DAP propôs ao Diretório Nacional do PT organizar a luta pelo fim do governo Bolsonaro

Na última quinta feira ocorreu a reunião do Diretório Nacional do PT. Sobre isso o companheiro Markus Sokol publicou uma breve prestação de contas sobre como votaram os membros do DAP no Diretório Nacional e qual foi o resultado da reunião em relação à principal questão colocada: que posição adotar em relação ao governo Bolsonaro.

O DAP apresentou a seguinte contribuição, na forma de uma curta resolução:

“Ouvidos os seus membros, o DN mandata uma comissão para redigir uma Declaração à Nação.
Frente a pandemia do Covid 19 os fatos mostram, dois meses depois, o desprezo criminoso pela vida e a incapacidade administrativa deste governo para tomar as urgentes medidas sanitárias, econômicas e sociais necessárias – dentre as quais as propostas de emergência do PT e de diversos setores da sociedade – para enfrentar minimamente a crise. Frente, então, à tragédia nacional que se aproxima nesta situação extrema, o PT renova a solidariedade com os setores sociais mais ameaçados e o resguardo do trabalho decisivo da saúde pública, e assume a responsabilidade de orientar os seus militantes a lutarmos pelo fim do governo Bolsonaro, o quanto antes melhor, integrando todas as formas institucionais e de ação democrática factíveis nas circunstancias – Fora Bolsonaro, Impeachment, Impedimento, Renúncia ou outra –, em consulta com todas as forças vivas da nação para construir uma saída política para esta crise.
Os companheiros (as) [Gleisi Hoffman, José Guimarães e Rui Falcão, a confirmar; Markus Sokol não precisa estar] estão mandatados para redigir esta Declaração à Nação.

Contribuição ao DN do Diálogo e Ação Petista”

Markus Sokol apresentou a seguinte explicação sobre o conjunto da votação e suas repercussões:

“Havia 10 textos de proposta, como se fosse um Congresso, mas não era… Era confusão numa situação difícil, que alguns podem explorar, mas não interessa ao partido, na minha opinião.
Na hora da votação, 2 propostas “fundiram” (CNB/MPT) a partir de uma dita “emenda”. Outras 5 (DS, AV, AE, etc.) retiraram em favor de uma “emenda” (!?) de Fora Bolsonaro, de Rui Falcão, mas já com dezenas de assinaturas. Certamente, ambos prepararam isso antes. O texto agora publicado como “Manifesto” apareceu como uma emenda. Parte dos seus autores, cobrados no grupo do DN pela presidente Gleisi, explicaram que não é um manifesto.
No debate do DN, nós do DAP, com 2 falas (em 40!), procuramos unir o PT em torno do Fim do Governo, sem opor, mas integrando o Fora Bolsonaro, assim como impeachment e renuncia, propondo um curto mandato político escrito para uma comissão redigir uma Declaração a Nação. Mas vários buscavam opor um “Fora” mágico à renúncia e impeachment. Enquanto outros acusavam que “o Fora, hoje, é Mourão”…
Terminou com 5 textos indo a voto: DAP 3, Jacy 1, CNB-MPT 48 (57%), RS 8 e Rui 24 (29%), tudo previsível, nada de novo aí. Uma hipótese de votação em 2 turnos foi abandonada.
O texto aprovado é ruim. Legitima o Fora Bolsonaro, fala na sua saída, mas diz que a tarefa do PT é outra, salvar a vida, como fosse tranquilo e possível com o governo Bolsonaro.”