Nada será como antes

Dilma, ouça quem te elegeu!

Depois de 13 e 15 de março, a situação no país não será como antes. A luta classe-contra-classe ganhou as ruas.

Dia 13 as ruas deram um bom recado. Não há outro caminho para enfrentar a grave crise que o país atravessa, na qual a direita pró imperialista surfa para exigir medidas antipopulares, a não ser dar força e confiança para a base social que elegeu Dilma. O governo deve tomar medidas para satisfazer os interesses dos trabalhadores e da nação e não seguir aplicando a política de ajuste comandada pelo ministro Levy.

Os que saíram às ruas em 13 de março com a CUT e os movimentos sociais deram o recado: não às MPs 664 e 665 que atacam direitos; defender a Petrobras e acabar com a corrupção com a reforma política através de uma Constituinte. Afinal esse foi o conteúdo dos votos nas urnas há cinco meses.

Já os partidos, empresários e meios de comunicação que organizaram o dia 15 de março são os mesmos que se beneficiam da política de ajuste implementada por Levy – ministro, que gosta de falar em inglês. Aliás, no dia 15, faixas e bandeiras faziam apologia dos Estados Unidos. O alinhamento do PSDB às pressões dos EUA contra o governo de Maduro na Venezuela é exemplar do movimento pró-imperialista que ocorre no Brasil contra o governo Dilma.

Ainda que o plano de ajuste vá no sentido de seus interesses, para eles é pouco. O imperialismo e seus lacaios locais querem mais. Querem que o governo vá mais fundo nas medidas que atacam os trabalhadores e a nação para alimentar a especulação – o oxigênio que o sistema capitalista em crise precisa. O imperialismo não pode mais suportar que tais medidas sejam emperradas pela base social do governo. Daí as pressões sobre Dilma e a ofensiva para desmoralizar e destruir o PT e as organizações dos trabalhadores.

Os trabalhadores da cidade e do campo, os jovens, os setores explorados e oprimidos vão continuar a se manifestar. E, que fique claro: numa manifestação de defesa do mandato popular dado ao PT, portanto de rechaço às tentativas desestabilizadoras dos partidos e representantes dos exploradores, que também prometem não sair das ruas.

Não tenhamos dúvidas: se o governo adotar uma política que corresponda aos seus interesses, esses sairão ao combate muitos mais dispostos a defender o mandato popular. E será com essa maioria oprimida que luta através de suas organizações que o governo poderá contar contra a ofensiva.

Não será insistindo no plano anti-trabalhador e anti-nação de Levy; não serão negociatas no Congresso, não será cedendo à chantagem de pretensos aliados do PMDB – verdadeiros cavalos de troia dentro do governo – que Dilma governará.

Novas mobilizações estão previstas pela CUT e movimentos sociais para os dias 7 de abril e 1º de maio. Dilma, atenda o que elas dizem! As bandeiras que levam às ruas foram as que lhe garantiram a vitória.

É o que o PT deve dizer à presidente.

Depois de vacilar no 13 de março, agora o PT se associa às novas manifestações. Então que oriente sua bancada a votar com os trabalhadores e contra as MPs que restringem direitos!

É hora de retomar os compromissos com os que produzem a riqueza do país e não atender os parasitas.

De nossa parte, com o Diálogo e Ação Petista, estivemos nas ruas no dia 13 de março e continuaremos para que a maioria do povo trabalhador veja realizada a política pela qual há quatro mandatos elege o PT.

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