Alemanha: US$ 110 bilhões para a Bundeswehr

Joe Biden e Olaf Scholz na Casa Branca

O chanceler social-democrata alemão Olaf Scholz, “anunciou neste domingo, 27, a ampliação mais radical no gasto em Defesa no pós 2ª Guerra”, informa The Washington Post. “A Alemanha, maior economia da Europa e nação mais populosa da União Europeia (UE), frustrava havia muito tempo os Estados Unidos e seus aliados no continente com sua hesitação em investir mais nas forças militares”.

Isso não é armamento para a Ucrânia que outros governos da UE, “socialistas” ou liberais (Macron, Johnson etc.), também dão em medidas emergenciais. Aqui é o rearmamento da máquina de guerra alemã ao longo dos Orçamentos da próxima década.

Isso não é, tampouco, o “ressurgimento do nazismo”. Isso é a bota yankee: a exigência dos EUA desde Obama (Biden vice), Trump, e agora Biden presidente: pelo menos 2% dos PIBs dos países da UE para defesa. Merkel, conservadora, não fez. Scholtz, social-democrata, fez!

Não vai ficar assim, o povo não quer. No dia 27, domingo, 350 mil encheram as ruas de Berlim por “Não à Guerra”, chamados pela central sindical alemã, DGB, descontente, como os trabalhadores, com o desvio do Orçamento para o Exército, a Marinha e a Aeronáutica.

Fraternidade entre os povos!

M.S.

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