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	<title>Arquivo de Nacional - O Trabalho</title>
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		<title>No Ceará policial vira interventor e vítima oposição!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Mar 2026 21:29:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), assinou decreto (6/02/ 2026) alterando o tratamento jurídico de policiais que matam em serviço, passando a tratá-los como “interventores” e a outra parte (vítimas), como “opositores”. O decreto chegou no mesmo dia em que um confronto envolvendo policiais militares resultou na morte de cinco suspeitos em Monsenhor Tabosa no interior [&#8230;]</p>
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<p>O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), assinou decreto (6/02/ 2026) alterando o tratamento jurídico de policiais que matam em serviço, passando a tratá-los como “interventores” e a outra parte (vítimas), como “opositores”. O decreto chegou no mesmo dia em que um confronto envolvendo policiais militares resultou na morte de cinco suspeitos em Monsenhor Tabosa no interior do estado.</p>



<p>&#8220;Assinei decreto que muda a forma como policiais são tratados em inquéritos de lesão corporal ou morte decorrente de intervenção. Em vez de autor do crime, o policial passa a ser colocado como interventor, enquanto a outra parte sai de vítima para opositor, até prova ao contrário&#8221;, disse Elmano. Até prova em contrário! Mata primeiro e prova vem depois! O que sabemos é que, muitíssimas vezes, em operações da polícia, sim são praticados assassinatos pelos policiais que seguem impunes.&nbsp; É por isso que uma campanha nacional exige a federalização das investigações de chacinas na Bahia, Rio e Guarujá (SP).</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-95f6b3f548005191802212b529345960" style="font-size:21px"><strong>Em retaliação, policiais assassinam 11 jovens inocentes</strong></h2>



<p>De que polícia estamos falando? A PM do Ceará é, por exemplo, responsável por uma das chacinas mais violentas de que se tem notícia, a chacina do Curió, bairro periférico de Fortaleza, na região da Grande Messejana. A PM cearense praticou uma sequência de assassinatos, em novembro de 2015 que, num intervalo de três horas, na madrugada de 11 para 12 daquele mês, eliminou 11 jovens. Segundo sítio Brasil de Direitos, “a investigação aponta ter-se tratado de uma operação de retaliação: os policiais queriam vingar a morte de um agente, ocorrida naquela mesma data. Nenhuma das vítimas da chacina, no entanto, tinha qualquer relação com a morte do policial.” .</p>



<p>O decreto que, antes de qualquer investigação ou julgamento, absolve os agentes da repressão tende a servir de cobertura para a violência policial.</p>



<p>Como lembra os ex-deputado petista e antigo subsecretário de direitos humanos no primeiro governo Lula, Mário Mamede, a tentativa de alterar os protocolos por parte do governador “atenta contra os principais protocolos internacionais de investigação”. Se aplicado ao caso Curió, os PMs seriam simplesmente “interventores” e as vítimas inocentes, “opositores”. Mas para o governador são opositores, “até prova em contrário”, já mortos, como os 11 jovens em Curió?</p>



<p>Como pede Mamede, é preciso que Elmano revogue a medida que o coloca na vala comum do populismo penal dos governadores da extrema-direita. É o que também exigem mais de 100 organizações do estado. Incluindo petistas. Afinal, “bandido bom é bandido morto”, nunca foi um lema do PT!</p>



<p>No Ceará segundo dados da Superintendência de Pesquisa de Segurança pública, em 2025 ocorreram 200 mortes por intervenção policial.</p>



<p>“O crescimento contínuo destas mortes pode indicar o uso ilegítimo da força, especialmente em um contexto no qual o governo amplia operações policiais letais, investe massivamente em um modelo meramente repressivo e sustenta um discurso que trata a letalidade como sinônimo de eficiência”, diz o manifesto assinado por estas entidades.</p>



<p><strong>Eudes Baima</strong></p>
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		<title>Greve na TVT exige negociação e atendimento das reivindicações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Feb 2026 17:14:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os trabalhadores da TVT (TV dos Trabalhadores) paralisaram os trabalhos nesta sexta-feira, 6 de fevereiro, em mobilização de um dia. A emissora é uma concessão do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e também é mantida pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. Uma manifestação na manhã desta sexta-feira reuniu a maioria dos [&#8230;]</p>
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<p>Os trabalhadores da TVT (TV dos Trabalhadores) paralisaram os trabalhos nesta sexta-feira, 6 de fevereiro, em mobilização de um dia. A emissora é uma concessão do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e também é mantida pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.</p>



<p>Uma manifestação na manhã desta sexta-feira reuniu a maioria dos profissionais &#8211; jornalistas e radialistas &#8211; da emissora em frente à redação, localizada na avenida Paulista.</p>



<p>Os apresentadores da TVT que fazem o Jornal da Manhã foram ao ar em um estúdio terceirizado, fora da emissora. No ar, explicaram aos telespectadores as razões da greve. As trabalhadoras e trabalhadores grevistas questionam o gasto que a TVT teve para contratar um estúdio terceirizado e outros trabalhadores durante a greve para substituir a mão-de-obra, em atitude antissindical.</p>



<p>A campanha salarial, iniciada em 2 de outubro, segue travada pela intransigência da empresa. Os trabalhadores mantêm suas reivindicações em torno de dois pontos essenciais para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho: a garantia do benefício do vale-refeição no valor de R$ 35 durante o período de férias e a estabilidade para um representante dos trabalhadores na empresa.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="574" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-06-at-13.41.58-1024x574.jpeg" alt="" class="wp-image-21509" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-06-at-13.41.58-1024x574.jpeg 1024w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-06-at-13.41.58-300x168.jpeg 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-06-at-13.41.58-150x84.jpeg 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-06-at-13.41.58-768x431.jpeg 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-06-at-13.41.58-1536x861.jpeg 1536w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-06-at-13.41.58-749x420.jpeg 749w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-06-at-13.41.58-696x390.jpeg 696w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-06-at-13.41.58-1068x599.jpeg 1068w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-06-at-13.41.58.jpeg 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Outra pauta levantada pelo Sindicato dos Jornalistas, para fins de negociação, é a regularização dos registros dos profissionais de jornalismo contratados como &#8220;analistas de mídias sociais&#8221;.</p>



<p>Girrana Rodrigues, diretora do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e trabalhadora da TVT, afirma que a representação precisa ter garantias para levar as pautas à direção com autonomia: &#8220;Em uma empresa como a TVT, uma fundação pública que também está apta, por exemplo, a receber emendas parlamentares, um representante pode ajudar no acompanhamento da transparência, da segurança do trabalho e auxiliar nas questões que o representante sindical também cuida, como pontos do próprio Acordo Coletivo de Trabalho&#8221;.</p>



<p>Alexandre Linares, diretor do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, falou no ato dos grevistas: &#8220;Seja um trabalhador bancário ou um trabalhador metalúrgico, há o direito a receber seu vale-refeição durante as férias. Por que os jornalistas e radialistas da TVT não devem receber o VR durante as férias? Estamos aqui para reivindicar um direito legítimo. E queremos o respeito à representação dos trabalhadores. Não custa nada reconhecer a estabilidade para um representante eleito no local de trabalho&#8221;.</p>



<p>Girrana foi clara: &#8220;Abrimos mão de muitas coisas importantes ao longo do processo de negociação, mas essas duas pautas são fundamentais para nós. Os trabalhadores também precisam comer quando estão de férias&#8221;.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-81dbe902abacb78ecad0b3d8c3b1ca09" style="font-size:21px"><strong>Outras reivindicações</strong></h2>



<p>No protesto, houve um exemplo concreto: no caso do auxílio-creche, a TVT reajustou o valor apenas pela inflação, mantendo o benefício abaixo do previsto na Convenção Coletiva de Trabalho dos jornalistas de Rádio e Televisão. Na manifestação, um trabalhador explicou a importância do benefício: &#8220;Sou pai de gêmeos; isso pesa no bolso do trabalhador&#8221;. Na manifestação, diversos jornalistas e radialistas seguravam placas com suas pautas. O caso do registro de trabalho de analistas de redes sociais &#8211; profissionais que exercem atividades jornalísticas &#8211; é gritante.</p>



<p>Historicamente, na TVT os trabalhadores sempre puderam realizar suas assembleias nas dependências da emissora durante o horário de trabalho. Porém, neste ano, após a realização da primeira assembleia desta rodada de negociações dentro da empresa, a TVT passou a permitir que as reuniões ocorressem apenas fora do expediente. Os trabalhadores não se intimidaram e decidiram realizar as assembleias na porta da emissora, durante o horário de almoço.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-ed89a4b938cd71cc5cb8a42017e0f7f8" style="font-size:21px"><strong>Queremos negociação de verdade</strong></h2>



<p>Rafael Benaque, dirigente do Sindicato dos Jornalistas, explicou na manifestação: &#8220;Os trabalhadores da TVT exigem uma negociação efetiva com a direção da emissora. Há muitos jornalistas profissionais contratados com outras funções, mas que exercem trabalho jornalístico e recebem salários inferiores. Uma TV que se apresenta como TV dos Trabalhadores, com origem sindical, nos obriga a fazer uma manifestação como esta. Queremos uma negociação séria e, na TV dos Trabalhadores, queremos todos os profissionais com seus direitos garantidos!&#8221;</p>



<p>O presidente do Sindicato dos Jornalistas, Thiago Tanji, usou o megafone para declarar: &#8220;Pedimos negociação e, até o momento, não houve diálogo efetivo. Nunca tínhamos feito uma paralisação. É muito importante que radialistas e jornalistas estejam juntos nesta mobilização. Há quatro ou cinco anos falávamos em paralisação, mas nunca a realizamos. Hoje, finalmente, estamos fazendo essa paralisação&#8221;. Logo depois, Thiago submeteu à assembleia a proposta de continuidade da greve e a constituição de uma comissão de trabalhadores que, junto com os sindicatos, negociasse com a direção da emissora.</p>



<p></p>



<p><strong>A.L., correspondente do jornal O Trabalho</strong></p>
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		<title>Acordo Europa Mercosul precisa ser rejeitado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Henrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Jan 2026 16:47:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A presidente da Comissão Europeia, Ursula Van Der Leynen, e os representantes do Mercosul assinaram neste 17 de janeiro a minuta provisória do Acordo Comercial entre União Europeia (UE) e o Mercosul. Três dias depois o Parlamento Europeu, numa votação apertada (334 x 324) decidiu enviar os termos do tratado ao Tribunal de Justiça da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A presidente da Comissão Europeia, Ursula Van Der Leynen, e os representantes do Mercosul assinaram neste 17 de janeiro a minuta provisória do Acordo Comercial entre União Europeia (UE) e o Mercosul. Três dias depois o Parlamento Europeu, numa votação apertada (334 x 324) decidiu enviar os termos do tratado ao Tribunal de Justiça da UE para analisar sua legalidade. As negociações já perduram por um quarto de século.&nbsp;</p>



<p>Isso porque os governos europeus, além de nunca aceitarem equilíbrio de condições nas negociações, sempre exigiram cláusulas que atropelam a soberania nacional dos países do Mercosul, limitando seu direito de implementar políticas de desenvolvimento. Por isso, mesmo governos mais entreguistas como FHC ou Temer tinham dificuldades em aceitar os termos impostos. Foi somente em 2019, com a dupla Bolsonaro/Macri, que o Mercosul finalmente acabou por capitular e aceitar as imposições da indústria europeia.</p>



<p>Pois, mesmo na Europa, o acordo é rejeitado pelas massas de agricultores, que sofrerão a concorrência do agronegócio brasileiro-argentino. Elas seguem mobilizando para vetar o Acordo no Parlamento Europeu, ainda antes de sua assinatura final – daí a enorme pressão para barrar o tratado no Parlamento Europeu, judicializando ou de outras formas. É a grande burguesia industrial e financeira, particularmente a alemã, que vem exigindo o Acordo.</p>



<p>Os negociadores do governo Lula em 2023, ao invés de rejeitarem a ilegítima subserviência bolsonarista, aceitaram-na como ponto de partida. As tentativas melhorar um ou outro ponto (sempre muito secundários) deram pouco resultado efetivo.</p>



<p><strong>Desindustrialização e destruição de empregos no Brasil</strong></p>



<p>O acordo eliminará tarifas de importação de mercadorias europeias aos países sul-americanos. O que, nos mercados de produtos industriais, levará a uma brutal e injusta concorrência com as grandes multinacionais europeias, que têm enormes vantagens sobre as empresas brasileiras ou argentinas. As europeias são muito maiores, operam com enormes escalas produtivas e com controle de cadeias globais de produção. Elas têm bem mais capacidade de capitalização e financiamento, com acesso facilitado a crédito mais barato. Ademais têm domínio tecnológico, enormes subsídios e suportes dos Estados europeus.</p>



<p>Já a indústria brasileira, que teve quase todo o apoio estatal destruído nos anos 1990, é obrigada a operar com péssima rede de logística e de infraestrutura (portos, estradas, ferrovias, energia etc). Tem também enorme dificuldade de acesso a crédito – cujo juro é sempre escorchante (o mais alto do mundo). Atua com taxa de câmbio muito volátil – dificultando o planejamento dos projetos &#8211; e frequentemente apreciada, o que tende a elevar custos (em dólares) vis-à-vis os da concorrência internacional. Os impostos de importação, portanto, são uma proteção mínima para compensar &#8211; um pouco ao menos &#8211; tal competição profundamente desigual entre os dois continentes. Ao acabar com eles, o Acordo visa destruir o que resta da indústria brasileira.</p>



<p>A agricultura familiar do Mercosul também deve ser profundamente prejudicada. Pequenos agricultores, que são os maiores empregadores do setor rural, terão de competir com produtos altamente subsidiados pelos governos europeus.</p>



<p><strong>Nenhuma vantagem</strong></p>



<p>O agronegócio é um dos poucos setores da economia brasileira que podem beneficiar-se com o Acordo. E mesmo assim, nem tanto, pois a Europa já há tempos não impõe barreiras ao grosso das&nbsp;<em>commodities</em>&nbsp;brasileiras, como café, soja, milho, minérios e petróleo. E suas cotas (limites máximos) de importação à carne bovina, açúcar ou arroz brasileiros tem sido inofensivas. Mesmo a produtos industrializados brasileiros com mais competitividade, a redução tarifária pela Europa será mínima.</p>



<p>Um dos argumentos falaciosos apresentados em favor do Acordo é a suposta atração de investimentos. O atual Acordo deve, ao contrário, levar a redução de investimentos de multinacionais europeias no Brasil. Elas preferirão investir nas matrizes e exportar ao Mercosul, agora livre de tarifas.</p>



<p>O Acordo ainda limita fortemente a capacidade do Brasil controlar e tributar exportações. O país não poderá mais implementar políticas para garantir ao mercado interno parte da produção de determinadas mercadorias estratégicas (minerais críticos, recursos energéticos etc) ao desenvolvimento nacional ou que garantam a segurança alimentícia ou de saúde da população. E o pior de tudo: se o Brasil aceita este Acordo, outras potências exigirão a mesma mamata e isso levará ao completo estrangulamento da indústria e do emprego de qualidade no país.</p>



<p><em>Alberto Handfas</em></p>
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		<title>Fundeb, o que propõe Camilo Santana?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Jun 2025 21:03:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O ministro da Educação, Camilo Santana, do PT, afirmou, no último dia 10, que o Ministério da Educação cogita novas normas do financiamento da educação que se faz por meio do FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação). Do que se trata? Explica o ministro à [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O ministro da Educação, Camilo Santana, do PT, afirmou, no último dia 10, que o Ministério da Educação cogita novas normas do financiamento da educação que se faz por meio do FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação).</p>



<p>Do que se trata? Explica o ministro à Folha de S. Paulo, em 11 de junho: “tenho discutido internamente para que possamos propor uma mudança no Fundeb, para haver uma avaliação de resultado. Hoje, o fundo considera basicamente o número de alunos”.</p>



<p>O que Camilo está dizendo é que o MEC pretende mudar a distribuição dos recursos reunidos no FUNDEB. Até aqui, a distribuição das verbas vinculadas obrigatoriamente à educação se dá basicamente conforme a matrícula inicial de cada ano mais uma estimativa da matrícula do ano seguinte.</p>



<p>Pode-se fazer melhorias neste sistema, por exemplo, aperfeiçoando o controle e a fiscalização deste levantamento para prevenir fraudes. Agora, <em>grosso modo</em>, o critério de distribuição usado pelo FUNDEB garante a isonomia na distribuição de recursos.</p>



<p>O que o MEC cogita, conforme o ministro, é passar a usar a produtividade, os tais resultados, como critério para distribuir as verbas da educação. Para tal se usaria os resultados aferidos pelo IDEB &#8211; Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, calculado pelos dados do SAEB &#8211; Sistema de Avaliação da Educação Básica, aferido dos resultados das muito questionadas avaliações em larga escala, que hoje enquadram toda a atividade escolar no país, reduzindo as chamadas competências em português e matemática e tendo lugar importante no esvaziamento dos currículos das redes públicas.</p>



<p>Além de eventualmente usar estes dados que estão submetidos a severa crítica da comunidade científica da educação, o que Camilo propõe é de fato punir as redes e escolas que obtiverem resultados piores nas avaliações em larga escala. Para Camilo, como para qualquer dono de escola privada, o critério permitiria focar as verbas ali onde o retorno for melhor. Ora, mas o necessário não seria reforçar e ajudar as redes com maior dificuldade?</p>



<p>Camilo, entretanto, não é original. Este mecanismo que MEC cogita é o mesmo que Fernando Henrique Cardoso, a sua época, procurou introduzir no financiamento do serviço público, como instrumento da chamada eficiência, mas sendo na verdade um mecanismo de arrocho fiscal</p>



<p>O que o país, ao contrário, precisa é de mais recursos para a educação pública que hoje tem de dividir suas verbas com o financiamento das instituições privadas.<br></p>



<p><strong>Eudes Baima</strong></p>
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		<item>
		<title>Por um 1º de maio com a classe trabalhadora e suas bandeiras</title>
		<link>https://otrabalho.org.br/por-um-1o-de-maio-com-a-classe-trabalhadora-e-suas-bandeiras/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=por-um-1o-de-maio-com-a-classe-trabalhadora-e-suas-bandeiras</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Apr 2025 23:21:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A mobilização pelo fim da escala 6&#215;1 começa a ganhar apoio no movimento sindical e popular no país. O lançamento em 10/4 do Plebiscito Popular, organizado pelas centrais sindicais, movimentos populares e organizações políticas, através das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, tem o fim da escala 6&#215;1 como eixo em uma das suas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A mobilização pelo fim da escala 6&#215;1 começa a ganhar apoio no movimento sindical e popular no país. O lançamento em 10/4 do Plebiscito Popular, organizado pelas centrais sindicais, movimentos populares e organizações políticas, através das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, tem o fim da escala 6&#215;1 como eixo em uma das suas perguntas. Após a executiva da CUT aprovar uma resolução de apoio à PEC da deputada Erika Hilton (PSOL) e os temas do Plebiscito Popular, a CUT mudou o centro da Marcha que irá acontecer em 29/4 em Brasília, que era uma pauta genérica de “atualização da agenda da classe trabalhadora” das centrais sindicais.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-69acce88ad47b88eb0336e97deb825ca" style="font-size:21px"><strong>Questões concretas</strong></h2>



<p>A convocação com os três pontos – redução da jornada sem redução de salários; fim da escala 6&#215;1; e isenção de pagamento de imposto de renda (IRPF) para quem recebe até R$ 5 mil por mês e aumento da taxação para quem ganha mais de R$ 50 mil mensais – é uma decisão acertada, pois coloca reinvindicações concretas no centro. Além destes eixos, a base dos sindicatos precisa manter a pauta das revogações das reformas trabalhista, da Previdência, e da lei das terceirizações, que foram aprovadas no último congresso da CUT e mobilizaram mais de 20 mil trabalhadores em Brasília na marcha de 2024.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-05f0fc7d1e30c2f938cb7cd6ae773846" style="font-size:21px"><strong>Buscar a unidade</strong></p>



<p>Os atos de 1º de maio que estão sendo construídos nos estados devem buscar a unidade dos sindicatos e da CUT com o movimento Vida Além do Trabalho (VAT), que também está mobilizando uma jornada no 1º de maio.</p>



<p>A revogação da reforma trabalhista e o fim da escala 6&#215;1 são lutas concretas pela ampliação dos postos de trabalho com melhoria das condições de trabalho. O fim da lei das terceirizações permite a retomada de setores do serviço público que hoje garantem lucro para empresários sem garantia de atendimento com qualidade à população. A pauta da revogação da reforma da Previdência, que defende a retomada dos direitos dos aposentados, é uma luta que também mobiliza nossos vizinhos chilenos e argentinos. É com esta pauta que construiremos a jornada que inclui a Marcha, culminando em atos do 1º de maio.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-7647416dfd84f6fb0d20f515e032049e" style="font-size:21px"><strong>1º de maio no Campo de Bagatelle e a participação da CUT</strong></p>



<p>A Executiva Nacional da CUT aprovou na última reunião que não participaria de atos de 1º de maio que descaracterizassem a história e o objetivo da data, como sorteios de prêmios, por exemplo. Já o Fórum das Centrais, do qual a CUT faz parte, representada pelo presidente Sérgio Nobre, decidiu o oposto, como se pode ler neste trecho do comunicado de 1º de abril de 2025: “A jornada culminará no dia 1º de Maio, com shows e atividades culturais e esportivas em todo o Brasil. Em São Paulo, o ato será na Praça Campo de Bagatelle, zona norte”.</p>



<p>O ato terá shows nacionais e o sorteio de prêmios, incluindo 10 carros, que custam cerca de R$ 100 mil cada. Quem paga essa conta? O ato do Campo de Bagatelle conta com a logomarca da CUT como “convidada” no panfleto de divulgação. A sua pauta não inclui o fim da escala 6&#215;1 e muito menos menção à revogação das contrarreformas.</p>



<p>A CUT não pode de nenhuma forma apoiar esse ato que é uma manobra via Fórum das Centrais para garantir a legitimidade de agendas à direita. Mas sim deve buscar a construção de atos que representem a pauta dos trabalhadores, e não ir a palanques das centrais de direita que convidaram, inclusive, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e o governador Tarcísio de Freitas (Rep), bolsonaristas declarados que defendem a anistia aos golpistas do 8 de janeiro.</p>



<p><strong>René Munaro</strong></p>
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		<title>Mensagem pelo passamento do camarada Joãozinho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Apr 2025 18:00:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Secretariado Internacional da IV Internacional rende homenagem ao camarada João Batista Gomes, Joãozinho, que veio a falecer aos 59 anos de idade, no dia 04 de abril de 2025, após longa luta contra a doença, sem abandonar o combate pela revolução proletária até o fim. Liderança jovem no seu local de trabalho e na [&#8230;]</p>
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<p>O Secretariado Internacional da IV Internacional rende homenagem ao camarada João Batista Gomes, Joãozinho, que veio a falecer aos 59 anos de idade, no dia 04 de abril de 2025, após longa luta contra a doença, sem abandonar o combate pela revolução proletária até o fim.</p>



<p>Liderança jovem no seu local de trabalho e na categoria que fundou o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais em 1988, Joãozinho entrou no mesmo ano na seção brasileira da IV Internacional, a Corrente O Trabalho do PT.</p>



<p>Militante dedicado e estudioso, logo depois integrou a Direção Nacional da Corrente O Trabalho.</p>



<p>Foi eleito delegado a vários Congressos da IV Internacional, exercendo tarefas internacionalistas no Haiti e em Honduras.</p>



<p>Dirigente mandatado na Direção Nacional da CUT, foi membro de sua Executiva de 2019 a 2023, sempre atuante no seu sindicato.</p>



<p>Muito respeitado por todos os camaradas que o conheceram no movimento operário, deixa um legado e uma inspiração revolucionária para as novas gerações.</p>



<p>Saudamos solidariamente os seus camaradas, familiares, amigos e colegas.</p>



<p>A luta continua!&nbsp;</p>



<p>Viva a IV Internacional!</p>



<p>Paris, 04 de Abril de 2025<br><strong>Rene Munaro e Markus Sokol</strong>, pelo Secretariado Internacional</p>
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		<title>Maria José Lourenço (1945/2025)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Mar 2025 17:53:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Registramos o passamento, no último dia 24 de março, de Maria José Lourenço, a Zezé. Convivemos no processo de constituição da Comitê Paritário pela Reorganização (Reconstrução da Quarta Internacional que, após uma Conferencia em Paris, em 1980, projetava a unificação da Tendência Bolchevique de Nahuel Moreno, a Tendência Leninista Trotskista de Christian Nemo e o [&#8230;]</p>
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<p>Registramos o passamento, no último dia 24 de março, de Maria José Lourenço, a Zezé.</p>



<p>Convivemos no processo de constituição da Comitê Paritário pela Reorganização (Reconstrução da Quarta Internacional que, após uma Conferencia em Paris, em 1980, projetava a unificação da Tendência Bolchevique de Nahuel Moreno, a Tendência Leninista Trotskista de Christian Nemo e o Comitê de Organização pela Reconstrução da Quarta Internacional de Pierre Lambert. O processo de frustrou no ano seguinte em relação à T.B.</p>



<p>No Brasil, se dissolveu o organismo que semanalmente reunia os representantes da Convergência Socialista e a então Organização Socialista Internacionalista (atual O Trabalho), colaborando naquele momento no interior do nascente Partido dos Trabalhadores.&nbsp;</p>



<p>Não tivemos mais contato direto com Zezé, estamos cientes de que se afastou da militância no final dos anos 90.&nbsp; Mas guardamos a memória de uma camarada aguerrida e dedicada à luta pela Quarta Internacional na construção do seu agrupamento ao longo de mais de duas décadas.</p>



<p>Saudações trotskistas à sua família e seus amigos.</p>



<p>28 de março de 2025</p>



<p>Markus Sokol</p>
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		<title>“Você não pode esconder um cadáver da família por 50 anos”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Mar 2025 17:49:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eliana Paiva tinha apenas 15 anos, em janeiro de 1971, quando agentes da ditadura militar brasileira chegaram à casa de sua família, no Rio de Janeiro, e levaram embora seu pai, o ex-deputado Rubens Paiva (PTB), então com 41 anos. Ela nunca mais o viu. No dia seguinte, ela e a mãe, Eunice Paiva, foram [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Eliana Paiva tinha apenas 15 anos, em janeiro de 1971, quando agentes da ditadura militar brasileira chegaram à casa de sua família, no Rio de Janeiro, e levaram embora seu pai, o ex-deputado Rubens Paiva (PTB), então com 41 anos. Ela nunca mais o viu. No dia seguinte, ela e a mãe, Eunice Paiva, foram também levadas para o DOI, órgão da repressão ligado ao Exército, e torturadas. Eliana foi solta no dia seguinte; Eunice, 11 dias depois.</p>



<p>Começou então a luta pela libertação de Rubens, primeiro; pela reaparição com vida, em seguida; e depois pela recuperação do corpo e pela apuração do crime e punição dos criminosos, que nunca cessou. Eunice se manteve firme frente aos militares e ao Estado. Esses são fatos retratados no filme “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, que recebeu inúmeros prêmios nos últimos meses, culminando com o Oscar 2024 de Melhor Filme Internacional, em 8 de março último. O filme provocou forte impacto no Brasil. No momento da entrevista, já havia sido visto por mais de 5 milhões de brasileiros e provocado 75 milhões de interações nas redes sociais.</p>



<p>Tal como seus irmãos Vera, Marcelo, Ana Lúcia e Beatriz, Eliana cresceu em meio ao desaparecimento do pai e num ambiente de resistência à opressão. Entrou na Escola de Comunicações e Artes da USP, em 1976, e integrou-se à tendência Liberdade e Luta. Foi da redação deste jornal “O Trabalho” no final da década de 1970. Ela deu essa entrevista remotamente, de Itacaré (BA), em 10 de março de 2025.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-e29f1d89538e14a962027378d0db7f9a" style="font-size:21px"><strong>O Trabalho – Como você está vivendo a repercussão do filme sobre o desaparecimento de seu pai e a luta de sua família?</strong></h2>



<p><strong>Eliana</strong> – Está sendo tudo muito emocionante. Eu vi o filme em Londres (pré-estreia). Eu já chorava antes, chorei na hora em que aparece a Fernanda Montenegro – que fica mais próxima à última Eunice que eu vi, minha mãe já mais velha –, saí do filme e disse: “Não vejo mais”.</p>



<p>A maioria dos meus amigos está me escrevendo textos grandes, vários que não imaginavam a história toda que a gente viveu. Estou muito impressionada, e ao mesmo tempo não, porque o filme em si é muito bom.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-c1511778ae3e6e18dde60d38b858e71f" style="font-size:21px"><strong>O Trabalho – Claro, há o filme, e há os fatos reais, o desaparecimento de um preso político, a impunidade da ditadura que afeta o país até hoje.</strong></h2>



<p><strong>Eliana</strong> – Eunice e Rubens eram pessoas excepcionais. Meu pai era um sujeito muito alegre, muito bom, muito tranquilo, muito engraçado, e ao mesmo tempo muito sério. Os dois tinham relações sociais muito fortes. Isso ajuda bastante. O próprio Waltinho (Walter Salles) conheceu a casa aos 12 anos. Ele era amigo da minha irmã do meio, a Ana Lúcia, e isso sempre ficou na cabeça dele. Naturalmente, o filme tem aspectos ficcionais, mas a sua força vem dos fatos que mostra e que realmente aconteceram.</p>



<p>Eu escrevi, na época, uma carta que foi publicada no “New York Times” e na revista “Newsweek” denunciando a situação. Ela também foi para a França, a Itália e a Inglaterra. Acho que foi essa carta que “soltou” a mamãe. A carta foi articulada pelo Raul Ryff, amigo de papai e ex-secretário de imprensa do João Goulart. Papai não era comunista.</p>



<p>Eu já estava fazendo pesquisa em jornalismo com ele, porque – não podiam contratar o Ryff como jornalista – ele foi encarregado do departamento de pesquisa do Jornal do Brasil. E eu comecei lá a ver imagens informativas, eu tinha 13/14 anos. Eu fiquei fascinada. Meu pai então me mandou para os Estados Unidos, e eu fiquei três meses estudando isso lá, antes dos 15 anos. Então, quando eu cheguei na ECA em 1976 já estava meio preparada.</p>



<p>Eunice era uma pessoa doce. No filme, ela me dá um tapa. Ali tem uma carga de dramaturgia grande – e que tem que ter! Ela jamais faria isso. A Fernanda Torres é uma Eunice um pouco bruta; ela mesma era bem mais doce.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-778a1e2ef04d3aa399b7e36bd8def7cf" style="font-size:21px"><strong>O Trabalho – Você acha que o filme pode ter impacto na vida política nacional?</strong></h2>



<p><strong>Eliana</strong> – Parece que está conseguindo mudar um pouco a direção da direita maluca. Agora o Eduardo Bolsonaro ataca o Walter Salles dizendo que ele é um psicopata, e que todo mundo sabe que meio pai foi morto pela VPR (<em>grupo armado de oposição ao regime militar, segundo versão da farsa montada pelo regime, NdE</em>). Fala isso com a maior tranquilidade, como se fosse uma verdade. E parece que tem gente que acredita. Mas se o filme vai conseguir tirar apoio do Bolsonaro, isso vamos ver.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-a9a874097fa575df48b6c35a5c0f0ca7" style="font-size:21px"><strong>O Trabalho – O que hoje se sabe com certeza das condições da morte do seu pai?</strong></h2>



<p><strong>Eliana</strong> – Ele foi morto por pancadas. O tal Lobo (médico Amílcar Lobo, ligado à ditadura), que atendeu o meu pai, disse que ele estava muito ruim, e em vez de levarem ele para o hospital, ou executaram ou deixaram ele morrer.</p>



<p>Os guardas da prisão haviam todos sido trazidos do Sul, eram bem jovens e não entendiam como eu, uma menina de 15 anos, poderia estar presa. Começaram a conversar comigo. Eu perguntava da minha mãe e do meu pai. Minha mãe estava duas celas na frente. Ela estava deitada, dura, na cela, porque não sabia o que tinha acontecido com a filha. Então, estava tentando ouvir algum ruído meu. Eu disse a um eles: “Vai lá e diga à mamãe que eu estou bem”. Uma certa hora falei a eles: “Meu pai também está preso. Vocês sabem alguma coisa?” Aí ficaram meio atarantados; eram dois ou três meninos, de uns 18/19 anos&#8230; Um deles voltou e disse: “Alguém foi levado daqui arrastado durante a noite”&#8230;</p>



<p>Agora, se você junta os testemunhos todos, vai ver que ele foi executado.</p>



<p>Ele foi atacado porque tentou defender duas mulheres. Uma delas era a dona Cecília, nossa professora de história, e que levou anos inclusive para contar essa história. Parece que, na sala de tortura, eles estavam nus, em posição de ficar só com os dedos apoiados na parede. Eram circunstâncias muito degradantes, e o papai teria começado a ficar bravo com aquilo. Parece que a dona Cecília bambeou, e o papai a segurou. Bambeou pela segunda vez, ele ajudou e tomou uma porrada. Na terceira vez, os dois foram agredidos. Foi essa a sequência que eu soube. Aí ele virou e falou: “Eu sou deputado. Vocês não podem fazer isso.” Parece então que um, dois ou três dos torturadores, enlouqueceu e começou a agredi-lo com extrema violência.</p>



<p>O médico que o examinou depois disse que o tórax dele estava em condições de quem estava com uma grande hemorragia interna. Ele já estava estirado. Isso foi na Aeronáutica. Ele foi levado para o DOI no chão do carro, junto com a dona Cecília. Ele ali já estava muito ruim, mas poderia ser tratado num hospital. Só que quem fez isso, um ato de uma estupidez enorme, decidiu dar um fim naquilo.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-dfe482382c4c9a98548dccc0a3ce97f4" style="font-size:21px"><strong>O Trabalho – Há um processo em curso em relação a esse crime. Os cinco réus (o general José Antônio Nogueira Belham, o major Rubens Paim Sampaio, o capitão Raymundo Ronaldo Campos e os sargentos e irmãos Jurandyr e Jacy Ochsendorf e Souza) estão diretamente envolvidos na morte do seu pai?</strong></h2>



<p><strong>Eliana</strong> – Sim. Sou testemunha no processo. Tive acesso a documentos, a fotos nas quais reconheci pessoas, e a Procuradoria sempre cruzou os depoimentos com os fatos apurados. Eu não sei quem matou o papai diretamente, mas esses cinco fazem parte, como executores ou mandantes.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-4a5bcceb60edf4d6436a48be1b39d05c" style="font-size:21px"><strong>O Trabalho – O crime de tortura e assassinato é imprescritível. O de desaparecimento do corpo é um crime continuado até hoje. O que fazer diante disso?</strong></h2>



<p><strong>Eliana</strong> – Você não pode esconder um cadáver de uma família. Temos de seguir nesta trilha. O aspecto jurídico de que não é uma anistia “continuada” é interessante. E é simples: você não pode esconder um cadáver de uma família durante 50 anos.</p>



<p>A história do filme é muito importante, em primeiro lugar, porque a minha família era muito boa, muito legal. Era um pessoal muito amoroso, e muito do sucesso do filme é porque fala de família. Aquela cena em que os agentes da repressão entram e escondem as armas realmente aconteceu. Minha mãe falou: “Escondam suas armas porque vocês estão numa casa de família”. Agora, pegando na coisa do STF e do Rubens Paiva, esse pai de família foi não só brutalmente assassinado, como o seu corpo sumiu.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-025502dbd0d7f4ffe7f3e997cf34da3d" style="font-size:21px"><strong>O Trabalho – Dos cinco torturadores, dois estão vivos. O que fazer?</strong></h2>



<p><strong>Eliana</strong> – No caso do meu pai, podemos entrar pela questão da ocultação de cadáver. Eles não podem dizer que isso foi “sem querer”. Não, é uma realidade: não podem ocultar um cadáver.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-e19caf95a522e5acc41220d5cba10e53" style="font-size:21px"><strong>O Trabalho – Você foi militante da Liberdade e Luta (tendência estudantil existente de 1976 a 1982) e da OSI (Organização Socialista Internacionalista, grupo político clandestino, precursor da corrente O Trabalho do PT)?</strong></h2>



<p><strong>Eliana</strong> – Só da Libelu. Fiquei meio aflita de participar de uma organização clandestina pela minha história anterior e não quis. Quem me aproximou da Libelu foi o (Elias) Salomão. Eu estava tomando um café e ele começou a conversar comigo. Depois, teve o Mario Sergio Conti, que era o presidente do Centro Acadêmico. Gostava muito das falas dele. Comecei então a fazer o grupo de teatro da ECA, comandado pelo Carlos Calado. Em seguida, participei do <em>Avesso</em>, um dos melhores jornais que a USP já teve, que foi editado por mim – fiz a produção gráfica, mudei o projeto, botei em standard, pus imagens – e pelo Caio Túlio (Costa), o Mário Sérgio, o Demétrio (Magnoli), o (José) Arbex, a Teresoca, o Rodrigo Naves. Vendia feito água. A Libelu se formou nesta época, né?</p>



<p>O jornal Avesso deu certo. Meus irmãos, ligados a outras tendências políticas, detonaram o jornal, e eu defendi. Aí passei a fazer parte da Libelu. O Avesso era ligado ao DCE-Livre da USP.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="2560" height="1471" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2025/03/p.9-foto-Libelu-scaled.jpeg" alt="" class="wp-image-20229" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2025/03/p.9-foto-Libelu-scaled.jpeg 2560w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2025/03/p.9-foto-Libelu-300x172.jpeg 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2025/03/p.9-foto-Libelu-1024x588.jpeg 1024w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2025/03/p.9-foto-Libelu-150x86.jpeg 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2025/03/p.9-foto-Libelu-768x441.jpeg 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2025/03/p.9-foto-Libelu-1536x883.jpeg 1536w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2025/03/p.9-foto-Libelu-2048x1177.jpeg 2048w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2025/03/p.9-foto-Libelu-731x420.jpeg 731w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2025/03/p.9-foto-Libelu-696x400.jpeg 696w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2025/03/p.9-foto-Libelu-1068x614.jpeg 1068w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2025/03/p.9-foto-Libelu-1920x1103.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /><figcaption class="wp-element-caption">Eliana Paiva (ao centro) participa de encontro de Liberdade e Luta, em 1980.</figcaption></figure>
</div>


<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-90ab320b93aff623cf607291d56461d0" style="font-size:21px"><strong>O Trabalho – Em 1977, o movimento estudantil foi para as ruas. Você participou das passeatas?</strong></h2>



<p><strong>Eliana</strong> – Participei de todas. Lembro especialmente de uma na qual paramos em cima do viaduto do Chá (5 de maio de 1977, NdE). Estávamos logo atrás da primeira faixa. A polícia soltou uma bomba de gás contra nós. Aí, todo mundo sentou no chão, pois era a praxe de segurança, mas o Rodrigo Naves teve um ataque de fúria e começou a xingar os policiais que estavam ali na frente, e eu, ou alguém, abraçou-o por trás para contê-lo.</p>



<p>Lembro de outra na qual corremos por todo o centro da cidade, nos dispersávamos e depois nos reuníamos (15 de junho de 1977, NdE). Esta foi ótima! A gente se dividia em duplas ou trincas.</p>



<p>E lembro da primeira passeata (30 de março de 1977, NdE), saindo dali da Economia e da ECA, e que foi muito emocionante, porque a gente foi até o Largo de Pinheiros. Estava todo mundo muito feliz, tranquilo e emocionado. Foi muito legal!</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-f30c6f30d27a842ad3084f4df7cfd9dc" style="font-size:21px"><strong>O Trabalho – Na noite de 22 de setembro de 1977, a repressão invadiu a PUC-SP, onde havia ocorrido o 3º Encontro Nacional de Estudantes. Você estava entre as centenas de estudantes presos, seis anos após sua prisão no Rio.</strong></h2>



<p><strong>Eliana</strong> – Então, fui presa na invasão da polícia na PUC-SP. A gente foi para o Dops. Chegando lá, &nbsp;foram separando as pessoas em salas para dar depoimentos. Me lembro de ter visto o Josimar (Melo). Eu estava numa mesa, prestando depoimento, e vi a minha irmã Analu em outra mesa perto. De repente, vejo o escrevente muito bravo com ela, pois se recusava a dizer o próprio endereço. Ao final, ligaram para a minha mãe. Ela foi buscar a gente lá. Entrou, com aquela carinha dela como se nada estivesse acontecendo, pisando firme, cumprimentando todo mundo. Pegou a gente, botou no carro e fomos embora. Ela não nos falou nada. Foi apenas pegar a gente.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-c71799ab61d6536475d0e05e0568e345" style="font-size:21px"><strong>O Trabalho – E nos anos seguintes?</strong></h2>



<p><strong>Eliana</strong> – Depois, fui diagramadora do jornal “O Trabalho”. Junto com o Valdir (Mengardo), redimensionei “O Trabalho” quando passou a semanal. Fiquei alguns meses, mas o Marcelo sofreu o acidente nesta época (no qual ficou paraplégico), e aí eu não pude mais. O acidente causou um impacto muito forte na minha família toda.</p>



<p><strong>Paulo Zocchi</strong></p>
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		<title>Aumento do preço de alimentos: o que é necessário fazer?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Feb 2025 18:23:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não é de hoje que o aumento do preço dos alimentos é sentido pelos trabalhadores, em particular da cesta básica. Em janeiro de 2024 a cesta subiu 0,36% em São Paulo em um ano. Agora em 2025, ela já tinha subido 10% na capital paulistana (DIEESE). Acima do reajuste de 7,5% do salário-mínimo e muito [&#8230;]</p>
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<p>Não é de hoje que o aumento do preço dos alimentos é sentido pelos trabalhadores, em particular da cesta básica. Em janeiro de 2024 a cesta subiu 0,36% em São Paulo em um ano. Agora em 2025, ela já tinha subido 10% na capital paulistana (DIEESE). Acima do reajuste de 7,5% do salário-mínimo e muito acima dos 4,86% da inflação geral.</p>



<p>Daí a sensação de aperto que muitos trabalhadores sentem. Afinal, 22% do orçamento familiar para quem ganha até dois salários-mínimos é gasto com alimentação (IBGE). Não é à toa que a esperança na melhora das condições de vida que impulsionou a vitória de Lula em 2022, dois anos depois, parece que ainda não se cumpriu para a maioria. É um dos fatores por trás da queda da popularidade do governo, como mostra uma pesquisa recente da Quaest, que, com razão, preocupa os petistas e o próprio governo. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="517" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2025/02/tabela-alimentos-1024x517.png" alt="" class="wp-image-20116" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2025/02/tabela-alimentos-1024x517.png 1024w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2025/02/tabela-alimentos-300x152.png 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2025/02/tabela-alimentos-150x76.png 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2025/02/tabela-alimentos-768x388.png 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2025/02/tabela-alimentos-1536x776.png 1536w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2025/02/tabela-alimentos-831x420.png 831w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2025/02/tabela-alimentos-696x352.png 696w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2025/02/tabela-alimentos-1068x540.png 1068w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2025/02/tabela-alimentos.png 1779w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Lula fez uma reunião ministerial dia 20 onde o tema apareceu como uma das suas principais preocupações. Depois, em 22/1, o ministro Rui Costa disse que o governo procura um “conjunto de intervenções que sinalizem para o barateamento dos alimentos&#8221;. O que causou alvoroço do “mercado”. O que eles temem é que o governo adote medidas que beneficiem o povo em detrimento dos lucros.&nbsp;</p>



<p>No mesmo dia o governo voltou atrás na expressão “intervenção” e, pressionado pelo mercado, têm aventado medidas muito limitadas. Uma delas é a redução do imposto sobre importação de alimentos, ou seja, um tipo de benefício fiscal para importadores. Já vimos esse filme. O próprio governo reconheceu no fim do ano passado que os benefícios fiscais fartamente distribuídos para grandes empresas não têm entregado os benefícios sociais prometidos, e com razão se falou em retirá-los. Agora seria diferente?&nbsp;</p>



<p>Há, entretanto, outras medidas efetivas que o governo pode tomar para baixar os preços dos alimentos, como retomar os estoques reguladores, taxar exportações de certos setores e controlar o cartel dos supermercados.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-611f7a8f6049e06970b8a36ad1427a05" style="font-size:21px"><strong>Estoques reguladores </strong></h2>



<p>Na eleição de 2022 Lula prometeu retomar os estoques reguladores, que foram encerrados no governo Bolsonaro. Essa política consiste no governo comprar produtos básicos como arroz, milho, café etc. quando os preços estão baixos e vender quando os preços sobem aumentado a oferta para baixar o preço.</p>



<p>O problema é que a CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento) não retomou os estoques. Não comprou quase nada de arroz, feijão, açúcar, farinha de mandioca, café e outras culturas nos dois primeiros anos do governo. Em dezembro de 2024 a CONAB tinha 416 toneladas de arroz e 46 toneladas de feijão estocadas, quando já teve mais de um milhão de arroz e 200 mil de feijão. De café, trigo, farinha de mandioca e outras culturas os estoques em dezembro eram zero.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-3249e3295b2fa25e2ec51b5d1c3be740" style="font-size:21px"><strong>Taxação de exportações </strong></h2>



<p>No ano passado, o país bateu o recorde de produção de carnes, com 31 milhões de toneladas. Mas o preço das carnes subiu 20% no ano! As importações de carnes também foram recordes em 2024. No total, um terço de tudo que foi produzido saiu do país. O que é incentivado pela subida do preço do dólar o que aumenta o lucro com as exportações. Por isso, impor uma taxa para exportação de produtos alimentícios faria diminuir os preços no Brasil reconheceu, torcendo o nariz, um economista ligado a um grande fundo de investimento na Folha de São Paulo (28/1):&nbsp; &#8220;A única medida capaz de gerar resultado de curto prazo seria taxar as exportações”.&nbsp;&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-1fa158d4fbc3e8ed1c2338cb5b2bc38f" style="font-size:21px"><strong>Cartel dos supermercados</strong></h2>



<p>A Associação Brasileira de Supermercados afirma que 50 empresas dominam 60% de toda a receita do varejo alimentar no país e 10 redes de supermercados faturaram R$ 313 bilhões em 2023. O que mostra o grau de concentração do setor, ainda mais acentuado nos grandes centros urbanos. O que anda de mãos dadas com a grande concentração das indústrias alimentícias que, em certos casos, praticamente monopolizam setores inteiros com o caso da BRF e da Nestlé.&nbsp;</p>



<p>Isso tudo favorece os preços altos. Os trabalhadores precisam “bater perna” para buscar lojas com preços mais em conta. O governo deveria agir para oferecer outras opções de compra de alimentos de pequenos produtores para combater essa concentração das grandes redes de supermercados e indústrias alimentícias.</p>



<p>O que o governo poderia fazer e teria um efeito concreto é conhecido. Isso mexeria nos lucros do agronegócio e de grandes empresas multinacionais. Tudo o que o “mercado” não quer. Mas, é isso que é necessário.&nbsp;&nbsp;</p>



<p><strong>Cristiano Junta</strong></p>
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