A posição do Diálogo e Ação Petista sobre as prévias do PT em SP

Publicamos abaixo um texto do Diálogo e Ação petista de São Paulo – agrupamento amplo de petistas que militantes de O Trabalho ajudam a construir – sobre a questão da escolha do candidato a prefeito e das prévias em SP.


DAP E AS PRÉVIAS EM SP

Nos grupos está circulando um texto, assinado pela Direção Municipal da AE (Articulação de Esquerda, tendência do PT), criticando o DAP por defender posição ” antidemocrática”.

Como argumento para defender que a consulta aos filiados seja realizada pela internet, os companheiros dizem:  “… para superarmos de longe os 18 mil filiados votantes no PED, numa forte manifestação de democracia interna”.

Estranho como os companheiros, de uma hora para outra, passam a defender que a votação no PED é uma manifestação de democracia interna, e que se esse número fosse superado, agora seria mais “forte” ainda.

De nossa parte continuamos defendendo o fim do PED, inclusive porque ele não é uma “manifestação de democracia interna”. Companheiros, reafirmamos a posição histórica do DAP sobre o PED, com encontros onde a militância, após a discussão política, eleja a direção e também, que no caso de mais de um pré-candidato, seja realizada uma prévia com os filiados para decidirem. Hoje, não é isso que está em discussão, a situação é extraordinária, e assim que deve ser tratada.

Somos contra uma prévia online.  Ela não seria “uma manifestação de democracia interna mais forte ainda que o PED”,  como argumentam os companheiros. Como dissemos em nosso texto, fazer “prévias virtuais hoje significa excluir da decisão os que não tem acesso a um computador ou celulares, e também aqueles que não tem acesso a sinal de internet de forma contínua.  Significa excluir os mesmos que hoje não conseguem usar os malditos aplicativos para receber o auxílio emergencial, os mesmos que não conseguem acompanhar a famigerada EAD dos governos Covas e Doria.  Enfim, os mesmos que são excluídos pelo estado e agora seriam excluídos também pelo PT, caso fosse dado aos petistas com melhores condições econômicas e de acesso à tecnologia, a decisão de quem vamos querer que governe a nossa cidade para aplicar as políticas que são tão caras às nossas periferias”

E como a própria AE afirma, o nosso argumento é FORTE pois defende a DEMOCRACIA.
Por fim, nós perguntamos:  a que e a quem interessa esse tensionamento?  A quem interessa  questionar a legitimidade da escolha do candidato do PT nesta conjuntura de ataque brutal do capital? A quem interessa a divisão do partido? A excepcionalidade da situação exige uma forma excepcional de escolha.  Exige do partido UNIDADE para que tenhamos um candidato e construir um PROGRAMA que esteja à altura dessa situação.

Coordenação Municipal do DAP -SP