Como foi o ataque à embaixada da Venezuela

Um grupo de direita de cerca de 30 pessoas invadiu a Embaixada da Venezuela em Brasília desde as 5 horas da manhã de 13 de novembro.

O senador Telmário Mota (Pros-RR), chamado para dialogar com os invasores, foi impedido de entrar na embaixada por ordem do ministro Ernesto Araújo, que enviou um diplomata para dizer que o governo reconhece Guaidó e não Maduro. Os PMs deslocados para o local não tinham ordens do que fazer.

O ministro das Relações Exteriores do país vizinho, Jorge Arreaga, responsabilizou o governo do Brasil pela integridade física dos diplomatas, exigindo respeito às normas internacionais, no que foi respaldado pela ONU.

Enfim, o presidente Bolsonaro disse repudiar a invasão. Note-se que a embaixada na Bolívia foi atacada também no dia 10 de novembro.

Militantes do PT, da CUT, MST e outras entidades, além de parlamentares, como Paulo Pimenta (PT-RS), foram à embaixada. O líder do grupo invasor foi retirado pelos que estavam dentro da mesma.

Segundo Oton Neves, do Sindsep-DF, os salários dos funcionários da embaixada estão bloqueados há meses, pois o governo brasileiro não repassa o dinheiro vindo de Caracas para pagá-los. Eles são assediados pela “embaixadora” de Guaidó, com ofertas de vantagens.

“Cães de briga” de Trump
Os Bolsonaro almejam ser os “cães de briga” de Trump. O futuro ex-embaixador nos EUA, Eduardo, tuitou em apoio à invasão desde cedo: “Se o Brasil reconhece Guaidó como presidente da Venezuela, por que a embaixadora Maria Teresa Belandria, indicada por ele, não estava fisicamente na embaixada?”. Mesmo depois do repúdio oficial de seu pai, ele continuou tuitando: “Invasão é o que ocorre agora com os brasileiros esquerdistas”.

Ao final da tarde, Rodrigo Rodrigues, novo presidente da CUT-DF, postou em mensagem: “Vitória! A pressão exercida fez com que os invasores golpistas saíssem da Embaixada da Venezuela. A luta continua!”