Trabalhadores fazem ato contra “PL das privatizações” de Dória

Aconteceu na tarde da última quarta-feira (16), um ato contra o PL 529/2020 que é uma verdadeira pancada nos serviços públicos e no funcionalismo. O projeto de lei 529/2020 de autoria do governador João Doria (PSDB), pretende extinguir mais de dez empresas públicas, autarquias e fundações que prestam serviço à população paulista.

Entre as empresas que Doria pretende destruir estão a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano de São Paulo – CDHU que é responsável pela construção de moradia para pessoas de baixa renda, a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo S. A. – EMTU-SP, a Fundação Parque Zoológico, entre outras.

No período que o estado ultrapassa a marca de 33 mil mortos pelo Coronavírus o PL também visa destruir a Fundação para o Remédio Popular (FURP) que fabrica e fornece medicamentos a órgãos da saúde e assistência social. Além da FURP, a Fundação Oncocentro de São Paulo (FOSP), que realiza pesquisa e treinamento no combate contra doenças cancerígenas também será extinta.

Segundo dados da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), apenas a Universidade de São Paulo (USP) perderá R$ 480 milhões, afetando a capacidade de conceder novas bolsas e projetos. É importante lembrar que na capital paulista o Prefeito Bruno Covas também fez uma medida parecida, com o PL 749/19 que extinguiu 8 autarquias, entre as quais a Autarquia Hospitalar Municipal (AHM). Doria e Covas seguem a cartilha do governo Bolsonaro que já encaminhou a Câmara dos Deputados, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 32/2020 da “reforma” administrativa, um verdadeiro desmonte do Estado brasileiro.

Durante o ato estiveram presentes lideranças da CUT e do PT, entre elas a pré-candidata a vereadora Lili e o pré-candidato à prefeitura paulistana Jilmar Tatto, que destacaram a importância da defesa dos serviços públicos para atender quem mais necessita.

João Santana