Na luta pelo voto PT e pelas reivindicações!

Novembro é o mês dos dois turnos das eleições municipais. Eleições para prefeituras, elas colocam na ordem do dia questões emergenciais e nacionais, frente à crise sanitária, econômica e social na qual o país está mergulhado. A crise, que é mundial, se expressa de maneira brutal no nosso país governado pela escória que surgiu dos esgotos do golpe.
Em passo acelerado o Brasil vai a uma situação insuportável para as maiorias oprimidas, as maiores vítimas da pandemia e vítimas exclusivas do desemprego, perda de direitos e da falta de comida à mesa.

Medida após medida do governo Bolsonaro, ataque após ataque dos patrões, as massas exploradas são empurradas a uma penúria alarmante. Frear esta escalada é o desafio maior colocado nesta disputa eleitoral. Para isso, em primeiro lugar é preciso cortar a mal pela raiz: reforçar a luta pelo fim do governo Bolsonaro.

Lutar pelo fim do governo é fazer das candidaturas do PT porta-vozes de medidas concretas que aliviem o sofrimento popular. As sete medidas de emergência propostas pelo Diálogo e Ação Petista buscam ajudar nesta direção.

O tabelamento dos preços dos alimentos da cesta básica; a testagem em massa; nenhuma demissão; manutenção do auxílio de $600,00 enquanto durar a pandemia e novo Bolsa Família, com $600,00 por família; condições de segurança sanitária para a volta às aulas, Bolsas estudantis, merenda escolar, respeito à autonomia universitária; tributação emergencial dos mais ricos para expandir os serviços públicos, programa de aluguel social e suspensão das dívidas dos municípios, estão entre as sete medidas.

Medidas que se completam com a luta pela democracia, exigindo o fim dos privilégios da cúpula militar, a revogação da Lei de Segurança Nacional e anulação das medidas obscurantistas deste governo contra a arte a cultura e, principalmente, a restituição plena dos direitos políticos de Lula cuja cassação foi a porta de entrada para a situação em que o país se encontra.

A batalha é dura, mas recuperar o terreno da luta é possível. Às vésperas do primeiro turno, o PT que se apresenta nestas eleições em uma situação revigorada em relação a de 2016, desponta em algumas capitais e grandes cidades. O desafio é reforçar esta tendência: pedir voto e chamar à luta para que cada petista eleito faça de seu mandato um mandato voltado para as necessidades do povo.

Neste sentido são promissoras as várias propostas de projetos de lei de testagem em massa para enfrentar a pandemia, que vêm sendo apresentados por vários candidatos e atuais parlamentares do partido. Como são promissoras também as propostas de reverter o mal que tanto fez à Saúde Pública que foi a sua entrega às Organizações Sociais (ver págs. Centrais).

A batalha é dura, mas nossa luta não está isolada. Os ventos que sopram da Bolívia, com a expulsão dos golpistas pelo voto popular e do Chile, com a espetacular vitória do povo que busca sua soberania, no plebiscito de 25 de outubro (ver págs. 11 e 12), são ventos alentadores.

A crise deste sistema, expressa na confusão e o caos instalado nas eleições dos EUA, onde ganhe quem ganhar, nenhum dos dois representa uma saída para o povo (ver pag.11), escancara a situação extremada que atravessamos, cuja saída está na luta dos trabalhadores que buscam sobreviver.

As eleições de 2020 devem representar, no Brasil, um reforço desta luta.

Em 15 e 29 de novembro é voto PT para prosseguir a luta, que segue, por medidas que atendam às necessidades emergenciais das massas.