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Eleições presidenciais na França: Declaração do Partido Operário Independente – POI

12 de abril de 2017
eleições na fança

12 de abril de 2017

Resistência

O POI combate desde a sua criação pela democracia, pela laicidade, pela República e pelo socialismo, para ajudar na mobilização dos trabalhadores com suas organizações, cuja independência é uma questão crucial, e contra as instituições antidemocráticas da 5ª República e da União Europeia.

O POI considera que é através da luta de classe, com os meios da classe operária – greves, manifestações, greve geral – que se desatará o nó da situação pela destruição das instituições da 5ª República.

Hoje, nesse campo de ruínas provocado pela decomposição das instituições da 5ª República e de todos os partidos políticos, não há qualquer dúvida que as centenas de milhares de trabalhadores, de militantes e jovens que se preparam para votar por Jean-Luc Mélenchon manifestam, no quadro deformado da eleição presidencial, a vontade de ir o mais longe possível na via da ruptura com todo o sistema, com todas as políticas desenvolvidas pelos governos seja de direita ou de esquerda. São os trabalhadores, os jovens, os militantes operários que fazem o balanço dos dez últimos anos e que, apesar de todas as pressões, inclusive “unitaristas”, dizem: não à quebra do Código de Trabalho, revogação da lei El Khomri, das “reformas” Touraine, dos ataques contra a escola e a Seguridade social, a destruição das comunas, a reforma territorial, os serviços públicos…Resistência.

Eles indicam que estão dispostos a resistir contra os planos dos patrões aplicados pela União Europeia para destruir a democracia, a República e todos as suas conquistas sociais. E isso, qualquer que seja, ao final, o resultado das eleições e seja o que for que o presidente eleito decida fazer.

É por isso que o POI se reconhece e se inscreve no movimento dessas centenas de milhares de trabalhadores, jovens, militantes operários que indicam a sua vontade, através do voto por Jean-Luc Mélenchon, de resistir, de preservar as conquistas e de questionar as instituições.

O POI não ignora que milhões manifestarão sua recusa também ao decidir-se pela abstenção e que outros poderão decidir-se a votar por Benoît Hamon, apesar de sua filiação reivindicada ao lado de M. El Khomri, N. Vallaud-Belkacem, M. Touraine, A. Hidalgo e consortes (quatro ministros do atual governo Hollande), que farão parte de seus próximos.

A alguns dias da eleição presidencial, o POI recorda a posição que formulou na sua declaração de 18 de março: “quaisquer que sejam os votos dados, para a esmagadora maioria da população trabalhadora, é na unidade dos trabalhadores com suas organizações independentes que será preciso agrupar-se para bloquear os objetivos destruidores dos patrões pela da via da União Europeia com a continuidade das mobilizações que não diminuem apesar do período eleitoral”.

É por isso que o POI, consciente dos perigos que se avizinham, colocará todas as suas forças na ajuda à aplicação das decisões tomadas pelos 600 delegados reunidos em Conferência Nacional no dia 25 de março, que convidam trabalhadores e militantes a “colocar em discussão a proposta de constituir um ‘Comitê Nacional pela Defesa das Conquistas e Direitos Arrancados em 1936 e 1945” (e convidam) os comitês de ligação e de intercâmbio constituídos nas localidades a discutir essa proposta. A mesa da conferência coordenará a centralização das discussões sobre esta proposta, das quais “Informations Ouvrières” prestará contas, e poderá propor um novo encontro em relação com os desenvolvimentos da situação.

Secretariado Nacional do Partido Operário Independente



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