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	<title>Arquivo de Sem categoria - O Trabalho</title>
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		<title>Toda força com Lula presidente!</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2026 18:54:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fixo]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É hora de mobilizar nas bases! É a hora de mobilizar toda a militância, colegas de trabalho, amigos e familiares para se engajar na campanha por Lula Presidente. Vivemos uma campanha eleitoral tumultuada. A menos de um mês do 1° turno, a crise institucional emergiu no STF, que submergiu no mar de lama do escândalo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>É hora de mobilizar nas bases!</strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph">É a hora de mobilizar toda a militância, colegas de trabalho, amigos e familiares para se engajar na campanha por Lula Presidente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vivemos uma campanha eleitoral tumultuada. A menos de um mês do 1° turno, a crise institucional emergiu no STF, que submergiu no mar de lama do escândalo do Banco Master. Os EUA brandem ameaças contra o Lula e a soberania nacional brasileira a pretexto do combate ao “narcoterrorismo”. Boa parte da burguesia, apesar das críticas dos jornalões, apoia Flávio para tirar Lula da presidência, e fazer terra arrasada com um novo ajuste fiscal. A campanha de Lula, em alguns lugares esteve desorganizada com relato de falta materiais da campanha, e a omissão do apoio a Lula por certos “aliados” estaduais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As pesquisas, até aqui, mostram uma margem apertada a favor de Lula. Mas, nos últimos dias, se sente nas ruas a reação da militância, determinada a arrancar a vitória. Cresceu o engajamento, nas ruas se vê um maior apoio e, diferente de 2022, rara hostilidade. Tanto é que agressores covardes têm que operar de madrugada, caso do apedrejamento da casa dos familiares do candidato ao Senado do PT em Santa Catarina, Décio Lima.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-4 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Derrotar a extrema-direita e a direita!</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma dificuldade eleitoral é a mistura de indignação e desalento que atinge parte do eleitorado enojado com a podridão do sistema, mas também frustrado pelo atraso das transformações necessárias. Apesar do muito que foi feito nos governos do PT, a defesa do “legado” é insuficiente para responder à classe trabalhadora pesadamente endividada, exausta em longas jornadas de trabalho e baixos salários, com o avanço de empregos desregulamentados e o rebaixamento dos direitos causados pela Reforma Trabalhista. É preciso tratar de sua revogação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Daí que não se trata só de “derrotar a extrema-direita”, o que sugere se aliar com a direita. Ainda mais que vem aí o segundo turno que pode agravar este viés. É preciso derrotar também essa direita, em vez de se confundir com ela que se opõe a tudo que é avanço social, como vimos com o emperramento da votação do fim da escala 6&#215;1.&nbsp;&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="800" height="450" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/capa-2.jpg" alt="" class="wp-image-22669" style="width:706px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/capa-2.jpg 800w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/capa-2-150x84.jpg 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/capa-2-300x169.jpg 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/capa-2-768x432.jpg 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/capa-2-324x182.jpg 324w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/capa-2-695x391.jpg 695w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/capa-2-284x160.jpg 284w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/capa-2-464x261.jpg 464w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/capa-2-356x200.jpg 356w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/capa-2-684x385.jpg 684w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption">Ato de Lula em Recife em 25/9 / Ricardo Stuckert</figcaption></figure>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-5 wp-block-paragraph" style="font-size:21px">“<strong>Se eu não fizer, ninguém faz”</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na última sexta, Lula decidiu editar uma Medida Provisória para pôr fim às BETs (ver pág. 5). Ajuda que ele tenha subido o tom nos últimos dias. Na ONU, em Nova York, confrontou as ameaças de ingerência estadunidense.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em entrevista à rede de TV Bandeirantes, no último dia 27 de setembro Lula foi mais assertivo do sobre a crise institucional: “Quando se trata da reforma política, você está mexendo com o interesse pessoal de cada deputado, de cada partido político. Não é possível a gente continuar com a promiscuidade política do jeito que está. Não é possível a gente continuar com o Congresso Nacional com 50% do orçamento da União. Não é possível. Então, tudo isso vai ter que mudar. Se eu não fizer, ninguém faz.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lula explicou que o fundo partidário e o fundo eleitoral somado às emendas parlamentares, criaram nos parlamentares uma promiscuidade com os negócios e um comportamento corporativista. É claro, como a luz do sol, que eles só pensam em como arrancar cada vez mais dinheiro do Estado para financiar suas &#8211; cada vez mais caras &#8211; campanhas. Lula classifica um processo que “apodreceu de vez a política”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É ainda mais certo quando Lula afirma que “se eu não fizer, ninguém faz”, tanto para liderar “a reforma política ampla”, “profunda”, quanto para a reforma do Judiciário. Afinal, o atual Congresso Nacional, dominado por uma maioria reacionária que se beneficia desse sistema, não vai querer acabar com esse jogo. “Mudar tudo isso”, como Lula disse, requer, ao fim e ao cabo, dizemos nós, uma Assembleia Constituinte. O que requer a força de uma grande mobilização popular.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-6 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Movimento pela Reforma Radical e Constituinte</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 8 de agosto, em SP, lançou-se o Movimento por uma Reforma Política Radical e pela Constituinte Soberana (reformaradical.com.br) em um representativo Encontro Nacional, onde participaram ex-presidentes do PT, vários grupos e o Diálogo e Ação Petista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A reforma radical é imperiosa para impor novas regras eleitorais, algumas que propõe o Manifesto do Movimento, como o voto em lista partidária pré-ordenada, o financiamento público exclusivo e a revisão da desproporcionalidade da representação. Essas mudanças são necessárias para que uma representação popular genuína possa fazer as transformações profundas que só uma Constituinte Soberana pode fazer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fala de Lula, indiscutivelmente, abre espaço para discutirmos amplamente as propostas concretas do Manifesto de 8 de agosto, e animar a militância para se lançar com toda a força nessa reta final de campanha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É a hora de intensificar a campanha nos bairros, locais de trabalho e estudo, junto dos candidatos que apoiamos, levando o programa de transformações necessárias para a maioria oprimida da nação, erguendo a bandeira da Reforma Política Radical.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Cristiano junta</strong></p>
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		<title>Campanha pela retirada das tropas do Haiti</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Sep 2026 18:10:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[50 anos da corrente O Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Luta contra a ocupação militar da ONU com a mão dos EUA e liderada pelo Brasil O Haiti, hoje o país mais pobre do continente, foi a primeira república negra das Américas. Liderados por um ex-escravizado, Dessalines, derrotaram as tropas de Napoleão e proclamaram sua independência em 1804, um verdadeiro processo revolucionário. Marcado por invasões [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong><br><em>Luta contra a ocupação militar da ONU com a mão dos EUA e liderada pelo Brasil</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>O Haiti, hoje o país mais pobre do continente, foi a primeira república negra das Américas. Liderados por um ex-escravizado, Dessalines, derrotaram as tropas de Napoleão e proclamaram sua independência em 1804, um verdadeiro processo revolucionário. Marcado por invasões e golpes de Estado, o país foi ocupado por espanhóis, franceses e estadunidenses durantes os últimos séculos. Após 222 anos de sua independência, o Haiti segue sendo atacado, em grande medida, pelo significado do movimento que originou a nação e combinou luta nacional e de libertação dos escravizados.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-11 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Em 2004, uma nova ocupação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O sequestro do presidente do Haiti, Jean Bertrand Aristide, orquestrada pelo governo estadunidense abriu espaço para a ocupação militar do país. Em 2004, a convite do presidente George W. Bush, Lula aceitou liderar das tropas. E a Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti), ocupou o país sob mandato da ONU, mas a direção política seguia com os EUA, Canadá e França. A missão, com contingentes de mais de 30 países, durou até 2017, deixando mais de 30 mil mortos e um rastro de destruição e violência contra a soberania do povo haitiano.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-12 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Laboratório de golpes: bolsonarismo e UPPs</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante esse período, o Brasil enviou cerca de 37 mil soldados e oficiais ao Haiti. Vários comandantes da Minustah, posteriormente, ocuparam cargos importantes no governo Bolsonaro. Entre eles, Augusto Heleno, associado à operação que matou 63 haitianos em Cité Soleil em 2005 e posteriormente ministro-chefe do GSI; Santos Cruz, ministro-chefe da Secretaria de Governo; Luiz Eduardo Ramos, que comandou tropas no Haiti e depois foi ministro da Casa Civil; Floriano Peixoto, posteriormente secretário-geral da Presidência; e Edson Pujol, comandante da Minustah entre 2013 e 2014 e depois comandante do Exército. Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, ex-ministro de Bolsonaro esteve no Haiti, assim como Fernando Azevedo e Silva, ex-ministro da Defesa e Otávio Rêgo Barros, depois porta-voz do governo Bolsonaro. Em 2011, o então ministro da Defesa no governo Lula, Nelson Jobim, afirmou que a atuação do Exército brasileiro no Haiti, voltada à “manutenção da lei e da ordem”, poderia ser aplicada no país. As operações no Haiti serviram como laboratório para intervenções militares no Brasil, incluindo as ações de GLO e as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) no Rio de Janeiro.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" width="1024" height="723" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Ato-Alesp-2008-1024x723.png" alt="" class="wp-image-22579" style="width:509px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Ato-Alesp-2008-1024x723.png 1024w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Ato-Alesp-2008-150x106.png 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Ato-Alesp-2008-300x212.png 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Ato-Alesp-2008-767x542.png 767w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Ato-Alesp-2008-323x228.png 323w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Ato-Alesp-2008-212x150.png 212w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Ato-Alesp-2008-1067x754.png 1067w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Ato-Alesp-2008-695x491.png 695w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Ato-Alesp-2008-99x70.png 99w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Ato-Alesp-2008-226x160.png 226w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Ato-Alesp-2008-311x220.png 311w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Ato-Alesp-2008-355x251.png 355w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Ato-Alesp-2008-369x261.png 369w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Ato-Alesp-2008-544x384.png 544w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Ato-Alesp-2008-687x485.png 687w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Ato-Alesp-2008-821x580.png 821w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Ato-Alesp-2008.png 1492w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Ato da campanha na Alesp em 2008</figcaption></figure>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-13 wp-block-paragraph" style="font-size:21px">‘<strong>Defender o Haiti é defender a nós mesmos’</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes mesmo do envio das tropas, movimentos sociais, entidades estudantis e dirigentes sindicais e partidários se mobilizaram contra a participação brasileira e organizaram em maio de 2004 um Ato no Largo São Francisco, em SP. A campanha e a criação do comitê “Defender o Haiti é defender a nós mesmos”, numa das mais longevas campanhas impulsionadas pela corrente O Trabalho, teve ampla participação de entidades como o MST, Jubileu Sul, MNU, Conen, CMP e de dirigentes do PT e da CUT. Durante esses 13 anos foram realizadas dezenas de atividades nacionais e internacionais, no Brasil e no Haiti. Sindicalistas e parlamentares haitianos estiveram no país para denunciar a opressão e repressão das tropas contra o povo. Delegações internacionais estiveram na sede da ONU por duas vezes pedindo a retirada das tropas.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" width="1024" height="769" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-1024x769.png" alt="" class="wp-image-22580" style="aspect-ratio:1.3316487681617182;width:489px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-1024x769.png 1024w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-300x225.png 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-150x113.png 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-767x576.png 767w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-79x59.png 79w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-199x149.png 199w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-323x243.png 323w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-479x360.png 479w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-695x522.png 695w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-1068x802.png 1068w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-263x198.png 263w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-93x70.png 93w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-212x159.png 212w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-312x234.png 312w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-292x219.png 292w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-355x267.png 355w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-347x261.png 347w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-512x385.png 512w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-646x485.png 646w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito-772x580.png 772w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Foto-Comissao-de-Inquerito.png 1447w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Comissão Internacional de Investigação, patrocinada pelo escritor Eduardo Galeano, em 2009, no Haiti</figcaption></figure>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-14 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Minustah e terremoto devastam o Haiti</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2010, um terremoto matou cerca de 300 mil pessoas e deixou mais de 1 milhão de desabrigados. Segundo Omar R. Thomaz, professor da Unicamp que estava no Haiti no momento do terremoto, “o que vi foi a absoluta ausência de qualquer forma de ajuda. Fracasso de todo o aparato associado à ideia de ‘ajuda internacional’”. As tropas também foram responsáveis pela introdução do cólera no país, que matou mais de 7.500 pessoas e contaminou cerca de 600 mil.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" width="1024" height="768" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-1024x768.png" alt="" class="wp-image-22581" style="width:515px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-1024x768.png 1024w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-300x225.png 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-150x112.png 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-768x576.png 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-80x60.png 80w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-200x150.png 200w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-324x243.png 324w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-480x360.png 480w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-696x522.png 696w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-93x70.png 93w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-1068x801.png 1068w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-264x198.png 264w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-213x160.png 213w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-313x235.png 313w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-356x267.png 356w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-293x220.png 293w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-348x261.png 348w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-513x385.png 513w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-648x486.png 648w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental-773x580.png 773w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Ato-Continental.png 1448w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Ato Continental em São Paulo (2011) reuniudelegações da Argentina, Bolívia, Estados Unidos, França, Haiti e Uruguai, além do Brasil (com 11 estados presentes)</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">As ONGs, que reinavam no país, eram alvo de sucessivas denúncias de desvios de recursos, inclusive a criada por Barack Obama, o ‘Fundo Clinton Bush’, cujas verbas nunca chegaram à população.A presença da Minustah também garantia a repressão contra os trabalhadores e o povo que se mobilizava com a superexploração do trabalho nas zonas francas e baixos salário &#8211; 3 dólares por dia &#8211; sem direito a férias ou descanso semanal.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" width="1024" height="680" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Conferencia-Continental-no-Haiti-2013-1024x680.png" alt="" class="wp-image-22582" style="width:539px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Conferencia-Continental-no-Haiti-2013-1024x680.png 1024w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Conferencia-Continental-no-Haiti-2013-150x100.png 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Conferencia-Continental-no-Haiti-2013-300x199.png 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Conferencia-Continental-no-Haiti-2013-768x510.png 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Conferencia-Continental-no-Haiti-2013-1536x1020.png 1536w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Conferencia-Continental-no-Haiti-2013-324x215.png 324w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Conferencia-Continental-no-Haiti-2013-696x462.png 696w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Conferencia-Continental-no-Haiti-2013-1068x709.png 1068w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Conferencia-Continental-no-Haiti-2013-240x159.png 240w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Conferencia-Continental-no-Haiti-2013-355x236.png 355w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Conferencia-Continental-no-Haiti-2013-331x220.png 331w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Conferencia-Continental-no-Haiti-2013-393x261.png 393w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Conferencia-Continental-no-Haiti-2013-579x384.png 579w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Conferencia-Continental-no-Haiti-2013-873x580.png 873w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Conferencia-Continental-no-Haiti-2013-731x485.png 731w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Conferencia-Continental-no-Haiti-2013.png 1539w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Conferência Continental no Haiti reúne, em 2013, delegações da Argentina, Argélia, Brasil, Estados Unidos, El Salvador, França, Guadalupe, Martinica e México. Na delegação brasileira CUT, MNU e PT.</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Foram as tropas também que garantiram os resultados de sucessivas eleições fraudulentas, que mantinha no poder, de fato, EUA, França e Canadá. Hoje, fruto dessa situação, uma crise aguda atinge o Haiti e desde o assassinato do presidente Jovenel Moise, em 2016, o cargo segue vago. O país foi dominado por violentas milícias paramilitares e gangues, que atuam nos bairros populares, aumentando a tragédia vivida pelos trabalhadores e pelo povo, que enfrentam a carestia e uma onda de demissões em massa, o que tem aumentado, ainda mais, a pobreza. Esse é o “legado’ de 13 anos de ocupação por tropas da ONU, do Haiti.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" width="768" height="1024" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/thumbnail-1-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-22583" style="width:397px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/thumbnail-1-768x1024.jpg 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/thumbnail-1-225x300.jpg 225w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/thumbnail-1-113x150.jpg 113w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/thumbnail-1-767x1023.jpg 767w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/thumbnail-1-300x400.jpg 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/thumbnail-1-695x927.jpg 695w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/thumbnail-1-273x364.jpg 273w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/thumbnail-1.jpg 778w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Audiência na sede da ONU em Nova Iorque (2017) pede a retirada das Tropas do Haiti. CUT, PT e parlamentares brasileiros e haitianos, junto com dirigentes dos EUA e Guadalupe.</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Barbara Corrales</strong></p>
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		<title>O Dr. Abu Safiya corre risco de morte iminente!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 16:05:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Médico palestino está há mais de 550 dias nas masmorras de Israel Recentemente a associação israelense Médicos pelos Direitos Humanos (PHRI) alertou: “o Dr. Hussam Abu Safiya, diretor do Hospital Kamal Adwan de Gaza, preso pelo Estado israelense há mais de 550 dias, corre risco imediato de vida”. A PHRI divulgou o depoimento de seu [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Médico palestino está há mais de 550 dias nas masmorras de Israel</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Recentemente a associação israelense Médicos pelos Direitos Humanos (PHRI) alertou: “o Dr. Hussam Abu Safiya, diretor do Hospital Kamal Adwan de Gaza, preso pelo Estado israelense há mais de 550 dias, corre risco imediato de vida”. A PHRI divulgou o depoimento de seu advogado, Nasser Odeh, a quem o Dr. Abu Safiya apareceu durante sua última visita, no início de julho, com as mãos e os pés algemados, apresentando ferimentos recentes e contusões na cabeça, no rosto e no pescoço. O médico também apresentava dificuldades para respirar e falar. Ele se encontrava em um estado de exaustão grave que o fez quase perder a consciência em várias ocasiões. Também foi confirmado que ele é submetido a agressões diárias, que perdeu a consciência várias vezes e que não recebeu os cuidados médicos necessários. O Dr. Abu Safiya disse ao seu advogado: “Esta é a última vez que você vai me ver… Eles me trouxeram aqui para me matar. Não me vejo vivo. É o fim.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O genocídio contra o povo palestino na Faixa de Gaza já ultrapassou os<br>1.000 dias, quase três anos. Várias estimativas apontam que o número de mortos pode ser maior do que 100 mil, dos quais um terço crianças. Há mais de 1,5 milhão de deslocados, que hoje sobrevivem em barracas. Os bombardeios e as destruições cometidos pelo exército genocida israelense são diários. Quase 10 mil habitantes de Gaza continuam confinados em prisões, entre os quais várias centenas de profissionais de saúde. Entre esses prisioneiros, 1.320 deles, como é o caso do doutor Abu Safiya, são classificados como “combatentes ilegais” e detidos sem julgamento. O próprio jornal israelense Haaretz noticiou o caso de Safiya, submetido a tortura e privações por seus carcereiros.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-16 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br><strong>Manifestações pelo mundo pedem a libertação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas últimas semanas ocorreram manifestações pela libertação imediata do Dr. Abu Safiya. <strong>Em Tel Aviv (Israel)</strong> em 6 de julho manifestantes ergueram faixas nas quais podia-se ler: “O Dr. Hussam Abu Safiya está agonizando sob tortura na prisão israelense” e “Onde estão as 150 crianças sequestradas?”. Uma declaração da campanha “Libertem os sequestrados palestinos” foi divulgada à imprensa durante o comício.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="452" height="209" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/07/abu-2.png" alt="" class="wp-image-22342" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/07/abu-2.png 452w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/07/abu-2-300x139.png 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/07/abu-2-150x69.png 150w" sizes="(max-width: 452px) 100vw, 452px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em Lima, no Peru,</strong> o Comitê de San Marcos de Solidariedade com a Palestina realizou um protesto em frente ao portão principal do campus universitário da Universidade Nacional Maior de San Marcos. A iniciativa, em 10/7, contou com a participação de diversos coletivos e organizações sociais peruanas, que convidaram a comunidade universitária a apoiar a iniciativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em Paris</strong>, em 15 e 16/7, duas manifestações foram realizadas. Primeiro em frente ao Hospital Necker e, em seguida, nas proximidades do Ministério das Relações Exteriores. A Dra. Souad Kout, pediatra e membro do Sindicato Nacional dos Médicos Hospitalares (SNMH FO), lembrou que os relatos sobre as condições de detenção dos palestinos são arrepiantes: assassinatos, amputações sem anestesia, torturas e outros abusos graves. E os médicos e profissionais de saúde não são exceção. O Dr. Patrick Pelloux, presidente da Associação dos Médicos de Emergência da França (AMUF), também presente, pediu que se conceda a nacionalidade francesa ao Dr. Abu Safiya, que se vá resgatá-lo e que o nomeie cidadão de honra da França. Deputados, entre eles Jérôme Legavre, da LFI, estiveram presentes e apoiaram a mobilização e o pedido um de audiência no Ministério. Depois da mobilização, a delegação foi contatada e uma data para uma audiência foi marcada para 24/7. Também em <strong>Nova York </strong>e em<strong> Perth, Austrália</strong>, ocorreram manifestações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O Simesp </strong>(Sindicato dos Médicos do Estado de São Paulo) &#8211; que desde a prisão de Safiya integra a campanha por sua libertação – lançou nova nota que apela: “O Simesp apoia a campanha da anistia internacional pela libertação do médico palestino Dr. Hussam Abu Safiya, diretor do Hospital Kamal Adwan, detido desde dezembro de 2024. Enquanto Gaza enfrenta o colapso de seu sistema de saúde, hospitais são destruídos, profissionais seguem sendo mortos, presos ou impedidos de exercer a profissão e milhões de pessoas têm o acesso ao atendimento comprometido. A defesa da liberdade do Dr. Hussam Abu Safiya é também a defesa do trabalho de médicas e médicos em cenários de conflito e do direito da população à assistência em saúde.” </p>



<p class="wp-block-paragraph">A Conferência Internacional Contra a Guerra, realizada em Londres em 20 de junho (ver OT 965), aprovou uma declaração que inclui um apelo para um dia coordenado de manifestações em todos os países em prol da Palestina, no sábado, <strong>10 de outubro.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Assine e divulgue a petição: </strong><a href="https://freedrabusafiya.com/"><strong>https://freedrabusafiya.com</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tiago Maciel</strong></p>
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		<title>EBC em luta pelo PCR prepara marcha a Brasília</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 May 2024 16:32:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Os Empregados Públicos Radialistas e Jornalistas da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) estão mobilizados lutando por um novo Plano de Carreira e Remuneração (PCR). Essa luta é impulsionada pelos Sindicatos das 2 categorias e a Comissão de Empregados da EBC. O DECRETO DO TEMER que desregulamentou o quadro de funções e atribuições dos Radialistas &#8220;regulamentando [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Os Empregados Públicos Radialistas e Jornalistas da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) estão mobilizados lutando por um novo Plano de Carreira e Remuneração (PCR).<br><br>Essa luta é impulsionada pelos Sindicatos das 2 categorias e a Comissão de Empregados da EBC.<br><br>O DECRETO DO TEMER que desregulamentou o quadro de funções e atribuições dos Radialistas &#8220;regulamentando &#8221; o acúmulo de funções não remunerado, além de não incluir funções que continuam sendo desempenhadas, tem sido o entrave colocado pela direção da Empresa para elaboração de um novo PCR.<br><br>Por isso, com Faixas e e adesivos PCR JÁ! NÃO AO DECRETO DO TEMER! os radialistas estão em Mobilização Permanente que juntos com os jornalistas reivindicam também CONCURSO PÚBLICO! NÃO A TERCEIRIZAÇÃO!, realizaram uma manifestação na porta da EBC RJ.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Marcha a Brasília<br></strong>Na manifestação ficou definido a participação na Marcha a Brasília chamada pela CUT em 22 de maio Pela revogação da reforma trabalhista e previdenciária e o fim da terceirização, onde também levarão a reivindicação dirigida a LULA pela revogação do Decreto do Temer e recursos federais para reconstruir a EBC com Valorização Profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nilton de Martins</strong>, membro da Comissão de Empregados EBC</p>
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		<title>Protesto contra a Feira da Morte em SP</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Apr 2024 14:51:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>De 2 a 4 de abril, ocorre em SP mais uma edição da LAAD Security e Defense, também conhecida como a Feira da Morte. Anunciada como um evento restrito a policiais, profissionais de segurança e autoridades, tem entre as atrações empresas israelenses, que se gabam de seus equipamentos “testados em campo”, no caso, em cobaias [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">De 2 a 4 de abril, ocorre em SP mais uma edição da LAAD Security e Defense, também conhecida como a Feira da Morte. Anunciada como um evento restrito a policiais, profissionais de segurança e autoridades, tem entre as atrações empresas israelenses, que se gabam de seus equipamentos “testados em campo”, no caso, em cobaias humanas, o povo palestino.<br><br>Foi anunciada a presença do governador Tarcísio de Freitas que esteve recentemente em beija-mãos com Benjamin Netanyahu em Israel e cuja polícia, compradora de equipamentos israelenses, já matou mais de 50 em operação na Baixada Santista.<br><br>A feira tem apoio oficial das Forças Armadas (maior cliente brasileiro de armas de Israel), das polícias, conselhos de segurança pública e, pasme, do Ministério da Defesa e Do Ministério da Justiça e Segurança Pública! Que os generais do Exército e os coronéis das PMs sejam parte interessada na feira, não é de se estranhar. Mas o governo federal estar entre os patrocinadores está na contramão do necessário isolamento internacional desse Estado assassino. Está na contramão do que corretamente declarou Lula denunciando o genocídio.<br><br>No momento da abertura, dia 2 de abril pela manhã, houve uma manifestação em frente ao local, organizado pela Frente Palestina de SP, alertando sobre a presença das empresas israelenses e exigindo que o governo Lula rompa relações diplomáticas com Israel.<br><br><strong>Tiago Maciel</strong></p>
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		<title>Servidores de São Paulo: encerrada a greve</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Apr 2024 14:41:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Desde o dia 08 de março, trabalhadores da educação entraram em greve, dirigidos por 3 entidades, Sinpeem (profissionais da educação), Sinesp (especialistas) e Sedin (educação infantil), que constituíram o Coeduc, (a Coordenação das Entidades Sindicais Específicas da Educação Municipal). O Fórum de entidades, composto por 20 entidades, entre eles o Sindsep (sindicato dos servidores), iniciaram [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Desde o dia 08 de março, trabalhadores da educação entraram em greve, dirigidos por 3 entidades, Sinpeem (profissionais da educação), Sinesp (especialistas) e Sedin (educação infantil), que constituíram o Coeduc, (a Coordenação das Entidades Sindicais Específicas da Educação Municipal).<br><br>O Fórum de entidades, composto por 20 entidades, entre eles o Sindsep (sindicato dos servidores), iniciaram a greve em 12 de março.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A questão que se coloca, por que não houve unidade?</strong><br>Em 2023 a Campanha Unificada arrancou 5% de reajuste linear. Já este ano, o Prefeito Ricardo Nunes (MDB), que ataca noite e dia os serviços públicos e desvia milhões de verbas públicas para seus projetos eleitorais apostou na divisão da categoria na Campanha Salarial e apresentou em reuniões separadas com o Coeduc e Fórum de Entidades a proposta de reajuste linear de 2,16% para todos os servidores e 3,62% de abono para o piso da educação. Sem oferecer mais negociações, o Projeto de Lei seguiria para a Câmara Municipal.<br><br>Tanto o Coeduc, quanto o Fórum de Entidades rejeitaram a proposta, e iniciaram as greves e reafirmaram ser contra a reestruturação da carreira do magistério por subsídio.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ataque ao direito de greve</strong><br>O governo sentindo a forte greve na área da saúde recorreu à Justiça que determinou a volta ao trabalho de 100% dos servidores da saúde, com multa por descumprimento de R$ 10 mil por dia e autorização de descontos dos dias parados. Diante disso, o Sindsep convocou assembleia extraordinária e suspendeu a greve na saúde, no dia 22 de março.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O governo fecha questão</strong><br>O Projeto de Lei foi a voto no dia 26 de março e o governo decidiu que não teria mudança alguma na proposta. O placar foi de 37 votos a favor e 15 contra.<br><br>Em frente à Câmara o Coeduc decidiu manter a greve por melhores condições de trabalho e pelo direito de greve com nova assembleia dia 28 de março, quando encerraram a greve com o governo aceitando pagar os dias parados, mediante reposição. Já o Fórum de entidades decidiu suspender a greve devido a aprovação do Projeto do governo e manter a luta para o fim dos 14% do confisco da previdência dos aposentados, revisão da lei de férias, melhores condições de trabalho e pagamento dos dias parados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vitória parcial importante</strong><br>Em audiência de conciliação no Tribunal de Justiça com o Sindsep, em 1° de abril, os trabalhadores da saúde garantiram o pagamento dos dias parados mediante reposição, nomeação de aprovados em concursos e estudo para realização de concursos na área da saúde. Quanto aos demais setores é garantido também o pagamento com reposição dos dias parados.<br><br><strong>Que lição tirar dessa greve?<br></strong>O que fica evidente é que para enfrentar o governo destruidor de Nunes dos serviços públicos, a divisão das entidades facilitou o governo impor um reajuste abaixo da inflação para toda categoria. Os milhares de servidores demonstraram vontade de luta, que será necessária para derrotar os 14% de confisco dos aposentados, alterar a lei de férias, incorporar os abonos, reverter as privatizações e terceirizações e defender os serviços públicos.<br><br>A luta deve continuar e no calendário temos o 1º. De maio, Dia do Trabalhador e a Marcha a Brasília, em 22 de maio, para exigir a revogação da reforma da previdência, trabalhista e o fim da lei das terceirizações.<br><br><strong>João B. Gomes</strong></p>
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		<title>Florianópolis: greve derrota projeto de privatização do prefeito</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Apr 2024 14:25:13 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Lutas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mesmo sendo duramente atacada pelo governo do prefeito Topázio Neto (PSD), inclusive com a tentativa de criminalizar o sindicato e sua diretoria, a greve unificada dos trabalhadores da Prefeitura de Florianópolis e da Comcap (autarquia de limpeza pública), organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (SINTRASEM), que iniciou no dia 12 [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Mesmo sendo duramente atacada pelo governo do prefeito Topázio Neto (PSD), inclusive com a tentativa de criminalizar o sindicato e sua diretoria, a greve unificada dos trabalhadores da Prefeitura de Florianópolis e da Comcap (autarquia de limpeza pública), organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (SINTRASEM), que iniciou no dia 12 de março e durou uma semana, saiu vitoriosa.<br><br>A categoria resistiu com a ferramenta histórica que a classe trabalhadora usa para se defender de ataques de governos que negam a valorização do serviço público e dos trabalhadores, e os resultados das greves são patrimônio para toda a população.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ganhos para o quadro civil</strong><br>Para os trabalhadores da Prefeitura Municipal de Florianópolis (PMF), a primeira proposta previa somente a possibilidade de uma parcela do plano de carreira do Quadro Civil – aprovado em 2014 e que ainda não foi 100% implementado.<br><br>Ao final da negociação, os trabalhadores arrancaram pelo segundo ano seguido a reposição da inflação sem parcelamento, e o valor será pago pelo INPC em maio, além de ganho real no vale-alimentação.<br><br>A PMF se comprometeu a nomear até 600 trabalhadores do magistério e 75 da saúde do concurso.<br><br>Será paga mais uma parcela do Plano de Carreira do Civil. É o terceiro ano seguido que retomamos o pagamento.<br><br>Outra questão importante é o compromisso de investimentos no serviço público para enfrentar a precarização das condições de trabalho, o que se traduz em melhorias no atendimento à população.<br><br>Durante a greve, o governo aprovou mais um ataque à previdência dos trabalhadores, alterando as regras de pensão e cálculo do valor da aposentadoria para quem ingressar no serviço público após a aprovação da lei.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Recuperação de direitos na Comcap</strong><br>Na Comcap, depois de mais de quatro meses de negociação e de propostas que retiravam completamente cláusulas importantes do acordo coletivo, reduzindo salários e acabando com gratificações que compunham a remuneração dos trabalhadores, a greve conseguiu retomar cerca de 90% do que estava sendo retirado pelo prefeito desde a aprovação da Lei nº 706/2021 e por decisão judicial de segunda instância, que legitimava a lei.<br><br>Entre as cláusulas que seriam retiradas e permanecem – total ou parcialmente – estão a gratificação de férias, prêmio de férias, gratificação de coleta, adicional noturno, insalubridade, estabilidade de emprego, conclusão de tarefa, composição de equipes, horas extras, gratificação de tempo de serviço, avaliação de desempenho e licença-prêmio, além de ampliarmos a discussão para trabalhadores que têm filhos com deficiência.<br><br>Outras conquistas são a reposição da inflação pelo INPC e o reajuste acima da inflação do ticket alimentação na data-base de 1º de novembro, antecipada por conta do ano eleitoral.<br>Também ficou estabelecido um compromisso de proibição de avanço das terceirizações na coleta convencional até o fim do ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Terceirização piora os serviços e pode facilitar corrupção</strong><br>Com a entrada da terceirização em Florianópolis, a taxa de lixo na cidade aumentou 18%, bem acima da inflação; e a qualidade do serviço nas regiões em que a terceirizada atua piorou.<br><br>As denúncias da Operação Presságio, da Polícia Civil – que investiga fraudes na contratação de empresas privadas para a limpeza pública de Florianópolis – mostram que a terceirização da Comcap pode ter objetivos muito diferentes do que o governo prega na imprensa. Em Santa Catarina, já são 17 prefeitos que foram presos dentro de uma operação que investiga fraudes em empresas terceirizadas de coleta, que ficou conhecida como “máfia do lixo”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Não à criminalização do sindicato<br></strong>A criminalização da organização sindical segue escalando, com ilações ao Sintrasem e à direção do sindicato circulando nos jornais.<br><br>O prefeito Topázio Neto foi o primeiro a acusar a direção de estar ligada à queima de um caminhão de empresa terceirizada no primeiro dia de greve, antes mesmo da imprensa.<br><br>Durante a greve, o governador Jorginho Mello (PL) “acompanhou” as investigações junto ao delegado-geral da Polícia Civil de SC, Ulisses Gabriel. Uma coletiva de imprensa foi montada para acusar a direção do sindicato, que nunca foi chamada para prestar nenhum esclarecimento.<br><br>Depois do fim da greve, o prefeito continuou atacando a história de luta dos trabalhadores que resistem aos ataques dos governos de Florianópolis, com uma postura do tipo “sou eu quem mando na cidade”.<br><br>Há uma operação montada contra a direção do sindicato. Os diretores já se colocaram à disposição da Polícia Civil para fornecer todas as informações necessárias para a elucidação dos fatos, pois também querem saber quem foram os executores e quem são os mandantes.<br><br>Topázio faz vista grossa para as denúncias de corrupção no alto escalão de seu governo e tenta mudar o foco para a criminalização do sindicato, mas precisa entender que os trabalhadores estão sempre mobilizados contra projetos de desmonte e terceirização: o serviço público é direito do povo!</p>
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		<title>Caso Marielle revela podridão de estruturas intactas da Ditadura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Apr 2024 13:42:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Qualquer militante democrático só pode se congratular com os avanços nas investigações do caso do assassinato de Marielle e Anderson, que levaram à prisão os suspeitos de serem mandantes do crime, o deputado federal Chiquinho Brazão e seu irmão Domingos Brazão, além do ex-chefe de Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa. Como diz a nota [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Qualquer militante democrático só pode se congratular com os avanços nas investigações do caso do assassinato de Marielle e Anderson, que levaram à prisão os suspeitos de serem mandantes do crime, o deputado federal Chiquinho Brazão e seu irmão Domingos Brazão, além do ex-chefe de Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa.<br><br>Como diz a nota aprovada pelo Diretório Nacional do PT no dia 26 de março: “Após seis anos de obstrução da Justiça, a correta decisão do governo Lula de federalizar a investigação, que levou à prisão dos suspeitos de serem mandantes do assassinato de Marielle, é um marco na luta contra a violência política e de gênero no país, que esperamos sirva para mobilizar a sociedade contra esta odiosa prática que se abate sobre nossas lideranças.”<br><br>Um passo correto pede outro. É importante também investigar e esclarecer qual foi, exatamente, o papel das Forças Armadas neste episódio. Afinal, apenas um mês antes do assassinato de Marielle, o general Braga Netto foi nomeado comandante da intervenção federal no Rio de Janeiro. Apenas um dia antes do crime, o general Richard Nunes nomeou Rivaldo Barbosa chefe da Polícia Civil, isso apesar da contraindicação da Subsecretaria de Inteligência, órgão da própria Secretaria de Segurança Pública do Rio. São apenas coincidências?<br><br>No mínimo, Richard Nunes, que precisa ser investigado, não poderia ser nomeado por Lula como Chefe do Estado Maior!</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Podridão das instituições</strong><br>A investigação lançou ainda mais luz sobre o nível de podridão das instituições e a infiltração das milícias e do crime organizado em aparatos de Estado e especialmente nas estruturas mantidas intactas pela ditadura, como as forças armadas e polícias.<br><br>O assassino era policial, o motorista que fugiu com o assassino era policial, o responsável por sumir com o carro e armas era bombeiro militar. A munição utilizada foi desviada da Polícia Federal. O chefe da Polícia Civil sabia do crime antes mesmo dele acontecer. Os mandantes, ao que tudo indica até agora, são um conselheiro do TCE do Rio e um deputado federal.<br><br>Diante do escândalo, o presidente da Câmara Federal, Arthur Lira, espera a coisa esfriar. Ele não tem pressa para votar a legalidade da prisão de Chiquinho Brazão. Para Lira é uma “questão sensível, complexa e grande”. Seria razoável esperar algo diferente? Lira, afinal, é o primeiro homem das podres instituições.<br><br><strong>Luã Cupolillo</strong><br><br></p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Rivaldo acobertou mais gente</strong><br>O delegado Rivaldo, aliás, se notabilizou, tanto como chefe da Polícia Civil, quanto como delegado da Divisão de Homicídios, por acobertar assassinatos cometidos por agentes de segurança. Foi assim no célebre caso do menino Eduardo, uma criança de 10 anos assassinada na porta de casa no Complexo do Alemão em 2015, enquanto brincava com um celular, por um tiro de fuzil disparado por um PM, absolvido por “legítima defesa”. A família, inclusive, exigiu novas investigações após a prisão de Rivaldo. Quais mais investigações serão reabertas?”</p>
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		<title>Maduro proíbe candidatos da direita e esquerda na Venezuela</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Apr 2024 19:46:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fixo]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nos marcos do Acordo de Barbados, apoiado pelos EUA, entre o governo Maduro e a chamada Plataforma Unitária da oposição, que aglutina boa parte dos partidos da direita, se estabelecia que as partes reconhecem e respeitam o direito de cada ator político de selecionar o seu candidato para as eleições presidenciais de forma livre e [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><br>Nos marcos do Acordo de Barbados, apoiado pelos EUA, entre o governo Maduro e a chamada Plataforma Unitária da oposição, que aglutina boa parte dos partidos da direita, se estabelecia que as partes reconhecem e respeitam o direito de cada ator político de selecionar o seu candidato para as eleições presidenciais de forma livre e conforme os seus mecanismos internos, atendendo ao estabelecido na Constituição e na lei; que as eleições presidenciais se efetivariam no segundo semestre com a participação de observadores internacionais e quanto às inabilitações (bloqueio de candidaturas) seriam examinadas pelos organismos constitucionais. A oposição se comprometia a aceitar a resolução que tomasse o Tribunal Supremo de Justiça a esse respeito, o que levou à flexibilização das sanções econômicas contra a Venezuela por parte dos EUA.<br><br>Outra consequência tácita do acordo foi a realização das primárias presidenciais da oposição de 23 de outubro, sobre as quais pesava uma “ameaça constante”, inclusive com a possibilidade de que o TSJ as impedisse.<br><br>Por trás do Acordo de Barbados há uma importante negociação de petróleo e ouro em curso, interesses dos Estados Unidos que se movem para assegurar alternativas de petróleo estratégicas, diante de uma situação mundial cada vez mais convulsionada não só pela guerra na Ucrânia mas agora também pelo desatado conflito israelense-palestino.<br><br><strong>As primárias agitam o cenário político</strong><br>Após a realização das primárias da oposição de 23 de outubro do ano passado, a ultradireitista Maria Corina Machado, quem sabia estar inabilitada para delas participar o que era inclusive de conhecimento público, participou e obteve uma ampla vitória, saindo com 93% dos votos segundo estimativas independentes, com cerca de dois milhões de venezuelanos indo às urnas. Derrotando os partidos opositores tradicionais, as pesquisas davam a ela mais de 40% de vantagem frente à Maduro, o que a fazia não só legitimada para disputar as presidenciais de 2024, como a convertia na líder da oposição.<br><br>A pressão do governo contra a sua postulação, com detenções em sua equipe de campanha, deriva da pública e notória atuação de Maria Corina de chamar ao bloqueio, sanções e invasão da Venezuela, além do reconhecimento que deu ao governo paralelo de Guaidó. Diante de sua inabilitação para exercer cargo público por 15 anos, imposta pela Controladoria Geral da Venezuela, tal como dita a lei, Maria Corina nomeou como candidata para substitui-la a professora universitária Corina Yoris, a quem sim deveria ser permitido participar e inscrever-se como candidata, sempre deixando claro que a inabilitação de Maria Corina não é parcial, que ela deve abster-se de participar em campanhas ou de ter qualquer candidato “laranja”.<br><br><strong>A exclusão também da dissidência do chavismo</strong><br>Diante dessa nova realidade política, o governo Maduro lançou uma ofensiva para acelerar a estratégia de convocar um referendo consultivo que aviva a disputa territorial com a Guiana, tentando mobilizar a população com exaltação ao nacionalismo tendo em vista as eleições presidenciais de 2024. A Assembleia Nacional, com a oposição que coabita com o governo, decidiu a antecipação precipitada das eleições para 28 de julho, aplicando um calendário “via rápida” com tempos mínimos para inscrever candidaturas. Manejando o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), o governo impôs a proscrição de qualquer candidatura referenciada na principal oposição patronal, vale dizer em Maria Corina Machado. Mas, minutos antes do encerramento das inscrições, permitiu a inscrição de Manuel Rosales, de “Um novo tempo” (UNT), da oposição chamada “colaboracionista”, mais inclinada a entendimentos com o governo nacional.<br><br>Ao mesmo tempo, o governo Maduro fechou qualquer possibilidade de participação eleitoral por parte de organizações e partidos políticos que se colocam à sua esquerda, impossibilitou a inscrição de Manuel Isidro Molina, do Movimento Popular Alternativo (MPA), apoiado pelo Partido Comunista da Venezuela (PCV) e outras organizações, pela sigla da NUVIPA (Nova Visão para meu País), que até então não tinha qualquer impedimento. Outras organizações e candidatos, de uma hora para outra, foram somados aos inabilitados ou à lista de organizações não reconhecidas, tal como ocorreu com Andrés Giuseppe, do Movimento Político Profissionais da Venezuela e integrante da Frente Popular em Defesa do Salário (Frenpodes), com María Alejandra Díaz que se reivindica do chavismo crítico, com o governo levando a cabo uma ofensiva de intervenções judiciais em partidos &#8211; Tupamaros UPV, PPT, PCV – para impedir-lhes apresentar-se eleitoralmente.<br><br><strong>A deriva autoritária de Nicolás Maduro<br></strong>Se algo caracteriza o governo de Nicolás Maduro é sua política de regressão social com a desculpa das sanções, é a aplicação de um plano de ajuste que pulverizou os salários, os direitos trabalhistas e as condições de vida do povo trabalhador, aplicando uma política económica em favor do capital nacional e transnacional, acompanhando tudo isso com a intimidação e criminalização da luta dos trabalhadores, chegando a ter mais de uma centena de dirigentes e trabalhadores sob regime de liberdade vigiada ou encarcerados, hostilizados pelos corpos de segurança do Estado.<br><br>Para nós, militantes agrupados na Coordenadora Nacional Autônoma e Independente de Trabalhadores (CAIT), estamos diante de um governo com uma tendência cada vez mais autoritária que, valendo-se do controle das instituições, proíbe candidatos, inabilita partidos e inclusive criminaliza a luta dos trabalhadores, aplicando medidas claramente antidemocráticas contra o direito do povo decidir em quem votar.<br><br>Nesse sentido, se impõe a mais ampla unidade em defesa dos direitos democráticos, rechaçando toda restrição às liberdades democráticas e as perseguições políticas. Basta de intervenção do Estado nas organizações políticas e sindicais, pelo pleno direito de organização e participação política!<br><br><strong>Alberto Salcedo, desde Maracaibo</strong></p>
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