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	<title>Arquivo de Nacional - O Trabalho</title>
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		<title>No segundo turno, virar o jogo com a força do povo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2026 17:21:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fixo]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Juventude nas ruas, o caminho a seguir O resultado do primeiro turno colocou a eleição presidencial de 2026 diante de uma disputa acirrada. Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, uma diferença de aproximadamente 2,2 milhões de votos que provocou uma reação imediata na juventude e o início de uma série [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Juventude nas ruas, o caminho a seguir</strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>O resultado do primeiro turno colocou a eleição presidencial de 2026 diante de uma disputa acirrada. Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, uma diferença de aproximadamente 2,2 milhões de votos que provocou uma reação imediata na juventude e o início de uma série de atos, atraindo a militância e o povo para mobilizações de massa nas ruas do país. O segundo turno, marcado para 25 de outubro, abre uma nova etapa da disputa, sem que se possa considerar encerrado o balanço das eleições. A mobilização iniciada para a virada será fundamental também para que Lula possa governar se for eleito.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="576" height="1024" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/para-3-576x1024.jpg" alt="" class="wp-image-22710" style="aspect-ratio:0.5625097225823179;width:314px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/para-3-576x1024.jpg 576w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/para-3-169x300.jpg 169w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/para-3-84x150.jpg 84w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/para-3-768x1365.jpg 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/para-3-236x420.jpg 236w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/para-3-696x1237.jpg 696w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/para-3.jpg 778w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" /><figcaption class="wp-element-caption">Avenida Paulista, 11/10/26</figcaption></figure>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-8 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Problemas de fundo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado desse 1º turno expressou a força eleitoral do bolsonarismo &#8211; mas também a resiliência do PT &#8211; e as dificuldades enfrentadas pelo governo Lula. O crescimento da representação parlamentar do PL, se realizou em cima da direita e do centrão, diferente do discurso da mídia que tenta criar medo e desânimo como se esse resultado significasse uma diminuição das bancadas do PT, o que não é verdade (ver abaixo).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não basta explicar essa situação pela polarização entre dois candidatos. A crise das instituições, o desgaste das condições de vida, a insegurança econômica e a insatisfação de setores populares compõem um quadro mais profundo. A interferência das grandes plataformas digitais, pressões da ingerência dos Estados Unidos (taxações, classificação do PCC e CV como “narcoterroristas”, Pix, suspensão do visto da embaixadora brasileira, fechamento das embaixadas e consulados no dia das eleições) também influenciaram os resultados eleitorais.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-9 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Alianças nos estados não ajudaram</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro elemento importante para compreender a situação atual é a desastrosa política de alianças construída nos estados. Em nome da ampliação eleitoral e da governabilidade, foram estabelecidos acordos com partidos e setores burgueses que não fizeram campanha para Lula. Os exemplos mais significativos são o caso do Rio de Janeiro, onde Paes não chamou voto Lula e no Rio Grande Sul onde a candidatura imposta de Juliana Brizola resultou na diminuição da votação e das bancadas de deputados estaduais e federais.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-10 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Diálogo necessário</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A diferença torna a disputa matematicamente aberta, mas a reversão do resultado exige uma intervenção política capaz de dialogar com o descontentamento. A defesa das instituições apodrecidas não ajuda, na verdade alimenta o discurso mentiroso do antissistema do bolsonarismo. A necessidade de uma Reforma Política Radical, incluindo o voto em lista pré-ordenada, a revisão da desproporcionalidade da representação e o financiamento exclusivamente público das campanhas, fica ainda mais evidente. É preciso trilhar o caminho da ruptura com esse sistema eleitoral em que o poder econômico, os fundos partidários, as emendas parlamentares pesam decisivamente na disputa. Essa proposta é a forma de combater o sistema e criar as condições para que um movimento por uma Constituinte Soberana com Lula, onde o povo com voz e poder de decisão possa abrir o caminho para as reformas estruturantes. O que não tem nenhuma relação com os ataques propostos de Flávio Bolsonaro via PEC’s para retirar direitos.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-11 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Apontar para o futuro!</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O discurso do legado mostrou seus limites. É necessário apresentar propostas concretas que representem avanço nas condições de vida do povo. Batalhamos ombro a ombro, incondicionalmente, para reeleger Lula. De nossa parte defendemos pontos para esta fase da campanha, como: reforma política radical, fim da escala 6&#215;1, valorização do salário-mínimo, verbas para a saúde e educação, tarifa zero, derrubada dos juros, verbas para reforma agrária e assentados e o imposto sobre os superlucros. É o que levanta a declaração do Diálogo e Ação Petista-Associação de 10 de outubro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse cenário, as mobilizações estudantis e populares, as manifestações de rua e as iniciativas de organização de comitês Lula em todos os cantos do Brasil indicam que a virada é possível. Os gigantescos e históricos atos na Avenida Paulista em São Paulo e em Copacabana no Rio de Janeiro, de 11 e 12 de outubro, demonstraram a disposição de agir sem esperar exclusivamente o comando das direções. Agora é seguir nas ruas até a virada! Lula de novo com a força do povo!</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Renê Munaro</strong></p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-12 wp-block-paragraph" style="font-size:25px"><strong>A nova composição do Congresso</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mal terminou a votação do 1º turno, a grande imprensa, quase que em uma única voz, passou a alardear o que teria sido uma “estrondosa derrota da esquerda no Congresso”. Não é bem assim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a paciência do leitor, vamos aos números:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a eleição, na composição final do Senado, o PL salta de 15 para 28 cadeiras, o PT mantém suas 9, enquanto 6 partidos do centrão perdem 16 postos: o PSD 10, PSDB 2, MDB, PP, Podemos e Republicanos 1 cada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Câmara dos Deputados, o quadro não é diferente. O PL elegeu 23 deputados a mais que em 2022 enquanto a esquerda, na média, ficou no mesmo patamar de 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fato novo é o desabamento do Centrão que perdeu pelo menos 49 cadeiras: União Brasil 11, PP 6, MDB 5, Solidariedade 3, PSDB 2, Avante 2 além das 20 vagas deixadas pelo PSC, Cidadania, Patriota, PROS e PTB que, não elegeram ninguém.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados demostram claramente que o crescimento do PL vem do encolhimento desses partidos. O fato é que a extrema-direita engoliu o centrão.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" width="393" height="1024" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/image-393x1024.png" alt="" class="wp-image-22711" style="width:286px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/image-393x1024.png 393w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/image-115x300.png 115w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/image-58x150.png 58w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/image-768x2003.png 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/image-589x1536.png 589w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/image-785x2048.png 785w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/image-161x420.png 161w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/image-696x1816.png 696w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/image.png 917w" sizes="(max-width: 393px) 100vw, 393px" /></figure>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-13 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>A resiliência do PT</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Repetindo o que já é história, o PT foi o partido que mais recebeu votos de legenda (os eleitores que votam 13 para deputada ou deputado). O partido elegeu 1 parlamentar federal a mais que 2022. O fato novo é o crescimento da sua bancada nas Assembleias legislativas. Foram 23 parlamentares estaduais a mais, 19% de crescimento em relação ao 2022, crescendo ou mantendo suas cadeiras em todos os estados, exceto PA, SP e RS onde perdeu 1, 2 e 2 cadeiras respectivamente.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-14 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>O lugar das emendas parlamentares</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Dois dados chamam a atenção nessa eleição:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>a votação para deputado federal cresceu 4,5%. Foram 4,5 milhões de votos a mais que 2022, enquanto os nulos e brancos voltaram ao patamar de 8%, o mesmo de 2002.</li>



<li>o índice de reeleição de deputados desse ano é de inéditos 59%.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Ninguém ignora que há um descrédito crescente nas instituições em geral e, no Congresso em particular. Há anos, os índices de aprovação do parlamento são extraordinariamente baixos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Então, como explicar esses dados, aparentemente contraditórios?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos, as emendas parlamentares &#8211; que saltaram de alguns milhões para mais de 50 bilhões ao ano – ocupam um lugar particular. São, claramente, uma moeda de troca nos apoios a parlamentares e instrumentos de campanha dos atuais deputados. Um ingrediente a mais para reforçar aqueles de controlam mandatos em detrimento dos demais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há décadas, a cada eleição, são os deputados que modificam as regras eleitorais, para favorecer a eles próprios, enquanto o Congresso fica cada vez mais de direita. Não tem coincidência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso tem que acabar. É preciso devolver a palavra ao povo para definir quem e como o representa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Laércio Barbosa</strong></p>
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		<title>Aprovado o fim da escala 6&#215;1! Conquista para os trabalhadores, agora é Lula presidente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2026 17:11:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na noite de 14 de outubro o Senado aprovou sem emendas em dois turnos, por 75 x 1, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) defendida por Lula que põe fim à escala 6&#215;1 e determina a redução da jornada de trabalho de 44h para 40h semanais sem redução de salários. O que, sem dúvida, é [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><br>Na noite de 14 de outubro o Senado aprovou sem emendas em dois turnos, por 75 x 1, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) defendida por Lula que põe fim à escala 6&#215;1 e determina a redução da jornada de trabalho de 44h para 40h semanais sem redução de salários. O que, sem dúvida, é uma grande conquista para a classe trabalhadora!</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" width="768" height="1024" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/6-x-1-768x1024.jpg" alt="" class="wp-image-22707" style="width:342px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/6-x-1-768x1024.jpg 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/6-x-1-225x300.jpg 225w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/6-x-1-113x150.jpg 113w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/6-x-1-315x420.jpg 315w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/6-x-1-696x928.jpg 696w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/6-x-1.jpg 778w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-element-caption">Cartaz do DAP na Av. Paulista em 11/10/26</figcaption></figure>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-18 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Flávio&#8230;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes mesmo da votação no Senado, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, já anunciava que caso Flávio Bolsonaro fosse eleito, atuará pela aprovação da PEC da hora trabalhada (PEC 12/2026), que na prática acaba com a regulamentação da jornada e da escala de trabalho. Flávio votou remotamente a favor, na hora estava num comício esvaziado em Porto Alegre/RS, apesar de sempre ter se posicionado contra a proposta que classificou como eleitoreira e oportunista. O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), discursou contra a aprovação alegando que o condomínio onde mora “precisa do porteiro no sábado para levar o lixo”. Argumento da mesma relevância utilizado pela diretora da FIESP, Luciana Nunes Freire, em debate promovido pelo Senado em julho desse ano, onde se manifestou contra o fim da escala porque o fechamento no final de semana afetaria quem “faz cabelo e compras aos sábados e as pessoas precisam trabalhar para ela.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A PEC 12/2026 defendida por Flávio Bolsonaro e pelo Senador Rogério Marinho (PL/RN), relator da reforma trabalhista de Michel Temer em 2017, institui o pagamento por hora, autoriza “livre pactuação contratual direta” entre empregado e empregador e atribui ao contrato individual prevalência sobre os instrumentos de negociação coletiva. Ou seja, seria possível “escolher” entre o regime comum previsto pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ou um regime flexível baseado em horas trabalhadas. O patrão poderia, assim, pagar ao empregado somente as horas efetivamente trabalhadas. Claro, não haverá uma escolha, mas uma imposição na hora da contratação.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-19 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>&#8230;e os patrões</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na manhã do dia seguinte (15), empresários retomaram uma campanha de terror sobre os trabalhadores para tentar minimizar a conquista aguardada e com isso reduzir o apoio dos trabalhadores à medida defendida pelo governo. Associações empresariais ameaçaram os trabalhadores com onda de demissões, redução de ganhos para comissionados, quebradeira e aumento generalizado de preços. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) alardeou uma possível elevação dos custos de produção em até R$ 267,2 bilhões e a queda de 0,7% do PIB brasileiro, além de uma elevação de 5,7% dos preços em supermercados. As associações empresariais requentaram o discurso já utilizado contra o aumento real do salário mínimo. Em 2006, quando a Comissão Especial Mista do Salário Mínimo do Congresso discutia uma política de valorização permanente, a CNI afirmava que poderia “haver quebra de empresas e aumento do desemprego”, o que não ocorreu.<br><br>Outros países também estão reduzindo a jornada de trabalho. A Colômbia reduziu de 48 para 42 horas semanais em 2021, com implementação total da redução em 2026. No Chile, a queda de 45 para 40 horas começou em 2023 e terminará em 2028. Já o México aprovou jornada de 40 horas com implementação entre 2027 e 2030.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-20 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>O que muda agora?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta aprovada define o fim da escala 6&#215;1 no Brasil 60 dias após a promulgação da PEC. Nesse mesmo prazo, a jornada de trabalho semanal máxima será reduzida de 44 para 42 horas. Após mais 12 meses, ou seja, 14 meses depois da promulgação, a jornada máxima passará a 40 horas. Neste primeiro momento, para permitir a implementação da escala 5×2 com a jornada semanal de 42 horas, a jornada de cada um dos cinco dias trabalhados na semana deverá ser aumentada em 24 minutos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A conquista da aprovação da PEC deve ser um combustível para a reta final da campanha de Lula no 2º turno. Assegurar a sua reeleição é a melhor forma de garantir a permanência e a realização dessa conquista para mais de 30 milhões de brasileiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Marcelo Carlini</strong></p>
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		<title>Onda estudantil toma as ruas em todo o país</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2026 16:55:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Lula presidente! Nas últimas semanas, após o resultado do primeiro turno, uma onda de mobilizações estudantis tomou o país. São milhares de estudantes nas ruas de dezenas de cidades para virar o jogo e eleger Lula no 2° turno. As mobilizações começaram na UFF Campus Niterói/RJ e logo se espalharam. Em São Paulo, estudantes [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Por Lula presidente!</strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas últimas semanas, após o resultado do primeiro turno, uma onda de mobilizações estudantis tomou o país. São milhares de estudantes nas ruas de dezenas de cidades para virar o jogo e eleger Lula no 2° turno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As mobilizações começaram na UFF Campus Niterói/RJ e logo se espalharam. Em São Paulo, estudantes do Mackenzie realizaram uma assembleia online após serem proibidos pela faculdade de realizar assembleia estudantil dentro do campus. Mesmo sob ameaças bolsonaristas, um grande ato foi organizado na Maria Antônia, rua que já foi palco de lutas estudantis contra a ditadura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Recife, estudantes da Universidade Federal de Pernambuco também realizaram um grande ato apesar das ameaças. Logo depois das assembleias, um prédio da UFPE foi incendiado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Bahia, os militantes do Diálogo e Ação Petista acompanharam assembleias na UFBA de Salvador, na UFRB em Cruz das Almas, na UEFS em Feira de Santana e na UESB em Vitória da Conquista. Membro da coordenação nacional do DAP e professor da UEFS, Paulo Riela fez uma fala na assembleia estudantil sobre a necessidade de buscar voto a voto, com argumento político: “Eles são contra o fim da escala 6&#215;1 e são contra taxar os ricos desse país, porque sobrevivem da exploração do povo!”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Florianópolis, o mandato do Vereador Bruno Zillioto convocou uma plenária de organização da campanha eleitoral no Sintrasem &#8211; Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis e contou com a presença massiva de estudantes. Um ato foi organizado na cidade e militantes jovens do Diálogo e Ação Petista montaram um grupo no WhatsApp com mais de 300 estudantes para organizar a campanha na universidade e em vários bairros da cidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Santos, o Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista, junto com os partidos e outros sindicatos, convocou uma plenária para organizar uma agenda de campanha na rua. A plenária que tinha a expectativa de receber 200 pessoas, recebeu cerca de 3 mil. A massa de estudante chegou à plenária em passeata e agitando a Avenida Conselheiro Nébias. A plenária, que virou um ato em frente ao Sindipetro, encaminhou uma comissão responsável por divulgar agendas de campanha pela cidade. Militante do DAP e trabalhadora da Petrobras, Kris falou sobre enterrar a tristeza e preparar a virada: “Amanhã é dia de passar em sala de aula, ir para a rua e para o comércio. Explicar que eles querem barrar o fim da 6&#215;1 e entregar nosso Petróleo para exploração dos gringos”.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" width="576" height="1024" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-12-at-22.00.22-576x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-22695" style="aspect-ratio:0.5625050396452089;width:302px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-12-at-22.00.22-576x1024.jpeg 576w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-12-at-22.00.22-169x300.jpeg 169w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-12-at-22.00.22-84x150.jpeg 84w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-12-at-22.00.22-236x420.jpeg 236w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-12-at-22.00.22-696x1237.jpeg 696w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-12-at-22.00.22.jpeg 720w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" /><figcaption class="wp-element-caption">Marcha 4m Juiz de Fora/MG</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">No Rio de Janeiro, um ato tomou o centro da cidade com milhares de estudantes. No feriado, um novo ato reuniu milhares, ocupando cerca de sete quarteirões em Copacabana. Em Volta Redonda, interior do RJ, estudantes da UFF também organizaram uma assembleia e ato com a participação de centenas de jovens e trabalhadores na região central da cidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Minas, os militantes do DAP acompanharam os atos também em Belo Horizonte e Juiz de Fora. A massa de estudantes fez atos históricos impulsionados pelo movimento estudantil da Universidade Federal de Juiz de Fora. Estudantes foram às ruas no dia 8 e voltaram a se reunir no 11. Priscila Chandretti, dirigente nacional do PT e da Federação de Jornalistas fez uma intervenção falando sobre a importância de resistir pela eleição de Lula e seguir a resistência após as eleições: “Nós vimos nos últimos anos que a política não se constrói só nos corredores de Brasília. Se constrói com a gente na rua”.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" width="1024" height="768" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/santos-1024x768.jpg" alt="" class="wp-image-22694" style="width:514px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/santos-1024x768.jpg 1024w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/santos-300x225.jpg 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/santos-150x113.jpg 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/santos-768x576.jpg 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/santos-560x420.jpg 560w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/santos-80x60.jpg 80w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/santos-696x522.jpg 696w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/santos-1068x801.jpg 1068w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/santos-265x198.jpg 265w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/santos.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Plenária/ato em Santos/SP</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Em todo o país, nas capitais e no interior, o movimento estudantil organiza assembleias, encaminha posições de voto em Lula e agenda de campanha eleitoral. Essas manifestações foram combustível para grande atos que ocorreram no fim de semana prolongado (10 a 12/10).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 11 de outubro, a Avenida Paulista recebeu mais de 1 milhão de manifestantes entre estudantes e trabalhadores. Entre as palavras de ordem mais cantadas estava “A 6&#215;1, tem que acabar, trabalhador merece descansar”. Jovens universitários e secundaristas, fandoms e torcidas de futebol organizaram grupos e marcaram pontos de encontro em praticamente todas as estações de trem e metrô de São Paulo. Grupos auto-organizados promoveram concentrações e pinturas de cartazes para levar ao ato. As estações estavam lotadas pela juventude que cantava “Olê, olê olá”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há inúmeros outros atos marcados ao longo das próximas semanas. Até o dia 25, toda mobilização será necessária para garantir a virada e a vitória do presidente Lula!</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Kris Mackleiny</strong></p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-22 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Entrevista</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="446" height="798" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-13-at-12.28.22.jpeg" alt="" class="wp-image-22697" style="width:176px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-13-at-12.28.22.jpeg 446w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-13-at-12.28.22-168x300.jpeg 168w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-13-at-12.28.22-84x150.jpeg 84w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-13-at-12.28.22-235x420.jpeg 235w" sizes="(max-width: 446px) 100vw, 446px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O jornal O Trabalho entrevistou Raquel, jovem estudante de Engenharia Metalúrgica da UFF em Volta Redonda/RJ.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>OT &#8211; Qual foi a reação dos estudantes após o resultado do primeiro turno, houve mobilizações no seu curso?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Raquel &#8211;</strong> Foi uma reação de inicial de medo, por parte da faculdade em geral, mas que gerou uma forte reação. Na segunda-feira cheguei na sala de aula e todo mundo estava falando disso, virou um grande debate sobre o que poderia acontecer e a revolta com a possível, agora confirmada, eleição de Douglas Ruas (PL) para o governo do estado do Rio de Janeiro. Eu também percebi essa reação entre os professores, já escutei que durante o governo Bolsonaro, faltava dinheiro até para a conta de luz.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>OT &#8211; O que os estudantes da UFF discutiram nas assembleias?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Raquel</strong> &#8211; Houve uma assembleia na sexta-feira, dia 9. O movimento estudantil da UFF soltou uma cartilha sobre barrar a extrema-direita no país. Também se falou sobre o incêndio criminoso na UFPE. A solidariedade foi algo visível em todo mundo lá. No movimento de sexta o pessoal falou bastante sobre a união dos estudantes com trabalhadores, e isso realmente aconteceu. Um ato foi organizado em Volta Redonda e, ao longo do trajeto, muitos trabalhadores entraram na passeata. Virou uma grande união de estudantes e trabalhadores. Todos reivindicando condições melhores de trabalho, proteção dos estudantes e condições melhores de estudo, além de denunciar os motivos pelos quais Flávio Bolsonaro ameaça os direitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>OT</strong> &#8211; <strong>O que você acha das mobilizações estudantis pelo país? Qual o papel dos estudantes nesse combate?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Raquel &#8211;</strong> Eu acho extremamente importante. É muito lindo ver o povo indo para a rua, mesmo cansados, depois da faculdade. Deu para ver que todo mundo ali tinha muito o que fazer, mas mesmo assim estavam lutando por um país melhor, se organizar é crucial para conseguirmos alcançar o máximo de pessoas possível com nossas reivindicações e pensamentos. Vamos mostrar que não é um grupo isolado e sim grande parte do país que está revoltada com a volta de um governo que está contra o povo. O papel dos estudantes é crucial, além de conseguirmos nos organizar pelas redes sociais, também usamos nossos campus como palco para debates e conscientização.</p>
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		<title>A Constituinte necessária frente ao apodrecimento do sistema</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2026 16:47:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais do que nunca, é preciso refundar as instituiçõesNo dia 4 de outubro o resultado das eleições para o Congresso Nacional revelou o crescimento do PL bolsonarista sobre a direita e o “Centrão”. Flávio, entusiasmado, declarou no dia seguinte que eles tinham votos no Congresso para “mudar a constituição”. Flávio quer “mudar a constituição”, para [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Mais do que nunca, é preciso refundar as instituições</strong></em><br>No dia 4 de outubro o resultado das eleições para o Congresso Nacional revelou o crescimento do PL bolsonarista sobre a direita e o “Centrão”. Flávio, entusiasmado, declarou no dia seguinte que eles tinham votos no Congresso para “mudar a constituição”.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-25 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Flávio quer “mudar a constituição”, para pior</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A verdade, que os jornais da burguesia não falaram, é que a atual constituição já foi alterada mais de 100 vezes desde que foi promulgada em 1988. Essas alterações foram feitas pelo mecanismo das Propostas de Emenda Constitucional, as PECs. Elas em sua grande maioria tiveram um caráter retrógrado, destruíram direitos trabalhistas e previdenciários, mudaram o sistema político (para pior) e afetaram a soberania nacional. Para ficar em um único caso, a PEC 06 de 1995, promovida pelo governo FHC revogou o artigo 171 da Constituição que definia a “empresa brasileira de capital nacional”, com isso, uma multinacional fixada no território brasileiro passou a se indistinguível de uma empresa criada no Brasil e não está mais sujeita, por exemplo, a pagar mais impostos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que Flávio propõe ao dizer que quer “mudar a constituição” é avançar na aprovação de PECs na aniquilação dos direitos sociais e trabalhistas. Agora, ele já fala em destruir o fim da escala 6&#215;1, aprovada no Senado em 14/10 (ver acima), com uma nova PEC para estabelecer o pagamento por hora de trabalho caso ele vença as eleições com a bancada do PL aumentada na Câmara dos Deputados e no Senado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele não fala em constituinte. É o oposto. É aumentar o poder do atual sistema podre. O fato é que a constituição de 1988, como o PT na época denunciou, foi fruto de uma transição pactuada entre o governo Sarney (MDB) e os militares no final da ditadura moldada por um congresso eleito com um sistema herdado da ditadura onde a representação política dá enormes poderes as oligarquias rurais, que agora se tornou moda chamar de “agronegócio”, e diminui a representação dos estados mais populosos onde está concentrada a classe trabalhadora. A constituinte de 1987 não foi uma verdadeira Constituinte Soberana, com representantes eleitos sob regras democráticas. O que, aliás, jamais ocorreu no Brasil nestes quase 137 anos de proclamação da República, é por isso que o país não se libertou ainda das mazelas de seu passado escravocrata e colonial.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="778" height="584" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/DF.jpg" alt="" class="wp-image-22691" style="width:607px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/DF.jpg 778w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/DF-300x225.jpg 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/DF-150x113.jpg 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/DF-768x576.jpg 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/DF-560x420.jpg 560w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/DF-80x60.jpg 80w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/DF-696x522.jpg 696w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/10/DF-265x198.jpg 265w" sizes="(max-width: 778px) 100vw, 778px" /><figcaption class="wp-element-caption">Faixa do Diálogo e Ação Petista no ato Lula presidente em Brasília, 13/10/26</figcaption></figure>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-26 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Um futuro para o povo brasileiro</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É preciso – mais do que nunca &#8211; refundar as instituições da República, sob bases democráticas, para romper com esse sistema, o que só uma Constituinte Soberana pode fazer. Para abrir este caminho é necessário uma Reforma Política Radical para instituir o voto em lista, rever a desproporcionalidade e instituir o financiamento público exclusivo para que o povo possa se fazer representar de fato.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lula tem razão quando afirma que “se eu não fizer, ninguém faz” a reforma política. O impressionante movimento popular que emergiu no 2° turno das eleições capitaneado pela juventude por Lula Presidente mostra que é possível reunir a força necessária para romper com esse sistema apodrecido.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Cristiano Junta</strong></p>
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		<title>Toda força com Lula presidente!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2026 18:54:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fixo]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É hora de mobilizar nas bases! É a hora de mobilizar toda a militância, colegas de trabalho, amigos e familiares para se engajar na campanha por Lula Presidente. Vivemos uma campanha eleitoral tumultuada. A menos de um mês do 1° turno, a crise institucional emergiu no STF, que submergiu no mar de lama do escândalo [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>É hora de mobilizar nas bases!</strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph">É a hora de mobilizar toda a militância, colegas de trabalho, amigos e familiares para se engajar na campanha por Lula Presidente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vivemos uma campanha eleitoral tumultuada. A menos de um mês do 1° turno, a crise institucional emergiu no STF, que submergiu no mar de lama do escândalo do Banco Master. Os EUA brandem ameaças contra o Lula e a soberania nacional brasileira a pretexto do combate ao “narcoterrorismo”. Boa parte da burguesia, apesar das críticas dos jornalões, apoia Flávio para tirar Lula da presidência, e fazer terra arrasada com um novo ajuste fiscal. A campanha de Lula, em alguns lugares esteve desorganizada com relato de falta materiais da campanha, e a omissão do apoio a Lula por certos “aliados” estaduais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As pesquisas, até aqui, mostram uma margem apertada a favor de Lula. Mas, nos últimos dias, se sente nas ruas a reação da militância, determinada a arrancar a vitória. Cresceu o engajamento, nas ruas se vê um maior apoio e, diferente de 2022, rara hostilidade. Tanto é que agressores covardes têm que operar de madrugada, caso do apedrejamento da casa dos familiares do candidato ao Senado do PT em Santa Catarina, Décio Lima.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-30 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Derrotar a extrema-direita e a direita!</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma dificuldade eleitoral é a mistura de indignação e desalento que atinge parte do eleitorado enojado com a podridão do sistema, mas também frustrado pelo atraso das transformações necessárias. Apesar do muito que foi feito nos governos do PT, a defesa do “legado” é insuficiente para responder à classe trabalhadora pesadamente endividada, exausta em longas jornadas de trabalho e baixos salários, com o avanço de empregos desregulamentados e o rebaixamento dos direitos causados pela Reforma Trabalhista. É preciso tratar de sua revogação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Daí que não se trata só de “derrotar a extrema-direita”, o que sugere se aliar com a direita. Ainda mais que vem aí o segundo turno que pode agravar este viés. É preciso derrotar também essa direita, em vez de se confundir com ela que se opõe a tudo que é avanço social, como vimos com o emperramento da votação do fim da escala 6&#215;1.&nbsp;&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="800" height="450" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/capa-2.jpg" alt="" class="wp-image-22669" style="width:706px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/capa-2.jpg 800w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/capa-2-150x84.jpg 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/capa-2-300x169.jpg 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/capa-2-768x432.jpg 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/capa-2-324x182.jpg 324w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/capa-2-695x391.jpg 695w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/capa-2-284x160.jpg 284w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/capa-2-464x261.jpg 464w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/capa-2-356x200.jpg 356w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/capa-2-684x385.jpg 684w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption class="wp-element-caption">Ato de Lula em Recife em 25/9 / Ricardo Stuckert</figcaption></figure>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-31 wp-block-paragraph" style="font-size:21px">“<strong>Se eu não fizer, ninguém faz”</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na última sexta, Lula decidiu editar uma Medida Provisória para pôr fim às BETs (ver pág. 5). Ajuda que ele tenha subido o tom nos últimos dias. Na ONU, em Nova York, confrontou as ameaças de ingerência estadunidense.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em entrevista à rede de TV Bandeirantes, no último dia 27 de setembro Lula foi mais assertivo do sobre a crise institucional: “Quando se trata da reforma política, você está mexendo com o interesse pessoal de cada deputado, de cada partido político. Não é possível a gente continuar com a promiscuidade política do jeito que está. Não é possível a gente continuar com o Congresso Nacional com 50% do orçamento da União. Não é possível. Então, tudo isso vai ter que mudar. Se eu não fizer, ninguém faz.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lula explicou que o fundo partidário e o fundo eleitoral somado às emendas parlamentares, criaram nos parlamentares uma promiscuidade com os negócios e um comportamento corporativista. É claro, como a luz do sol, que eles só pensam em como arrancar cada vez mais dinheiro do Estado para financiar suas &#8211; cada vez mais caras &#8211; campanhas. Lula classifica um processo que “apodreceu de vez a política”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É ainda mais certo quando Lula afirma que “se eu não fizer, ninguém faz”, tanto para liderar “a reforma política ampla”, “profunda”, quanto para a reforma do Judiciário. Afinal, o atual Congresso Nacional, dominado por uma maioria reacionária que se beneficia desse sistema, não vai querer acabar com esse jogo. “Mudar tudo isso”, como Lula disse, requer, ao fim e ao cabo, dizemos nós, uma Assembleia Constituinte. O que requer a força de uma grande mobilização popular.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-32 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Movimento pela Reforma Radical e Constituinte</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 8 de agosto, em SP, lançou-se o Movimento por uma Reforma Política Radical e pela Constituinte Soberana (reformaradical.com.br) em um representativo Encontro Nacional, onde participaram ex-presidentes do PT, vários grupos e o Diálogo e Ação Petista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A reforma radical é imperiosa para impor novas regras eleitorais, algumas que propõe o Manifesto do Movimento, como o voto em lista partidária pré-ordenada, o financiamento público exclusivo e a revisão da desproporcionalidade da representação. Essas mudanças são necessárias para que uma representação popular genuína possa fazer as transformações profundas que só uma Constituinte Soberana pode fazer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fala de Lula, indiscutivelmente, abre espaço para discutirmos amplamente as propostas concretas do Manifesto de 8 de agosto, e animar a militância para se lançar com toda a força nessa reta final de campanha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É a hora de intensificar a campanha nos bairros, locais de trabalho e estudo, junto dos candidatos que apoiamos, levando o programa de transformações necessárias para a maioria oprimida da nação, erguendo a bandeira da Reforma Política Radical.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Cristiano junta</strong></p>
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		<title>MP de Lula proíbe as BETs; é preciso enterrá-las de vez</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2026 18:39:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apostas devoram o orçamento das famílias As propagandas se proliferam em todos os meios de comunicação. São jogadores, artistas, jornalistas, apresentadores de programas; todos propagandeando a possibilidade de ganhar dinheiro através das apostas. O discurso é fácil: você aposta e, se souber fazer as corretas combinações, pode vir a ganhar uma bolada mudando, assim, o [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Apostas devoram o orçamento das famílias</strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>As propagandas se proliferam em todos os meios de comunicação. São jogadores, artistas, jornalistas, apresentadores de programas; todos propagandeando a possibilidade de ganhar dinheiro através das apostas. O discurso é fácil: você aposta e, se souber fazer as corretas combinações, pode vir a ganhar uma bolada mudando, assim, o seu patamar de vida. Em um país onde a maior parte dos brasileiros trabalha em uma escala exaustiva e com baixos salários, a promessa vira um oásis. Mas o mundo real não é assim. Ao contrário do que foi vendido na propaganda, o resultado é o aumento do endividamento das famílias.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="1024" height="682" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/fim-bets.jpeg" alt="" class="wp-image-22660" style="width:580px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/fim-bets.jpeg 1024w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/fim-bets-300x200.jpeg 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/fim-bets-150x100.jpeg 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/fim-bets-767x511.jpeg 767w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/fim-bets-323x215.jpeg 323w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/fim-bets-695x463.jpeg 695w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/fim-bets-240x160.jpeg 240w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/fim-bets-330x220.jpeg 330w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/fim-bets-356x237.jpeg 356w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/fim-bets-391x260.jpeg 391w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/fim-bets-729x486.jpeg 729w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/fim-bets-578x385.jpeg 578w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/fim-bets-870x579.jpeg 870w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Lula levanta cartaz com “Fim das BETs” durante ato de campanha em Recife / Ricardo Stuckert</figcaption></figure>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-35 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Correta MP de Lula</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente Lula corretamente anunciou a Medida Provisória (MP) 1394/26 que proíbe as BETs no Brasil. A decisão vem após rodada de discussão com diferentes setores afetados. Segundo levantamento feito pelo PROCON-SP, 82% das famílias brasileiras está endividada. São cerca de 83,9 milhões de pessoas que estão com o nome negativo (ver abaixo). O cenário de endividamento é agravado pelo impacto das apostas online, as BETs. Cerca de 40% dos apostadores brasileiros afirmam que se endividaram por causa das apostas. Em um país que tem 50 milhões de apostadores online, 53% destes já deixaram de pagar contas básicas para jogarem, comprometendo assim, sua própria sobrevivência. Nos últimos anos, as apostas foram responsáveis por retirar de forma líquida das famílias 62,5 bilhões do seu orçamento. Grande parte desse endividamento vem do cartão de crédito, principal financiador dos apostadores.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-36 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Vulnerabilidade</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O endividamento com as BETs tem recorte social bem definido. A maior parte dos endividados com apostas são famílias de baixa renda e beneficiários de programas sociais. Apesar dos homens serem o público onde as apostas estão mais consolidadas, hoje, 56% das mulheres brasileiras estão endividadas de forma geral e o índice aumentou em 60% nas classes D e E &#8211; as mais afetadas pelas apostas -. Entre as mulheres apostadoras, a maior parte afirma que apostam para complementar a renda familiar. Mães solteiras com filhos, por exemplo, apostam cerca de 1,6 vez mais do que mulheres sem filhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na juventude, setor também de alta vulnerabilidade, a questão das apostas vêm impactando na educação. A inadimplência dos jovens de baixa renda chegou a 17,4%, com impacto direto na evasão no ensino superior. 14% dos universitários de universidades privadas já atrasaram mensalidades por conta das BETs e 34% entre 18 e 35 anos adiaram planos em ingressar na faculdade por falta de dinheiro devido as apostas. Entre crianças, 9,5% afirmam ter feito a primeira aposta já aos 11 anos e 1 a cada 5 estudantes do Fundamental II e Ensino Médio, já apostaram online. A principal faixa etária elegível para os saques do Pé-de-Meia, 3º ano do ensino médio, tem 49,7% dos meninos como apostadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao encarar os números, eles comprovam o estrago social que as apostas vêm fazendo no Brasil. Revelam que os impactos das reformas trabalhistas, pejotização e aumento do custo de vida estão entre os fatores que fazem as famílias buscarem complementar sua renda através do jogo. É por isso que a medida de Lula é positiva. Ela enfrenta um problema social que se alastra. A MP entra em vigor imediatamente, mas precisa ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias. Nesse período, os parlamentares podem aprovar o texto, modificá-lo ou rejeitá-lo. Se não houver votação dentro do prazo, a medida perde a validade depois esses quatro meses. Essa votação tende a se dar após as eleições. O apoio popular à Medida Provisória comprova que há terreno para o enfrentamento.</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><br><strong>Jeffei</strong></p>
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		<title>Com STF, com tudo, o lamaçal do Master</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Sep 2026 19:00:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Reforma Política Radical, Constituinte Soberana! Vieram à tona notícias, no âmbito das fraudes do Banco Master, de mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do STF Alexandre de Moraes. As mensagens extraídas do celular do banqueiro mostram que, em novembro do ano passado, Vorcaro consultou Moraes sobre o risco de prisão – [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><br><em><strong>Reforma Política Radical, Constituinte Soberana!</strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Vieram à tona notícias, no âmbito das fraudes do Banco Master, de mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do STF Alexandre de Moraes. As mensagens extraídas do celular do banqueiro mostram que, em novembro do ano passado, Vorcaro consultou Moraes sobre o risco de prisão – que ocorreria logo depois – e a possibilidade de fugir o país. Indicam também que tiveram encontros às vésperas da prisão. O banqueiro pediu várias vezes a Moraes que interviesse junto ao diretor-geral da PF, delegado Andrei Rodrigues, e ao Procurador-Geral da República, Paulo Gonet &#8211; que agora quer arquivar o relatório dos diálogos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>As mensagens foram tornadas públicas pelo ministro André Mendonça, atual relator do caso Master. Mas eis que também apareceu um diálogo, de fevereiro de 2025, em que o advogado Ciro Soares mandou ao então dono do banco uma foto ao lado do ministro André Mendonça e, na sequência, afirmou: “Fala, Vorcarinho. Trabalhando por você. Levei o André lá no Vasco [alfaiate de luxo] agora para fazer um terno”. Ciro havia advogado para o Master e mantinha contato frequente com Vorcaro. O banqueiro também se reuniu com Mendonça na sede de sua empresa para, segundo ele, discutir pagamento de precatórios.<br>As relações, promíscuas, estão escancaradas.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-42 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Mais mexe, mais fede</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A relação do Banco Master com ministros do STF não é novidade. Dias Toffoli, que também mantinha negócios com Vorcaro no famoso resort Tayayá, só deixou a relatoria do caso na corte depois do escândalo. Edson Facchin fez um arranjo numa reunião secreta, em vez de afastá-lo. Os filhos de Luiz Fux e Kássio Nunes Marques já foram mencionados por terem prestado serviços ao banqueiro. Já se sabia que Vorcaro havia contratado o escritório de advocacia da esposa de Alexandre, Viviane Barci de Moraes, pela bagatela de R$ 131 milhões. Mas agora, o escândalo avultou.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="1014" height="680" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8.webp" alt="" class="wp-image-22588" style="width:548px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8.webp 1014w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8-300x201.webp 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8-150x101.webp 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8-768x515.webp 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8-324x217.webp 324w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8-695x466.webp 695w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8-238x160.webp 238w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8-328x220.webp 328w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8-355x238.webp 355w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8-389x261.webp 389w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8-574x385.webp 574w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8-724x486.webp 724w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8-864x579.webp 864w" sizes="(max-width: 1014px) 100vw, 1014px" /><figcaption class="wp-element-caption">Ministros conversando alegremente na primeira sessão do tribunal após o vazamento das mensagens</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">As mensagens mostram que o centro do diálogo girava em torno do monitoramento do processo quanto às fraudes e a prisão, mas também do acompanhamento, pelo ministro, do processo de venda do Master a investidores dos Emirados Árabes Unidos e ao grupo empresarial Fictor. A PF também concluiu que Moraes foi responsável por editar a última versão do contrato firmado entre o escritório da sua mulher e o banqueiro.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-43 wp-block-paragraph" style="font-size:21px">“<strong>Gratidão”</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No período que precedeu a prisão e a liquidação do Master, Vorcaro fez questão de manifestar gratidão a Moraes: “Estamos juntos sempre. Você sabe que tenho gratidão da minha vida a você. Agora é continuar na pegada para conseguir concluir, se Deus quiser”. E sobre possíveis atrasos nos pagamentos ao escritório de Viviane: “Esse Barci de Moraes por favor não deixe atrasar um dia, coloca no seu controle. É o pagamento mais importante que temos”. Fachin vai tentar outro Tayayá?</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-44 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Delatar o atual governo?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não a toa, Mendonça, ligado ao clã Bolsonaro, tornou as mensagens com Moraes públicas. Agora Vorcaro diz querer delatar membros do atual governo. A declaração foi dada em depoimento no gabinete do próprio Mendonça. O cálculo eleitoral existe, é verdade. Mas isso não afasta a realidade, escrachada no esquema: a natureza do STF, das instituições do país.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-45 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Declaração de Edinho Silva</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em mensagem gravada em vídeo, o presidente nacional do PT Edinho Silva, afirmou que<strong>&nbsp;</strong>“a campanha do presidente Lula é a favor de uma mudança urgente no sistema político e judicial do Brasil, sendo evidente a profunda crise que se arrasta há anos”. O sistema, disse, “protege poderosos, perpetua privilégios e a corrupção&#8230;o sistema apodreceu”. Corretíssimo! É preciso punir, não só esses indivíduos e mudar o sistema. Mas a questão é: quem o fará e como. </p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-46 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Reformar é preciso!</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O STF, tal qual a maioria do Congresso Nacional, atua em favor do mercado financeiro, do agronegócio, dos patrões. E, pior, é um poder não eleito. Como afirma o Manifesto do Encontro Nacional pela Reforma Política Radical e Assembleia Constituinte Soberana, não só o sistema político está podre, mas “as instituições da República estão em crise”. Sim, o judiciário &#8211; dos riquíssimos privilégios e mordomias, da notória sanha anti-povo da justiça seletiva &#8211; também chafurda na lama. Está aí, escancarado, desde a sua cúpula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É necessário dar a palavra ao povo e enterrar a podridão. E a reforma deste poder da República, por uma Constituinte Soberana, é fundamental e urge para a nação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tiago Maciel</strong></p>
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		<title>Por uma Reforma Política Radical! Manifesto aprovado no Encontro Nacional</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Aug 2026 16:39:28 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Reunidos em São Paulo, 80 delegados (as) indicados em reuniões em 14 Estados, parlamentares do PT e do PSOL, lideranças sindicais e populares de diferentes origens, nos dirigimos a toda a militância para uma discussão urgente. O Brasil entra em período eleitoral frente a uma escalada de guerras – da Ucrânia ao Irã – cujo [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Reunidos em São Paulo, 80 delegados (as) indicados em reuniões em 14 Estados, parlamentares do PT e do PSOL, lideranças sindicais e populares de diferentes origens, nos dirigimos a toda a militância para uma discussão urgente. O Brasil entra em período eleitoral frente a uma escalada de guerras – da Ucrânia ao Irã – cujo principal responsável é Donald Trump. Sequestrou Maduro, ameaça Cuba, e se ingeriu nas últimas eleições em vários países do continente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas é verdade que existe uma resistência, a começar dos Estados Unidos, em manifestações gigantescas contra as guerras, em defesa dos migrantes e pelos direitos. Com há ao longo do continente; O Brasil não fica à parte do tumulto, como se vê no abastecimento de combustíveis e fertilizantes. Trump adotou pesadas taxações unilaterais. Decretou caráter terrorista a grupos criminosos sinalizando intervenções, e está escalando atritos diplomáticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse cenário é desafiador para a reeleição de Lula e a eleição dos candidatos de esquerda em outubro.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="778" height="438" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc.jpg" alt="" class="wp-image-22535" style="width:578px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc.jpg 778w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc-300x169.jpg 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc-150x84.jpg 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc-767x432.jpg 767w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc-323x182.jpg 323w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc-695x391.jpg 695w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc-284x160.jpg 284w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc-355x200.jpg 355w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc-463x261.jpg 463w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc-683x385.jpg 683w" sizes="(max-width: 778px) 100vw, 778px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A extrema-direita pretende atrair votos explorando um sentimento de frustração que existe. Afinal, houve certo crescimento e queda do desemprego, mas grande parcela do povo não sente melhorias substanciais – o salário não alcança os preços, os jovens só conseguem empregos com baixos salários e desregulamentados. Apesar dos programas sociais – como o recente Pé-de-Meia-, a desigualdade social é enorme: o 1% mais rico tem 37% da renda nacional e os 50% mais pobres só tem 9%!!!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para mudar isso, é preciso enfrentar o sistema assentado no agronegócio, na mineração exportadora, nas Big Techs e no capital financeiro da Faria Lima. São eles que comandam o show no Congresso Nacional, amparados nos privilégios do judiciário, sob a sombra da tutela militar (Artigo 142). Lula deve ser o candidato antissistema, em que os super-ricos exploradores não pagam impostos, e o agronegócio faz as leis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sistema político está podre. O Congresso Nacional chantageia o governo e bloqueia pautas populares. As emendas parlamentares sequestraram o orçamento, amputaram os investimentos do governo, e aprofundaram a prevalência do poder econômico nas eleições. Elas distorcem e oligarquizam a representação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É inaceitável que o Senado nobiliárquico – câmara revisora herdada do Império – e que custa R$ 7 bilhões ao ano, bloqueie o fim da escala 6X1, um anseio de 70% do povo: Para que Senado?</p>



<p class="wp-block-paragraph">As reformas populares não podem continuar sendo adiadas. A esquerda tem que lutar para incluir na agenda do novo governo a reversão das privatizações da Eletrobrás e do sistema Petrobrás; a revogação das contrarreformas trabalhista e previdenciária, e triplicar o salário mínimo rumo ao nível do Dieese; acabar com os privilégios no judiciário e no exército; estabelecer a soberania digital e a industrialização soberana das terras raras; generalizar a Casa da Mulher Brasileira; o fim da violência policial; destinar os recursos necessários para Saúde, Educação, Moradia e Reforma Agrária; acabar o arcabouço fiscal derrubando os juros que comem R$ 1 trilhão por ano; e criar o Imposto sobre Grandes Fortunas para financiar as despesas do Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nós vamos fazer a maior campanha eleitoral para Lula e os candidatos (as) da esquerda. Mas com as atuais regras eleitorais é muito difícil mudar a relação de forças no Congresso. E não serão as figuras do Centrão que fecharão o bloco das mudanças populares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A luta por uma Reforma Política Radical deve estar em debate na campanha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma reforma que institua, pelo menos, o financiamento público exclusivo de campanha, o voto em lista partidária pré-ordenada (gênero, raça e etnia), a revisão da desproporcionalidade da representação estadual, e o direito de voto ao migrante. Essa plataforma será desenvolvida com os aliados que teremos nos movimentos populares, associações, outras forças políticas e na opinião pública progressista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vamos juntos lutar pela reeleição de Lula e pela eleição de nossos (as) candidatos (as). Queremos uma ruptura pela via democrática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apresentado pela mesa</p>



<p class="wp-block-paragraph">José Genoíno Neto, ex-presidente do PT</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rui Falcão, ex-presidente e deputado federal do PT-SP</p>



<p class="wp-block-paragraph">Markus Sokol, fundador do PT</p>



<p class="wp-block-paragraph">Luiza Erundina, deputada federal do PSOL-SP</p>



<p class="wp-block-paragraph">Marcos Pereira, Diretório Municipal do PT de Conde-PB</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pedro Paulo de Abreu Pinheiro, militante do PT-MG</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vereadora Carla Ayres, PT-Florianópolis</p>



<p class="wp-block-paragraph">Priscilla Chandretti, do Diretório Nacional do PT</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aprovado por aclamação</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br><strong>A HORA É AGORA!</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>A partir de agora a continuidade do Encontro Reforma Política Radical e Assembleia Constituinte é pela difusão do Manifesto aprovado. Em todos os lugares, nas atividades da campanha eleitora, discussão com os militantes e com o povo, o Manifesto pode &#8211; e deve &#8211; ser distribuído pelas candidaturas e militantes que apoiam a iniciativa. A hora é agora de levantar a Reforma Política Radical, com faixa e nos tradicionais pirulitos do Diálogo e Ação Petista. Nas eleições cada vez mais setores dos trabalhadores e da juventude se perguntam como será o futuro do país, uma vez Lula eleito, como conseguirá levar à frente as transformações necessárias para aplicar um programa que favorece a maioria do povo diante do atual sistema político podre. É com esse sentimento legítimo que o Manifesto apresenta uma saída política, radical, democrática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Associe-se pelo link</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color has-large-font-size wp-elements-48 wp-block-paragraph"><a href="https://reformaradical.com.br">reformaradical.com.br</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Começaram os 45 dias decisivos: o que está em jogo nessas eleições?</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Aug 2026 14:00:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entramos na reta final da disputa eleitoral. São os 45 dias da campanha dita “oficial”. Em poucos dias teremos programas de TV, os anúncios etc. As pesquisas espontâneas indicam que cerca de 50% não escolheu candidato à presidente. O que pode mostrar certo grau de indiferença à polarização e até mesmo à rejeição aos candidatos. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><br>Entramos na reta final da disputa eleitoral. São os 45 dias da campanha dita “oficial”. Em poucos dias teremos programas de TV, os anúncios etc. As pesquisas espontâneas indicam que cerca de 50% não escolheu candidato à presidente. O que pode mostrar certo grau de indiferença à polarização e até mesmo à rejeição aos candidatos.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-53 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br><strong>Nada está resolvido</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O cenário mostra, portanto, que nada está resolvido. As eleições estão por ser vencidas e a pergunta é: não teria chegado a hora de dizer claramente ao povo a que viemos e, como se diz, ganhar milhões de corações e mentes? Evidentemente o cenário é difícil. Vivemos as consequências da crise mundial que atinge praticamente todos os países, há as guerras e a há também a ofensiva do Trump sobre o continente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Frente a tudo isso, a defesa da soberania nacional é mais que uma necessidade, merece ser explicada e traduzida em medidas concretas. De maneira exatamente contrária a do que fez o Ministro da Defesa, José Múcio, que, frente a uma hipotética invasão dos EUA ao Brasil, chama a “abrir a porta” para Trump! Também é preciso dizer que não ajuda nada o ouvir o Ministro da Fazenda, Dario Durigan defender a continuidade do Arcabouço fiscal no próximo governo de Lula. São declarações desmobilizam a militância e jogam água fria na campanha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não precisamos do governo Lula 4 nem para se submeter aos EUA e nem para agradar o mercado. O caminho é outro! No último 2 de agosto, na convenção do PT, Lula criticou o fundo partidário e as emendas parlamentes e afirmou que no quarto mandato, quer o Lulinha que vai fazer o que a gente ainda não fez e que prefere o Lulinha porreta. Não será esse é o caminho?</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-54 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br><strong>Frente a ingerência, soberania</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nunca na história recente a ingerência do imperialismo nas eleições foi tão explícita, assim como alinhamento a Trump dos candidatos de direita foi tão descarado. São as exigências do grande capital. Isso, o povo percebe. Nossa obrigação é explicar a situação, suas consequências e como enfrentá-la, ir até o fim na defesa na soberania. Soberania que, para ser efetiva, precisa ser apoiada e ter a participação do povo – bem como estar ligada aos seus direitos.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-55 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br><strong>Somos antissistema</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="778" height="586" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c.jpg" alt="" class="wp-image-22522" style="width:521px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c.jpg 778w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-300x226.jpg 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-150x113.jpg 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-199x150.jpg 199w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-767x578.jpg 767w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-79x59.jpg 79w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-324x244.jpg 324w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-477x359.jpg 477w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-92x69.jpg 92w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-696x524.jpg 696w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-262x197.jpg 262w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-311x234.jpg 311w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-212x160.jpg 212w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-292x220.jpg 292w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-356x268.jpg 356w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-346x261.jpg 346w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-511x385.jpg 511w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-645x486.jpg 645w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-770x580.jpg 770w" sizes="(max-width: 778px) 100vw, 778px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><br>É preciso também entender que depois de quatro governos e meio do PT – um interrompido pelo golpe – é inevitável que parte do povo nos veja como parte do sistema. E não sem razão. Afinal, as reformas de fundo, as que realmente interessam ao povo não avançaram. Nem mesmo as ditas “reformas” que retiraram direitos &#8211; como a trabalhista e da previdência &#8211; foram revogadas. Pior, nem mesmo se tentou.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-56 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br><strong>Lançamento em São Bernardo do Campo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No último dia 16, aconteceu o ato de lançamento da campanha de Lula na Vila Euclides, em São Bernardo do Campo/SP. Simbólico, na busca por se reconectar com a luta de quase 50 anos da história recente, a frase do locutor que antecedeu a fala de Lula foi “a luta continua!”. De fato, 47 anos depois das poderosas greves do ABC, que abriram as portas para construir um partido e por fim a ditadura, seguimos perseguindo os mesmos objetivos: a soberania e o direito de autodeterminação. A democracia, expressão da vontade soberana do povo e um futuro digno para as novas e velhas gerações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se não é errado enaltecer os feitos – que são muitos – é preciso ter a humildade de reconhecer que a vida segue difícil para milhões. Caiu o desemprego, mas os salários são baixos, o trabalho é cada vez mais precário e sem direitos. O serviço público segue sendo desmontado enquanto a terceirização avança. Tem cada vez mais polícia na rua, mas a violência contra os pobres, negros, jovens e mulheres só cresce.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ser radical é ter raízes. Hoje, ser é radical é defender verdadeiras reformas para mudar a vida do povo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Laércio Barbosa</strong></p>
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