Cartilha: Em defesa do PT, da Verdade e da Democracia

“Eles mentem, mentem e mentem…”

Todo militante do PT, todo democrata, deveria ter acesso à leitura da cartilha “Em defesa do PT, da verdade e da democracia”, disponível no site do PT (Clique aqui para ler). Ela reúne informações úteis para desmascarar a guerra de destruição do partido movida pela reação.

Como a declaração de um dos mais destacados procuradores federais na Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, do Paraná, que na sua igreja evangélica, pregou que “em sua cosmovisão cristã (sic), Deus está dando uma ‘janela de oportunidade” ao conclamar para um ato pró-impeachment no dia 16 de agosto”. Um fundamentalismo religioso, um tipo de “jihad tupiniquim”!

E outra sobre as eleições de 2014 em São Paulo onde: “o PSDB ficou com 92% das doações das empresas investigadas na Lava Jato e o PT com apenas 8%. Em 2010, a proporção era de 65% para o PSDB e 35 % para o PT”. Para não falar da coleção de arbitrariedades dos juízes Moro e juiz Gilmar Mendes examinadas.

A cartilha desmonta o “alicerce de falsas denúncias (onde) foi erguida a mitologia do mensalão”. Por isso, incomodou os editorialistas patronais, ao acusar com razão: “Mentem sob a proteção da toga, nos mais altos tribunais, afrontando a consciência jurídica da nação em rede nacional de TV. Mentem sob a impunidade parlamentar, disseminando o ódio nas redes sociais. Mentem sob a proteção da autonomia funcional, forjando procedimentos investigatórios sem base alguma, apenas para produzir manchetes”.

Se esboça, assim, a acusação aos acusadores. Esperamos que ajude a um movimento prático da militância que ainda falta e a cartilha não traz (leia abaixo).

Mas a questão de fundo ainda não está resolvida.

Diz a apresentação da cartilha:“Recorremos ao financiamento empresarial dentro da lei, porque esta era a regra em vigor” “porque esta era a regra em vigor e tínhamos a responsabilidade política de defender nosso projeto nas condições concretas e não como gostaríamos: ao abrigo da influência do poder econômico”.

Não!

A falsa responsabilidade das ditas “condições concretas” foi uma adaptação danosa. Foi uma armadilha que hoje ameaça o maior partido de trabalhadores já construído no país.

Um partido de trabalhadores não está condenado a seguir regras que condena, como nós sempre defendemos!

Sim, pode-se fazer campanha de outro modo, arrecadar diferente, e ganhar eleições como o PT ganhou na primeira fase.

Mas a classe dominante sempre fará novas regras contra a independência política dos trabalhadores. E se não se romper definitiva e claramente com a adaptação à ordem podre e injusta para mudá-la, então novas armadilhas virão.

A hesitação em romper talvez explique porque esta cartilha saiu três anos atrasada, depois da condenação dos réus do mensalão, processo iniciado, na verdade, há 10 anos – haja atraso!

João Alfredo Luna


LIBERDADE PARA VACCARI!

Uma centena de quadros do sindicato dos bancários, do qual Vaccari é liderança histórica, dirigentes da CUT e do PT, inclusive Vagner Freitas (que tomou a palavra) e Rui Falcão compareceram no dia 6 de novembro à uma festa de aniversário do ex-tesoureiro do PT em uma sede cultural do sindicato, em São Paulo.

No momento, ele estava preso numa penitenciária no Paraná, condenado, sem provas, a 15 anos, como explica a “cartilha”. No ato, as diferentes falas, destacando-se o emocionante depoimento do genro de Vaccari, João Mateus Jr, acabaram convergindo para uma proposta simples, justa e urgente: fazer em todo o país uma campanha pela Liberdade para João Vaccari Neto.

Leia o dossiê: “Verdade sobre Vaccari”

Artigos originalmente publicados no jornal O Trabalho, edição nº 777 de 19 de novembro de 2015.

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