É a nação e os trabalhadores que estão em risco!

POLÍTICA DE AJUSTE ATACA O POVO E FRAGILIZA O GOVERNO.

Nas últimas semanas aumentou a estridência dos porta-vozes do imperialismo no Brasil.

A recente convenção do PSDB, agente direto do capital financeiro, aumentou a carga contra o governo Dilma. Por suposto, não estão preocupados com a situação de vida dos trabalhadores. Aécio, FHC & Cia. querem garantir as melhores condições para que seja aprofundada no país a aplicação da política exigida pela especulação, diante da crise do sistema capitalista.

O governo Dilma se encontra fragilizado. Não pelos arroubos do PSDB, mas pela aplicação da política comandada pelo ministro Levy, que deteriora, em ritmo acelerado, as condições de vida da maioria do povo trabalhador brasileiro.

O que de fato preocupa os tucanos e o imperialismo é que a força que os derrotou nas urnas em 2014, a força dos setores organizados da classe trabalhadora que não aceita pagar o preço da crise, não saiu de cena.

Os trabalhadores não aceitam o desmantelamento da nação.

A Federação Única dos Petroleiros indica, para 24 de julho, um dia de greve em defesa da Petrobras. Os petroleiros estão em luta contra os ataques que vêm do PSDB que quer acabar com o regime de partilha no Pré-sal. Ataque bem preparado pela operação Lava Jato. Mas os petroleiros lutam também contra os planos de desinvestimento da própria direção da empresa. E nessa luta chamam a unidade de todos os trabalhadores.

A CUT, que durante todo primeiro semestre organizou a luta em defesa dos direitos dos trabalhadores, em decisão recente, reafirma sua posição contrária ao “plano recessivo e regressivo” e chama para 28 de julho manifestações nos estados diante das sedes do Banco Central e uma manifestação em Brasília, em frente ao Ministério da Fazenda, contra a política de ajuste fiscal de Levy.

Recentemente, 73% dos trabalhadores da Mercedes em São Bernardo do Campo disseram não a um acordo, discutido entre o sindicato e a empresa, que reduzia os salários.

Os trabalhadores brasileiros, através de suas organizações, estão dizendo, em alto e bom som: não aceitamos o sacrifício. Querem defender os direitos e empregos, querem defender a nação, que estão sendo colocados em risco com a execução da política do ajuste que, a depender de Levy, está só no começo!

As situações são diferentes, mas as mobilizações que marcaram esse primeiro semestre e as novas que se anunciam, “conectam” os trabalhadores brasileiros com a maioria do povo grego que acaba de dar um retumbante Não à austeridade imposta pelo capital financeiro.

E para isso Dilma foi eleita! Para proteger os trabalhadores e a nação da rapinagem imperialista, bem representada pelo PSDB.

Não será nos Estados Unidos, ao lado de Obama, cumprindo a agenda organizada por Levy, que Dilma encontrará apoio para fazer frente aos ataques reacionários contra seu governo. Bem ao contrário, quanto mais próxima de Levy/Obama, mais distante Dilma estará da base social que a reelegeu, a única força que pode fazer frente ao retrocesso que se pretende impor ao país.

E essa força está aí, preparando um segundo semestre de lutas, disposta sim a enfrentar a ofensiva reacionária, o que começa, acima de tudo, pela defesa dos interesses dos trabalhadores e da nação, contra a política econômica colocada em marcha para atender aos interesses da especulação financeira.

Chega de ajuste! Abaixo o plano Levy!

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