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	<title>Arquivo de Juventude - O Trabalho</title>
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		<title>A greve na USP e os próximos passos dos estudantes</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Oct 2023 13:54:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A greve estudantil da Universidade de São Paulo (USP), iniciada em 29 de setembro e noticiada no último JOT (923), ainda não foi totalmente encerrada, mas já obteve importantes conquistas.&#160; A crescente falta de professores nos cursos de graduação foi o motivo inicial que levou os estudantes a decretarem greve. Em casos extremos, como no [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A greve estudantil da Universidade de São Paulo (USP), iniciada em 29 de setembro e noticiada no último JOT (923), ainda não foi totalmente encerrada, mas já obteve importantes conquistas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A crescente falta de professores nos cursos de graduação foi o motivo inicial que levou os estudantes a decretarem greve. Em casos extremos, como no curso de Letras &#8211; Coreano, há um único professor no quadro. Isso enquanto o curso é o único de graduação em coreano na América do Sul, sendo um centro de referência dos estudos das línguas asiáticas. É justa a indignação dos estudantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A greve tomou corpo, unificando-se à luta contra a privatização da Sabesp e do metrô, e incorporando pautas como a da ampliação da assistência estudantil e questões referentes ao orçamento da universidade. No dia 11 de outubro, a reitoria se comprometeu a aumentar as contratações de professores com concursos emergenciais, o que resolveria, a curto prazo, a crise instalada na instituição. Houve também acordos menores sobre demandas pontuais, como explicitação do número de bolsas de assistência estudantil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O compromisso da reitoria é uma vitória dos estudantes e deve ser celebrado como tal: vários cursos encerraram suas greves depois disso, ainda que a assembleia geral mantenha a paralisação.&nbsp; A vitoriosa mobilização permite dar fôlego a outras lutas que os estudantes estão chamados a enfrentar pelo orçamento da universidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O repasse de verbas do Estado de São Paulo para as universidades estaduais – USP, Unicamp e Unesp – se dá a partir de um decreto de 1989, que define que uma parte do ICMS paulista seja destinada às instituições. Nesse ponto, acumulam-se uma série de problemas: por se tratar de um decreto, e não de uma lei, o funcionamento das universidades fica na corda bamba de mudanças de governo. Também, a alíquota do ICMS destinada às universidades não é reajustada desde 1995, e o imposto em si já é variável, estrangulando o orçamento e comprometendo o ensino, a pesquisa e a extensão das universidades. Além disso, há um problema que o governador de São Paulo não tratou: com o provável fim do ICMS, até 2033, como ficam as universidades? Que as vitórias dos estudantes da USP sirvam de inspiração para esse próximo combate!</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Paula Ferreira</strong></p>
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		<title>Juventude Revolução do PT realiza Encontro Nacional no Rio de Janeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Oct 2023 13:36:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nos dias 13 e 14 de outubro, a Juventude Revolução do PT (JRdoPT) realizou seu encontro nacional, o ENJR, no Rio de Janeiro. O encontro aconteceu na sede estadual do PT do Rio de Janeiro e contou com a participação de cerca de 60 jovens de 11 estados de diversas regiões do Brasil. Formou-se um [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Nos dias 13 e 14 de outubro, a Juventude Revolução do PT (JRdoPT) realizou seu encontro nacional, o ENJR, no Rio de Janeiro. O encontro aconteceu na sede estadual do PT do Rio de Janeiro e contou com a participação de cerca de 60 jovens de 11 estados de diversas regiões do Brasil. Formou-se um plenário diversificado com jovens secundaristas, universitários e trabalhadores que debateram a conjuntura política nacional e internacional e as lutas que animam a juventude brasileira neste ano.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mesa de abertura contou com a presença de Jerome Legavre, deputado eleito pelo movimento França Insubmissa. Jerome fez sua saudação ao encontro abordando a guerra na Ucrânia e o atual conflito na Palestina. Ele colocou claramente que o único caminho é a estar totalmente solidário com os trabalhadores e os povos que se encontram em ambos os lados da linha da frente, já que são eles as principais vítimas das ações militares que visam proteger a ordem imperialista, e defendeu o cessar-fogo imediato. Jerome também relatou sobre a situação da juventude na França que, assim como no Brasil, sofre com a violência policial e as dificuldades de acesso ao ensino superior.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda esteve presente na mesa Célio Gari, um dos dirigentes das recentes greves dos garis do Rio de Janeiro. Célio animou o plenário com o relato de sua experiência de luta na greve e a defesa de uma candidatura própria do PT nas eleições municipais no ano que vem.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Áurea Alves, representante da coordenação nacional do Diálogo e Ação Petista (DAP), completou a composição da mesa. Ela fez sua intervenção criticando o arcabouço fiscal e como ele limita o atendimento das reivindicações populares pelo governo Lula. Também abordou a campanha contra a ocupação do Haiti e pelo direito à autodeterminação dos povos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gabriel, militante da JRdoPT de Juiz de Fora (MG), considerou que “neste ENJR, o mais importante foi que a gente conseguiu agrupar jovens que não aceitam os caminhos ‘mais fáceis’ e que estão dispostos a construir a organização da juventude com as próprias mãos. Acho que saímos do Rio com uma diversidade de reivindicações, que representam a diversidade da juventude, mas que apontam para uma compreensão em comum: não é desse sistema que virá uma solução positiva da nossa situação, mas, sim, da luta política, da ruptura com os consensos e da construção de uma organização independente. É para essa finalidade que se coloca a Juventude Revolução do PT.”</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/10/Plenario-JR-1024x768.jpg" alt="" class="wp-image-18681" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/10/Plenario-JR-1024x768.jpg 1024w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/10/Plenario-JR-300x225.jpg 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/10/Plenario-JR-150x113.jpg 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/10/Plenario-JR-768x576.jpg 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/10/Plenario-JR-1536x1152.jpg 1536w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/10/Plenario-JR-696x522.jpg 696w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/10/Plenario-JR-1068x801.jpg 1068w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/10/Plenario-JR-560x420.jpg 560w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/10/Plenario-JR-80x60.jpg 80w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/10/Plenario-JR-265x198.jpg 265w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/10/Plenario-JR.jpg 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o encontro, realizaram-se grupos de trabalho que discutiram diretrizes sobre os temas movimentos secundarista, universitário e luta contra a violência policial.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Luta secundarista</strong><br>Sobre o movimento secundarista, foi analisado a luta que os estudantes vem levando desde abril desse ano para que o governo Lula revogue a Lei 13.450/2017, que institui o Novo Ensino Médio (NEM). Entre as diretrizes aprovadas está levar a frente a campanha pelo Revoga NEM. Discutiu-se que é necessário cobrar do governo de Lula e do ministro Camilo Santana que envie ao Congresso Nacional um projeto de lei que revogue o Novo Ensino Médio. Foi tocado no problema da luta contra a militarização das escolas que, apesar do programa ter sido encerrado pelo MEC, ainda continua por iniciativa dos governos federais, bem como a reivindicação pela ampliação de mais verbas para merenda.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A luta nas universidades</strong><br>No grupo sobre movimento universitário, o centro da discussão girou em torno da campanha pelo 2,5 bilhões para a assistência estudantil. Foi lembrado também a necessidade de solidariedade aos estudantes em greve na USP, Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), que lutam pela contratação de professores e mais verbas para assistência estudantil. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="768" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/10/CNJR-1024x768.jpg" alt="" class="wp-image-18682" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/10/CNJR-1024x768.jpg 1024w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/10/CNJR-300x225.jpg 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/10/CNJR-150x113.jpg 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/10/CNJR-768x576.jpg 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/10/CNJR-1536x1152.jpg 1536w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/10/CNJR-696x522.jpg 696w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/10/CNJR-1068x801.jpg 1068w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/10/CNJR-560x420.jpg 560w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/10/CNJR-80x60.jpg 80w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/10/CNJR-265x198.jpg 265w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/10/CNJR.jpg 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Rumo ao 20 de novembro</strong><br>No grupo sobre a luta contra a violência policial, foi pautado a necessidade da desmilitarização das polícias e de mobilizar contra os projetos de armamento das guardas municipais. Também houve a decisão da JRdoPT se engajar nos atos previsto para o dia 20 de novembro do movimento negro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Encontro Nacional da JRdoPT debateu, organizou e renovou os ânimos para o próximo período. Ao final, foi eleito um novo Conselho Nacional da Juventude Revolução (CNJR) que tem como primeira tarefa dar a redação final às resoluções do ENJR. O encontro deu um novo gás aos jovens presentes para retomar seu lugar nas ruas, escolas e universidades, ajudando a cobrar o governo Lula pelo atendimento de suas reivindicações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Kris Mackleiny</strong></p>
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		<title>Estudantes da USP estão em greve</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Oct 2023 23:23:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Exigência é por mais professores e outras reivindicações A greve dos alunos da Universidade de São Paulo (USP) entrou no seu oitavo dia na sexta-feira, 29 de setembro, sem que um acordo tenha sido alcançado entre os estudantes e a reitoria da universidade. Os estudantes reivindicam a contratação de mais professores (pelo menos 1500), melhorias [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:16px"><strong><em><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-vivid-red-color">Exigência é por mais professores e outras reivindicações</mark></em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A greve dos alunos da Universidade de São Paulo (USP) entrou no seu oitavo dia na sexta-feira, 29 de setembro, sem que um acordo tenha sido alcançado entre os estudantes e a reitoria da universidade. Os estudantes reivindicam a contratação de mais professores (pelo menos 1500), melhorias nas medidas que garantem a permanência estudantil e a redução do número de alunos por turma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A greve teve início em 21 de setembro, com a ocupação da diretoria da FFLCH pelos alunos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), após uma tentativa de diretoria da unidade de esvaziar os prédios do instituto para que não ocorressem as assembleias para deliberação da greve. Desde então, já se estendeu a pelo menos 19 cursos, segundo o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Associação de Pós Graduandos (APG Capital), o Sindicato dos trabalhadores da USP (SINTUSP) e a Associação de Docentes da USP (Adusp) também indicaram paralisações e apoio à greve dos estudantes ao longo da semana. Além disso, o movimento dos estudantes expressa sua solidariedade com as mobilizações dos trabalhadores da Sabesp, CPTM e Metrô contra as privatizações dos serviços públicos de São Paulo e sinaliza somar-se a greve prevista pelos sindicatos no próximo dia 3 de outubro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em uma reunião realizada na quinta-feira, 28 de setembro, a reitoria e representantes dos estudantes discutiram as reivindicações. No entanto, a reunião não chegou a um acordo, e as partes se comprometeram a se reunir novamente na próxima quarta-feira, 4 de outubro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Reação da reitoria</strong><br>A reitoria da USP reconhece as reivindicações dos estudantes, mas afirma que não tem condições de atender a todas elas. Carlotti (reitor da Universidade de São Paulo) diz que já está trabalhando para aumentar o número de professores, mas que isso depende da liberação de recursos pelo governo Tarcísio. O gabinete do reitor também afirma que já ampliou em 60% os recursos para auxílios estudantis e que está trabalhando para melhorar o sistema de moradia estudantil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As partes envolvidas na greve se comprometeram a se reunir novamente na próxima quarta-feira, 4 de outubro. A expectativa é que as negociações avancem e que um acordo seja alcançado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Gabriel Juncal</strong></p>
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		<title>Reuniões aquecem preparação para Encontro Nacional da JRdoPT</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Sep 2023 13:51:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em diversos estados, núcleos da Juventude Revolução do PT se reuniram nas últimas semanas para discutir os problemas mais urgentes da juventude e a ida das delegações ao próximo Encontro Nacional da Juventude Revolução do PT (ENJR), que se realizará no Rio de Janeiro, entre 13 a 15 de outubro. Na Bahia, ocorreram reuniões em [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Em diversos estados, núcleos da Juventude Revolução do PT se reuniram nas últimas semanas para discutir os problemas mais urgentes da juventude e a ida das delegações ao próximo Encontro Nacional da Juventude Revolução do PT (ENJR), que se realizará no Rio de Janeiro, entre 13 a 15 de outubro.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/09/Bahia-1.jpg" alt="" class="wp-image-18496" width="713" height="713" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/09/Bahia-1.jpg 960w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/09/Bahia-1-300x300.jpg 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/09/Bahia-1-150x150.jpg 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/09/Bahia-1-768x768.jpg 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/09/Bahia-1-696x696.jpg 696w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/09/Bahia-1-420x420.jpg 420w" sizes="(max-width: 713px) 100vw, 713px" /><figcaption class="wp-element-caption">Bahia</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Na <strong>Bahia</strong>, ocorreram reuniões em Cruz das Almas e Salvador. Nesta última, os militantes da JRdoPT tomaram a iniciativa de organizar uma lista de reivindicações para ser entregue à Reitoria da UFBA. Eles levaram essa proposta aos Diretórios e Centros Acadêmicos dos cursos de Música, Arquitetura e Urbanismo, Pedagogia, Secretariado Executivo, Ciências Contábeis, Administração, Saúde Coletiva e Fisioterapia e entregaram um ofício no dia 30 de agosto. Entre as pautas listadas no documento estão: “a reabertura imediata do Restaurante Universitário (RU) da Vitória, aumento do número de refeições e criação de uma segunda praça de distribuição no Restaurante Universitário do Canela, o retorno do Auxílio Material Didático e o aumento da frota e ampliação das rotas dos Buzufba (ônibus para a universidade), atendendo melhor a região do Canela.”<br><br>Em <strong>Alagoas</strong>, estudantes se reuniram no campus da Universidade Estadual de Alagoas, em Arapiraca, para uma roda de conversa sobre a falta de assistência estudantil na universidade, como a falta de um RU no campus. Maria, estudante presente na reunião, explica que “os estudantes da UNEAL, estão, há 8 meses, esperando a convocação do edital para o auxílio alimentação (Bolsa Alimenta), única política de assistência estudantil. Está ficando cada vez mais difícil permanecer na universidade.” Além disso, outra reunião no campus da UFAL em Arapiraca discutiu o problema da bolsa de auxílio permanência ser apenas no valor de R$ 400,00. Eles reivindicam um aumento no valor, como já ocorreu em outras universidades.<br></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="576" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/09/Sao-Paulo-1-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-18497" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/09/Sao-Paulo-1-1024x576.jpg 1024w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/09/Sao-Paulo-1-300x169.jpg 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/09/Sao-Paulo-1-150x84.jpg 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/09/Sao-Paulo-1-768x432.jpg 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/09/Sao-Paulo-1-1536x864.jpg 1536w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/09/Sao-Paulo-1-696x392.jpg 696w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/09/Sao-Paulo-1-1068x601.jpg 1068w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/09/Sao-Paulo-1-747x420.jpg 747w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/09/Sao-Paulo-1.jpg 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">São Paulo (SP)</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Em <strong>São Paulo</strong>, a reunião aconteceu no centro da cidade. Jovens moradores de ocupação de um prédio na Praça da República e da Ocupação Douglas Rodrigues na Zona Norte da cidade compareceram na reunião. Eles relataram os problemas que o movimento por moradia enfrenta, como a regularização do abastecimento de água e energia. Deram o exemplo de como a Enel (empresa privatizada de energia do estado) persegue as ocupações em vez de ajudar os trabalhadores a terem acesso à energia. O que serviu de exemplo para se engajar na mobilização contra a privatização da Sabesp, empresa pública de água e esgoto, que, caso privatizada, irá acabar com a tarifa social e o trabalho que hoje realizam junto às comunidades. Estiveram presentes também jovens secundaristas de escolas da região central, que falaram sobre os muitos problemas trazidos com a implementação do Novo Ensino Médio e a luta pela sua revogação.<br><br>Em <strong>São Vicente</strong>, cidade da baixada santista (SP), jovens se reuniram no bairro Radio Club para um cine debate sobre o movimento negro e a luta pelo fim da violência policial. Foi exibido um documentário sobre a fundação do Movimento Negro Unificado (MNU) em 1978 após a morte de um jovem negro pela Policia Militar.<br></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/09/Cuiaba-1.jpg" alt="" class="wp-image-18498" width="565" height="439" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/09/Cuiaba-1.jpg 565w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/09/Cuiaba-1-300x233.jpg 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/09/Cuiaba-1-150x117.jpg 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/09/Cuiaba-1-541x420.jpg 541w" sizes="(max-width: 565px) 100vw, 565px" /><figcaption class="wp-element-caption">Cuiabá (MT)</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"></figure>
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		<title>Congresso da UNE aprova mobilização por R$ 2,5 bilhões para Assistência Estudantil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Aug 2023 01:25:10 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Juventude]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ocorreu, entre os dias 14 e 16 de julho, em Brasília, o 59° Congresso da União Nacional dos Estudantes. O evento reuniu mais de 7 mil estudantes de todos os cantos do Brasil. Um dos momentos marcantes da atividade foi o ato com o presidente Lula no estádio Nilson Nelson. O Ministro da Educação, Camilo [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Ocorreu, entre os dias 14 e 16 de julho, em Brasília, o 59° Congresso da União Nacional dos Estudantes. O evento reuniu mais de 7 mil estudantes de todos os cantos do Brasil. Um dos momentos marcantes da atividade foi o ato com o presidente Lula no estádio Nilson Nelson. O Ministro da Educação, Camilo Santana, esteve presente e foi vaiado em uníssono por milhares de estudantes que gritavam “Revoga, Revoga, Revoga”. Ele teve dificuldade de prosseguir sua fala tamanho o barulho do protesto estudantil. Durante o ato, a UNE entregou uma “Carta dos estudantes” à Lula que conclui com um conjunto de reivindicações da entidade ao presidente, dentre elas, a revogação do Novo Ensino Médio, ampliação da assistência estudantil e recomposição de verbas para as universidades.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Avaliação dos estudantes</strong><br>Na avaliação de Leo Rondon, diretor do DCE &#8211; UFMT, membro da tese “UNE é pra Lutar” o CONUNE foi fundamental para o movimento estudantil universitário, pois ele “era necessário para reoxigenar a luta estudantil no país, porém considero que houve um esvaziamento no congresso, debates importantes foram prejudicados pela falta de organização estrutural básica, como alimentação e transporte entre alojamento e o local das atividades.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Glenda, estudante eleita como delegada pela tese “UNE é pra Lutar” da Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL), diz que participou pela primeira vez do Congresso e sentiu a importância do movimento estudantil.&nbsp; Ela conta que, como representante da UNEAL, fez “debates importantes que trataram sobre a assistência e permanência estudantil e, não menos importante, a lei de cotas. (&#8230;) Além disso, os alunos não usufruem de uma real política de assistência e permanência dentro da instituição, posto que não temos Restaurante Universitário e um dos poucos programas que a universidade possui, nomeado &#8220;Programa Alimenta&#8221;, não teve seu edital de 2023 lançado, mesmo com a aprovação do governo do estado no ano anterior, dificultando que os estudantes consigam arcar com despesas alimentícias e de transporte.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Débora, estudante da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) avalia que “a tese UNE é pra Lutar abordou pontos cruciais sobre os impasses que os estudantes enfrentam acerca do acesso à assistência estudantil e a permanência no âmbito universitário, salientando a necessidade de ampliação dos programas estudantis e a necessidade de mais investimentos na educação.”&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leo ainda avaliou que a atuação da “UNE é pra Lutar” “deu uma importante contribuição nesse congresso. A pauta de unidade gira em torno de uma política de assistência estudantil do tamanho das necessidades que existem em nossas universidades, por isso 2,5bi para o PNAES. Além disso, o combate para reposicionar a luta de rua pela reivindicação da revogação do Novo Ensino Médio pra já em agosto, junto com os demais setores do movimento educacional.”&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Omar, estudante do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) opina: “ao que tudo indica voltaremos às reivindicações das pautas do movimento estudantil que esfriaram com a eleição do novo governo por causa do medo de dar força a oposição, mas parece que entendemos que não estamos atacando o governo Lula, mas sim buscando o que vemos ser a melhor coisa para o estudante e para o trabalhador.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Retorno para a universidade com a sensação de dever cumprido e gratidão por conseguir exercer fielmente o papel que foi confiado pelos estudantes desde a inscrição da chapa até a eleição, mas também com a noção de que ainda temos um longo caminho de luta para conquistar os direitos que ainda não foram assegurados”, Glenda refletiu sobre o balanço de seu mandato no CONUNE.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resoluções e nova diretoria da UNE</strong><br>O CONUNE aprovou, além de uma moção pela acessibilidade nas universidades, por proposta da “UNE é pra Lutar”, uma semana de “luta pelas reivindicações dos estudantes” entre 7 e 11 de agosto que incluem as manifestações convocadas pela CNTE dia 9 de agosto em Brasília pela revogação do NEM e dia 11 por mais verbas para assistência estudantil e recomposição do orçamento da educação. A tese compôs a chapa 7 (composta pela UJS, Paratodos, Levante e outros) para diretoria da UNE que obteve 4.716 votos de um total de 6.190. A segunda mais votada foi a chapa 6 (composto por Correnteza, Juntos e outros) com 882. Leo Rondon, da UFMT, foi indicado pela tese para, como seu representante, compor a próxima diretoria da UNE que deve ser nomeada no dia 7 de agosto.<br><br></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading">Federação de estudantes de Direito é contra a guerra na Ucrânia</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A Federação Nacional de Estudantes de Direito se reuniu durante o 59° CONUNE e aprovou, por proposta de Matheus (da UFMT) e Vitória (da UnB), uma moção contra a guerra na Ucrânia. A moção afirma: “Jovens como nós estão sendo enviados para matar e morrer na guerra que se desenvolve na Europa faz mais de 1 ano. (&#8230;) Os povos de todo o mundo devem se manifestar pelo cessar-fogo imediato, pelo fim da guerra. A guerra de Putin, Otan e Zelensky não é nossa guerra. Não estamos em guerra nem com o povo russo nem com o povo ucraniano. Queremos que os jovens russos e ucranianos, que estão morrendo aos milhares nas trincheiras, tenham o direito à paz e a um futuro! O presidente Lula tem razão ao afirmar: ‘a primeira coisa é terminar a guerra (&#8230;)’”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Matheus conta que, na defesa da moção, ele ressaltou que “a guerra não faz nenhum sentido para o povo trabalhador e para juventude. Colocar jovens para matar outros jovens por interesses econômicos de mercado que não dizem respeito a eles e nem ao povo.” A moção foi aprovada por unanimidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A moção também foi apresentada ao CONUNE, mas não conseguiu ser aprovada, pois, na UNE, moções só são aprovados por consenso de todos os grupos na comissão de sistematização. A UJS e outros grupos se opuseram à sua aprovação. Omar, estudante do IFSC lamentou, “infelizmente não conseguimos adesão suficiente na moção de ‘Não à Guerra na Ucrânia’ no CONUNE.”</p>
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		<title>Novo Ensino Médio: resistir é preciso!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Jun 2023 12:32:45 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Juventude]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudantes enfrentam morosidade do MEC, que não age para resolver o problema A União Brasileira de Estudantes entregou no dia 26 de maio em Brasília uma carta com reivindicações ao Ministério da Educação durante o “1° Encontro de Estudantes&#8221; organizado pelo MEC, com a ajuda da UBES, em que participaram cerca de 120 estudantes. A [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:16px"><em><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-vivid-red-color">Estudantes enfrentam morosidade do MEC, que não age para resolver o problema</mark></strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A União Brasileira de Estudantes entregou no dia 26 de maio em Brasília uma carta com reivindicações ao Ministério da Educação durante o “1° Encontro de Estudantes&#8221; organizado pelo MEC, com a ajuda da UBES, em que participaram cerca de 120 estudantes. A atividade, segundo o Ministério, era para discutir o Novo Ensino Médio, mas a carta da UBES&nbsp; trata do assunto diluído em meio a um amontoado de outras reivindicações. Desde os atos de 19 de abril a UBES não convocou mais nenhuma mobilização pela revogação e diz que a “luta continua” com a consulta virtual do MEC.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Felizmente os estudantes não se contentam apenas com isso. Em Mato Grosso militantes da JRdoPT cobraram o Ministro da Educação em Cuiabá e ele teve que se explicar, embora sem dizer nada de novo. Uma semana depois, durante uma visita de Lula e Haddad à UFABC, estudantes levantaram cartazes com diversas reivindicações ao governo, dentre elas “Revogação do Novo Ensino Médio”. O fato é que o MEC até agora não fez nenhuma proposta concreta para resolver os muitos problemas criados pelo NEM e a situação piora.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Deixados à própria sorte</strong><br>Um exemplo disso é o que ocorre em São Paulo. Em 2021, o então governador João Dória do PSDB quis sair na frente e adiantou em um ano a aplicação do Novo Ensino Médio. O resultado é que milhares de estudantes da rede estadual em 2023 não têm nenhuma aula de biologia, química, história, geografia, sociologia e filosofia. Este é o currículo oficial do terceiro ano do ensino médio da rede estadual de ensino. Mas, no final do ano a prova do ENEM e dos vestibulares de todas as universidades públicas de São Paulo irão cobrar conteúdo de todas essas disciplinas! </p>



<p class="wp-block-paragraph">Sem solução por parte do MEC e nem da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, os estudantes foram simplesmente abandonados para resolver o problema sozinhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso há professores e diretores de escolas públicas que se recusam a aplicar o novo currículo para evitar prejudicar os estudantes e dão aulas das disciplinas tradicionais, conforme diversos relatos de estudantes da capital.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mobilização e luta</strong><br>Nessa situação, em Diadema (cidade da região metropolitana de São Paulo), foi marcada uma audiência pública na Câmara de Vereadores. A audiência deve ocorrer no dia 16 de junho, estudantes da cidade se mobilizam para participar com ajuda de professores da rede estadual. <br></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/06/WhatsApp-Image-2023-06-15-at-00.09.40.jpeg" alt="" class="wp-image-17817" width="360" height="480" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/06/WhatsApp-Image-2023-06-15-at-00.09.40.jpeg 720w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/06/WhatsApp-Image-2023-06-15-at-00.09.40-225x300.jpeg 225w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/06/WhatsApp-Image-2023-06-15-at-00.09.40-113x150.jpeg 113w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/06/WhatsApp-Image-2023-06-15-at-00.09.40-696x928.jpeg 696w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2023/06/WhatsApp-Image-2023-06-15-at-00.09.40-315x420.jpeg 315w" sizes="(max-width: 360px) 100vw, 360px" /><figcaption class="wp-element-caption">Em Sarandi (PR), estudantes fazem entrega de abaixo assinado pela revogação do NEM</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">No Paraná, essa mesma resistência se expressa. No dia 30 de maio um grupo de secundaristas entregou mais de 1 mil assinaturas de estudantes contra o NEM no núcleo regional de educação de Maringá. No seu abaixo assinado eles afirmam “Esse NEM traz aos alunos formações precárias com cursos de curta duração e aulas por video conferência, o que é um absurdo no cenário atual (&#8230;) Enfatizamos que a comunidade escolar não foi consultada no momento da criação da lei, demonstrando que é uma reforma antidemocrática. É preciso revogá-la (&#8230;)”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Cristiano Flecha</strong></p>
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		<title>Estudantes conquistam reabertura de Restaurantes Universitários</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Jun 2023 14:40:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Juventude]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pelo terceiro semestre consecutivo, a Universidade Federal da Bahia (UFBA) retomou as aulas com seus Restaurantes Universitários (RUs) fechados, deixando milhares de estudantes em situação de insegurança alimentar. A universidade até pagou um valor de R$ 400,00 mensais para os bolsistas, mas a quantia não foi (nem é) suficiente para arcar com a alimentação de [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Pelo terceiro semestre consecutivo, a Universidade Federal da Bahia (UFBA) retomou as aulas com seus Restaurantes Universitários (RUs) fechados, deixando milhares de estudantes em situação de insegurança alimentar. A universidade até pagou um valor de R$ 400,00 mensais para os bolsistas, mas a quantia não foi (nem é) suficiente para arcar com a alimentação de um estudante por um mês e não atendia os inúmeros estudantes que não “conseguiram” algum auxílio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por esse motivo, a Juventude Revolução do PT tomou a iniciativa de organizar um abaixo assinado pela abertura dos RUs da UFBA, junto com os CAs e DAs, diante da ausência de uma mobilização efetiva por parte da atual gestão do DCE. Foram feitas passagens em sala em vários cursos e coleta de mais de 1.000 assinaturas. Depois de inicio da mobilização a reitoria finalmente se mexeu e concluiu o processo de licitação – que se arrastava a meses – para viabilizar a reabertura do RU de Ondina e a inauguração do Ponto de Distribuição do Canela, um novo restaurante que é reivindicado pelos estudantes há mais de nove anos. Uma vitória histórica que merecer ser comemorada e que evidencia uma lição: só a luta muda a vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, o número de refeições servidos pela UFBA não é suficiente e ainda temos o restaurante da Vitória fechado, o que liga um alerta, pois se trata de um RU nas dependências de uma Residência Universitária no metro quadrado mais caro de Salvador.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tal situação é particularmente dramática, pois a UFBA tem 75% dos seus estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica, segundo a própria administração da universidade, e não consegue atender nem a metade da demanda por assistência estudantil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, a JR do PT segue na mobilização com o abaixo assinado pela abertura do RU da Vitória e conversando com estudantes sobre a necessidade de pautarmos no Congresso da União Nacional dos Estudantes a reivindicação por 2,5 bilhões de reais para o Programa Nacional de Assistência Estudantil (valor tido como necessário pelo próprio “Fórum de pró reitores de assistência estudantil” para atender a demanda nacional por permanência nas instituições federais) como uma bandeira de luta da UNE.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Matheus Mascarenhas</strong></p>
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		<title>MEC diz “queremos escutar os estudantes”, eles dizem “queremos aula de verdade”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 May 2023 13:01:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Juventude]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em dezenas de cidades, estudantes secundaristas voltaram a se manifestar no dia 19 de abril em jornada convocada pela União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES).&#160; Em São Paulo, cerca de mil estudantes se reuniram na frente do MASP e marcharam até a Praça da República. Eles levavam cartazes com palavras de ordem como “queremos aula [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Em dezenas de cidades, estudantes secundaristas voltaram a se manifestar no dia 19 de abril em jornada convocada pela União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em São Paulo, cerca de mil estudantes se reuniram na frente do MASP e marcharam até a Praça da República. Eles levavam cartazes com palavras de ordem como “queremos aula de verdade”, “itinerário não cai em vestibular” e voltaram a levantar a exigência revogação do Novo Ensino Médio.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Brasília, a manifestação marchou até o Ministério da Educação e lá uma comissão com representantes da UBES, UNE e secundaristas das escolas do Distrito Federal foi recebida. Na reunião, o governo voltou a se demonstrar reticente quanto à revogação da lei, mas disse que “quer escutar os estudantes”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ponto central é que é necessário revogar os dispositivos da Lei 13.415/2017 que desmontou o currículo básico. É necessário revogar o Art.4, § 7 que criou os itinerários formativos que inclui uma esdrúxula “formação técnica e profissional” de caráter “experimental”! Ou seja, que pode ser inventada ao bel-prazer do respectivo Conselho Estadual de Educação. Daí surgiram as aulas de Mundo PET, Influencer, RPG, etc.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É necessário revogar o Art. 3 que institui 4 áreas genéricas de conhecimento no lugar de componentes curriculares com conteúdo científico e técnico determinado (as 13 disciplinas anteriores como Química, Física, Biologia, etc). Não é aceitável também a diminuição desses conteúdos para 1800 horas de aula, contra as 2400 horas que existiam anteriormente. Muito menos dá pra engolir o Art. 4 que permite que essas áreas gerais possam ter quaisquer “arranjos curriculares” decidido pelos sistemas de ensino estaduais conforme a “possibilidade”. Portanto, conforme o orçamento (ou a falta dele) nos Estados. Tal como é preciso abolir a introdução de aulas à distância no ensino presencial (Art. 4, § 11) e a contratação de qualquer pessoa para dar aulas nos itinerários formativos, o famigerado dispositivo da contratação por “notório saber” (Art 4, §3).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se o MEC quer verdadeiramente escutar os estudantes têm que se abrir para discutir esses pontos. É o mínimo. Os estudantes irão deixar claro na consulta que o MEC organza o que querem: apenas voltar a ter o direito de ter aulas de verdade de Química, Física, Biologia, etc.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Cristiano Junta</strong></p>
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		<title>Vem aí 59º Congresso da UNE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 May 2023 12:50:33 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Juventude]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre os dias 12 a 16 de julho, ocorrerá o 59º Congresso da União Nacional dos Estudantes (CONUNE), com provável local em Brasília. O congresso será espaço de reunião de estudantes para debater a política que irá reger a entidade pelos próximos dois anos e eleger a nova direção.&#160; Escrita por estudantes de diversas universidades [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Entre os dias 12 a 16 de julho, ocorrerá o 59º Congresso da União Nacional dos Estudantes (CONUNE), com provável local em Brasília. O congresso será espaço de reunião de estudantes para debater a política que irá reger a entidade pelos próximos dois anos e eleger a nova direção.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Escrita por estudantes de diversas universidades do país, a pré-tese UNE É PRA LUTAR se apresenta ao CONUNE com a defesa de uma entidade que atue de maneira independente na luta dos estudantes para cobrar de Lula que atenda às reivindicações para o qual foi eleito e combater o golpismo bolsonarista escancarado em 8 de janeiro, exigindo “sem anistia”. A tese ainda apresenta oito pontos principais:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-vivid-red-color">1</mark></strong> Não à guerra: a UNE deve se posicionar claramente sobre a questão, entrando na luta para parar a marcha à bárbarie organizada pela OTAN e Putin. Lula tem razão ao defender um cessar-fogo imediato.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-vivid-red-color">2</mark></strong> Recomposição do orçamento das universidades: Lula anunciou 2,4 bi para recomposição (ver na matéria abaixo), mas ainda é insuficiente. A UNE deve lutar para destinar ainda mais recursos para a educação em vez do pagamento de juros da dívida pública, por exemplo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-vivid-red-color">3</mark></strong> R$2,5 bi para assistência estudantil: É preciso recuperar o Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) destruído por Bolsonaro e garantir a permanência dos estudantes, tanto de universidades públicas quanto privadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-vivid-red-color">4</mark></strong> Revogação do Novo Ensino Médio: Além de prejudicar os estudantes do ensino médio (ver abaixo), a reforma prejudica também os futuros professores, estudantes de licenciatura.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-vivid-red-color">5</mark></strong> Fim dos 40% na à distância no ensino presencial: Uma portaria do MEC, herança de Abraham Weintraub, permite que até 40% das matérias do currículo de cursos presenciais sejam ministradas à distância. É preciso lutar para revogá-la.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-vivid-red-color">6</mark></strong> Fora interventores: Bolsonaro nomeou reitores interventores, que não foram eleitos pela comunidade acadêmica. Fundamental colocá-los para fora já!</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-vivid-red-color">7 </mark></strong>Financiamento integral do FIES: a UNE deve lutar pela volta do financiamento integral, no lugar da co-participação inventada por Temer. É preciso ainda combater os tetos de financiamento e o aumento abusivo de mensalidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><mark style="background-color:rgba(0, 0, 0, 0)" class="has-inline-color has-vivid-red-color">8</mark> </strong>Segurança nas escolas e universidades não é militarização: queremos porteiros e vigias, melhorias na estrutura, psicólogos e assistentes sociais. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A discussão já se iniciou nas universidades</strong><br>Na Universidade Federal de Alagoas (UFAL), em Palmeira dos Índios, e na UNB, alunos de diversos cursos já reuniram e debateram a tese levantando novas contribuições como por exemplo a necessidade de relacionar a falta de orçamento com os problemas de saúde mental que afetam diretamente os estudantes. “A situação da assistência piora a cada dia pra quem depende de uma bolsa de 400 reais. Temos que lutar pela ampliação das bolsa para alcançar mais estudantes e aumentar o valor”, relata um estudante presente numa reunião. Agora, é se mobilizar para os processos eleitorais nas universidades e buscar mais estudantes para discutir a tese.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Victor Caique</strong></p>
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