Trabalhadores em greve da NUCLEP, empresa pública, exigem a saída de militares da direção

Trabalhadores da Nuclebras Equipamentos Pesados, empresa vinculada ao Ministério de Minas e Energia e localizada em Itaguaí, cidade do Rio de Janeiro, iniciaram nesta quinta-feira, dia 16, uma greve exigindo a retirada da atual diretoria da empresa. Além dos militares indicados no governo Bolsonaro, o atual presidente, o contra-almirante Carlos Henrique Silva Seixas, está à frente da empresa desde o governo Temer. Seixas vem acumulando o cargo de presidente e diretor administrativo, desde 2017. A NUCLEP é responsável pela produção de maquinários para os setores nuclear, óleo e gás, energia e defesa.

As indicações dos militares como diretores na NUCLEP se soma aos diversos ataques que a categoria vem sofrendo. Em 2022, uma greve de mais de 100 funcionários tomou conta da empresa. Os trabalhadores se colocaram contra a redução de 70% dos salários além das ameaças de demissão aos trabalhadores terceirizados. Na época, a progressão salarial já havia sido autorizada pelos Ministérios da Ciência e Tecnologia e Planejamento, mas foi vetada pelo TCU. Este veto resultou na redução de 70% do salário de mais de 100 trabalhadores. Além disso, o número de demissões foi crescente. Desde que a diretoria militar tomou conta da empresa, foram quase 300 demissões nos últimos anos.

Trabalhadores em manifestação no dia 16 de março, na porta da empresa. Foto: Sindimetal Rio

O sindicato e a Associação de Funcionários da NUCLEP estão organizando algumas conversas em Brasília com deputados, Ministério de Minas e Energia para que a atual diretoria seja trocada de forma urgente.

Protesto pede saída da diretoria

Segundo o Sindimetal Rio, o protesto é pela exigência da retirada da atual diretoria. Há uma reivindicação direcionada ao governo Lula, pela troca da atual direção. A greve que começou nesta quinta-feira, 16 de março, será reavaliada em nova assembleia no dia 20.

É urgente que o governo Lula ouça os trabalhadores e retire a atual diretoria que vem atacando, diariamente, os trabalhadores. O sentimento que tomou conta da NUCLEP, é o sentimento de parte do povo, que entende que a nossa vida tutelada pelos militares é uma maré de atraso. É por isso que os trabalhadores da NUCLEP merecem todo o apoio! Foi para isso que elegemos o governo Lula; para mudar a situação nacional. É urgente desmilitarizar o Estado e isso passa, inclusive, pela retiradas de vários desses que hoje ocupam postos de direção em diversas empresas, órgãos e etc. Todo apoio aos trabalhadores da NUCLEP.

Jeffei

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