TST impõe multa pesada a petroleiros que denunciam desmonte da Petrobras

Petroleiro na entrada da refinaria Alberto Pasqualini, em Canoas (RS) 30/5/2018 REUTERS/Diego Vara

Os petroleiros iniciaram uma greve no dia 25 de novembro para chamar a atenção da população à política de desmonte da Petrobras com demissões e transferências em massa, venda de ativos e reajustes constantes da gasolina e do óleo diesel. Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP/CUT) a mobilização contou com 26 mil trabalhadores, mais de um terço do corpo de funcionários.

O movimento garantiu a produção de petróleo e o abastecimento de combustíveis para a população. Mesmo assim, de forma arbitrária o Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu multar a categoria em R$ 2 milhões por dia de paralisação e suspendeu o repasse mensal de recursos à FUP e aos sindicatos filiados autorizando o bloqueio cautelar das contas das entidades.

A alegação de que a greve teve início antes da conclusão das negociações, foi rebatida pelo coordenador da FUP, José Maria Rangel: “É conversa de surdo. A gente fala e a Petrobras não ouve. Já que ela não quer ouvir, a arma que nós temos é a mobilização”.
Diante da truculência do TST, por proposta da FUP, a greve foi suspensa no dia 27.

A categoria continua mobilizada. Além das demissões e transferências em massa, da venda de ativos e de uma política de preços que penaliza a população, a FUP reitera que a empresa está descumprindo o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que foi mediado pelo próprio TST.

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