Porque votar PT em 5 de outubro

Voto em Dilma e nos candidatos do PT que lutam pela constituinte, para preservar as conquistas e arrancar as mudanças necessárias!

Tem muita coisa em jogo nas eleições de 5 de outubro.

Explorando debilidades e contradições que permearam os governos federais encabeçados pelo PT desde 2003, primeiro com Lula e agora com Dilma, a classe dominante no Brasil, submetida ao imperialismo, não vê a hora de retomar diretamente a presidência da República.

É isso que representam as candidaturas de Marina do PSB e Aécio (PSDB), como este jornal vem explicando aos seus leitores, que certamente estarão juntos num 2º turno que se anuncia disputado.

Se os tucanos parece não ter mais cacife para tanto, a “providencial” Marina pode e quer assumir o papel de “anti-PT”, ameaçando as conquistas obtidas com muito luta nos últimos anos e evitar que se aprofundem mudanças em benefício da maioria explorada e oprimida de nosso povo.

O voto pelas mudanças que o povo quer nessas eleições é o voto nos candidatos do PT, a começar por Dilma e os candidatos petistas aos governos estaduais, particularmente nos candidatos a deputado estadual ou federal que, desde o início, se engajaram na luta por uma Constituinte sobre o sistema político, para destravar as reformas de fundo que continuam pendentes, abrir a via ao atendimento das reivindicações dos trabalhadores e libertar a nação do imperialismo.

A Corrente O Trabalho sempre combateu a adaptação do PT às instituições apodrecidas com seus políticos corruptos, sempre combateu a política de alianças praticada pela direção do partido, que, além de expressar no governo os interesses da burguesia e do imperialismo, desnaturam o próprio PT, partido criado pelos trabalhadores através de sua luta de classe.
Um voto pelas mudanças que o povo quer, num país como o nosso, é também um voto anti-imperialista, pela soberania nacional, num mundo marcado pela crise de decomposição do capitalismo.

Votar no PT não significa apoiar, muito pelo contrário, candidatos a governadores do PMDB, como Renan Filho em Alagoas, ou do PTB, como Armando Monteiro em Pernambuco, inimigos dos trabalhadores e das mudanças, ainda que a cúpula do PT os apoie!

O Plebiscito Popular pela Constituinte exclusiva e soberana sobre o sistema político onde milhões se expressaram com o voto SIM na Semana da Pátria marca a conjuntura eleitoral ao reafirmar a vontade profunda de mudanças que passam por transformar as atuais instituições políticas dando a palavra ao povo! Nada disso será feito com a contrarreforma política de Marina, parecida em vários pontos à proposta de Aécio e do próprio vice de Dilma, Michel Temer do PMDB.

Para combater eficazmente Marina e Aécio, para reforçar seu apoio entre os trabalhadores e jovens que querem mudanças e preservar suas conquistas Dilma deve assumir, sem hesitar, o resultado do Plebiscito Popular e encabeçar a luta pela Constituinte!

Este é, desde já, o compromisso assumido pelos candidatos a deputado federal e estadual apoiados pela Corrente O Trabalho e pelo Diálogo e Ação Petista. O voto nesses companheiros e companheiras é a reafirmação da necessidade de ruptura com o imperialismo e seus aliados locais para a construção de um Brasil soberano; é um voto pelas reivindicações da maioria explorada e oprimida de nosso povo.

Faltam poucos dias para as eleições de 5 de outubro. A vitória é possível e necessária, o engajamento da militância é decisivo. Uma vez mais, trata-se de “nós contra eles”.

Artigo anteriorMarina contra Marina
Próximo artigoPropostas de Marina e de Dilma batem de frente