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	<title>Arquivo de Revista A Verdade - O Trabalho</title>
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		<title>Espanha, 19 de julho de 1936: a resposta popular ao golpe de Estado dos militares fascistas</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 17:28:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Abaixo trechos do artigo sobre os 90 anos do início da Guerra Civil Espanhola, de Manuel Cusó e Josep Pozo. A íntegra está na revista A Verdade 118, que pode ser adquirida conforme instruções no anúncio (card) abaixo. “Dentre aqueles que se reconhecem politicamente nas organizações que se opuseram à revolução social em nome da [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Abaixo trechos do artigo sobre os 90 anos do início da Guerra Civil Espanhola, de <strong>Manuel Cusó e Josep Pozo</strong>. A íntegra está na revista A Verdade 118, que pode ser adquirida conforme instruções no anúncio (card) abaixo.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="724" height="1024" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/07/av-724x1024.jpg" alt="" class="wp-image-22335" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/07/av-724x1024.jpg 724w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/07/av-212x300.jpg 212w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/07/av-106x150.jpg 106w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/07/av-768x1086.jpg 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/07/av-297x420.jpg 297w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/07/av-696x984.jpg 696w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/07/av.jpg 794w" sizes="(max-width: 724px) 100vw, 724px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">“Dentre aqueles que se reconhecem politicamente nas organizações que se opuseram à revolução social em nome da República burguesa, uma das explicações mais comuns atribui quase que exclusivamente o sucesso de Franco à ajuda dada tanto pela Alemanha nazista quanto pela Itália fascista. Estes são, certamente, fatos incontestáveis. Sabe-se como os aviões alemães e italianos transportaram o exército da África, a partir do Marrocos, até o sul da Espanha para ajudar o golpe de Estado contra a República a vencer em certas zonas e a se consolidar em outras. […] Alguns acrescentam também, vantagem que representou para os militares rebeldes o fato de que as “democracias” da época – ou seja, o governo conservador britânico e o governo da Frente Popular na França – tenham decidido, cada qual por suas próprias razões, a estabelecer uma igualdade entre o governo legítimo da República e os militares que se levantaram contra ele. […]</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-4" style="font-size:21px"><strong>A URSS seria uma exceção?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Aqueles que atribuem a um ou a outro destes fatores a causa principal da derrota do proletariado espanhol colocam, geralmente, a ênfase sobre “a exceção” russa, exaltando a ajuda fornecida por este país e omitindo de especificar que ela foi entregue a conta-gotas, visando sobretudo impedir a revolução social de triunfar na Espanha. Da mesma forma, passa-se em silêncio – quando não se oculta categoricamente – a “reticência” inicial da União Soviética durante os dois primeiros meses decisivos do conflito, nos quais a resposta popular à insurreição militar fez com que ela fracassasse em dois terços do país, bem como nas principais cidades (Madri, Barcelona, Valência e Bilbao). Foram dois meses durante os quais, como se pôde constatar posteriormente, os rebeldes se recuperaram de seu fracasso inicial e se reorganizaram. […] Seja como for, um fato é certo: as “democracias”, com a colaboração inestimável de Stálin, encarregaram&#8211;se de violar o direito internacional ao patrocinar o acordo de não-intervenção que subscreveram – exemplo inigualável do cinismo que reinava e ainda reina nas relações e nos tratados internacionais –, obrigando a República a ter de recorrer ao mercado clandestino no para obter armas, geralmente duas vezes mais caras e em péssimo estado. Enquanto isso, a Alemanha e a Itália forneciam, sem nenhum entrave, ajuda militar a Franco. […]</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-5" style="font-size:21px"><strong>O acordo de não intervenção: antes o fascismo do que a revolução social</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">No verão de 1936, a insurreição militar contra a República – à qual o próprio governo espanhol não soube nem quis cortar as asas, chegando inclusive a se recusar, num primeiro momento, a fornecer armas às milícias operárias que as solicitavam, enquanto buscava um acordo com os golpistas – provocou uma resposta popular que acabou por desaguar em uma revolução social. Para os operários e camponeses que foram às ruas, não havia outro meio de deter o fascismo do que atacar de frente a sua base social e econômica. Assim, em todo o território no qual o golpe de estado fracassou, o movimento defensivo transformou-se rapidamente em um poderoso movimento ofensivo, que se dirigiu não somente contra os militares insurgentes e contra os inimigos políticos da República, mas também contra os inimigos de classe. Inscrita em um mesmo movimento, a resposta aos militares insurgentes se combinou com a ocupação de fábricas e de terras, e não parou no terreno da defesa estrita da legalidade republicana atacada, mas foi além. Foram criados órgãos de poder revolucionário que, em escala local, assumiram o controle da situação. […] Paralelamente à tomada do poder político, houve também uma ofensiva generalizada contra a propriedade privada sob suas múltiplas formas: a apreensão, a intervenção ou a coletivização das indústrias e dos serviços, e a instauração do controle operário como regra geral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A revolução social foi um fato que os aparelhos do Komintern e da social-democracia não apenas tentaram ocultar desde aquela época, mas que também combateram. Assim, a revolução operária foi inicialmente apresentada aos olhos do movimento operário internacional como uma tentativa do proletariado espanhol de defender a causa da democracia burguesa contra o fascismo. […] o imperialismo, tanto inglês quanto estadunidense, não tinha qualquer interesse em combater o fascismo – no plano diplomático, permaneceu orientado na prática pela política dita do “appeasement” <em>(do “apaziguamento” em relação a Hitler, NdT) </em>até 1939 e a invasão nazista da Polônia – de forma muito semelhante à burguesia francesa, à qual havia se subordinado o governo da Frente Popular presidido por Léon Blum. Por sua vez, Stálin participava do mesmo dispositivo de “segurança” sustentado pela Grã-Bretanha e pela França, desde o pacto de não-intervenção até a Sociedade das Nações. Subordinado como estava ao imperialismo em razão da política do “socialismo num só país”, que visava consolidar o poder da burocracia – mesmo ao preço de sacrificar a causa do proletariado mundial. Stálin não queria a revolução em nenhum país do mundo. […]</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-6" style="font-size:21px"><strong>O movimento operário internacional e a causa da Revolução Espanhola</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Não é de se estranhar, portanto, que o Komintern tenha permanecido em silêncio durante as primeiras semanas, enquanto, paralelamente, os diferentes partidos comunistas recebiam instruções para liderar iniciativas em favor da República burguesa ameaçada por Franco. […] Uma contradição evidente com a política conduzida por Stálin, mas que era certamente inevitável: entre os trabalhadores russos, 12 milhões de rublos foram rapidamente arrecadados em uma coleta organizada pelos sindicatos. Inúmeros comícios de apoio e coletas foram organizados na Inglaterra, na França e nos Estados Unidos, contrastando com a cumplicidade dos signatários do acordo de não-intervenção. Centenas de militantes operários vindos da França, da Grã-Bretanha, dos Estados Unidos, da Bélgica, da Irlanda, do Canadá e de numerosos outros países foram em socorro de seus irmãos na Espanha, muito antes da chegada das Brigadas Internacionais. Era igualmente evidente que a imensa simpatia que a luta contra o fascismo na Espanha despertava entre</p>



<p class="wp-block-paragraph">os trabalhadores do mundo inteiro impunha certos gestos. E esses gestos entravam em contradição com a política de não-intervenção. Por exemplo, em 30 de julho de 1936, apenas cinco dias após o governo francês ter tornado público o seu compromisso de não enviar ajuda militar à República, uma multidão imensa reunida na sala Wagram, em Paris – por iniciativa, entre outros, do PCF (Partido Comunista Francês) – interrompia sem cessar o discurso do último orador, que não era ninguém menos do que Léon Blum, entoando em coro o slogan: <em>“Aviões para a Espanha! Canhões para a Espanha!”</em>. No entanto, quando, em outubro de 1936, a burocracia do Kremlin se viu forçada a fornecer ajuda militar à República, diante do escândalo que representava a ajuda descarada da Alemanha e da Itália e diante da impossibilidade de o “país do socialismo” continuar a desviar o olhar, os partidos comunistas – e, por lógica evidente, em particular o Partido Comunista Espanhol (PCE) – engajaram-se inteiramente em combater a maneira como os trabalhadores espanhóis lutavam contra o fascismo: a ajuda militar russa iria contribuir para isso, e ela foi usada para forçar todas as organizações a aceitarem a defesa incondicional da República burguesa contra qualquer tentativa de revolução social. […]</p>



<p class="wp-block-paragraph">A palavra de ordem “Primeiro a guerra e depois a revolução”, defendida pelo stalinismo na Espanha com o apoio dos socialistas de direita e do anarquismo governamental, bem como de todas as facções do republicanismo burguês, serviu para desviar a atenção e, sobretudo, para mascarar o papel de Stálin. […] A única chance de vitória residia na vitória da revolução social. Mas a revolução social havia sido sacrificada para não assustar as “democracias” e não contrariar Moscou.”</p>
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		<title>Revista A Verdade &#124;&#124; n°110</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Jul 2022 00:32:41 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Revista A Verdade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O cenário mundial às vésperas da abertura da Guerra na Ucrânia é o objeto de análise do número 110 da revista “A Verdade”. O conjunto de discussões integra a preparação do 10º Congresso da 4ª Internacional, a se realizar num momento em que a crise mundial do capitalismo se aprofunda de maneira inédita. Como disse [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O cenário mundial às vésperas da abertura da Guerra na Ucrânia é o objeto de análise do número 110 da revista “A Verdade”. O conjunto de discussões integra a preparação do 10º Congresso da 4ª Internacional, a se realizar num momento em que a crise mundial do capitalismo se aprofunda de maneira inédita.<br><br>Como disse Lênin há pouco mais de um século, o imperialismo é a fase das guerras e revoluções. Encurralado pelas contradições insolúveis do mercado mundial e as tensões crescentes delas decorrentes, o imperialismo lança mão da guerra.<br><br>A Rússia, controlada por oligarcas surgidos da derrocada do Estado soviético, inicia uma guerra intercapitalista pelo controle de mercados, confrontando a pressão crescente do imperialismo estadunidense em território europeu. É uma guerra contra os povos ucraniano e russo, usado pelos governos do mundo inteiro para atacar os direitos democráticos e trabalhistas.<br><br>“Na raiz de toda esta situação, está a decomposição e o apodrecimento do sistema de exploração capitalista. Massas colossais de capital acumulam-se e não conseguem se valorizar num mercado mundial demasiado pequeno para o capital”, analisa o editorial desta edição.<br><br>A revista “A Verdade” 110 traz ainda um relato de um debate com jovens sobre a questão da ecologia (abordada no número 109) e matérias de análise e acompanhamento da situação na China, na Venezuela e em Guadalupe e Martinica.</p>
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		<title>Revista A Verdade &#124;&#124; Edição n° 109</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Jan 2022 15:24:01 +0000</pubDate>
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<p class="wp-block-paragraph">O <strong>“Dossiê: Bens comuns, transição ecológica e energética e ‘economia verde’’’</strong> é o principal conjunto de textos da revista A Verdade 109 que acaba de ser publicada em português e já está à venda com os militantes da corrente O Trabalho.<br><br>A Verdade é a revista teórica da 4ª Internacional, que analisa e debate os problemas da luta de classes mundial, sendo uma ferramenta indispensável para armar os que se batem para libertar a humanidade do sistema de exploração no qual vivemos.<br><br>O dossiê se inicia com textos teóricos de décadas atrás, de Trotsky e do camarada Gerard Bloch, sobre a relação entre marxismo e ciência. Em seguida, outros seis textos analisam a política do imperialismo hoje em relação à devastação do meio ambiente provocada pelo capitalismo, sob diferentes prismas: a estreiteza do mercado mundial, a ação do capital financeiro, a atuação das multinacionais, o desenvolvimento da esfera digital, a questão da energia eólica e os interesses em jogo no desmatamento da Amazônia e do Pantanal Matogrossense.<br><br>O que se ressalta é a sanha destruidora do sistema capitalista em relação à natureza, sua incapacidade inata de mudar esse cenário e suas tentativas permanentes de associar as organizações políticas e sindicais do movimento operário com iniciativas de ilusórias uniões de interesses, como forma de tentar barrar a via da revolução.<br><br>A revista traz ainda as <strong>Notas do Secretariado Internacional da 4ª Internacional</strong> de análise da situação mundial, com destaque para o cenário de pandemia e a resposta de “união nacional” dada pelo imperialismo em todo canto, e um importante <strong>artigo sobre a unidade da luta do povo palestino</strong>, tanto na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, quanto no interior do Estado de Israel.<br><br>Com o tema central, o dossiê sobre ecologia, a Corrente O Trabalho vai organizar a discussão desta edição 109 na retomada do ano. <strong>Adquira seu exemplar: R$ 25,00</strong><br><br>Um tema que interessa a todos, mas em particular à juventude, que se preocupa com o mundo e o planeta que lhes oferece como “futuro” o sistema capitalista, e vive em condições cada vez mais precárias, para aqueles que não possam pagar o valor de capa, a revista será vendida a R$ 10,00.</p>
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		<title>Revista A Verdade &#124;&#124; Edição n° 107</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Mar 2021 15:04:17 +0000</pubDate>
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		<title>Revista A Verdade &#124;&#124; Edição 106</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Mar 2021 15:00:52 +0000</pubDate>
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		<title>Revista A Verdade &#124;&#124; Edição 105</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Mar 2021 14:53:54 +0000</pubDate>
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		<title>Revista A Verdade &#124;&#124; Edição n°103</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Aug 2020 16:39:57 +0000</pubDate>
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		<title>Revista A Verdade &#124;&#124; Edição 101</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Nov 2019 18:36:10 +0000</pubDate>
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		<title>Revista A Verdade &#124;&#124; Edição 99-100</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Nov 2019 18:40:04 +0000</pubDate>
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