É hora de mobilizar nas bases!
É a hora de mobilizar toda a militância, colegas de trabalho, amigos e familiares para se engajar na campanha por Lula Presidente.
Vivemos uma campanha eleitoral tumultuada. A menos de um mês do 1° turno, a crise institucional emergiu no STF, que submergiu no mar de lama do escândalo do Banco Master. Os EUA brandem ameaças contra o Lula e a soberania nacional brasileira a pretexto do combate ao “narcoterrorismo”. Boa parte da burguesia, apesar das críticas dos jornalões, apoia Flávio para tirar Lula da presidência, e fazer terra arrasada com um novo ajuste fiscal. A campanha de Lula, em alguns lugares esteve desorganizada com relato de falta materiais da campanha, e a omissão do apoio a Lula por certos “aliados” estaduais.
As pesquisas, até aqui, mostram uma margem apertada a favor de Lula. Mas, nos últimos dias, se sente nas ruas a reação da militância, determinada a arrancar a vitória. Cresceu o engajamento, nas ruas se vê um maior apoio e, diferente de 2022, rara hostilidade. Tanto é que agressores covardes têm que operar de madrugada, caso do apedrejamento da casa dos familiares do candidato ao Senado do PT em Santa Catarina, Décio Lima.
Derrotar a extrema-direita e a direita!
Uma dificuldade eleitoral é a mistura de indignação e desalento que atinge parte do eleitorado enojado com a podridão do sistema, mas também frustrado pelo atraso das transformações necessárias. Apesar do muito que foi feito nos governos do PT, a defesa do “legado” é insuficiente para responder à classe trabalhadora pesadamente endividada, exausta em longas jornadas de trabalho e baixos salários, com o avanço de empregos desregulamentados e o rebaixamento dos direitos causados pela Reforma Trabalhista. É preciso tratar de sua revogação.
Daí que não se trata só de “derrotar a extrema-direita”, o que sugere se aliar com a direita. Ainda mais que vem aí o segundo turno que pode agravar este viés. É preciso derrotar também essa direita, em vez de se confundir com ela que se opõe a tudo que é avanço social, como vimos com o emperramento da votação do fim da escala 6×1.

“Se eu não fizer, ninguém faz”
Na última sexta, Lula decidiu editar uma Medida Provisória para pôr fim às BETs (ver pág. 5). Ajuda que ele tenha subido o tom nos últimos dias. Na ONU, em Nova York, confrontou as ameaças de ingerência estadunidense.
Em entrevista à rede de TV Bandeirantes, no último dia 27 de setembro Lula foi mais assertivo do sobre a crise institucional: “Quando se trata da reforma política, você está mexendo com o interesse pessoal de cada deputado, de cada partido político. Não é possível a gente continuar com a promiscuidade política do jeito que está. Não é possível a gente continuar com o Congresso Nacional com 50% do orçamento da União. Não é possível. Então, tudo isso vai ter que mudar. Se eu não fizer, ninguém faz.”
Lula explicou que o fundo partidário e o fundo eleitoral somado às emendas parlamentares, criaram nos parlamentares uma promiscuidade com os negócios e um comportamento corporativista. É claro, como a luz do sol, que eles só pensam em como arrancar cada vez mais dinheiro do Estado para financiar suas – cada vez mais caras – campanhas. Lula classifica um processo que “apodreceu de vez a política”.
É ainda mais certo quando Lula afirma que “se eu não fizer, ninguém faz”, tanto para liderar “a reforma política ampla”, “profunda”, quanto para a reforma do Judiciário. Afinal, o atual Congresso Nacional, dominado por uma maioria reacionária que se beneficia desse sistema, não vai querer acabar com esse jogo. “Mudar tudo isso”, como Lula disse, requer, ao fim e ao cabo, dizemos nós, uma Assembleia Constituinte. O que requer a força de uma grande mobilização popular.
Movimento pela Reforma Radical e Constituinte
Em 8 de agosto, em SP, lançou-se o Movimento por uma Reforma Política Radical e pela Constituinte Soberana (reformaradical.com.br) em um representativo Encontro Nacional, onde participaram ex-presidentes do PT, vários grupos e o Diálogo e Ação Petista.
A reforma radical é imperiosa para impor novas regras eleitorais, algumas que propõe o Manifesto do Movimento, como o voto em lista partidária pré-ordenada, o financiamento público exclusivo e a revisão da desproporcionalidade da representação. Essas mudanças são necessárias para que uma representação popular genuína possa fazer as transformações profundas que só uma Constituinte Soberana pode fazer.
A fala de Lula, indiscutivelmente, abre espaço para discutirmos amplamente as propostas concretas do Manifesto de 8 de agosto, e animar a militância para se lançar com toda a força nessa reta final de campanha.
É a hora de intensificar a campanha nos bairros, locais de trabalho e estudo, junto dos candidatos que apoiamos, levando o programa de transformações necessárias para a maioria oprimida da nação, erguendo a bandeira da Reforma Política Radical.
Cristiano junta

