Virá, o fim deste governo virá!

Bolsonaro não tem limites, se deixar, ele acaba com a nação. Esta semana, no Orçamento 2020 que mandou para o sabujo Congresso Nacional votar, ele roubou R$ 1,00 do reajuste do salário mínimo do próximo ano. Anteriormente previsto para R$1040,00, a proposta de salário mínimo, que hoje é de R$ 998,00, enviada ao Congresso é de R$1039,00 e fica sem aumento real. Isso para permitir, debaixo do congelamento do teto de gastos por 20 anos (EC 95), uma farra de aumentos reais nas carreiras militares – tanto maior quanto mais alta a patente do oficial. Isto, dias depois do Exército anunciar o cancelamento do expediente da soldadesca nos quartéis às segundas-feiras, devido aos cortes de verbas feitos pelo governo.

O governo Bolsonaro, que está estrangulando as universidades federais, anunciou, em 2 de setembro o cancelamento, de uma penada, de mais de cinco mil bolsas de pós-graduação da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento e Pessoal de Nível Superior). Numa situação em que a CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) anuncia que neste mês já não terá mais recurso para pagar os atuais bolsistas. Bolsonaro prossegue assim na destruição do futuro da nação, da qual a educação é um fundamento.

Isso depois de infringir uma derrota ao povo na contrarreforma da Previdência na Câmara (aguardando voto no Senado) e revelar seu total desprezo pelo desmatamento da Amazônia, que a rigor ele incentiva, e pelos direitos elementares dos indígenas, como dos ribeirinhos e quilombolas.

Mas tudo isso, já se vê nas pesquisas, como com os vizinhos, colegas de trabalho e os familiares, tem um custo: é o governo mais “desaprovado” das últimas décadas.
Outros conflitos que Bolsonaro alimenta – como com a Polícia Federal, sobre o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e o próprio ministro Sérgio Moro, e dentro da sua coalizão – tudo isso faz parte do seu show.

Bolsonaro precisa disso, para coesionar e mobilizar sua turba extremista tirando-a das redes para ocupar a avenida Paulista e, então, atacar nossas organizações.

Com as condições de vida do povo trabalhador se deteriorando, o governo prepara e assim se prepara ele mesmo, para uma explosão social. É preciso ser lúcido.

Nesta situação nervosa, neste domingo dia 8 de setembro, centenas de milhares de  petistas vão votar nas Eleições Internas do Partido (PED). A votação de 8 de setembro é a primeira etapa do 7º Congresso do PT “Lula Livre”.

A mensagem que leva a chapa 210 Diálogo e Ação Petista (a qual a Corrente O Trabalho integra), que pela 1ª vez disputa um PED, é audaciosa: o fim desse governo virá, “virá que eu vi”, disse o poeta. É o que parte crescente do povo já sente. É o que é necessário. Para o que o PT unido, fortalecido, e sem ilusões em atalhos inexistentes, aprofundando a via aberta no 6º Congresso de ruptura com as instituições podres que produziram Bolsonaro, tem uma grande responsabilidade. Vamos votar e lutar!

“Fim do Governo Bolsonaro”, portanto, nem Mourão nem Maia. “Sim, é possível vencer Bolsonaro e os golpistas”, portanto, nada de namorar políticos bolsonaristas de 2º turno e golpistas mal arrependidos. “Lula Livre”, portanto, não vamos nos encolher, ao contrário, vamos colar na resistência popular que existe, nas organizações dos trabalhadores e na juventude e pôr um fim neste martírio.