Trump ameaça Irã por enviar gasolina à Venezuela

Após o fracasso da incursão mercenária de 3 de maio, com o desastre da chamada Operação Gedeão encomendada por Juan Guaidó e Trump à empresa Silvercorp nos EUA, novas ações contra a Venezuela foram adotadas por Washington.

Mesmo sendo um país petroleiro, a Venezuela importa aditivos para a produção de gasolina. Daí as pressões ilegais dos EUA para romper relações comerciais de companhias petroleiras europeias e a estatal PDVSA, além do bloqueio a centenas de barcos petroleiros na costa do país.

Cinco barcos petroleiros iranianos, com 1,4 milhões de barris de gasolina e aditivos, navegam em direção à Venezuela, graças a um acordo entre os dois países, quebrando assim as sanções dos EUA. Há 15 dias aviões iranianos trouxeram equipamentos para recuperar instalações de refinadoras em Paraguaná.

O governo Trump anunciou que avalia ações para “castigar o Irã” por ajudar a Venezuela. O governo iraniano respondeu que tomaria as medidas necessárias para fazer os barcos chegarem ao seu destino e que qualquer ameaça contra eles teria uma “resposta rápida e decisiva”.

AT&T encerra operações no país
A corporação AT&T de telecomunicações, serviços de voz, vídeo, dados, internet, controla a Directv, a maior operadora de TV a cabo dos EUA. Na Venezuela a Directv detinha 45% do mercado de TV paga e acaba de anunciar que encerrou suas operações no país. A maior parte de sua programação era de entretenimento e esportes, mas ela vinha alojando canais nacionais, inclusive os do Estado, e também a Telesur, que depende da plataforma da Directv para sua distribuição em outros países da América Latina;

O apagão informativo da Directv se soma ao bloqueio à entrada de gasolina no país, num esforço do governo Trump para endurecer a via econômica para a desestabilização do governo venezuelano. O que reforça ainda mais a necessidade de ampliar a campanha contra as agressões do imperialismo dos EUA contra a soberania da Venezuela (ver abaixo).

Alberto Salcedo, de Maracaibo

Campanha: Fim imediato das agressões à Venezuela!

Está em curso campanha impulsionado pelo Comitê Internacional de Ligação e Intercâmbio do Acordo Internacional dos Trabalhadores e Povos (AcIT), por solicitação dos sindicalistas e deputados constituintes venezuelanos Raúl Ordoñez e Nelson Herrera, contra as agressões do imperialismo dos EUA ao país irmão.

No Brasil, já adotaram moções o Sindsep-SP (municipais), o Sindsep-DF (federais), a Condsef e a CUT nacional, através de seu secretário de relações internacionais Antonio Lisboa. Moções foram adotadas também por organizações políticas e sindicais do Peru, México, Guadalupe, dentre outros países, apoiando os pontos seguintes:

■ Fim imediato dos ataques de Trump contra a soberania da Venezuela
■ Fim imediato de todas as operações militares
■ Anulação das sanções e do bloqueio econômico
■ Todos os recursos das nações para combater a pandemia

📧 Enviar para: Leonardo Caraballo: cbolivarianainfo@gmail.com
Lídice Altuve: licealt@yahoo.com
📧 Com copias para: raulordonez20@gmail.com | julioturra@cut.org.br |
culturadetrabajo.apn@gmail.com