PT São Paulo decide: Jilmar Candidato

No encontro municipal online com 610 dirigentes, o PT paulistano escolheu, dia 16 de maio, o candidato a prefeito: Jilmar Tatto obteve 312 votos e Alexandre Padilha 297 votos, com 1 abstenção.

Inicialmente marcadas para o dia 22 de março, com um calendário de debates em curso, as prévias tiveram que ser canceladas diante da situação da pandemia.

O Diretório Nacional decidiu, em função da situação extraordinária criada pelo coronavirus, que as decisões sobre as candidaturas às eleições municipais seriam tomadas pelas instâncias dirigentes eleitas em 2019, no caso os Diretórios Municipais. No caso de SP, autorizou uma solicitação feita pela Executiva Municipal para ampliar com os membros das direções dos 37 Diretórios Zonais, dos Setoriais e Secretarias.

Além de Tatto e Padilha, estavam inscritas as candidaturas de Paulo Teixeira, Nabil Bonduki, Eduardo Suplicy, Carlos Zaratini e Kika Silva. Na véspera da escolha, os quatro primeiros retiraram em favor de Padilha, e Kika em favor de Jilmar.

Houve duas posições sobre o lugar do PT na disputa: de um lado, Padilha, Zaratini, Suplicy, Nabil e Paulo Teixeira haviam defendido que o candidato saísse de um do tipo “eleição primária” (uma prévia com não-filiados) do “campo progressista”. Isso foi recusado em um encontro presencial. Agora, eles, nos debates, se pretendiam os mais habilitados para construir a tal frente “progressista”. E insistiam numa prévia online com “os 180 mil filiados do PT”. Mas era inviável, pois o acesso desigual a smartphones e banda larga na periferia faria dela uma eleição de “brancos e classe média”, como denunciou Kika Silva, “deixando a quebrada de fora”.

Jilmar Tatto, nos debates presenciais primeiro e nos virtuais depois, fez uma campanha de afirmação do PT e de identidade com a periferia. A grande maioria do Diálogo e Ação Petista da Capital fez campanha para Jilmar, após um acordo relevante. “Minha prioridade é o povo, que sofre de maneira aguda os efeitos da pandemia. Precisamos de um programa que inverta as prioridades, que coloque as periferias no centro, que defenda os serviços públicos, em particular a saúde”, disse Tatto numa carta ao DAP, listando pontos, entre eles uma empresa pública de transporte.

De fato, para melhorar as condições de vida é preciso ampliar os serviços públicos, além de defender o que temos. Em São Paulo, é preciso revisar as Organizações Sociais (OSs) com a reversão das privatizações. Padilha falou em “desprivatizações”, mas se esqueceu de fazer o balanço da explosão das OSs durante a gestão Haddad, quando era ele o Secretário de Saúde…

A prefeitura terá que buscar recursos para o serviço público. A dívida com a União, em suspensão provisória durante a pandemia, deve ficar suspensa. E as receitas devem ser ampliadas com a taxação dos proprietários e a revisão de isenções.

O DAP em São Paulo, unido na decisão do encontro municipal de 16 de maio, o qual escolheu Jilmar como candidato, agora trabalha pela unidade de todo PT para construir uma campanha de enfrentamento à crise e dar fim ao governo do Bolsonaro e os golpistas Doria e Covas em SP, levando o PT à vitória.

Barbara Corrales

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