Rio, anulação da AP 470 e candidatura própria

Petistas e sindicalistas se mobilizam no Rio de Janeiro.

Em 30 de janeiro foi realizado um ato na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), com o plenário onde cabem 600 pessoas, lotado. Com a presença de José Dirceu, o ato contou também com a representação da CUT-RJ e da CUT Nacional. A campanha que se desenvolve no Rio levanta a exigência da Anulação da AP 470.

Assim, no último dia 18, com a presença de José Genoíno, o auditório da CUT-RJ ficou lotado numa nova atividade chamada para discutir os erros do STF. Parlamentares do PT, como os deputados federais Edson Santos e Luiz Sérgio, e a deputado estadual Cida Diogo, estiveram presentes.

Essas atividades discutem, em particular, os erros cometidos na questão dos R$73 milhões do Banco do Brasil que, segundo o STF, teriam sido os recursos usados para o chamado, e não provado, mensalão. O jornalista Raimundo Pereira, num importante trabalho investigativo, publicado na revista Retrato do Brasil, mostra, com provas consistentes, que esse dinheiro pagou a campanha publicitária do cartão Visanet e que, portanto, o pretendido desvio de dinheiro não ocorreu. O ex-diretor do BB, Henrique Pizzolato foi condenado justamente por esse suposto desvio (ver pag. 5).

No próximo dia 25, agora no auditório a OAB-RJ ocorre nova atividade. Um debate com os jornalistas Paulo Moreira Leite, autor do livro “A outra história do mensalão” e Jânio de Freitas, colunista da Folha, um dos poucos jornalistas que durante o julgamento não fez coro à farsa montada pelo STF consagrada pela mídia.

Candidatura própria

Além da luta contra a Ação Penal 470 os petistas do Rio de Janeiro também estão afirmando e defendo o partido em relação às eleições de 2014. O Diretório Estadual decidiu disputar o governo do estado, com a candidatura do senador Lindbergh Farias. A decisão provocou a fúria do governador Sérgio Cabral (PMDB), acostumado há anos, por decisão da cúpula nacional do PT, a ter o partido no estado a reboque de seus interesses.

Militantes da Corrente O Trabalho, em apoio à decisão da candidatura própria, lançaram uma carta onde propõem, para fortalecer esta perspectiva, que “desde já, o PT deve entregar os cargos que ocupa no governo estadual e romper a aliança com o PMDB de Sérgio Cabral”.

Correspondente