Greve vitoriosa em Florianópolis!

Assembleia de servidores vota acordo que representou uma vitória

Em 9 de fevereiro iniciou-se a greve unificada dos trabalhadores da Comcap (empresa municipal de limpeza urbana) e servidores municipais da Saúde, Educação, Assistência Social e outros setores da prefeitura, dirigida pelo Sintrasem (sindicato que os representa).


Foram sete dias de greve, enfrentando o prefeito Gean Loureiro (DEM) que pediu à Justiça a demissão e prisão de dirigentes do sindicato, além de multa de R$ 300 mil por dia parado. Diante dessas ameaças, entidades locais e de outros estados enviaram moções às autoridades e à Justiça da capital catarinense exigindo respeito ao direito de greve e dando solidariedade ao Sintrasem.

No dia 16, uma assembleia lotada aprovou a proposta saída de negociação intermediada pela Justiça do Trabalho e votou pelo retorno ao trabalho em clima de vitória.

Os resultados da greve
O prefeito queria “rasgar” o acordo coletivo da Comcap, mas ele foi renovado até novembro. Além disso, se dá um freio na terceirização da coleta de lixo, que Gean queria generalizar, mantendo-a só nas regiões em que já existe, o que dá alento para seguir na luta para eliminá-la de vez.

Os servidores municipais arrancaram o pagamento da 1ª parcela do Plano de Carreiras no próximo salário. Para os professores foi dada a garantia da aplicação do Piso Nacional do Magistério (33,2%) para os que ainda não o recebem, e as promoções voltam a ser pagas.

O acordo inclui nenhum desconto dos dias parados, nenhuma punição, readmissão dos afastados e retirada das multas estabelecidas pela Justiça, numa clara derrota do intuito do prefeito de atacar o direito de greve e destruir o Sintrasem.

O que se deve à união dos servidores e trabalhadores da Comcap, construída pela direção sindical, à determinação dos grevistas e ao apoio que receberam da população.

O presidente do Sintrasem, Renê Munaro, ao colocar em votação a proposta disse: “Quem sai daqui com a cabeça erguida?”. Todos, é claro, que deram um exemplo para o movimento sindical de que vale a pena lutar.

João B. Gomes

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