Lula presidente: urgência nacional

Uma frase do atual presidente, levado ao Planalto pelo golpe de 2016 e a operação fraudulenta que prendeu Lula, sintetiza a urgente tarefa: derrotar Bolsonaro e eleger Lula para reconstruir e transformar este país.

Em recente entrevista, dizendo que não havia fome no Brasil, o ignóbil declarou que “não se vê pessoas pedindo pão em padaria”! Quando nas padarias, nos faróis, nas calçadas e em todos os lugares das cidades, cada vez mais homens, mulheres e crianças levantam um grito de socorro. Num pedaço de papelão se lê: Fome! Este presidente achincalha perversamente os 33 milhões de famélicos e os mais de 100 milhões que sofrem de insegurança alimentar.

Achincalha as brasileiras, ao negar que há um aumento da violência contra as mulheres. E achincalha toda a nação ao dizer que o Brasil “está bombando”. É preciso botar para correr do Planalto este arruaceiro. Isso passa em primeiro lugar pelas eleições, mas não para aí.

Bolsonaro sabe que milhões passam fome e diminui a mesa dos que ainda comem, que os salários e direitos da classe trabalhadora estão cada vez mais rebaixados, a começar pelo salário mínimo, e que as mulheres, cada vez mais são vítimas de violência e deterioração das condições de vida.

E como ele sabe que pagará por isso, ele tumultua. Coloca em suspeita o resultado eleitoral. Leva as Forças Armadas, através do seu sabujo no Ministério da Defesa a se imiscuírem na Justiça Eleitoral. E, é preciso dizer, com a complacência desta. Está virando rotina reuniões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com os milicos. E o TSE sinaliza concessões. Na última reunião cedeu à questão dos testes das urnas eletrônicas, um artifício de Bolsonaro para questionar os resultados. Exército, Marinha e Aeronáutica, num “bem bolado” se dispõem a fazer pirotecnia na praia de Copacabana no 7 de setembro quando o arruaceiro quer mobilizar seus seguidores e fazer demonstração de força. No Congresso Nacional, movida pelo orçamento secreto, a maioria faz o que o chefe manda.

Negando as estatísticas o governo coloca também em xeque o censo do IBGE deste ano. Não realizado em 2020, “por falta de orçamento”, em 2022 está em questão pelas péssimas condições dos recenseadores que fizeram uma mobilização, com greve (1/09), por melhoria nas condições de trabalho.

Quanto menos dados da realidade, melhor para a corja de bolsonaristas para prosseguir no intuito de ter um imperador, sua família e seu séquito – os poucos mais de 30% que declaram voto a ele – de continuarem pilhando o país, a democracia, os direitos e salários da classe trabalhadora.

Levantar as mais urgentes necessidade do povo trabalhador deve ser o tom da campanha nas próximas quatro semanas. Direitos, salários, comida na mesa, democracia e soberania nacional. Derrotar Bolsonaro para reconstruir e transformar este país. Livrá-lo da atual tragédia e das instituições que pavimentaram seu caminho.

“Nunca antes na história deste país”, ficou tão claro que uma eleição é expressão, no terreno eleitoral, da luta de classes. E a maioria oprimida busca se agarrar em Lula para sair do sufoco. Basta ver a preferência dos setores mais oprimidos por Lula. Responder às suas expectativas deve ser o tom da campanha. Eleger Lula, num processo de mobilização por um governo que reconstrua e transforme o país é a tarefa urgente da hora. É nela que nosso jornal e os candidatos proporcionais apoiados pelo Diálogo e Ação Petista estarão concentrados.

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