bilhão de empregos no mundo todo até 2030”.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um bilhão de empregos formais até 2030! Alguém em sã consciência pode acreditar que essa proposta será acolhida pelos governos que participam do G 20?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vivemos num mundo marcado por uma terrível crise em todos os planos – econômico, climático, político – que é resultado da política do imperialismo promotora de guerras, como na Palestina e na Ucrânia. Nesse mundo real, só a luta e resistência dos povos pode derrotar o imperialismo e abrir caminho não só para empregos formais, mas para o futuro da humanidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Independentemente de intenções, que podem ser as melhores, na prática o chamado G 20 Social é um mecanismo de integração das organizações populares e sindicais a um fórum de governos, aos quais, em meio a uma multidão de ONGs sempre presentes em reuniões desse tipo, elas poderão fazer “sugestões” que serão ou não acatadas. Não deixa de ser uma tentativa de neutralizar a ação dessas organizações, dando-lhes “participação institucional”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todo o esforço feito para participar e trazer gente aos debates sobre o tema geral desse G 20, “Construindo um Mundo Justo e um Planeta Sustentável”, poderia ser melhor utilizado, por exemplo, em atos de massa contra a política de guerra do imperialismo, contra o genocídio praticado por Israel na Palestina e Líbano, cujos cúmplices, governos dos EUA e da União Europeia, estarão presentes no Rio de Janeiro. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Julio Turra</strong></p>
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