<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivo de Nacional - O Trabalho</title>
	<atom:link href="https://otrabalho.org.br/nacional/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://otrabalho.org.br/nacional/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Thu, 03 Sep 2026 19:35:21 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.1</generator>
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">57517359</site>	<item>
		<title>Com STF, com tudo, o lamaçal do Master</title>
		<link>https://otrabalho.org.br/com-stf-com-tudo-o-lamacal-do-master/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=com-stf-com-tudo-o-lamacal-do-master</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Sep 2026 19:00:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fixo]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://otrabalho.org.br/?p=22585</guid>

					<description><![CDATA[<p>Reforma Política Radical, Constituinte Soberana! Vieram à tona notícias, no âmbito das fraudes do Banco Master, de mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do STF Alexandre de Moraes. As mensagens extraídas do celular do banqueiro mostram que, em novembro do ano passado, Vorcaro consultou Moraes sobre o risco de prisão – [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/com-stf-com-tudo-o-lamacal-do-master/">Com STF, com tudo, o lamaçal do Master</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><br><em><strong>Reforma Política Radical, Constituinte Soberana!</strong></em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Vieram à tona notícias, no âmbito das fraudes do Banco Master, de mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do STF Alexandre de Moraes. As mensagens extraídas do celular do banqueiro mostram que, em novembro do ano passado, Vorcaro consultou Moraes sobre o risco de prisão – que ocorreria logo depois – e a possibilidade de fugir o país. Indicam também que tiveram encontros às vésperas da prisão. O banqueiro pediu várias vezes a Moraes que interviesse junto ao diretor-geral da PF, delegado Andrei Rodrigues, e ao Procurador-Geral da República, Paulo Gonet &#8211; que agora quer arquivar o relatório dos diálogos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>As mensagens foram tornadas públicas pelo ministro André Mendonça, atual relator do caso Master. Mas eis que também apareceu um diálogo, de fevereiro de 2025, em que o advogado Ciro Soares mandou ao então dono do banco uma foto ao lado do ministro André Mendonça e, na sequência, afirmou: “Fala, Vorcarinho. Trabalhando por você. Levei o André lá no Vasco [alfaiate de luxo] agora para fazer um terno”. Ciro havia advogado para o Master e mantinha contato frequente com Vorcaro. O banqueiro também se reuniu com Mendonça na sede de sua empresa para, segundo ele, discutir pagamento de precatórios.<br>As relações, promíscuas, estão escancaradas.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-6 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Mais mexe, mais fede</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A relação do Banco Master com ministros do STF não é novidade. Dias Toffoli, que também mantinha negócios com Vorcaro no famoso resort Tayayá, só deixou a relatoria do caso na corte depois do escândalo. Edson Facchin fez um arranjo numa reunião secreta, em vez de afastá-lo. Os filhos de Luiz Fux e Kássio Nunes Marques já foram mencionados por terem prestado serviços ao banqueiro. Já se sabia que Vorcaro havia contratado o escritório de advocacia da esposa de Alexandre, Viviane Barci de Moraes, pela bagatela de R$ 131 milhões. Mas agora, o escândalo avultou.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1014" height="680" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8.webp" alt="" class="wp-image-22588" style="width:548px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8.webp 1014w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8-300x201.webp 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8-150x101.webp 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8-768x515.webp 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8-324x217.webp 324w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8-695x466.webp 695w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8-238x160.webp 238w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8-328x220.webp 328w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8-355x238.webp 355w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8-389x261.webp 389w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8-574x385.webp 574w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8-724x486.webp 724w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/09/HRP36uyaoAA74U8-864x579.webp 864w" sizes="(max-width: 1014px) 100vw, 1014px" /><figcaption class="wp-element-caption">Ministros conversando alegremente na primeira sessão do tribunal após o vazamento das mensagens</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">As mensagens mostram que o centro do diálogo girava em torno do monitoramento do processo quanto às fraudes e a prisão, mas também do acompanhamento, pelo ministro, do processo de venda do Master a investidores dos Emirados Árabes Unidos e ao grupo empresarial Fictor. A PF também concluiu que Moraes foi responsável por editar a última versão do contrato firmado entre o escritório da sua mulher e o banqueiro.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-7 wp-block-paragraph" style="font-size:21px">“<strong>Gratidão”</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No período que precedeu a prisão e a liquidação do Master, Vorcaro fez questão de manifestar gratidão a Moraes: “Estamos juntos sempre. Você sabe que tenho gratidão da minha vida a você. Agora é continuar na pegada para conseguir concluir, se Deus quiser”. E sobre possíveis atrasos nos pagamentos ao escritório de Viviane: “Esse Barci de Moraes por favor não deixe atrasar um dia, coloca no seu controle. É o pagamento mais importante que temos”. Fachin vai tentar outro Tayayá?</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-8 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Delatar o atual governo?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não a toa, Mendonça, ligado ao clã Bolsonaro, tornou as mensagens com Moraes públicas. Agora Vorcaro diz querer delatar membros do atual governo. A declaração foi dada em depoimento no gabinete do próprio Mendonça. O cálculo eleitoral existe, é verdade. Mas isso não afasta a realidade, escrachada no esquema: a natureza do STF, das instituições do país.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-9 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Declaração de Edinho Silva</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em mensagem gravada em vídeo, o presidente nacional do PT Edinho Silva, afirmou que<strong>&nbsp;</strong>“a campanha do presidente Lula é a favor de uma mudança urgente no sistema político e judicial do Brasil, sendo evidente a profunda crise que se arrasta há anos”. O sistema, disse, “protege poderosos, perpetua privilégios e a corrupção&#8230;o sistema apodreceu”. Corretíssimo! É preciso punir, não só esses indivíduos e mudar o sistema. Mas a questão é: quem o fará e como. </p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-10 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><strong>Reformar é preciso!</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O STF, tal qual a maioria do Congresso Nacional, atua em favor do mercado financeiro, do agronegócio, dos patrões. E, pior, é um poder não eleito. Como afirma o Manifesto do Encontro Nacional pela Reforma Política Radical e Assembleia Constituinte Soberana, não só o sistema político está podre, mas “as instituições da República estão em crise”. Sim, o judiciário &#8211; dos riquíssimos privilégios e mordomias, da notória sanha anti-povo da justiça seletiva &#8211; também chafurda na lama. Está aí, escancarado, desde a sua cúpula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É necessário dar a palavra ao povo e enterrar a podridão. E a reforma deste poder da República, por uma Constituinte Soberana, é fundamental e urge para a nação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tiago Maciel</strong></p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/com-stf-com-tudo-o-lamacal-do-master/">Com STF, com tudo, o lamaçal do Master</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">22585</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Por uma Reforma Política Radical! Manifesto aprovado no Encontro Nacional</title>
		<link>https://otrabalho.org.br/por-uma-reforma-politica-radical-manifesto-aprovado-no-encontro-nacional/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=por-uma-reforma-politica-radical-manifesto-aprovado-no-encontro-nacional</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2026 16:39:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://otrabalho.org.br/?p=22534</guid>

					<description><![CDATA[<p>Reunidos em São Paulo, 80 delegados (as) indicados em reuniões em 14 Estados, parlamentares do PT e do PSOL, lideranças sindicais e populares de diferentes origens, nos dirigimos a toda a militância para uma discussão urgente. O Brasil entra em período eleitoral frente a uma escalada de guerras – da Ucrânia ao Irã – cujo [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/por-uma-reforma-politica-radical-manifesto-aprovado-no-encontro-nacional/">Por uma Reforma Política Radical! Manifesto aprovado no Encontro Nacional</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Reunidos em São Paulo, 80 delegados (as) indicados em reuniões em 14 Estados, parlamentares do PT e do PSOL, lideranças sindicais e populares de diferentes origens, nos dirigimos a toda a militância para uma discussão urgente. O Brasil entra em período eleitoral frente a uma escalada de guerras – da Ucrânia ao Irã – cujo principal responsável é Donald Trump. Sequestrou Maduro, ameaça Cuba, e se ingeriu nas últimas eleições em vários países do continente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas é verdade que existe uma resistência, a começar dos Estados Unidos, em manifestações gigantescas contra as guerras, em defesa dos migrantes e pelos direitos. Com há ao longo do continente; O Brasil não fica à parte do tumulto, como se vê no abastecimento de combustíveis e fertilizantes. Trump adotou pesadas taxações unilaterais. Decretou caráter terrorista a grupos criminosos sinalizando intervenções, e está escalando atritos diplomáticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse cenário é desafiador para a reeleição de Lula e a eleição dos candidatos de esquerda em outubro.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="778" height="438" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc.jpg" alt="" class="wp-image-22535" style="width:578px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc.jpg 778w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc-300x169.jpg 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc-150x84.jpg 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc-767x432.jpg 767w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc-323x182.jpg 323w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc-695x391.jpg 695w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc-284x160.jpg 284w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc-355x200.jpg 355w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc-463x261.jpg 463w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/mesa-enc-683x385.jpg 683w" sizes="(max-width: 778px) 100vw, 778px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A extrema-direita pretende atrair votos explorando um sentimento de frustração que existe. Afinal, houve certo crescimento e queda do desemprego, mas grande parcela do povo não sente melhorias substanciais – o salário não alcança os preços, os jovens só conseguem empregos com baixos salários e desregulamentados. Apesar dos programas sociais – como o recente Pé-de-Meia-, a desigualdade social é enorme: o 1% mais rico tem 37% da renda nacional e os 50% mais pobres só tem 9%!!!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para mudar isso, é preciso enfrentar o sistema assentado no agronegócio, na mineração exportadora, nas Big Techs e no capital financeiro da Faria Lima. São eles que comandam o show no Congresso Nacional, amparados nos privilégios do judiciário, sob a sombra da tutela militar (Artigo 142). Lula deve ser o candidato antissistema, em que os super-ricos exploradores não pagam impostos, e o agronegócio faz as leis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sistema político está podre. O Congresso Nacional chantageia o governo e bloqueia pautas populares. As emendas parlamentares sequestraram o orçamento, amputaram os investimentos do governo, e aprofundaram a prevalência do poder econômico nas eleições. Elas distorcem e oligarquizam a representação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É inaceitável que o Senado nobiliárquico – câmara revisora herdada do Império – e que custa R$ 7 bilhões ao ano, bloqueie o fim da escala 6X1, um anseio de 70% do povo: Para que Senado?</p>



<p class="wp-block-paragraph">As reformas populares não podem continuar sendo adiadas. A esquerda tem que lutar para incluir na agenda do novo governo a reversão das privatizações da Eletrobrás e do sistema Petrobrás; a revogação das contrarreformas trabalhista e previdenciária, e triplicar o salário mínimo rumo ao nível do Dieese; acabar com os privilégios no judiciário e no exército; estabelecer a soberania digital e a industrialização soberana das terras raras; generalizar a Casa da Mulher Brasileira; o fim da violência policial; destinar os recursos necessários para Saúde, Educação, Moradia e Reforma Agrária; acabar o arcabouço fiscal derrubando os juros que comem R$ 1 trilhão por ano; e criar o Imposto sobre Grandes Fortunas para financiar as despesas do Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nós vamos fazer a maior campanha eleitoral para Lula e os candidatos (as) da esquerda. Mas com as atuais regras eleitorais é muito difícil mudar a relação de forças no Congresso. E não serão as figuras do Centrão que fecharão o bloco das mudanças populares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A luta por uma Reforma Política Radical deve estar em debate na campanha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma reforma que institua, pelo menos, o financiamento público exclusivo de campanha, o voto em lista partidária pré-ordenada (gênero, raça e etnia), a revisão da desproporcionalidade da representação estadual, e o direito de voto ao migrante. Essa plataforma será desenvolvida com os aliados que teremos nos movimentos populares, associações, outras forças políticas e na opinião pública progressista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vamos juntos lutar pela reeleição de Lula e pela eleição de nossos (as) candidatos (as). Queremos uma ruptura pela via democrática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apresentado pela mesa</p>



<p class="wp-block-paragraph">José Genoíno Neto, ex-presidente do PT</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rui Falcão, ex-presidente e deputado federal do PT-SP</p>



<p class="wp-block-paragraph">Markus Sokol, fundador do PT</p>



<p class="wp-block-paragraph">Luiza Erundina, deputada federal do PSOL-SP</p>



<p class="wp-block-paragraph">Marcos Pereira, Diretório Municipal do PT de Conde-PB</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pedro Paulo de Abreu Pinheiro, militante do PT-MG</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vereadora Carla Ayres, PT-Florianópolis</p>



<p class="wp-block-paragraph">Priscilla Chandretti, do Diretório Nacional do PT</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aprovado por aclamação</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br><strong>A HORA É AGORA!</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>A partir de agora a continuidade do Encontro Reforma Política Radical e Assembleia Constituinte é pela difusão do Manifesto aprovado. Em todos os lugares, nas atividades da campanha eleitora, discussão com os militantes e com o povo, o Manifesto pode &#8211; e deve &#8211; ser distribuído pelas candidaturas e militantes que apoiam a iniciativa. A hora é agora de levantar a Reforma Política Radical, com faixa e nos tradicionais pirulitos do Diálogo e Ação Petista. Nas eleições cada vez mais setores dos trabalhadores e da juventude se perguntam como será o futuro do país, uma vez Lula eleito, como conseguirá levar à frente as transformações necessárias para aplicar um programa que favorece a maioria do povo diante do atual sistema político podre. É com esse sentimento legítimo que o Manifesto apresenta uma saída política, radical, democrática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Associe-se pelo link</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color has-large-font-size wp-elements-12 wp-block-paragraph"><a href="https://reformaradical.com.br">reformaradical.com.br</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/por-uma-reforma-politica-radical-manifesto-aprovado-no-encontro-nacional/">Por uma Reforma Política Radical! Manifesto aprovado no Encontro Nacional</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">22534</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Começaram os 45 dias decisivos: o que está em jogo nessas eleições?</title>
		<link>https://otrabalho.org.br/eleicoes-comecaram-os-45-dias-decisivos-e-necessario-fazer-o-que-ainda-nao-foi-feito-e-preciso-dize-lo-ao-povo/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=eleicoes-comecaram-os-45-dias-decisivos-e-necessario-fazer-o-que-ainda-nao-foi-feito-e-preciso-dize-lo-ao-povo</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2026 14:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fixo]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://otrabalho.org.br/?p=22521</guid>

					<description><![CDATA[<p>Entramos na reta final da disputa eleitoral. São os 45 dias da campanha dita “oficial”. Em poucos dias teremos programas de TV, os anúncios etc. As pesquisas espontâneas indicam que cerca de 50% não escolheu candidato à presidente. O que pode mostrar certo grau de indiferença à polarização e até mesmo à rejeição aos candidatos. [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/eleicoes-comecaram-os-45-dias-decisivos-e-necessario-fazer-o-que-ainda-nao-foi-feito-e-preciso-dize-lo-ao-povo/">Começaram os 45 dias decisivos: o que está em jogo nessas eleições?</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><br>Entramos na reta final da disputa eleitoral. São os 45 dias da campanha dita “oficial”. Em poucos dias teremos programas de TV, os anúncios etc. As pesquisas espontâneas indicam que cerca de 50% não escolheu candidato à presidente. O que pode mostrar certo grau de indiferença à polarização e até mesmo à rejeição aos candidatos.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-17 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br><strong>Nada está resolvido</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O cenário mostra, portanto, que nada está resolvido. As eleições estão por ser vencidas e a pergunta é: não teria chegado a hora de dizer claramente ao povo a que viemos e, como se diz, ganhar milhões de corações e mentes? Evidentemente o cenário é difícil. Vivemos as consequências da crise mundial que atinge praticamente todos os países, há as guerras e a há também a ofensiva do Trump sobre o continente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Frente a tudo isso, a defesa da soberania nacional é mais que uma necessidade, merece ser explicada e traduzida em medidas concretas. De maneira exatamente contrária a do que fez o Ministro da Defesa, José Múcio, que, frente a uma hipotética invasão dos EUA ao Brasil, chama a “abrir a porta” para Trump! Também é preciso dizer que não ajuda nada o ouvir o Ministro da Fazenda, Dario Durigan defender a continuidade do Arcabouço fiscal no próximo governo de Lula. São declarações desmobilizam a militância e jogam água fria na campanha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não precisamos do governo Lula 4 nem para se submeter aos EUA e nem para agradar o mercado. O caminho é outro! No último 2 de agosto, na convenção do PT, Lula criticou o fundo partidário e as emendas parlamentes e afirmou que no quarto mandato, quer o Lulinha que vai fazer o que a gente ainda não fez e que prefere o Lulinha porreta. Não será esse é o caminho?</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-18 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br><strong>Frente a ingerência, soberania</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nunca na história recente a ingerência do imperialismo nas eleições foi tão explícita, assim como alinhamento a Trump dos candidatos de direita foi tão descarado. São as exigências do grande capital. Isso, o povo percebe. Nossa obrigação é explicar a situação, suas consequências e como enfrentá-la, ir até o fim na defesa na soberania. Soberania que, para ser efetiva, precisa ser apoiada e ter a participação do povo – bem como estar ligada aos seus direitos.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-19 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br><strong>Somos antissistema</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="778" height="586" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c.jpg" alt="" class="wp-image-22522" style="width:521px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c.jpg 778w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-300x226.jpg 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-150x113.jpg 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-199x150.jpg 199w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-767x578.jpg 767w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-79x59.jpg 79w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-324x244.jpg 324w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-477x359.jpg 477w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-92x69.jpg 92w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-696x524.jpg 696w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-262x197.jpg 262w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-311x234.jpg 311w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-212x160.jpg 212w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-292x220.jpg 292w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-356x268.jpg 356w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-346x261.jpg 346w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-511x385.jpg 511w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-645x486.jpg 645w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/08/capa-3-c-770x580.jpg 770w" sizes="(max-width: 778px) 100vw, 778px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><br>É preciso também entender que depois de quatro governos e meio do PT – um interrompido pelo golpe – é inevitável que parte do povo nos veja como parte do sistema. E não sem razão. Afinal, as reformas de fundo, as que realmente interessam ao povo não avançaram. Nem mesmo as ditas “reformas” que retiraram direitos &#8211; como a trabalhista e da previdência &#8211; foram revogadas. Pior, nem mesmo se tentou.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-20 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br><strong>Lançamento em São Bernardo do Campo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No último dia 16, aconteceu o ato de lançamento da campanha de Lula na Vila Euclides, em São Bernardo do Campo/SP. Simbólico, na busca por se reconectar com a luta de quase 50 anos da história recente, a frase do locutor que antecedeu a fala de Lula foi “a luta continua!”. De fato, 47 anos depois das poderosas greves do ABC, que abriram as portas para construir um partido e por fim a ditadura, seguimos perseguindo os mesmos objetivos: a soberania e o direito de autodeterminação. A democracia, expressão da vontade soberana do povo e um futuro digno para as novas e velhas gerações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se não é errado enaltecer os feitos – que são muitos – é preciso ter a humildade de reconhecer que a vida segue difícil para milhões. Caiu o desemprego, mas os salários são baixos, o trabalho é cada vez mais precário e sem direitos. O serviço público segue sendo desmontado enquanto a terceirização avança. Tem cada vez mais polícia na rua, mas a violência contra os pobres, negros, jovens e mulheres só cresce.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ser radical é ter raízes. Hoje, ser é radical é defender verdadeiras reformas para mudar a vida do povo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Laércio Barbosa</strong></p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/eleicoes-comecaram-os-45-dias-decisivos-e-necessario-fazer-o-que-ainda-nao-foi-feito-e-preciso-dize-lo-ao-povo/">Começaram os 45 dias decisivos: o que está em jogo nessas eleições?</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">22521</post-id>	</item>
		<item>
		<title>O crime organizado está no Estado</title>
		<link>https://otrabalho.org.br/o-crime-organizado-esta-no-estado/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=o-crime-organizado-esta-no-estado</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 17:02:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://otrabalho.org.br/?p=22445</guid>

					<description><![CDATA[<p>Na edição anterior de nosso jornal, a capa categoricamente afirmava: “o sistema político está podre”. Essa afirmação fica mais evidente a cada dia, e não é só o sistema político. A podridão se espalha por diversos setores do Estado. Investigações recentes, tanto em São Paulo como no Rio, escancararam a sórdida relação do Primeiro Comando [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/o-crime-organizado-esta-no-estado/">O crime organizado está no Estado</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Na edição anterior de nosso jornal, a capa categoricamente afirmava: “o sistema político está podre”. Essa afirmação fica mais evidente a cada dia, e não é só o sistema político. A podridão se espalha por diversos setores do Estado. Investigações recentes, tanto em São Paulo como no Rio, escancararam a sórdida relação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) com o alto escalão das forças de segurança e da política dos dois estados.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-24 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br><strong>Rio de Janeiro</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>O Rio de Janeiro, por exemplo, está nesse momento sem governador após a renúncia de Cláudio Castro. Isso se deve ao fato de que o sucessor, Rodrigo Barcellar, presidente da ALERJ (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), foi preso junto com outro deputado, o TH Joias, por envolvimento direto com o crime organizado. TH e Bacellar entregavam informações sobre operações policiais contra o CV. Essas informações eram vazadas, segundo as investigações, pelo desembargador Marcário Júdice do Tribunal Regional Federal da 2ª Região. Há indícios de envolvimento de outros agentes federais, que a investigação ainda apura. São o legislativo e o judiciário mancomunados com o crime.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-25 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br><strong>São Paulo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Em São Paulo, a Operação Janus, deflagrada pelo Ministério Público, expôs a relação promíscua de operadores financeiros do PCC com o alto comando da Polícia Militar de São Paulo, do governador Tarcísio de Freitas. A operação revelou que os coronéis Luiz Carlos Pereira Martins e José Augusto Coutinho, este ex-Comandante Geral da PM-SP e da ROTA, estão entre os agraciados com dinheiro vindo direto do PCC, que mantém uma longa lista de pagamento para policiais que ocupam diferentes postos na corporação. A descoberta confirma velhas especulações sobre a relação polícia e bandido. Fica evidente que a última coisa que o sistema está preocupado em combater é o crime, pois o sistema podre precisa do crime, como o crime precisa da podridão desse sistema para se perpetuar. Enquanto na ponta do fuzil a PM vem matando nas periferias em nome de um mentiroso combate ao crime organizado, do lado de cima o que vemos são políticos, desembargadores e policiais que tem viagens, festas, entre outros, bancados por criminosos.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-26 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br><strong>É urgente uma reforma nas instituições</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É preciso mudar a lógica desse jogo. Como poderemos discutir a punição daqueles que cometem chacinas nas periferias, se há desembargadores no bolso dos criminosos? Como poderemos discutir uma segurança pública de verdade, quando quem deveria controlar e estabelecer o básico para uma atuação descente das forças de segurança, estão sentados ao lado direito de criminosos? A PM, esse entulho da ditadura que tortura nos bairros mais periféricos da cidade a população, vê com bons olhos aqueles que bancam suas regalias. O crime organizado que vem se infiltrando no sistema econômico (Faria Lima), como na política, sabe que está protegido enquanto tiver na sua planilha os pagamentos em dia de políticos, policiais e juízes. Ao fim, são todos aliados. Todos filhos do podre sistema político que contribui diariamente para a violência policial e o crime organizado crescente no Brasil. A necessidade de uma reforma radical do sistema político coloca em debate a urgência de mexer em instituições como o judiciário e a própria polícia, para que possamos ter uma política real de combate ao crime organizado e de uma verdadeira segurança pública nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pedro Maria Nasir</strong></p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/o-crime-organizado-esta-no-estado/">O crime organizado está no Estado</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">22445</post-id>	</item>
		<item>
		<title>EUA aumenta ameaças contra soberania nacional</title>
		<link>https://otrabalho.org.br/eua-aumenta-ameacas-contra-soberania-nacional/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=eua-aumenta-ameacas-contra-soberania-nacional</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 12:52:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fixo]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://otrabalho.org.br/?p=22435</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em 4 de agosto o governo dos EUA revogou o visto da embaixadora Brasileira em Washington. A decisão é vista como uma resposta do governo Trump à ação do governo brasileiro que não aceitou a nomeação de Daniel Perez como novo embaixador dos EUA no Brasil. Lula, corretamente, vetou o novo embaixador que foi designado [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/eua-aumenta-ameacas-contra-soberania-nacional/">EUA aumenta ameaças contra soberania nacional</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 4 de agosto o governo dos EUA revogou o visto da embaixadora Brasileira em Washington. A decisão é vista como uma resposta do governo Trump à ação do governo brasileiro que não aceitou a nomeação de Daniel Perez como novo embaixador dos EUA no Brasil. Lula, corretamente, vetou o novo embaixador que foi designado por Trump para integrar uma missão diplomática que iria “acompanhar” as eleições brasileiras deste ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O governo Lula também negou, nos últimos dias, a entrada no Brasil de dois integrantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos que queriam ir à Brasília para se reunir com autoridades eleitorais brasileiras. O jornal estadunidense &#8220;The Washington Post&#8221; revelou no dia 24 de julho que o governo Trump enviaria funcionários do Departamento de Estado ao Brasil com o objetivo de “acompanhar” as eleições presidenciais e colocar em dúvida a transparência e a integridade do sistema eleitoral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os funcionários são Riley M. Barnes, assistente do Departamento de Estado, e Samuel Samson, assistente adjunto do mesmo órgão. Eles foram indicados por Trump logo depois de Flávio Bolsonaro, voltar a questionar as urnas eletrônicas em um evento com embaixadores em Brasília.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-30 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br><strong>Milei, lacaio dos EUA, ataca Lula</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não por acaso, o presidente da Argentina, Javier Milei, saiu atacando Lula em visita recente ao Brasil para o lançamento da candidatura de Flávio. Fez um discurso em que chamou Lula de “corrupto e ladrão” e Alexandre de Moraes de “lixo careca”. Além, é claro, de ovacionar Bolsonaro e seu filho candidato na luta com o “socialismo”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta do governo brasileiro foi convocar o embaixador brasileiro em Buenos Aires de volta ao Brasil e fazer com que ele manifestasse as críticas do governo brasileiros com as declarações de Milei em território nacional. É bastante óbvio que Milei não está agindo da sua própria cabeça, lacaio de Trump, se somou ao esforço do imperialismo estadunidense para impedir a reeleição de Lula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Milei não esconde seu propósito de influência nas eleições brasileiras, depois de tudo isso, no dia 4 de agosto em entrevista na Argentina reafirmou que Lula é corrupto e ladrão na sequência foi perguntado se seus comentários poderiam influenciar a eleição brasileira ao que ele respondeu: “Esperamos que sim, esperamos que o Brasil também se pinte de azul, mas pelo bem dos brasileiros. Livrar-se dos corruptos ladrões é sempre bom. Livrar-se dos esquerdistas é sempre bom também”.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-31 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br><strong>Múcio do lado de lá!</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>José Múcio, Ministro da Defesa do governo Lula, achou de bom tom fazer uma brincadeira neste contexto de escalada de ameaça da ingerência imperialista no Brasil, em um evento da Confederação Nacional da Indústria ele afirmou: &#8220;Me perguntaram, se os Estados Unidos quisessem invadir o Brasil, o que é que eu faria. Temos que abrir o portão. O Brasil não tem equipamento para enfrentá-los, nem tem dinheiro para consertar o portão&#8221;.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-32 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br><strong>É preciso ir além, para defender a soberania nacional</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os jornais informam que a fala do ministro foi malvista por Lula, é claro. Lula corretamente defendeu no evento de lançamento de sua candidatura à presidente no último dia 2 de agosto a soberania nacional, contra a ingerência externa nas eleições, a defesa da exploração nacional das terras raras e aumento nos gastos em defesa, necessários para proteger o território nacional. Como ele próprio disse no discurso, o novo governo precisa fazer mais: “Eu não quero mais ser o presidente do Bolsa Família. É preciso mais, mais, mais, e mais. E nesse ‘ser mais’ a gente precisa ser mais ousado para a gente mudar muita coisa.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">No momento em que a pressão do imperialismo aumenta sobre o Brasil é certo que é necessário fazer tudo isso e ainda outras coisas, em um novo mandato de Lula. Quanto mais claras as mudanças radicais que o novo governo deve fazer estiver na campanha, mais claro estará para o povo o que está em questão nestas eleições.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Cristiano Junta</strong></p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/eua-aumenta-ameacas-contra-soberania-nacional/">EUA aumenta ameaças contra soberania nacional</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">22435</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Rumo ao Encontro Nacional por uma Reforma Política Radical</title>
		<link>https://otrabalho.org.br/rumo-ao-encontro-nacional-por-uma-reforma-politica-radical/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=rumo-ao-encontro-nacional-por-uma-reforma-politica-radical</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 14:59:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Partido]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://otrabalho.org.br/?p=22413</guid>

					<description><![CDATA[<p>Discussão sobre a declaração avança A declaração à militância, lançada no Congresso do PT em abril, que recebeu uma segunda edição em 20 de junho, já conta com mais de 400 adesões de lideranças de vários partidos, entre assinaturas online e físicas, de dirigentes e personalidades. São deputados e deputadas, vereadores de variadas correntes do [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/rumo-ao-encontro-nacional-por-uma-reforma-politica-radical/">Rumo ao Encontro Nacional por uma Reforma Política Radical</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Discussão sobre a declaração avança</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A declaração à militância, lançada no Congresso do PT em abril, que recebeu uma segunda edição em 20 de junho, já conta com mais de 400 adesões de lideranças de vários partidos, entre assinaturas online e físicas, de dirigentes e personalidades. São deputados e deputadas, vereadores de variadas correntes do PT e do PSOL, além de dirigentes políticos, sindicais e de movimentos de âmbito nacional das mais variadas origens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No momento, a declaração está sendo divulgada amplamente e segue aberta a adesões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para aderir, acesse: <a href="https://reformaradical.com.br/#declaracao">https://reformaradical.com.br/#declaracao</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas últimas semanas realizaram-se 14 reuniões estaduais, algumas com dezenas de participantes. Todas elas estão preparando delegações ao Encontro Nacional, denominado “Por uma Reforma Política Radical” &#8211; e que coloca a discussão da necessidade de uma Assembleia Constituinte Soberana &#8211; que acontecerá em São Paulo, no próximo 8 de agosto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entrevistamos Adelino Francisco de Oliveira, professor no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, campus Piracicaba, e dirigente sindical do SINASEFE, que constrói a Tendência Quilombo Socialista do PT, sendo membro da sua Executiva Nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2020, Adelino foi candidato pelo PT à Prefeitura de Piracicaba e, em 2022, candidato a Deputado Federal.</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" width="956" height="633" src="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/07/image-3.png" alt="" class="wp-image-22415" style="width:573px;height:auto" srcset="https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/07/image-3.png 956w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/07/image-3-300x199.png 300w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/07/image-3-150x99.png 150w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/07/image-3-768x509.png 768w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/07/image-3-634x420.png 634w, https://otrabalho.org.br/wp-content/uploads/2026/07/image-3-696x461.png 696w" sizes="(max-width: 956px) 100vw, 956px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>OT &#8211; Você vai participar do Encontro Nacional de 8 de agosto. Quais questões da declaração julga mais relevantes?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Adelino</strong> &#8211; O Encontro Nacional do dia 08 de agosto, em São Paulo, será um importante marco, delineando o debate público por uma reforma política profunda e por uma nova Assembleia Constituinte, comprometida em radicalizar a democracia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A declaração traz diversos pontos fundamentais e urgentes, denunciando as graves situações de injustiça social que assolam o mundo, evidenciando o fracasso do projeto capitalista em sua fase neoliberal. As guerras imperialistas e neocoloniais, colocadas em curso pelo extremismo de direita, elevam a tensão mundial e tornam a realidade da classe trabalhadora ainda mais penosa e árdua. Mas a declaração também aponta caminhos para a superação deste caos político-social: a solidariedade e organização da classe trabalhadora em âmbito internacional que, aqui, se traduz em abrir caminho para forjar uma reforma política radical e uma nova Assembleia Constituinte, capaz de aprofundar e intensificar a própria democracia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>OT &#8211; O que considera importante como resultado desse movimento?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Adelino</strong> &#8211; Este é um movimento político potente, que coloca em questão o atual modelo eleitoral, que é dominada por oligarquias. Somente uma reforma política radical, rompendo com a força das oligarquias e com a perspectiva personalista, pode criar as condições para que a classe trabalhadora, organizada politicamente, acesse os espaços de poder. Outro aspecto central do movimento consiste na renovação interna do próprio Partido dos Trabalhadores, como instrumento de organização da classe trabalhadora, visando construir as bases sociais e econômicas para a aurora do socialismo.</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-34 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br><strong>Fim da Escala 6X1 parou no Senado inimigo do povo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala 6&#215;1 está parada no Senado Federal. O texto que tem origem na Câmara onde foi aprovado por amplíssima maioria prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para até 40 horas semanais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, com o Congresso em recesso parlamentar sem que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, desse início à tramitação nas comissões, hoje, nada permite concluir que a matéria seja votada ainda esse ano. Tudo indica que deve ficar para depois das eleições.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, não sem motivo, ganha ainda mais força a rejeição às instituições e, nesse momento, em particular, ao Senado. Em resposta, sua cúpula &#8211; em especial o presidente da Casa, Davi Alcolumbre – diz repudiar a classificação “inimigo do povo”, considerando-a um ataque institucional às atribuições legislativas, e chegou a determinar investigações da Polícia Legislativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se é verdade que, nos últimos tempos, ganharam corpo iniciativas parlamentares que atingem os oprimidos e interesse nacionais por um Congresso amplamente dominado pela direita, é preciso ter claro que isso vem de longe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Às vésperas de cada eleições, os atuais parlamentares aprovam mudanças nas regras eleitorais que chamam de “reformas”, mas não passam de mudanças para favorecer a eles próprios, em geral, servem para facilitar suas intermináveis reeleições, sem nunca mexer nas distorções que estão na origem das regras eleitorais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma delas é o Senado Federal que, ao eleger 3 por estado, não é, nem longe, proporcional à população. Ao contrário, permite eleger em cada estado, com poucas exceções, a nata da sua oligarquia regional. E para piorar as coisas, a Constituinte de 1988 deu a Senado a prerrogativa de legislar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sentar-se em cima de uma reivindicação tão importante para milhões como é o caso do fim da escala 6X1, está na razão se sua existência.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Laércio Barbosa</strong></p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/rumo-ao-encontro-nacional-por-uma-reforma-politica-radical/">Rumo ao Encontro Nacional por uma Reforma Política Radical</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">22413</post-id>	</item>
		<item>
		<title>A “Bancada da Esquerda Radical”</title>
		<link>https://otrabalho.org.br/a-bancada-da-esquerda-radical/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=a-bancada-da-esquerda-radical</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 15:53:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Partido]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://otrabalho.org.br/?p=22399</guid>

					<description><![CDATA[<p>Um Manifesto inconclusivo A deputada Sâmia Bonfim (PSOL-SP) publicou no dia 3 de julho o Manifesto da Bancada de Esquerda Radical. É uma articulação dos três deputados federais do MES/PSOL num conjunto de sete aspirantes à reeleição ou à eleição (um deles do PT). Eles apresentam 10 simpáticos pontos de programa, alguns que nem são [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/a-bancada-da-esquerda-radical/">A “Bancada da Esquerda Radical”</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Um Manifesto inconclusivo</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A deputada Sâmia Bonfim (PSOL-SP) publicou no dia 3 de julho o Manifesto da Bancada de Esquerda Radical. É uma articulação dos três deputados federais do MES/PSOL num conjunto de sete aspirantes à reeleição ou à eleição (um deles do PT).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eles apresentam 10 simpáticos pontos de programa, alguns que nem são muito lembrados, como a “revogação da reforma da previdência, revogação da reforma trabalhista, programa nacional de reestatização e revogação do novo teto de gastos”. O único reparo é a ausência das guerras, a guerra em Gaza e no Líbano que pede a ruptura com Israel, a agressão ao Irã, a paz na Ucrânia e o bloqueio de Cuba.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas vamos ao seu centro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Programa define: “Neste ano de eleição, derrotar a extrema direita exige enfrentá-la para além das urnas: é preciso combatê-la no campo das ideias e ganhar o povo para a defesa de um projeto soberano, comprometido com a justiça social e do equilíbrio da vida em nossos biomas”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sem dúvida, é preciso ir “para além da urnas”, boas palavras de candidatos despojados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas como avançar na realização dos 10 pontos? Eleito Lula, na melhor hipótese, a de se elegerem os sete candidatos, isso não vai mudar essencialmente o Congresso Nacional reacionário. Eles sabem disso. Devem saber que um programa deve indicar como, quem pode realizá-lo. Como, então?</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-37 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br>“<strong>Assombração é o pavor causado por algo inexplicável” (do Google)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um candidato radical no Brasil deve questionar o sistema eleitoral podre. Mas não há no texto uma palavra sobre reforma política. Nem voto em lista, revisão da desproporcionalidade do voto ou financiamento público exclusivo. É inquietante. Não se toca no escandaloso sistema corrupto das emendas parlamentares impositivas. É inexplicável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É verdade, como disse o poeta, que tudo vale a pena, quando a alma não é pequena. Mas aqui, as almas parecem assombradas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O PT, pelo menos, levanta o fim das emendas parlamentares impositivas que este ano são R$ 38 bilhões. Não se sabe o que acontecerá com R$ 23 bilhões das outras emendas parlamentares. O PT ao menos propõe uma reforma político-eleitoral com voto em lista pré-ordenada. É pouco em face da desproporcionalidade da representação, e muito pouco frente ao financiamento bilionário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se espera de Lula um quarto mandato engajado com as reformas estruturais pendentes (como os 10 pontos). Essa é uma condição necessária, mas não é suficiente, face ao Congresso inimigo do povo. Como pode um radical silenciar a respeito do sistema que, afinal, vai participar?</p>



<p class="has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-38 wp-block-paragraph" style="font-size:21px"><br><strong>Discussão livre</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nós apoiamos a Declaração por uma Reforma Política Radical de ruptura com o sistema atual para abrir o caminho para uma Assembleia Constituinte Soberana. Com o papel do novo governo, é esta Assembleia, não este Congresso, que pode realizar os 10 pontos. Não há outro caminho democrático a perseguir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este é um debate incontornável. Se há outra saída nos digam. Senão, arriscamos a ficar com as apostas perdidas de “mudar a relação de forças no Congresso”, como dizem certos setores governistas, ou ficar ouvindo uma fraseologia de esquerda desacreditada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Declaração de fato abriu um debate, ela é apoiada por sindicalistas e lideranças populares, parlamentares do PT, do PSOL, e militantes sem partido.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Markus Sokol</strong></p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/a-bancada-da-esquerda-radical/">A “Bancada da Esquerda Radical”</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">22399</post-id>	</item>
		<item>
		<title>“A Constituição de 88 já nasceu sob o veto da classe dominante”</title>
		<link>https://otrabalho.org.br/a-constituicao-de-88-ja-nasceu-sob-o-veto-da-classe-dominante/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=a-constituicao-de-88-ja-nasceu-sob-o-veto-da-classe-dominante</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paulo Henrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2026 14:04:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Partido]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://otrabalho.org.br/?p=22200</guid>

					<description><![CDATA[<p>Publicamos abaixo a íntegra da entrevista de Pedro Paulo de Abreu Pinheiro, Pepê, da direção nacional do Luta Pelo Socialismo, PT-MG. Ela feita por Markus Sokol, para a edição 964, 11 de junho, do jornal O Trabalho. O Trabalho – Os trabalhadores a juventude rejeitam a política bárbara de Trump que respalda a extrema-direita, mas não [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/a-constituicao-de-88-ja-nasceu-sob-o-veto-da-classe-dominante/">“A Constituição de 88 já nasceu sob o veto da classe dominante”</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Publicamos abaixo a íntegra da entrevista de Pedro Paulo de Abreu Pinheiro, Pepê, da direção nacional do Luta Pelo Socialismo, PT-MG. Ela feita por Markus Sokol, para a edição 964, 11 de junho, do jornal O Trabalho.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-42" style="font-size:21px"><strong>O Trabalho</strong> – <em>Os trabalhadores a juventude rejeitam a política bárbara de Trump que respalda a extrema-direita, mas não é imbatível, a começar nos próprios Estados Unidos. É da solidariedade internacional, e não de outro lugar, que deve emergir a força capaz de reverter a situação. O que vc acha desta situação?</em></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pepê&nbsp;</strong>&#8211; Concordamos plenamente com a assertiva. Até mesmo porque a extrema-direita não é um fenômeno de política nacional, mas um polo organizado internacionalmente. Trump e Netanyahu funcionam como o centro gravitacional desse sistema — o primeiro fornecendo o peso econômico e militar do imperialismo norte-americano, o segundo operando como sua ponta de lança no Oriente Médio — enquanto uma constelação de figuras menores orbita ao seu redor: Milei, Orbán, Meloni, os herdeiros do bolsonarismo, a AfD alemã. Trata-se, em termos leninistas, de uma articulação própria da fase imperialista: como Lenin demonstrou em “O Imperialismo, Fase Superior do Capitalismo”, o capital financeiro não conhece fronteiras e organiza suas alianças políticas em escala mundial. Seria ingenuidade analisar cada um desses governos isoladamente, como patologias nacionais, quando constituem uma frente coordenada de guerra social contra os trabalhadores, os povos do Sul global e a própria juventude.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas esse polo não é imbatível. Os sinais estão à vista: governos progressistas continuam sendo eleitos, inclusive no quintal imediato do imperialismo; a juventude estadunidense se mobiliza massivamente contra o genocídio palestino, abrindo fissuras no coração do próprio império; e o eixo Washington-Tel Aviv descobriu que encontra resistência militar efetiva no Irã e no Libano, não dispondo mais do monopólio incontestado da força que imaginava possuir.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">E aqui chegamos ao ponto decisivo. Se a extrema-direita se organiza internacionalmente, a resposta não pode ser nacional. Quando Marx e Engels encerraram o Manifesto com a palavra de ordem &#8220;Proletários de todos os países, uni-vos!”, temos uma tese científica: o capital é uma relação social mundial, e portanto sua superação só pode ser mundial. Uni-vos todos — não uma parcela, não os trabalhadores do Norte contra os do Sul, não os de um país contra os do vizinho. A história do movimento operário demonstra que cada vez que o internacionalismo foi abandonado em nome de acomodações nacionais, a classe trabalhadora pagou com derrotas catastróficas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para nós, do Sul global, essa exigência tem um conteúdo adicional, que a teoria da dependência formulou com precisão: a espoliação imperialista não é acidente, a transferência de valor da periferia ao centro é a condição mesma de reprodução do capitalismo mundial. Disso decorre que a unidade dos povos do Terceiro Mundo não é opção sentimental, mas necessidade: nenhum país dependente rompe sozinho o cerco do imperialismo. A solidariedade internacional de que fala a pergunta — dos sindicatos norte-americanos em greve à resistência palestina, dos governos progressistas latino-americanos aos movimentos de massa africanos — é a única força material capaz de reverter a situação. Não virá de outro lugar: não virá dos organismos multilaterais capturados, não virá da diplomacia das classes dominantes, não virá da espera. Virá, como sempre veio, da organização independente dos trabalhadores e dos povos oprimidos em escala internacional.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-43" style="font-size:21px"><strong>OT </strong>– <em>O PT nasceu socialista. Mas parece que, como a CUT, deixou certas bandeiras pelo caminho. Por exemplo, a luta pelo fim da escala 6X1 que agora avança, veio do VAT, de fora das centrais e do PT. Como você vê isso?</em></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pepê&nbsp;</strong>&#8211; Quando a bandeira mais elementar da classe trabalhadora &#8211; a melhora nas condições trabalhistas -, precisa ser levantada por fora das estruturas construídas justamente para isso, algo se cristalizou nessas estruturas. O nome desse algo é conhecido: são os limites do reformismo. Embora as reformas tenham, sim, importância, o reformismo e a famigerada governabilidade opera por uma lógica de conciliação permanente: cede-se hoje para preservar a aliança, modera-se amanhã para acalmar o mercado, negocia-se depois para garantir a base parlamentar. O problema é que essa lógica tem um custo cumulativo, e a história recente o demonstrou com brutalidade pedagógica: a negativa do Senado à indicação de Jorge Messias ao STF mostrou que os acordos com o centrão e a direita fisiológica não compram lealdade. Compram apenas tempo, e tempo emprestado a juros extorsivos. No fim, a &#8220;governabilidade&#8221; construída pela conciliação revelou-se uma armadilha, uma vez que as concessões foram embolsadas, e na hora decisiva o aliado de ocasião votou contra.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais que isso, como sabemos, esse reformismo não atacará o ponto central, porque o ponto central é precisamente o que a conciliação proíbe tocar. Pautas que atendam de fato os interesses dos trabalhadores brasileiros — fim da 6&#215;1, taxação séria das grandes fortunas, reversão das contrarreformas trabalhista e previdenciária, soberania sobre recursos estratégicos — colidem frontalmente com os interesses do capital financeiro e do agronegócio que sustentam a &#8220;governabilidade&#8221;.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para nós, o momento é de pressão. Campanha eleitoral é um momento fundamental para exigir que os representantes eleitos assumam compromissos com as pautas trabalhistas. E precisamos ter algo muito claro: nós, da esquerda, não temos banco. Não temos os fundos do mercado financeiro, os recursos do agronegócio, o aparato midiático das classes dominantes. Nossa única fonte de força na política eleitoral, na política sindical, nos movimentos sociais é a organização e a mobilização da própria classe. Fenômenos como a VAT como pressão externa, combinada com a pressão da própria base da militância petista por dentro, que pode empurrar o PT para a esquerda, até para reencontrar as bandeiras com que nasceu.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-44" style="font-size:21px"><strong>OT</strong> – <em>Você assinou a Declaração que propõe um Reforma Política Radical no caminho de uma Constituinte Soberana para fazer as reformas estruturais. Como vc explicaria essa questão para um trabalhador mais consciente?</em></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pepê&nbsp;</strong>&#8211; Um trabalhador mais consciente já sabe, pela experiência, que algo está travado: ele vota, elege, e as pautas que importam à sua vida nunca chegam a ser decididas. A Declaração nomeia o porquê com todas as letras: o Congresso Nacional bloqueia as pautas populares e chantageia o governo; o orçamento público foi sequestrado pelas emendas parlamentares; expedientes antidemocráticos que oligarquizam a representação e replicam sua lógica clientelista nas Assembleias e Câmaras. E por trás dessa engrenagem está o que o documento chama de nó górdio do sistema: o agronegócio, a mineração exportadora e o capital financeiro da Faria Lima, amparados nos privilégios do Judiciário e sob a sombra da tutela militar do Artigo 142. O resultado é a desigualdade abissal que os números da Declaração escancaram.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É daí que vem a Reforma Política radical. As reformas populares não podem continuar sendo adiadas, e a Declaração as enumera: reversão das privatizações da Eletrobrás e do sistema Petrobras — BR Distribuidora, refinarias, fertilizantes —, porque não há soberania nacional sem controle dos recursos estratégicos, num momento em que o imperialismo pressiona abertamente o continente; revogação das contrarreformas trabalhista e previdenciária; reformas no Judiciário e no Exército; Imposto sobre Grandes Fortunas, sobre patrimônio e renda, como fizeram outros países; salário mínimo no nível do Dieese em quatro anos; e libertar a economia do arcabouço fiscal, derrubando os juros que devoram R$ 1 trilhão por ano do orçamento público.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso a Constituinte Soberana. Trata-se de uma ruptura pela via democrática e não de repetir o Congresso Constituinte de 88, aquele arranjo em que parlamentares comuns, eleitos sob as regras velhas e acumulando funções, produziram uma Constituição já nascida sob veto das classes dominantes.&nbsp;Soberana quer dizer duas coisas: soberana frente ao imperialismo e ao capital financeiro, livre para decidir sobre os recursos e o destino do país; e soberana frente às instituições apodrecidas, convocada com poderes reais para fazer as transformações sociais e econômicas profundas que o Brasil precisa. A burguesia brasileira nunca fez e nunca fará a reforma agrária, a soberania energética, a taxação das grandes fortunas. Quem pode fazê-las é o povo trabalhador organizado — e a Constituinte Soberana é o instrumento. É essa discussão que precisa ser aprofundada com os trabalhadores de nossa base e de todo o país.</p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/a-constituicao-de-88-ja-nasceu-sob-o-veto-da-classe-dominante/">“A Constituição de 88 já nasceu sob o veto da classe dominante”</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">22200</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Terrabras e o futuro da soberania nacional</title>
		<link>https://otrabalho.org.br/terrabras-e-o-futuro-da-soberania-nacional/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=terrabras-e-o-futuro-da-soberania-nacional</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 May 2026 21:28:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://otrabalho.org.br/?p=21930</guid>

					<description><![CDATA[<p>Um projeto (PL-1754) para a criação da Terrabras, empresa estatal responsável pela prospecção e extração dos chamados minerais críticos, foi articulado pela bancada de deputados do PT. Até o presente, contudo, o governo Lula não encampou nem tampouco apoiou o projeto: o ministro das Minas e Energias, Alexandre Silveira (PSD-MG), ligado e financiado pelo grande [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/terrabras-e-o-futuro-da-soberania-nacional/">Terrabras e o futuro da soberania nacional</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um projeto (PL-1754) para a criação da Terrabras, empresa estatal responsável pela prospecção e extração dos chamados minerais críticos, foi articulado pela bancada de deputados do PT. Até o presente, contudo, o governo Lula não encampou nem tampouco apoiou o projeto: o ministro das Minas e Energias, Alexandre Silveira (PSD-MG), ligado e financiado pelo grande empresariado da mineração, exigiu do governo a rejeição prévia de qualquer estatal no setor.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-49" style="font-size:21px"><strong>O que são as “terras raras”</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os chamados “minerais de terras raras” representam um conjunto de metais que têm tomado importância crescentemente à atual indústria da fronteira tecnológica, ocupando também um papel estratégico central aos complexos militares-industriais das potências capitalistas e, portanto, da política imperialista. Alguns de tais minerais são menos abundantes, outros mais – todos eles, contudo, são encontrados de forma muito dispersa na crosta terrestre e, por isso, são de difícil extração e processamento pela indústria de mineração, sendo assim chamados de “raros”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses elementos minerais são indispensáveis à fabricação de smartphones, baterias de carros elétricos, ou turbinas eólicas – mercadorias cada vez mais centrais às cadeias de produção e consumo globais, bem como à chamada “economia da transição climática”. Tais minerais são também matéria-prima indispensável aos equipamentos (hardware) de superprocessadores eletrônicos e outros componentes utilizados por empresas de Inteligência Artificial, de robótica, drones etc. Ademais, têm se tornado cada vez mais essenciais à indústria bélica, na produção de radares, sistemas de orientação e uma miríade de outras aplicações em tecnologias de defesa e segurança militar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como pode ser visto no gráfico k, a China, além de deter cerca de 50% das reservas mundiais de “terras raras”, controla também seus mercados. Ela sozinha é responsável por 60% de sua mineração global – quase seis vezes superior à dos EUA. Mais importante ainda, a indústria chinesa domina quase 90% do processamento de tais metais e é igualmente responsável pelo grosso da fabricação de vários de seus derivados. Sua indústria de transformação produz, por exemplo, mais de 90% de ímãs permanentes (usados em turbinas, celulares, etc).</p>



<p class="wp-block-paragraph">E é a competição pelo controle de tais mercados, assim como de toda a cadeia de produção, que tem levado os EUA – seus governos e suas grandes corporações tecnológicas (as Big Techs) – a deslanchar uma disputa encarniçada não apenas contra a vasta proeminência da China, mas sobretudo pelo livre acesso das reservas globais &#8211; 23% das quais encontram-se em território brasileiro. Embora seja a segunda mundial no ranking, essas reservas do país são ainda pouquíssimo exploradas.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-50" style="font-size:21px"><strong>Estatal, soberania e desenvolvimento</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">É em meio a essa verdadeira tentativa de assalto imperialista sobre as riquezas nacionais que tramita no Congresso o Marco Legal dos Minerais Críticos, o PL-2480. Sob a batuta do Centrão e, portanto, do lobby de mineradoras e multinacionais, tal projeto é centrado em enormes concessões ambientais, creditícias e de isenções tributárias ainda maiores do que as atuais. As mineradoras brasileiras estão dentre as que menos pagam impostos e royalties no mundo – apenas de 1% a 3,5% de Compensação Financeira pela Exploração Mineral. Além disso, suas isenções resultam em gasto fiscal de R$ 20 bilhões nos últimos anos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O deputado Pedro Uczai (PT-SC), articulador do projeto da Terrabras, pediu o adiamento da entrega do parecer do PL. Ele diz tentar convencer o presidente Lula a reconsiderar o apoio do governo à criação da estatal. Pelo projeto da bancada petista, a estatal seria voltada à exploração de minerais críticos e teria exclusividade na operação, com regime de partilha (com empresas privadas) – algo similar à Lei do Pré-Sal de 2010. Isso asseguraria “participação direta do Estado, promovendo segurança nacional, conteúdo local, preservação ambiental e transparência, além de fomentar o desenvolvimento tecnológico e industrial. Ao potencializar e incentivar o beneficiamento dos recursos extraídos, o modelo inibe a prática de exportar matérias-primas minerais sem valor agregado”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há exemplos recentes viáveis de medidas similares, inclusive em países latino-americanos. Em 2022 o presidente mexicano, Lopes Obrador, implementou lei que criou a LitioMx, uma estatal que passou a ter o monopólio na extração e comercialização do lítio, metal fundamental usado em baterias e outros equipamentos cada vez em maior demanda internacional. No Chile, o então presidente Boric reformou as concessões concedidas às mineradoras estrangeiras (chinesas no caso), exigindo participação paritária e elevando a 12% o pagamento de royalties.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-51" style="font-size:21px"><strong>Serra Verde, Caiado e Trump</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto isso, em Goiás, a mineradora Serra Verde foi comprada pela “USA Rare Earth” (USRE), empresa norte-americana ligada ao secretário do Comércio do governo Trump, Howard Lutnick. A Serra Verde, proprietária da mina goiana de Pela Ema, é a única a operar em terras-raras no Brasil e a única a extrair elementos magnéticos críticos em larga escala fora da Ásia. A conclusão do negócio, entusiasticamente intermediada pelo governador Ronaldo Caiado (PSD-GO), está prevista para o terceiro trimestre de 2026. A USRE tem sido pesadamente financiada com fundos públicos pela Casa Branca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde que a China suspendeu a exportação de minerais críticos aos EUA, em retaliação à guerra tarifária de Trump, este tem investido agressivamente no setor. A capitalização estatal da USRE e seu avanço sobre as reservas brasileiras faz parte dessa estratégia. Um pouco antes de ser vendida, a Serra Verde havia obtido um financiamento de meio bilhão de dólares de uma agência pública (USIDFC), ligada ao Departamento de Estado dos EUA. Os recursos estão condicionados a “cláusulas de offtake”, que garantiam prioridade de fornecimento dos minérios extraídos a empresas norte-americanas. A “prioridade” converteu-se em “exclusividade” após a venda da Serra Verde, que se comprometeu contratualmente assim a fornecer por 15 anos 100% de sua produção a uma empresa privada de propósito específico, também capitalizada pelo governo dos EUA.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-vivid-red-color has-text-color has-link-color wp-elements-52" style="font-size:21px"><strong>Inconstitucionalidade e campanha eleitoral</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um mês antes da venda, o governador Caiado havia assinado um memorando de entendimento para exploração do potencial minerário de Goiás com um encarregado de negócios dos EUA, garantindo a tal país acesso exclusivo e confidencial ao mapeamento geológico estadual. Tudo isso é claramente inconstitucional, já que a competência de regular a gestão de minerais estratégicos é exclusiva do Estado brasileiro e a propriedade do subsolo pertence à União, e não aos estados. Caiado usurpa assim funções da Presidência da República.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A despeito disso, o governo federal não tomou qualquer medida para questionar legalmente a venda da mineradora e muito menos o memorando de Caiado. O STF já recebeu Ação, apresentada pela Rede, questionando a legalidade da venda da Serra Verde. O partido alega que tal operação desloca o poder de decisão sobre a exploração de terras raras a um grupo estrangeiro à revelia do Artigo 176 da Constituição. A Ação solicita ainda que a União e a Agência Nacional de Mineração apresentem pareceres e análises sobre a venda, incluindo avaliação do interesse nacional, dos impactos tecnológicos e da soberania econômica.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tema precisa estar no centro do debate eleitoral. E Lula necessita urgentemente romper com o cerco das mineradoras privadas e dos EUA no interior de seu próprio governo. Ele precisa rejeitar a venda da Serra Verde e defender abertamente a criação da estatal Terrabras. E deve colocar isso no centro de sua campanha à reeleição. Tais bandeiras são as da defesa da soberania nacional e, por isso, se bem impulsionadas serão capazes de mobilizar contra a direita “patriótica” dos Caiados e Bolsonaros da vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Alberto Handfas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://otrabalho.org.br/terrabras-e-o-futuro-da-soberania-nacional/">Terrabras e o futuro da soberania nacional</a> apareceu primeiro em <a href="https://otrabalho.org.br">O Trabalho</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">21930</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
